As mudanças constantes que moldam nossas vidas têm sua origem na maternidade, no jeito como fomos embalados no colo de nossas mães. Se recebermos carinho, nos tornamos pessoas equilibradas, sociáveis e audaciosas. Se recebermos descuido nos tornamos inseguros, agressivos, medrosos. Tudo está relacionado com a educação, e a natureza credita às mães o dom de ensinar.
Nem todas se dão conta disso. Razão da maioria dos professores serem mulheres. É instinto de preservar o lado bom do indivíduo que vem das mulheres.
E elas estão aí, a cada ano em número maior no mercado de trabalho. E que ironia, tirando oportunidades dos homens e legando a eles as suas responsabilidades com os filhos. E a sociedade muda. Para melhor ou para pior? A mudança de papéis está trazendo bons resultados? A mulher consegue substituir o homem e vice-versa?
Ambos tentam, e o resultado é impressionante, com uma sociedade mais violenta, insensível e desumana.
Na verdade as mudanças, que não são poucas e são profundas, afetaram a maneira como as pessoas se relacionam com o mercado e com a sociedade em geral e nem todos perceberam ou aceitaram essas mudanças.
Existe uma grande esperança de que num futuro tenhamos um país mais justo, pois a única área em que a mulher tem conseguido se destacar e receber o justo pelo seu trabalho é na área jurídica, onde a cada 10 juízes, sete já são mulheres. Por meio do concurso público a mulher tem conseguido o reconhecimento pelo seu esforço.
E a vida familiar? Você pode perguntar. Bem, o seu emprego, relacionamento amoroso, referências intelectuais e amizades dependem de sua capacidade de adaptar-se às novas rotinas ou não. O emprego é cada vez mais instável, mutável, contraditório e paradoxal. E para adaptar-se é preciso entender a evolução e desenvolvimento da sociedade, do mercado de trabalho. É exigido cada vez mais das mulheres, o conhecimento técnico, para que possam “substituir” os homens em suas funções e merecerem salários iguais.
A ansiedade para subir na carreira e, até mesmo, para manter seu emprego às vezes leva mulheres a aceitarem desafios maiores por salários menores. Esse é o maior pecado que cometem, pois se de fato se valorizassem não aceitariam determinadas condições que algumas empresas estabelecem e com essa atitude estariam valorizando todo seu talento empreendedor. Sim, porque empreendedorismo é nato nas mulheres que, desde pequenas, lá dentro do lar (imposto pelas educadoras mulheres), recebem o desafio de irem além de suas atividades escolares, também cuidando das atividades de administração do lar.
Em tempos de crise, de enxugamento, cargos estão sumindo nas empresas, o futuro do trabalho está sem futuro, as novas formas de prestação de serviços estão ameaçando a empregabilidade e as mulheres se apresentam como as mais criativas e as que melhor acompanham o ciclo de mudanças rápidas, profundas e consistentes. O fato de se desprender do próprio passado, do rótulo de “donas de casa” e aceitar a condição de trabalhar mais e melhor que os homens fez com que as mulheres conquistassem um espaço maior no mercado de trabalho.
É característico nas mulheres o instinto da organização, do planejamento. Este instinto de organização e planejamento tem como resultado o trabalho com maior produtividade. E produtividade é fruto do trabalho com qualidade e ambos obtém como resultado o que as empresas mais buscam: O LUCRO.
É preciso não esquecer a evolução tecnológica e buscar aperfeiçoamento para ocupar cargos mais importantes, que contribuam mais com a evolução da nova sociedade. Precisamos lembrar da responsabilidade social, das questões ambientais e a capacidade de viver e trabalhar em equipe e entender as mudanças como parte essencial da nova educação dos filhos, voltar a valorizar a família, para que tenhamos um futuro melhor.
Para isso é necessário que nós mulheres continuemos à frente de nossa época e nos lembremos constantemente de nossa principal função que é a de educadoras e saibamos transmitir este dom no ambiente empresarial. Assim estaremos de fato demonstrando um diferencial para as empresas, valorizando nossa participação no mercado de trabalho.
Maria Francisca Reis – formação superior em Pedagogia e Técnico em Contabilidade, já atuou em diversas áreas de serviços, turismo e lazer. Atualmente esta desempenhando atividades profissionais no Hotel Coral Tower de Porto Alegre / RS na área de administração.
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March 14th, 2009 at 1:19 pm
Excelente e pontual análise! De fato, segundo pesquisas, as mulheres têm se destacado na área empreendedora; é possível ponderar se devido somente a sua capacidade organizacional e de modificabilidade, ou se também devido à realidade histórica dos processos econômicos. Porém, independente de qual linha de raciocínio se analise essa questão, devido a seu talento nato na área da educação, as mulheres moldam, sem dúvida, homens e mulheres para o mercado de trabalho, assegurando através da estruturação de famílias saudáveis, os melhores estímulos e ensinamentos para qualificar e impulsionar emprendedores em todas áreas. Portanto, quem tem a capacidade de educar empreendedores, mais ainda tem de empreender com talento e sucesso! Parabéns Francisca pela profundidade do artigo e a todas mulheres por sua participação nos processos produtivos da vida!
March 16th, 2009 at 10:44 pm
Gedale.
Obrigado pelas tuas gentis palavras.
Como escreves bem!
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