Sejamos mulheres sem preconceitos! (Fernanda Daniele Rusch)

Quando pensava em meu futuro, imaginava muito mais a concretização do sonho de ter uma linda família e pouco me visualizava na vida profissional. Sonho de menina, de romântica, de leitora assídua de dramas e de romances populares. Tive a oportunidade de estudar e me tornar uma profissional e então descobri o prazer do aprender, do saber e do fazer. As expectativas da carreira escolhida se concretizavam muito rapidamente e a adrenalina da carreira profissional mostrou as possibilidades das conquistas profissionais que dependiam inteiramente das escolhas e do esforço pessoal.

Com a primeira filha, a surpresa da maternidade e a tentativa de não deixar as conquistas e o status profissional conquistado se esvaírem. Para tal façanha, as horas do dia foram duplicadas e a qualidade de vida ficou em segundo plano.

Com a segunda filha, a necessidade de escolhas sobre o que se quer da vida e daí entra a grande pergunta da mulher dos tempos atuais. Ser uma boa mãe ou buscar os sonhos profissionais e as recompensas financeiras de uma vida dedicada ao trabalho? Semanas e meses de introspecção para chegar a “minha conclusão”. E enfatizo a situação da propriedade da escolha, pois acredito que neste assunto não existe o que é certo e o que é errado…. existem as realidades: cultural, social, financeira, amorosa de cada mulher ou casal.

Tenho orgulho de pertencer a uma geração de mulheres que provaram para si mesmas que podem ser auto-suficientes, poderosas e eficientes, igualando-se em potencial aos homens. Mas com o passar dos anos o orgulho e o ego inflado deram lugar a certeza de que o que realmente importa é seguir seus sonhos, mudá-los sem culpa e viver com plenitude as escolhas feitas.

Os tabus sobre a ascensão intelectual e profissional das mulheres praticamente foram aceitas em todas as esferas da sociedade e hoje o novo e grande desafio é ajudar estas mulheres a eliminarem aquele sentimento de culpa pelas suas escolhas, mostrando que o tipo de escolha em si não importa e o que importa mesmo é o respeitar sem preconceitos os sonhos de cada uma.

Sejamos, portanto, mulheres livres de preconceitos e disseminadoras deste conceito novo de livre decidir, sem os conceitos do certo nem do errado, somente o aceitar e apoiar.

No meu, no nosso caso, escolhemos por não abandonar nenhum sonho, dando espaço reduzido tanto para a carreira quanto para a família e a criação das meninas….. Se vai dar certo ou não, não tenho certeza….. e espero ter a decisão apoiada…..sem preconceitos.

Fernanda Daniele Rusch Graduada em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Lead Assessor pela P-E Batalas – Inglaterra. Sócia-Gerente da Simples Soluções®. Consultora e Instrutora, com 9 anos de experiência, em consultoria e aprendizado de Gestão Organizacional (Estratégica, Pessoas e Qualidade) em empresas dos mais variados segmentos e portes. Atualmente desempenha a função de Gerente da Qualidade na Indústria Metalúrgica Rotamil Ltda.

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