Nenhum comentário 21/10/2009 | Por: Hélio Rocha
Campanha “Saco é um saco”

Recebemos um e-mail da WWF-Brasil, convidando-nos para aderir na campanha “Saco é um saco”, vide “cartaz” abaixo:

Cartaz wwf saco e um saco

Muito criativo … acessei o website da campanha (www.sacoeumsaco.com.br) e o conteúdo é riquíssimo em informações.

A campanha é do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da WWF-Brasil e diversas organizações e empresas!

Neste “cartaz” existe um convite “legal” para avaliar o “quanto” iremos deixar de marca, ou seja, pegada em nosso planeta! Acesse este link e você poderá participar e principalmente se conscientizar, é a nossa “pegada ecológica”!

Também apresenta uma ampliação dos princípios dos “3Rs” (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) … para o Recusar! Vide neste link, um artigo no Blog da campanha sobre este assunto!

Pessoal, vamos fazer a nossa parte! 4Rs nos sacos plásticos!

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Li um artigo sensacional sobre a parte “essencial” da qualidade nas organizações. O artigo foi elaborado pelo Sr. José Palacio (auditor do IQA – Instituto da Qualidade Automotivajose.palacio@iqa.org.br). Neste artigo ele comenta que ter qualidade nas organizações não é mais um diferencial … e sim uma obrigação!

Acesse este link e leia o artigo na íntegra.

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empregosOs empregos estão voltando, pelo menos em Caxias do Sul / RS! Esta notícia … eu li no Jornal Pioneiro, no sábado passado (17/10/09).

Mas a busca de profissionais qualificados é a premissa nestas ofertas, que chegam a um número superior de 1,8 mil oportunidades em Caxias do Sul! As empresas estão buscando funcionários que além de “vestir a camiseta … entrem em campo e joguem no time”

O artigo apresenta de forma detalhada em quais agências de recursos humanos estas vagas estão sendo oferecidas. Nossa “aliada”, a Evolutiva Centro de Desenvolvimento Profissional faz parte deste “cenário”, ofertando 600 vagas, nas funções de “processo de solda, montagem, pintura e operação de máquinas de estamparia”.

Acesse neste link, o artigo na integra.

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Capturar

Nosso cliente, a Indústria Metalúrgica Rotamil Ltda tem seu sistema de gestão da qualidade recertificado na norma NBR ISO 9001:2008.

Nos dias 1 e 2 de outubro de 2009 a Rotamil foi auditada pelo organismo certificador DNV e, ao final da auditoria, teve seu sistema de gestão da qualidade recertificado na norma ISO 9001:2008.

O Sistema de Gestão da Rotamil está implementado desde 1998, e atende o seguinte escopo: Manufatura de peças e conjuntos soldados para máquinas agrícolas, veículos de carga e de pessoas, tanques hidráulicos e de combustíveis e vasos de pressão para refrigeração e ar comprimido. Desenvolvimento, produção e comercialização de peças para caminhões.

Desejamos sucesso a todos os colaboradores da Rotamil!

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direitospcdVivemos numa sociedade que propõe a relativização e a fragmentação da ética e dos valores. Tudo passou a ser relativo. As próprias leis que deveriam determinar o limite entre o que é permitido e saudável para uma sociedade e o que não é, também se mostram frágeis na medida em que os recursos disponibilizados pela própria lei permite ao infrator ou criminoso uma defesa ou uma condenação branda. O que vemos, a exemplo (ou mau exemplo), através dos meios de comunicação é essa “banalização” e essa fragmentação dos fatos e acontecimentos.

Não podemos esquecer que esse “caos” que assistimos diariamente pelas diversas mídias exprime e imprime as nossas vivências e as mudanças em nossa sociedade. Por isso, falar sobre os efeitos danosos e positivos dos meios de comunicação, como a própria televisão, é ir além do que se vê. É poder analisar o momento que nossa sociedade está vivendo.

Nossa sociedade revela a ausência de uma “totalidade” que nos daria uma noção mais clara dos limites entre a normalidade e o patológico. Tudo passou a ser relativizado. Dá-se “jeito prá tudo” e todas as ações têm uma justificativa plausível. Isso também está sendo passado através dos meios de comunicação, revelando a fragilidade que nossas crianças se encontram. Podemos dizer, assim, que vivemos um quadro de patologia social.

A criança precisa encontrar um espaço para discussão e análise do que se passa nas entrelinhas e na subjetividade de toda informação que recebe. Os pais precisam estar atentos ao que a criança assiste e precisam ajudá-la a pensar. É tarefa dos pais e educadores desenvolver o espírito crítico na criança. Esse espírito crítico vai fazer com que ela aprenda a selecionar os “conteúdos” apresentados, incluindo a própria Internet.

Vale lembrar – e usar como referência – o que dizíamos antigamente às crianças, de que elas não deveriam aceitar “balinhas e docinho” de estranhos. Hoje, devemos continuar usando esse argumento para mostrar à criança que ela também não deve aceitar todos os “convites” e as propostas feitas pela televisão e pela Internet, pelos amigos e pela sociedade.

Penso que a saída para essa pós-modernidade que ainda viveremos é enfatizar aos jovens a idéia de critério e hierarquia. E essa é uma missão extremamente difícil, pois estamos indo, dessa maneira, contra o movimento que a sociedade propõe: a relatividade das coisas. Ou seja, tudo se equivale. Na relatividade não existem diferenças, não existem regras, tudo é permitido e compreendido (aceito). Ex: “Posso obedecer ou não ao sinal de trânsito e dá na mesma, o negócio é levar vantagem em tudo”. E o pior dessa relativização e fragmentação da história dos acontecimentos é que, muitas vezes, os pais se encontram nessa mesma posição, contribuindo e reforçando o “vale-tudo” da nossa sociedade.

A questão é complexa, pois se alguns pais se mostram “contaminados” com o meio em que vivem, como poderiam passar, de forma firme e hierárquica, os limites baseados nos valores da ética e da moral que determinam o equilíbrio necessário à vida da criança? Segundo a professora titular de filosofia contemporânea Scarlett Marton, da Universidade de São Paulo, na matéria apresentada pela Revista Cláudia no mês de junho, sobre “O mal, o bem e a gente”, “… a idéia de que é preciso ter uma visão de conjunto do processo histórico e da sociedade, uma concepção do homem e da inserção social, histórica e cultural, caiu em desuso e foi substituído por algo fragmentário. Por exemplo, as coletâneas e artigos substituem livros com começo, meio e fim; na medicina, a proliferação de especialistas torna inoperante o clínico geral; em artes e entretenimento, o tempo da TV é mais fragmentado que o do cinema, e o do videoclipe mais fragmentado que o da TV”. Sofremos esse impacto no cotidiano. E a sensação de não ter tempo para dar conta de toda demanda e digeri-la produz o estresse, a síndrome de Burnout e tantas outras doenças reativas que levam as pessoas a experimentar uma sensação de “vazio” e de falta. Vivemos a experiência do “tempo picotado”. E sem a visão de conjunto, fica difícil ter discernimento para estabelecer critérios e prioridades.

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A implantação da ISO 9001 oferece, além da possibilidade de ampliar mercados, uma série de vantagens para as empresas: aumenta o nível de organização interna, o controle da administração e a produtividade. Além desses benefícios, também leva a redução de custos e do número de erros e melhora a credibilidade junto a seus clientes.

Serve ainda:

  • Para atender a clientes que já possuem um SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) implantado e pedem o certificado de seus fornecedores.
  • Para se preparar para crescer.
  • Para trazer para dentro da organização os conhecimentos das pessoas que trabalham nela. Assim, se uma pessoa, por exemplo, ganhar na loteria ou se aposentar e deixar o emprego, o seu trabalho terá continuidade de maneira mais fácil.Quando há na organização atividades complexas.
  • Quando é preciso treinar novos colaboradores.
  • Se várias pessoas exercem a mesma atividade e é preciso que elas façam essa atividade da mesma forma.

A norma NBR ISO 9001 é aplicável a qualquer produto, a qualquer tipo de serviço e a qualquer tamanho da organização. É também compatível com outros sistemas de gestão e focada em melhoria contínua. Além disso, é voltada para os resultados dos negócios.

O SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) faz parte de vários sistemas que existem nas organizações, entre eles: o Sistema de Informação, o Sistema Financeiro, o Sistema de Vendas. Ao se implantar o SGQ busca-se algo que seja compatível com a organização, que agregue valor e que seja interligado com outros processos organizacionais.

As organizações precisam ser lucrativas, pois uma organização não lucrativa pode falir. E se fechar vai prejudicar não somente os funcionários da empresa, mas também as famílias desses funcionários. Sem falar que prejudica também os clientes e a comunidade que precisam da organização.

Algumas empresas têm clientes que preferem comprar de empresas certificadas na ISO 9001. E como ela quer continuar fornecendo para esses clientes, busca a certificação. Depois de conseguir o certificado, a empresa percebe que a certificação valeu a pena, já que obteve, entre outros, os seguintes benefícios:

  • Melhoria na transferência interna de conhecimentos e desenvolvimento de competências.
  • Melhoria da moral e da motivação da equipe, já que entende o porquê faz suas atividades e se motiva.
  • Redução dos custos com qualidade (refugos, retrabalho, devolução).
  • Aumento da competitividade, com custo mais baixo.
  • Aumento na satisfação dos clientes.
  • Aumento na rentabilidade.

Para implantar a norma ISO 9001, a empresa precisa primeiro dizer o que faz, depois, fazer o que disse que faz. Para isso, escreve-se as atividades da forma que são realizadas e posteriormente verifica-se se todos fazem da forma que está escrito. Caso contrário, revisa-se a documentação ou treina-se as pessoas a fazerem como está escrito. Assim, depois de um ciclo de verificações e melhorias, todos farão como está escrito. Obtem-se, então, uma padronização da forma de se realizar os processos. Só que isso acontece elevando-se o nível de cada processo, já que se padroniza a melhor maneira de se fazer o que precisa ser feito.

Durante a implantação da norma cria-se também o hábito de registrar o que se faz. Esses registros evidenciam a forma como foram realizadas as atividades, para se ter um histórico do que aconteceu e para se obter dados importantes para a tomada de decisão. Além disso, facilitam a programação das atividades futuras melhorando a performance da equipe.

Uma norma bem implantada leva a redução de custos, porque diminui a quantidade de erros e o desperdício. Também leva ao crescimento e à mudança na escala de produção, o que na maioria das vezes ajuda a baixar os preços. Isso garante uma maior satisfação dos clientes que, assim, compram mais, melhorando os resultados da empresa. É um ciclo de melhorias contínuas. A Organização planeja a melhoria, implanta e checa para ver se está tudo de acordo. Caso positivo padroniza-se a solução e, depois, pensa-se em novas melhorias. Caso contrário, atua-se no problema para solucioná-lo. Com isso, a empresa segue tornando-se cada vez melhor.

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0062Já estamos entrando no último trimestre de 2009 e o que talvez traga algumas reflexões são os cenários para o ano de 2010.

É o ano de eleições presidenciais. Bem, nos planejamentos estratégicos precisamos acreditar em um ano melhor. Talvez não tenhamos o crescimento que obtivemos em 2007, mas será um ano bom para nossas empresas.

Com certeza, melhor do que 2009.  O ano de 2009 foi um ano de muito aprendizado!

As eleições sempre causam apreensões em relação ao nível de investimentos que nossas empresas farão ou deixarão de fazer.

Estamos com a menor taxa de juros SELIC dos últimos tempos, apesar de ainda ser considerada uma das maiores taxas de juros de mundo.

Precisamos pensar positivamente, sonhar, mas documentar nossos sonhos em estratégias, ações e buscar as suas realizações ao longo de 2010.

A grande importância de planejar com todos nossos colaboradores e compartilhar nossas ações para melhorar os resultados das empresas para o ano de 2010.

Os temores, crises, dificuldades, tudo isso para nós brasileiros, moldados com crises desde a década de 80, talvez essa tenha sido uma das menores.

Crise é aprendizado. Também nos lembra novamente que não precisa ter crise para pensarmos em PLANEJAMENTO, em investir mais nas pessoas e buscar sempre novos mercados e novas oportunidades.

O importante nesse momento é reavaliar nossos mercados, rever nosso foco estratégico, entender ainda mais as necessidades de nossos clientes e acima de tudo INOVAR.

Dificilmente algum negócio sobreviverá sem que haja investimentos em novas linhas de produção, em qualidade, em pessoas e uma preocupação constante com reduzir custos.

Quem ainda não pensou no planejamento estratégico para a sua empresa, essa é a hora de implantar uma das ferramentas mais utilizadas no mundo da gestão.

Não vamos perder tempo, pois nosso concorrente não perde oportunidades para ampliar seu mercado.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

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Guia_ADL_001_pequenaJá existe um dificuldade natural em implementar um sistema de gestão pela qualidade baseado na ISO 9001 em empresas privadas, mas em empresas públicas é possível? Sim, com certeza é possível e principalmente necessário diante de tantas notícias que aparecem nas mídias sobre corrupções e busca de interesses pessoais em detrimento do bem comum!

Localizei um “guia”, publicado pela APCER (Associação Portuguesa de Certificação), cujo título é o seguinte:

  • Guia Interpretativo da NP EN ISO 9001:2000 na Administração Pública Local.

No prefácio desta obra, podemos perceber o quanto é necessário as instituições públicas buscarem este objetivo:

“Um dos grandes desafios que as sociedades democráticas em todo o Mundo enfrentam nos dias de hoje é a necessidade de desenvolverem e manterem a confiança dos cidadãos nos órgãos e instituições do Estado.

A Administração Pública Local em Portugal desempenha um papel de elevada importância no desenvolvimento econômico e social de Portugal, tendo assumido sempre no nosso regime democrático um papel de permanente acompanhamento da evolução da sociedade.

É nossa convicção, enquanto organismo certificador, que através da adoção de sistemas de gestão da qualidade e da sua certificação as entidades da Administração Pública Local podem controlar eficazmente as suas atividades, de modo a maximizar a satisfação dos seus clientes: os cidadãos que utilizam os seus serviços. A implementação de um sistema de gestão da qualidade fornece um modelo de gestão que permite assegurar a qualidade dos serviços prestados e promover, assim, a competitividade dos territórios por si administrados.”

Clique aqui neste link, para ter acesso a esta obra.

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parqueSomos seres gregários por natureza, portanto, temos que admitir que pertencer a um determinado grupo, no princípio, tornou-se uma questão de sobrevivência. A estória de Benjamin Button, personagem vivido por Brad Pitt no cinema, não se sustenta na vida real. Nascer velho e morrer na tenra infância, infelizmente (ou felizmente) não é a nossa condição. Nascemos totalmente dependentes do nosso núcleo familiar e nada podemos fazer para mudar esta realidade.

Assim, o meio em que vivemos durante alguns anos pode contribuir ou dificultar o desenvolvimento de nossas capacidades. Existem inúmeros fatores que influenciam diretamente o nosso desenvolvimento. Crenças, mitos, valores e princípios, hábitos e costumes compõem um cenário cultural de legados e mandatos que podem se perpetuar por diversas gerações. Este padrão de comportamento e de mentalidade que circula pelos vários “núcleos familiares” (várias gerações), imbuído, muitas vezes, de conflitos não-resolvidos, pode penetrar os porões do nosso inconsciente influenciando nossas escolhas e nossa caminhada.

Segundo a teoria psicanalítica, nosso inconsciente é uma espécie de “caixa-preta” (semelhante à caixa-preta de um avião) que registra as manifestações e ocorrências durante o nosso percurso, as quais nem sempre conseguimos acessar. Outras teorias afirmam, ainda, que carregamos – muito antes de nascer – certa bagagem que vai se apresentando ao longo da nossa vida. Contudo, não podemos negar a pré-disposição genética, constitucional e hereditária que, aliada ao meio em que vivemos, fará grande diferença em nossa trajetória.

O fato é que, se nascemos completamente dependentes, precisamos de uma família ou de progenitores capazes de dar conta da nossa sobrevivência durante a nossa infância, capazes de nos auxiliar numa árdua tarefa que se remete à “construção de nós mesmos”. Precisamos de um “outro” para nos construirmos. Mas o que fazer quando este “outro” (figura parental) fracassa nessa função primordial seja por incapacidade, negligência ou omissão? Vimos, anteriormente, que nossa bagagem, ao nascer, não está completamente vazia, que podemos encontrar algumas saídas para as nossas privações. São as chamadas “figuras substitutas” que podem nos assessorar quando nossa família fracassa na sua função. Estas figuras podem estar entre os nossos pares, os nossos iguais. É por isso que a criança usa o lúdico (com outras crianças também) na tentativa de resolver os seus “dilemas” e preencher suas lacunas.

Porém, haveria alguma conseqüência danosa para àqueles que necessitariam de um caminho alternativo? É comprovado que uma das conseqüências é gerada pela dúvida, a qual se manifesta dentro de cada “sobrevivente”. Dúvida em relação a capacidade de poder viver fora dessa dinâmica psicológica que os levaria a perpetuar sua história de privações e negligência. São estes os pacientes que se queixam de menos-valia, de sentimento de inferioridade e baixa auto-estima.

Como superar esta dúvida cruel? Seria possível romper com este “cordão” que os une à dinâmica de suas famílias de origem? Um dos caminhos trilhados na superação destes obstáculos está em poder se ver separadamente do contexto em que viveram. Enxergando-se de fora do círculo familiar, rompendo com mandatos e legados trazidos de outras gerações, as pessoas tendem a reencontrar o equilíbrio perdido, a segurança necessária para a construção da sua própria história de vida, não mais dependendo da bagagem dos antepassados para “sobreviver”. Separação-individuação representa um resgate da individualidade perdida.

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Dando continuidade ao post que publicamos sobre “empresas familiares”, hoje li um artigo muito interessante publicado no Portal Amanha, pelo Marcelo Melo.

Neste artigo, o autor, inicialmente apresenta um comparativo, utilizando os conceitos da psicanálise do Freud, sobre relação pai, mãe e filhos. Em um dos trechos do artigo, o autor cita o sonho que o “pai empresário” com a perpetuação da empresa / negócio.

Para aqueles que convivem com esta realidade no dia-a-dia, sugiro a leitura e análise deste artigo:

Envelhecimento, auto-confiança e sombra – o filho te obrigando a enxergar o que não quer ver

CapturarA relação pai e filho é sempre complexa, Freud era capaz de forçar algumas aproximações para provar suas teorias, mas é inegável a contribuição de seu invento, a psicanálise, para que cada humano perceba melhor a si e aos outros. Freud apontou o pai como o responsável por cortar o vínculo maior entre a mãe e o filho, se a mãe constitui a base emocional da criança, é o pai que entra e a joga para o mundo. Quem queria isso? Naturalmente, todos preferíamos ficar sob a proteção materna, começam aí as diferenças.

Se esse pai é um empresário, nem sempre ele cumpriu esse papel primário, qualquer pessoa que já tenha passado próximo a uma empresa é capaz de imaginar a energia, foco, determinação e tempo que demanda. Esteve ausente de casa em momentos importantes, mantém com esse filho uma relação de culpa, algumas vezes explícita, outras não, cada dupla pai e filho desenvolve uma característica, dentro de uma mesma família, vários tipos de relacionamento podem florescer, por mais que os pais insistam na teoria que gostam iguais dos diferentes filhos.

Esse pai bem-sucedido vê o tempo passar, sente o peso da idade e sonha com a perpetuidade da criação, prefere passar o bastão para alguém com o mesmo sangue, mas aí começam outros problemas. A maioria desses empresários bem-sucedidos, tem uma auto-confiança, se não íntima, pelo menos a que mostra aos outros, elevada, e costuma crer, mesmo aqueles conscientes da necessidade de equipes e de outros talentos complementares, que poucos, quase ninguém, tocariam aquilo da mesma forma que ele.

Já o filho vê exatamente o contrário, percebe a necessidade de renovação, quer fazer na empresa, o mesmo que fez na adolescência, livrar-se da presença constante do pai, separar o que é ele, e o que é o pai. O filho, preocupado em consolidar seu espaço, pouco consegue entender as agruras do pai, importunado pelas conseqüências negativas do envelhecimento.

Sim, mesmo os pais mais conservados e ativos percebem facilmente que funcionam diferentemente, isso causa insegurança em qualquer pessoa, até mesmo neles, imaginar passar o bastão para o filho é assumir que o rendimento já não é o mesmo, que a contribuição é menor, que o fim, inevitável, está mais próximo, algo que pouquíssimos conseguem conceber. Aí, o conflito se extrema, porque muitas outras causas são discutidas, mas são raras as ocasiões em que pai e filho sentam e conversam sobre isso. Não é natural, o filho, mesmo o homem maduro, por pior que seja a relação com seu pai, também não gosta de imaginar o final dele. Humano é aquele que, por definição, e independente de credo religioso, tem com a morte uma sensação de “melhor seria se estivesse distante”, a morte de um pai, além dos reflexos emocionais em relação a este, traz também a realidade de pensar seu próprio fim.

Esses aspectos passam longe da maioria das empresas, e de nada adianta achar que são coisas pessoais que não devem ser levadas à às mesas. A empresa é sim um lugar onde pai e filho tem uma relação profissional mas que começou em termos estritamente pessoais. Muitas vezes é necessário ajuda externa para que cada um consiga encarar e expressar esses fatos. Sucessão é a comprovação para o pai da existência de um final, por mais que projete no filho o futuro da empresa é o duro momento de assumir o seu envelhecimento, a sua obsolescência. É encarar que aquela criança que no início lhe trouxe uma revitalização, a razão para um gás extra, a motivação para um legado, agora começa a ser o portador de outras notícias.

O que fazer? Incluir nessa relação esta conversa adulta e difícil, preparar-se para aceitar o envelhecimento e ver o filho, apenas como mensageiro da má notícia, nunca como o responsável. Fundadores, não diminuam o mensageiro, depois não adianta querer que ele possa fazer o que vocês não fizeram.

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