30/11/2009 | Por: Tatiana Wegner Ypsilanti
Lavagem verde (Por Tatiana Wegner Ypsilanti)

greenwashedLi um artigo na Revista Seleções do mês de novembro de 2009 (página 33), que fala sobre a “Lavagem verde”, a autora, Mariusa Colombo, que é bióloga e professora da Unisinos (RS), comenta o engano que os selos colocados nas embalagens dos produtos podem ocasionar para o consumidor, a lavagem é como se o “produto tomasse um banho verde”.

Geralmente esses selos fazem com que o consumidor pense e até creia que está fazendo sua parte com o meio ambiente, já que estas figuras passam uma imagem assim, sem que isso seja real!

É como se o produto fosse empacotado em uma embalagem de presente “orgânica”, limpando a consciência da gente…

Existe um website que fala mais a respeito dos sete pecados da lavagem verde (http://sinsofgreenwashing.org/findings/greenwashing-report-2009/).

Além disso, existem definições, como exemplo típico a palavra biodegradável, que no dia-a-dia as pessoas mal percebem que não entendem o significado verdadeiro desta palavra e o que isso significa para o meio ambiente.

As pessoas acreditam que o produto biodegradável pode ser descartado em qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer quantidade e sem o mínimo de cuidados. Mas não é bem assim, como a definição1 mesmo diz o material biodegradável pode ser decomposto, isso não significa que sempre será, pois existe uma série de fatores que contribuem para uma degradação ótima, como por exemplo, concentração, temperatura, pH, umidade etc.

1Biodegradável é todo material que após o seu uso pode ser decomposto pelos microorganismos usuais no meio ambiente. Desta forma o material quando se decompõe, perde as suas propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente. É uma qualidade que a sociedade atual exige de determinados produtos como, por exemplo, de detergentes, de sacos de papel, de embalagens diversas, etc. Assim diminui-se o impacto das manufaturas do homem sobre o meio ambiente.

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30/11/2009 | Por: Hélio Rocha
Caído na calçada (Por David Coimbra)

Na sexta-feira passada recebi através de um e-mail da nossa amiga Emilene Brum Garske, um texto muito lindo, escrito pelo jornalista, comentarista e escritor David Coimbra. O texto conta uma história verdadeira que aconteceu no ano passado, no mês de setembro de 2008. Um verdadeiro exemplo de que o principal valor que podemos deixar para os nossos filhos é a ética em nossas atitudes, ou seja, o exemplo das nossas atitudes. O que adianta sermos ricos materialmente, se não deixarmos uma herança de valores para os nossos filhos.

Abaixo, segue na íntegra o texto:

Ontem saí de casa mais cedo do que o normal e a temperatura era amena de primavera e o dia estava amarelo e azul e do som do meu carro se evolava o rock suave da Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.

Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói. Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.

Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.

O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.

Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.

A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.

A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.

Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.

* Texto publicado no dia 26/09/2008 na página 3 de Zero Hora

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Na semana passada, nosso cliente Instramed Indústria Médico-hospitalar Ltda. recebeu pela UL  do Brasil Certificações, o certificado CE do CardioMax Bifásico !

Certificado CE-Cardiomax-Instramed

Com este certificado “em mãos”, a Instramed poderá comercializar este produto nos continentes europeu e asiático!

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Desejamos sucesso à todos os profissionais que fazem parte desta organização!

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familia21

Muitas teorias advogam a favor do processo de estruturação da psiqué e da personalidade do homem a partir da educação e das vivências através dos vínculos parentais. Outras sugerem que o ser humano, ao nascer, já é dotado de um quantum de energia em seu psiquismo rudimentar que poderíamos dizer que parte de seu “eu” já está nele contido. E que, com o passar do tempo, este ego rudimentar, ao ser desenvolvido, construiria uma identidade única, capaz de dar (ou não) conta de suas próprias necessidades emocionais.

No livro “O Drama da Criança Bem Dotada”, a autora Alice Miller descreve situações que remontam a história de muitos personagens (não fictícios) que sofreram as conseqüências de uma educação narcisista na medida em que os pais deixaram de reconhecer a criança em sua essência, substituindo-a por suas próprias necessidades (expectativas, interesses e motivações inconscientes). No livro que inclui em sua introdução uma chamada contundente: “como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos”, podemos perceber as intenções da autora que retrata, com fundamento e experiência, as agruras de uma vida emocional limitada por padrões pré-estabelecidos que reprimem o que há de mais puro na essência do ser humano: toda sua capacidade vital (sua pulsão de vida) que o faz criar, construir, inovar e vencer os desafios que se apresentam a cada momento.

Quantas pessoas procuram auxílio em psicoterapia para poder “se encontrar” e ouvir a sua própria voz interior, porque “deixaram de existir” há muito tempo. Anestesiados e quase falidos em si mesmos produzem sintomas de uma pessoa que está desfalecendo, morrendo aos poucos. Muitas vezes são jovens que já não sentem mais prazer em viver e que descrevem uma apatia e um cansaço que nem mesmo na velhice poderíamos encontrar.

A depressão é um dos transtornos mais freqüentes nos consultórios de Psicologia e de Psiquiatria que exemplifica perfeitamente a situação que apresentamos. Uma pessoa que deixou de viver – e o “deixar de viver” aqui é o mesmo que “deixar de sentir” – carrega um corpo físico e um corpo egóico construído com base nas necessidades do “outro” (um “falso self”), seguindo padrões que nem sempre desejou para si. Submissos a essa voz de comando interno (pois na fase adulta são os pais internalizados que podem ainda falar mais alto) acabam por se dividir entre os seus desejos e a necessidade de corresponder às expectativas alheias para sentirem-se amados e “protegidos emocionalmente” de seus próprios traumas, de suas “faltas”. Assim, podem permanecer neste estágio de subserviência e de controle para evitar o contato com a realidade. A realidade de quem, provavelmente, não se sentiu amado e respeitado em sua individualidade. A realidade que revela a ausência de pais que pudessem ter amado seu filho com base nas suas diferenças, na sua individualidade, ao invés de sobrepor a essa função suas próprias vontades e desejos narcisistas, de adultos que, na maioria das vezes, foram também castrados em seus desejos, depositando em seus filhos a expectativa de reparação de um passado sombrio e recheado de insatisfações e amarguras.

Solução para este conflito, nesta ambivalência entre o “eu” e o “tu”? Psicoterapia associada a uma dose cavalar de boa auto-estima a ponto de olhar para sua realidade e poder, assim, fazer a sua escolha, livre de pré-conceitos e de padrões que servem apenas para controlar e aprisionar as pessoas dentro de uma rede de manipulações e dominações perversas que não podem admitir a felicidade e a superação através do rompimento de mandatos e legados transgeracionais.

Do contrário, uma sociedade perversa como a nossa agradecerá, e muito, o trabalho das famílias que mantém seus filhos à mercê de um outro tipo de domínio e manipulação. Assim, muitos governantes são eleitos e desta forma sofremos os infortúnios causados pela nossa responsabilidade (ou irresponsabilidade?). É de se pensar…

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29/11/2009 | Por: Maria de Lurdes Fontana
Tensões cotidianas (Por Maria de Lurdes Fontana)

YOGA-PARA-CASAISQuem não se deparou com dias agitados e com tantas coisas a fazer…? O ambiente fica pesado, as tarefas ficam difíceis de “desenrolar”, o estresse aflora dando a impressão que falta tempo para organizar tudo. A síndrome do “não ter tempo” ou de querer fazer tudo ao mesmo tempo.

Parar, olhar, analisar e focar assuntos relevantes, é um grande começo para perceber que em muitas circunstâncias não vale a pena todo o desgaste físico e mental. Organizar-se é um ponto importante para saber separar o que é necessário fazer.

Muitas coisas não precisam ser resolvidas no mesmo dia. Relacionar assuntos e separar em ordem de prioridade, tornar mais leve e agradável o dia. É preciso um começo no firme propósito de dar-se conta que há uma solução naquilo que nos incomoda e atrapalha.

Em dias de forte pressão não é fácil organizar-se. O ser humano sob pressão reage de maneira diferente, dependendo da situação que se encontra.

Lições aprendidas e trocas de experiências com colegas e amigos, ajudam a acalentar a sensação de não ter feito nada, e dá a notória satisfação de que há mais pessoas passando pelas mesmas situações. Aliás, vivemos num mundo que não é permitido ter ociosidade. Somos encurralados por tantas ofertas disso e daquilo, e que em sua grande maioria, são desnecessárias. Há muito lixo virtual, com apelos de toda a sorte, tirando a livre iniciativa de escolha. E quando não se tem a possibilidade de escolha, termina o dia com a nítida impressão de não ter feito nada. Faz sentido dar sentido ao que fazemos.

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

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