Gerenciamento de crises (parte 2): Entendendo a origem das situações críticas que podem comprometer o seu negócio (Por Cláudia Boff)

Dando continuidade ao post anterior (clique aqui), hoje iremos falar sobre a origem das situações críticas que podem comprometer o Negócio das organizações.

Sendo a empresa uma instituição financeira, torna-se passível a situações adversas. Constituída de pessoas, ela sofre influências o tempo todo seja em caráter informativo, de natureza legal, econômica e mercadológica, e até regulatória. Preocupando-se com circunstâncias que possam comprometer seu negócio, o profissional demonstra uma visão empresarial moderna e só tem a ganhar!

Para os especialistas, a prevenção é a melhor forma de lidar com crises. Antecipar-se, investindo seu tempo quando tudo parece bem, é um caminho mais produtivo… Isso ajudará a equipe a lidar com determinados problemas. Estudar tais casos também auxilia no gerenciamento de ocorrências inesperadas.

Os tipos de crise, porém, variam conforme a realidade de cada organização. Eles dependem dos valores cultivados por seus indivíduos e estão intrinsecamente relacionados à origem do acontecimento e suas características:

  • Criminosa: sabotagens, atentados, sequestros e vandalismo;
  • Natureza Econômica: greves, desvalorização, consequências negativas devido a pacotes econômicos ou mudanças na economia;
  • Informação: a partir de rumores, boatos ou intrigas, acusações diversas, geralmente impulsionadas pela imprensa;
  • Desastres: contaminações de produtos ao meio ambiente, explosões, incêndios e vazamentos; fenômenos naturais como tempestades, enchentes e desmoronamentos;
  • Falhas em equipamentos ou construções: colapsos na rede de computadores, provedores e telefones, defeitos em produtos industriais e quebra nos sistemas de segurança e qualidade;
  • Natureza legal: ações judiciais contra a própria empresa, pedidos de indenização ou condenação;
  • Reputação: exposição negativa da empresa causada por boatos e denúncias, geralmente gerados pela imprensa;
  • Relações humanas: demissão de altos executivos, denúncias de funcionários e sucessões de lideranças organizacionais;
  • Envolvendo risco à vida: grandes contaminações, acidentes de trabalho e mortes, e;
  • Regulatórias: obstáculos fiscais e monetários por parte do governo, regulamentações de leis governamentais e sindicatos de classe.

O Gerenciamento de Crises primeiro cuida das situações em potencial para evitar que elas venham a ocorrer efetivamente. Conhecendo os pontos fracos da empresa, o profissional estará preparado para minimizar grande parte dos efeitos gerados por uma crise.

Diante de uma crise, a empresa não deve esconder a situação pela qual está passando e sim revertê-la perante a opinião pública. Ao lidar com a imprensa, por exemplo, terá prontamente repostas diretas, dando todos os detalhes pertinentes, desde que não haja quebra de segurança ou sigilo.

Passada a crise, o próximo passo será reorganizar o planejamento de relações públicas da empresa voltando suas decisões para o redimensionamento do negócio, controles de segurança, condições sócio-ambientais e análise das políticas estratégias de comunicação. Para enfrentar ocorrências futuras é fundamental que a empresa esteja munida de um manual de Gerenciamento de Crise. (Saiba mais sobre ele na próxima semana!)

Cláudia Boff

Email: claudiaboff@gmail.com

Jornalista e Especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Empresarial

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