Dando continuidade ao post anterior (clique aqui), hoje iremos falar sobre a funcionabilidade de um Plano de Prevenção e Gerenciamento de Crises.
Mesmo que a sua empresa esteja passando por um momento de bons negócios é preciso estar alerta. Situações inesperadas, como um curto-circuito, pedidos de indenização, paralisação de funcionários e até mesmo a veiculação de notícias negativas na mídia podem provocar uma crise. Independente do tamanho do problema, ela deve ser solucionada o mais breve possível, evitando a perda de recursos (como dinheiro, tempo e pessoas) e danos à imagem da organização.
Correr este risco é inevitável, porém, ele pode ser minimizado. A prevenção de crises começa na observação de situações recorrentes, ou seja, verificar atitudes que possam estar gerando ou venham a causar dificuldades. Sabendo os pontos fracos e fortes da empresa, é possível antecipar ainda mais os acontecimentos iminentes. Com base em experiências passadas, uma organização estará preparada para enfrentar momentos críticos munida de um Manual de Gerenciamento de Crise.
O pesquisador Mário Rosa diz que um Plano de Prevenção e Gerenciamento de Crises deve seguir 12 passos:
1. Radiografia de Imagem: saber o que foi publicado na imprensa;
2. Auditoria de Imagem: visão da organização sobre a mesma;
3. Visão da organização: verificar se o que ela deseja ser está sendo desenvolvido;
4. Código de Conduta: definição de regras e normas internas;
5. Conceito de Crise: entendimento da situação;
6. Campo de Ação: abrangência do plano;
7. Tipos de Crises: estudos de caso;
8. Grupo de Administração de Crises: quem faz o quê, em determinada situação;
9. Porta-voz: pessoa designada pra falar em nome da empresa;
10. Mensagem Chave: posicionamento da empresa;
11. Públicos: quem faz parte e influencia o negócio, e;
12. Estratégias de comunicação: o que fazer para salvar a imagem e o relacionamento com determinados públicos.
A partir do momento que uma crise se instala, a empresa precisa lidar com o problema de forma real, levando em conta a percepção de terceiros (como colaboradores, governo e imprensa). Em meio ao “caos”, agir de forma rápida ajuda a minimizar os danos.
Para vencer uma crise, devem-se acionar primeiro os membros de uma equipe multifuncional – formada por pessoas chaves, tanto da área técnica e gerencial, como da comunicação. Eles devem analisar a situação, identificar as causas do problema e possíveis respostas, tomando decisões contínuas até chegar à solução satisfatória para a crise.
Tendo em mãos um manual próprio, os grupos de administração de crise poderão colocar em prática os planos elaborados previamente, quando pertinentes à situação. Neste contexto, a comunicação torna-se um elemento chave, possibilitando que todos os públicos envolvidos (como empregados, clientes e acionistas) saibam perfeitamente o que está acontecendo.
Não perca tempo… Transforme o perigo de uma crise em novas oportunidades para você e sua empresa!
Permanecemos a inteira disposição para esclarecimentos.
Cláudia Boff
Email: claudiaboff@gmail.com
Jornalista e Especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Empresarial




