Gerenciamento de crises (parte 3): A funcionabilidade de um Plano de Prevenção e Gerenciamento de Crises (Por Cláudia Boff)

gerenciarDando continuidade ao post anterior (clique aqui), hoje iremos falar sobre a funcionabilidade de um Plano de Prevenção e Gerenciamento de Crises.

Mesmo que a sua empresa esteja passando por um momento de bons negócios é preciso estar alerta. Situações inesperadas, como um curto-circuito, pedidos de indenização, paralisação de funcionários e até mesmo a veiculação de notícias negativas na mídia podem provocar uma crise. Independente do tamanho do problema, ela deve ser solucionada o mais breve possível, evitando a perda de recursos (como dinheiro, tempo e pessoas) e danos à imagem da organização.

Correr este risco é inevitável, porém, ele pode ser minimizado. A prevenção de crises começa na observação de situações recorrentes, ou seja, verificar atitudes que possam estar gerando ou venham a causar dificuldades. Sabendo os pontos fracos e fortes da empresa, é possível antecipar ainda mais os acontecimentos iminentes. Com base em experiências passadas, uma organização estará preparada para enfrentar momentos críticos munida de um Manual de Gerenciamento de Crise.

O pesquisador Mário Rosa diz que um Plano de Prevenção e Gerenciamento de Crises deve seguir 12 passos:

1.     Radiografia de Imagem: saber o que foi publicado na imprensa;

2.     Auditoria de Imagem: visão da organização sobre a mesma;

3.     Visão da organização: verificar se o que ela deseja ser está sendo desenvolvido;

4.     Código de Conduta: definição de regras e normas internas;

5.     Conceito de Crise: entendimento da situação;

6.     Campo de Ação: abrangência do plano;

7.     Tipos de Crises: estudos de caso;

8.     Grupo de Administração de Crises: quem faz o quê, em determinada situação;

9.     Porta-voz: pessoa designada pra falar em nome da empresa;

10.  Mensagem Chave: posicionamento da empresa;

11.  Públicos: quem faz parte e influencia o negócio, e;

12.  Estratégias de comunicação: o que fazer para salvar a imagem e o relacionamento com determinados públicos.

A partir do momento que uma crise se instala, a empresa precisa lidar com o problema de forma real, levando em conta a percepção de terceiros (como colaboradores, governo e imprensa). Em meio ao “caos”, agir de forma rápida ajuda a minimizar os danos.

Para vencer uma crise, devem-se acionar primeiro os membros de uma equipe multifuncional – formada por pessoas chaves, tanto da área técnica e gerencial, como da comunicação. Eles devem analisar a situação, identificar as causas do problema e possíveis respostas, tomando decisões contínuas até chegar à solução satisfatória para a crise.

Tendo em mãos um manual próprio, os grupos de administração de crise poderão colocar em prática os planos elaborados previamente, quando pertinentes à situação. Neste contexto, a comunicação torna-se um elemento chave, possibilitando que todos os públicos envolvidos (como empregados, clientes e acionistas) saibam perfeitamente o que está acontecendo.

Não perca tempo… Transforme o perigo de uma crise em novas oportunidades para você e sua empresa!

Permanecemos a inteira disposição para esclarecimentos.

Cláudia Boff

Email: claudiaboff@gmail.com

Jornalista e Especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Empresarial

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