ISO 9001 sem sofrimentos com abordagem de Gestão por Processo! – Parte 3

Dando continuidade aos 2 últimos “post” – (Parte 1 e Parte 2)  que estão abordando um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado na NBR ISO 9001 “sem sofrimentos”, hoje irei falar sobre o detalhamento dos processos principais e de suporte, pois o processo de “gestão estratégica” irei falar no próximo “post”, pois este merece um tratamento diferenciado!

Para mim, a melhor forma de detalhar um processo é através de fluxogramas, aquela “ferramenta da qualidade” no qual representamos graficamente, através de símbolos padrões, uma seqüência de atividades. As pessoas mais indicadas para realizarem este “detalhamento”, são os profissionais responsáveis pelo “gerenciamento” e “operacionalização” destes processos. Na prática, sempre sugiro que os gerentes /supervisores das áreas envolvidas em conjunto com os executantes mais experientes, participem desta atividade. Antes de representar graficamente, ou seja, “fazer” o fluxograma sempre recomendo que sejam citadas as diversas atividades em uma “folha em branco”, e somente depois de muitas análises e modificações transforma-las em uma representação gráfica, o tão “sonhado” fluxograma.

O “mapeamento” citado no “post” anterior é fundamental nesta etapa, pois ajudará a limitar o início e término de cada “detalhamento” e oportunizando uma visão completa de todas as “entradas” e “saídas” de cada processo.

Na prática, esta etapa de “detalhamento” demanda muito esforço da equipe, pois exigirá um desprendimento de conceitos / visões pré-estabelecidos por algumas pessoas-chaves (Diretoria, Gerência e /ou Supervisão) que estão “viciadas” em uma visão individualista e/ou departamentalizada, no qual só prejudica o crescimento individual e da empresa!

Sempre apresento, em minhas consultorias, o conceito de “efeito corrente”, no qual em um processo pode existir mais de uma área envolvida e por conseqüência o envolvimento de profissionais das mais diferentes “competências / experiências”. E você … já conhece o que é o efeito corrente? Veja o seguinte arquivo:

Depois de realizar o “detalhamento” de cada processo, somente aí … os requisitos da ISO 9001 “irão aparecer”! E de que forma?

Normalmente, convido os Diretores, gerentes e profissionais que participaram do “detalhamento” dos processos para um “aprendizado” de interpretação da ISO 9001, com a objetivo de apresentar os “o quês” que esta norma exigirá nestes processos detalhados! Esse “exercício de interpretação” exige do instrutor um boa dose de praticidade, na busca de exemplos práticos no que se refere a obrigatoriedade em atender os requisitos da ISO 9001 sob o olhar dos processos detalhados.

Continuando, neste “aprendizado” convido a todos os participantes, buscarem uma “correlação” dos requisitos da ISO 9001 com os seus diversos processos e até estabelecendo um “quando implementar”, como segue o exemplo a seguir.

Desta forma poderão, após o término deste “aprendizado” fazer uma nova revisão de seus fluxogramas, confirmando ou não se no conteúdo de cada “detalhamento” estes “o quês” obrigatórios estão sendo considerados ou não, caso negativo, irão fazer mais um revisão e gerando o primeiro ciclo de melhoria contínua!

No próximo “post”, vamos falar mais sobre esta “melhoria contínua”!

Até lá, peço que releiam os 3 post deste assunto, aguardo os comentários de vocês … leitores “traumatizados” com a ISO 9001!

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