Após a primeira certificação, a empresa pode gerar uma série de problemas em seu Sistema de Gestão, fazendo uma analogia, como se fosse um bebê recém-nascido que necessita de cuidados especiais e proteção até ter condições de caminhar sozinho.

Porradas039aUma empresa recém certificada não está preparado para dar continuidade com resultados eficazes em seu primeiro ano de vida, precisando assim de uma atenção especial. O primeiro passo é impedir que o “Efeito UFA” aconteça, onde ele é muito comum quando não se tomam algumas providências essenciais: as pessoas se esforçaram muito e na cabeça de algumas delas, chegou o momento de dar um tempo, aí é que está o grande problema: relaxando as dificuldades tendem a aumentar para retomar o pique. Todos devem manter o mesmo ritmo de antes, só que aos poucos para que as pessoas acostumem-se, com a nova realidade. Além disso, as auditorias devem estar mais presentes e mais frequentes, fazendo que os funcionários adquiram o hábito de planejar, executar, controlar e agir com eficiência e eficácia.

No decorrer deste 1º ano de certificação, a empresa deve garantir as conquistas efetivadas até a certificação, impedindo que o Efeito UFA se propague. O maior problema das empresas é o fim, ou até a exclusão do Sistema de Gestão provocado pela cultura errada de que quando a certificação chega, tudo está conforme, como se tivesse ganho um prêmio, estilo Top of Mind.

E como garantir que este Efeito UFA não ocorra na empresa? Deve ser implantado um plano de sensibilização sob o comando do Representante da Direção. Podemos usar o seguinte exemplo: uma pessoa não consegue um bom emprego tendo apenas o ensino básico enquanto seus concorrentes possuem escolaridade e experiência profissional superior. A mesma coisa acontece com uma empresa: não consegue sucesso tendo sua concorrência com recursos avançados e competitivos, e que possuem não apenas um Sistema de Gestão, mas um sistema forte e concreto, que garanta a verdadeira “qualidade”, “produtividade” e “competitividade”. O início desta caminhada é fortalecer a gestão nas suas partes mais significativas para o negócio da empresa. Desta forma, podemos garantir que o atual Sistema de Gestão está muito bem construído e adequado à empresa e haver o diagnóstico cuidadoso de qual parte do sistema deve ser fortalecida para atender a Estratégia atual da empresa, principalmente quando sua concorrência é acirrada.

Os indicadores devem ser muito bem elaborados e acompanhados, alinhados sempre com a sua Política da Qualidade, não bastando ser gráficos que são bem vistos aos olhos. Toda empresa, deve ter seus indicadores corretamente concretos, para que decisões certas devam ser tomadas na hora certa. A ISO 10017 (técnicas estatísticas) possui ferramentas corretas para uma empresa com ISO 9001 não cometer erros na construção de seus indicadores da qualidade (amostragens e nas medições).

Para concluir, ao se implantar a ISO 9001 a empresa deve ter consciência dos recursos que possui para aderir seu Sistema de Gestão da Qualidade ao seu faturamento e custos operacionais.

Fico à disposição de vocês!

Cláudia Cruz

Email: claudia@lpriori.com.br

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A partir de agora, as construtoras serão obrigadas a reduzir o nível de ruído dentro dos imóveis. Do corredor para o interior ou de um apartamento para o outro, o limite aceitável é de 45 decibéis.

Objetivo é diminuir discórdia entre vizinhos causada por ruídos.

Nova norma de engenharia entra em vigor  a partir da data de hoje (12/05/2010) determina que não deve haver vazamento de ruídos entre os cômodos de um imóvel e entre os apartamentos. Determina também que o piso deve atenuar os sons resultantes de impacto.

“Vai ser feito um teste e ele pode exigir o seu certificado antes de comprar. Se não tiver, não compre”, afirma o professor de acústica da Universidade Federal de Minas Gerais, Marco Antonio Vecci.

Se necessário, as construtoras deverão usar materiais especiais entre a laje e o contra-piso. A queda de um objeto pode causar no andar de baixo um barulho 30% maior do que sobre um piso com isolamento acústico.

Assista a notícia que foi veiculada hoje pelo Jornal Nacional (Rede Globo), através deste link.

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Um dos requisitos, da ISO 9001, mais difíceis de atender no segmento da construção civil é o requisito 7.5.2, ou seja, a validação dos processos de produção e prestação de serviço.

É um requisito que não somente envolve o pessoal da engenharia, mas também o comprometimento da alta direção.

A validação vai além da sistemática do controle do processo para atingir tanto a adequação com os requisitos, quanto ao alcance de benefícios para as partes interessadas. Podemos conseguir isso, usando a melhoria da eficácia e da eficiência do processo de realização e dos processos de apoio associados tais como:

  • Comprometimento das pessoas;
  • Redução do desperdício;
  • Capacitação dos envolvidos;
  • Comunicação e registro das informações;
  • Desenvolvimento da capacidade do fornecedor;
  • Melhoria de infra-estrutura;
  • Prevenção de problemas;
  • Métodos de processamentos e rendimento de processo, e;
  • Métodos de monitoramento.

Na construção civil podem ocorrer situações em que o resultado do processo não pode ser verificado plenamente, por meio de uma inspeção subsequente e assim sendo, se algo sair errado, as deficiências somente vão se tornar aparentes depois que o produto estiver em uso (ex: pintura). Nesse caso, o método de produção deve ser validado.

Validar o processo significa demonstrar que ele é capaz de gerar resultados aceitáveis. Isto implica realizar o processo na forma como foi planejado e verificar seus resultados através de ensaios planejados.

Algumas falhas comuns de acontecer são as seguintes:

  • Não reconhecer processos que requeiram validação;
  • Não manter registros de aprovação de processos;
  • Não definir métodos e/ou critérios para aprovação de processos;
  • Realizar processo com o pessoal não qualificado;
  • Não prever requisitos para qualificação do pessoal que executa processos;
  • Realizar atividades de produção em desacordo com a forma como foram validados os processos, e;
  • Não manter registros de qualificação de pessoal.

Fico à disposição de vocês!

Cláudia Cruz

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Esta semana recebi a notícia da perspectiva de continuidade do programa “Minha Casa, Minha Vida”, ou seja, a “Parte 2”!

Segue abaixo a notícia na integra, publicado pela Agência Estado, cujo autor é Fábio Graner:

casapopular_pablo_valadares_aeA fase dois do programa “Minha Casa, Minha Vida” deverá prever a construção de dois a três milhões de novas residências no País, informou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão na quinta-feira. Segundo ele, que participa das discussões sobre o tema com o governo, os estudos consideram uma duração de quatro anos para a nova etapa, de 2011 a 2014.

O “Minha Casa, Minha Vida 2” deve ser mais ambicioso, beneficiando de forma mais ampla as famílias com renda até três salários mínimos. Segundo Safady, pelo menos 50% das unidades serão destinadas a essa faixa de renda. Porém, o volume pode chegar a 75%. No “Minha Casa 1“, o governo definiu que 40% de 1 milhão de unidades previstas vão para o grupo até três salários. Até agora, segundo ele, foram contratadas 750 mil unidades. A contratação é a fase que antecede a construção do empreendimento.

O subsídio do Tesouro será tanto maior quanto for a meta do programa. Se o alvo for a construção de dois milhões de casas, o subsídio total do Tesouro em quatro anos – incluindo não só o grupo até três salários mínimos, mas também de três a seis – será de R$ 48 bilhões. Se a meta for de três milhões de unidades, o subsídio para os anos de 2011 a 2014 será de R$ 72 bilhões.

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Continuando o assunto abordado no artigo anterior (clique aqui) sobre o acompanhamento da produção e qualidade, devemos documentar o método de operação coerente com a cumplicidade da tarefa e a qualificação do pessoal que executa tais atividades. Para isto, então que existe o PQO- Plano de Qualidade da Obra: relatamos nossos serviços críticos e forma de controle, evitando assim na obra, patologias futuras.

Nas obras civis, devemos focar as condições de inicio para as atividades (ex: liberar um serviço após a aprovação da etapa anterior), os materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a realização das tarefas de forma planejada (ex: grua, andaimes, etc.), cuidados em relação à segurança do trabalho, e orientação para o monitoramento dos processos, a maneira de verificar conformidades e os cuidados para preservação do serviço concluído. Não esquecendo que toda documentação deve estar concluída e disponível para os envolvidos.

O que não deve ocorrer no controle dos serviços:

  • Falhas no processo de manutenção de equipamentos, não assegurando a capacidade do processo;
  • Falta de adequação nas condições adequadas para se trabalhar;
  • Descrever processos de execução de serviços ideal e não atual;
  • Não abranger todos os equipamentos de medição e monitoramento, e até não calibração;
  • Prever documentos de referencias e não considerá-los plenamente na execução dos processos;
  • Prever verificações no inicio, durante e esquecer o final (testes detalhados de funcionamento e desempenho), e;
  • Não dominar realmente os parâmetros de controle para cada serviço.

Eis algumas regras primordiais para o bom andamento das atividades a fim de garantir a qualidade do produto final, satisfazendo assim nossos clientes.

Nos próximos artigos, iremos descrever de forma prática como estas atividades são realizadas, assim como as suas dificuldades e formas de superá-las!

Fico à disposição de vocês!

Cláudia Cruz

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