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Durante toda sua extensa e vitoriosa carreira, Al Pacino construiu uma persona cinematográfica de respeito, dentro e fora de Hollywood, e foi em Perfume de Mulher que o ator atingiu seu ápice. Dennis Quaid é um tipo experiente que já fez um ótimo trabalho em Longe do Paraíso, e vêm amadurecendo com o tempo. Jamie Foxx é um ator carismático e que já conquistou seu espaço, não só pelo excelente desempenho em Ray. Cameron Diaz nunca fez nada que justifique seu status pop, sendo Coisas Que Você Pode Dizer só de Olhar Pra Ela a única exceção. Aaron Eckhart e Matthew Modine não são mais do que razoáveis. James Woods e Charlton Heston dispensam comentários, o segundo já é lenda.

É apoiado neste elenco estrelar que o diretor e roteirista Oliver Stone (que ainda massageia o ego com pequeno personagem que não influencia em nada na trama) pretende contar a sua versão sobre os bastidores do milionário mundo do futebol americano. A câmera de Stone assume ângulos épicos e capta muito bem o universo do american football, filmando um verdadeiro espetáculo do esporte. O diretor de Nixon, porém, erra em alguns pontos cruciais, e acaba afastando o espectador antes do final da metragem. Os problemas mais recorrentes da carreira do diretor estão aqui: a firula com a câmera, todo aquele malabarismo com efeito especial e personagens sem profundidade, com sentimentos baratos, gratuitos, superficiais.

O roteiro de John Logan e do próprio Stone peca na construção dos personagens. Ou melhor, o texto nem se preocupa com isso. A trama básica envolve um treinador (Pacino) que perde seu capitão e melhor jogador (Quaid) em meio a jogos importantes. Forçado a colocar um substituto, o treinador escolhe o novato William Beaman (Foxx), que rapidamente assume o status pop e vira o grande astro do time. Quando o capitão recupera-se e se coloca a disposição para voltar a jogar, o treinador não pensa duas vezes antes de colocá-lo em campo, só que recebe ordens superiores da autoritária (e “dona” do time) Christina Pagniacci (Diaz) para manter o jovem talento no time.

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Apesar dos deslizes, podem ser retiradas várias lições de Um Domingo Qualquer. O filme pincela uma trajetória interessante sobre a liderança, a criatividade e o trabalho em equipe. Uma delas diz que um bom profissional pode buscar propor novas idéias, não temer os debates, mostrar empenho e competência ao propor estas idéias, saber impor seus argumentos de forma a contribuir para o melhor andamento do ambiente de trabalho. Um bom profissional também deve saber que, se um elemento do grupo erra, todos erram. O mesmo vale para o sucesso. E assim caminha a humanidade.

A presença de um líder pode auxiliar ainda mais no desenvolvimento do trabalho, dando segurança e garantindo a manutenção do mesmo. Não obstante, torna-se essencial o esforço individual para que o grupo caminhe em sincronia rumo ao sucesso. Ademais, sabemos que é papel do líder entender e contribuir para que seus comandados possam alcançar realização e satisfação pessoal. Por outro lado, o líder precisa trabalhar em prol do grupo, buscando aumentar o sentimento de lealdade, comprometimento e confiança entre todos. Para o trabalho equipe funcionar na prática, o líder precisa estar atento e o grupo, consciente de suas obrigações. Depois disso, a criatividade surgirá ao natural, pois um grupo determinado e bem focado dificilmente deixará de alcançar seus objetivos.

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Hoje recebi um e-mail no qual achei muito interessante, comentando sobre como combater a falta de iniciativa!

Segue a abaixo o seu conteúdo na íntegra:

Há 25 anos atrás, quando saí de Brasília e fui fazer Universidade no Rio de Janeiro, meu pai me enviava pelo correio, periodicamente, um artigo chamado “Uma Mensagem a Garcia” – clique neste link”. A essência desse texto é “pegar uma missão e resolver, voltando somente quando ela estiver cumprida”. Numa época que não existia internet, esse texto vendeu milhões de cópias impressas e rodou o mundo inteiro. Pegamos esse mesmo artigo, adaptamos às situações empresariais e gravamos o vídeo “Combatendo a Falta de Iniciativa”. Em pouco tempo ele se tornou o vídeo mais vendido da Link Quality com milhares de cópias vendidas.

Hoje, toda vez que passo uma tarefa para alguém fazer e vejo que ela está desistindo frente aos primeiros obstáculos, levanto da minha mesa, vou na prateleira de filmes, pego o vídeo “Combatendo a Falta de Iniciativa” e peço para ela assistir. Alguns, como já são reincidentes, apenas riem porque já conhecem o conteúdo e falam “deixa comigo”, já entendi e vou resolver.

Seguindo essa linha de trabalhar a atitude dos colaboradores, gravamos também o vídeoComo ser útil para a empresa fazendo mais do que o feijão com arroz, mostrando que, além das qualidades técnicas, as pessoas devem se diferenciar pelas suas qualidades humanas. O outro vídeo, “Grupo dos 5% – fazendo a diferença”, mostra que, se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo da melhor maneira possível, seguramente SOBRAREMOS NA TURMA DO RESTO.

É de gente com Atitude que precisamos nas nossas empresas. Se você não tem, eduque-os, assim como meu pai fez comigo e eu faço com as pessoas que me cercam.

Para assistir os trailers desses vídeos e fazer a sua compra clique neste link.

Capturar

Obrigado e sucesso

Paulo Sauerbronn

Sócio-Diretor da Link Quality Vídeos de Treinamento

www.linkquality.com.br

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Nenhum comentário 24/07/2009 | Por: Pedro Henrique
Dica de Filme – Menina de Ouro

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Poucos cineastas do cinema contemporâneo têm um currículo tão regular como Clint Eastwood. O velhote, apesar de seus 78 anos, ainda anda fazendo coisa boa. O cineasta revelado por Sergio Leone conseguiu dirigir obras-primas durante sua carreira e, mais importante que isso, obras que acabaram servindo de inspiração e exemplo para jovens diretores, como é o caso do clássico western “Os Imperdoáveis” e do romanticamente dramático “As Pontes de Madison“, por exemplo. Essa estabilidade é acentuada ainda mais com obras mais recentes como “Sobre Meninos e Lobos” e os irmãos-gêmeos “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima“. Arriscando se queimar, Clint resolveu filmar um filme sobre boxe. Mas, aí que entra um pequeno erro de conceito. “Menina de Ouro” não é um mero filme sobre o esporte. Eastwood usa toda sua experiência para montar um cenário perfeito e discutir amor, amizade e confiança. E faz isso com autoridade.

Dizer que o legado do “Touro Indomável” de Scorsese poderia trazer problemas para o longa, seria algo natural, visto que o trabalho de Scorsese criou sobre os próximos filmes do gênero, uma espécie de paradigma. Não obstante, Clint foge completamente do estigma proposto por Scorsese, apelando para um tema universal e, inevitavelmente, político. Tudo bem, Clint Eastwood nunca foi um cineasta original e não foi com “Menina de Ouro” que ele se tornou um. Por outro lado, Clint pode contar um Paul Haggis inspirado, que escreveu um roteiro praticamente impecável. Haggis preferiu não esmiuçar todos os ensinamentos que o filme transmite (e eles são muitos), deixando essa parte para o espectador. Paul conseguiu fazer o público pensar, e isso foi fundamental para que o produto final do longa pudesse obter uma lição de moral silenciosa, mas que está lá.

O filme traz a cabo a estória do treinador de boxe Frankie Dunn (Clint Eastwood). Dunn está distante da filha há muito tempo porque ele mesmo é extremamente fechado em seus relacionamentos. Enquanto luta para mudar isso, chega em sua academia a jovem Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), que está determinada a ser treinada a ponto de se tornar uma boxeadora profissional. Mas, antes disso, ela precisa encontrar alguém que realmente acredite em seu potencial e é em Frank que ela vê essa pessoa.

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Apesar de não demonstrar, a estrutura básica do roteiro também fala sobre a importância da autoconfiança, do trabalho em equipe, da perseverança, e, claro, um pouco sobre criatividade. Quando Maggie conhece o professor Dunn, por exemplo, inicia ali um vínculo de amizade muito forte, terno. Isso tudo acaba ocasionando em outros fatores essenciais para o sucesso, como o trabalho em conjunto, algo que os dois parecem determinados a partilhar para alcançarem seus objetivos. Determinados, os dois deixam-se levar pela imaginação, traçando objetivos e metas a serem batidas. A partir daí, nota-se que as coisas começam a melhorar e então já está consolidado um trabalho bem executado.

Apesar do esforço despendido, a recompensa de saber que todo o esforço não foi em vão e que valeu ser persistente supera qualquer dificuldade. É uma sensação a que todos têm direito de experimentar, e é só querer e trabalhar para tanto.

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Em seu primeiro trabalho como diretor de um longa-metragem para o cinema, o hoje autoral Sidney Lumet não poupou esforços para moldar um dos filmes mais fantásticos da história do cinema. Com uma direção genial, composta por delirantes ângulos e planos americanos, Lumet entregou mais uma obra-prima para a gloriosa década de 50. A rigor, o filme de Lumet é uma sucessão de diálogos brilhantes e cortes impecáveis, onde o diretor consegue transmitir a angústia dos personagens apenas com enquadramentos e closes. O diretor arremessa sem cerimônia o espectador, que assiste a tudo extasiado, para dentro da história. 12 Homens e Uma Sentença fala diretamente à razão e mostra que nossas escolhas merecem ser repensadas, sempre.

Essa obra-prima de Sidney Lumet é a prova de que uma história não precisa ser necessariamente complexa e provida de material didático intelectual para funcionar. Com um argumento seco e direto, sem enfeites e com personagens fortes e realistas, 12 Homens e Uma Sentença mantém o espectador vidrado na tela, literalmente embasbacado com o que vê diante de seus olhos. Mais que uma aula de cinema, o filme é um ensaio sobre a gramática cinematográfica e um exercício completo sobre a condução da narrativa. Mas que deve ser revisto muitas vezes, pois a direção de Lumet é tão discreta quanto eficiente e pode não denunciar todo o seu brilhantismo logo à primeira vista.

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O filme conta a história dos doze homens do título que fazem parte do júri encarregado de decidir o futuro de um menino acusado de matar o pai a facadas. O filme, que foi filmado em uma única locação, com exceção da primeira e da última cena – pouco mais de três minutos de duração – é ambientado na sala do júri, onde será decidido se o garoto será condenado ou não. A decolagem e o desenrolar da trama é conduzido com maestria, definitivamente não percebemos que estamos nos envolvendo tanto com um filme dirigido por um estreante. A maneira como Lumet vai preenchendo as lacunas deixadas pelo quebra-cabeça criado pelo roteiro de Reginald Rose é espetacular, e qualquer desvio de atenção ameniza e absorve a tensão eletrizante elaborada com precisão pelo diretor.

Em meio aquele clima claustrofóbico, o diretor fala sobre liderança, trabalho em equipe e, principalmente, sobre o comportamento humano. A sensação dos personagens, o público sente na pele, e passa então a discutir os temas postos à prova pelo filme. A longa e complexa tarefa de liderar, o cauteloso processo de gerenciamento de um trabalho coletivo e a reação de tudo isso no ser humano. O resultado pode ser eficiente se realizado com perícia, mas também pode causar transtornos caso os integrantes entrem em conflito – entre eles ou com o líder do grupo.

No filme, quem toma as rédeas da liderança é o personagem de Henry Fonda que, aos poucos, ganha confiança dos demais e passa a organizar a situação. A equipe sente a presença do “capitão” e passa a acatar suas ideias de forma mais sensata e coerente com o trabalho. De fato, o resultado é satisfatório, pois com o grupo bem gerenciado o trabalho flui naturalmente saudável. Se observado com atenção, 12 Homens e Uma Sentença pode ser uma dica imperdível para qualquer ramo empresarial.

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Nenhum comentário 10/07/2009 | Por: Pedro Henrique
Dica de Filme – Hair

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Por ter se tornado um marco de uma geração inteira e um ícone da contra-cultura, Hair, musical colorido e dançante de Milos Forman acabou introduzindo alguns paradigmas para os musicais que viriam logo em seguida. A exemplo de Um Estranho no Ninho, este filme sorridente e saltitante do diretor tcheco é um representante óbvio do anarquismo e da rebeldia excitante que marcou a década de 60. Além disso, é a síntese do inconformismo, característica recorrente no cinema elegante de Milos Forman. As músicas, o ritmo, os diálogos, tudo comporta um argumento simples e inteligente, ajudando a compor um filme coeso e dançante, mas sem nunca deixar de ser bem argumentado.

Claude (John Savage), um jovem do Oklahoma que foi recrutado para a guerra do Vietnã, é “adotado” em Nova York por um grupo de hippies comandados por Berger (Treat Williams), que, como seus amigos, tem conceitos nada convencionais sobre o comportamento social e tenta convencê-lo dos absurdos da atual sociedade. Lá, Claude também se apaixona por Sheila (Beverly D’Angelo), uma jovem proveniente de uma rica família.

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Mas o grande destaque deste belo musical é o seu espírito coletivo. O grupo que Claude conhece e passa então a fazer parte é dotado de um senso coletivo explícito, que conquista quem quer que seja – mesmo que, por vezes, exagere no ostracismo. É interessante apontar que, mesmo nos momentos que precedem a ida de Claude para a guerra, há um claro exemplo deste companheirismo – o que acaba sendo reforçado pelo final corajoso e pacifista. Os conflitos internos existem, é claro, e disso ninguém escapa (pois falamos de seres humanos que erram, discutem e se acertam logo depois, tal como sua natureza demonstra-nos), mas o trabalho coletivo e o sacrifício em prol do próximo podem gerar grandes benefícios no futuro.

O líder do grupo, Berger, carrega consigo o símbolo do inconformismo, mas não deixa de ser ele mesmo o responsável pelo “sucesso” da equipe, convocando e incentivando seus comandados sempre com destreza e respeito, ganhando, assim, a confiança de todos. Conhecendo um ao outro, os personagens alcançam mais facilmente seus objetivos e atingem um grau muito maior de eficiência e, inclusive, satisfação pessoal por ver seu trabalho bem realizado. Ademais, a criatividade pode surgir em momentos onde o grupo está consciente de sua tarefa e o trabalho flui naturalmente – ainda mais se levarmos em conta que, com um grupo satisfeito com suas atividades e colegas, pode render muito mais.

E quêm não se lembra na música principal deste filme? Age of Aquarius, vide o clipe, neste link.

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Após dois projetos ficcionais (”A.I. Inteligência Artificial” e “Minority Report – A Nova Lei”) que mantiveram a mesma temática de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” e “E.T. – O Extraterrestre, Spielberg ruma para uma aventura despreocupada, assim como nos velhos tempos de Indiana Jones. Com Prenda-me Se For Capaz, Spielberg cria uma aventura despretensiosa sem contradizer o seu projeto de cinema desenhado anos antes. A narrativa cartunesca e as vigorosas performances de Tom Hanks e Leonardo DiCaprio garantem a sustentação deste belo filme-aventura baseado em fatos reais.

O roteiro de Jeff Nathanson conta a história do agente do FBI Carl Hanratty (Tom Hanks) que tem como tarefa prender Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio), um jovem falsificador que se faz passar por piloto de avião, médico, promotor e professor de História, e já conseguiu passar US$ 2,5 milhões em cheques falsos em 26 países. O problema é que Frank, apesar da pouca idade (ainda não completou 21 anos), está sempre um passo a frente do agente do FBI.

Toda a trama do filme é centrada nas falsificações feitas por Frank, que precisa de muito talento (à luz da lógica, é um talento criminoso, é verdade, mas também criativo). O diretor conscientiza-se de que a melhor forma de carregar a narrativa é através do foco no interior criativo do personagem, e é isso que Spielberg faz. Sem perder o ritmo, vemos o processo criativo de Frank tomar forma – e conteúdo. Através de situações complicadas e momentos de puro desespero, Frank demonstra que não só o talento exerce influência no resultado final. A filosofia de Frank reza que, antes de tudo, precisamos compreender a mente humana como sendo um critério rigoroso de exercício cerebral que está sempre aberta a aspectos inovadores e perceptuais. O processo de criação, como mostrado no filme, demanda treinamento e concentração, pois a criatividade surgirá ao natural com o exercício do trabalho.

A criatividade de Frank o leva longe, mas tudo porque ele compreendeu que errar e refazer faz parte do processo criativo. Para ser criativo como Frank, precisamos estar disposto a trabalhar em cima de testes e ter consciência de que o erro aparecerá muitas vezes, mas o reconhecimento do trabalho bem realizado virá na hora certa. O velho clichê que diz que aprendemos com nossos erros encaixa-se perfeitamente aqui, pois nossas percepções para o próximo trabalho ficam mais aguçadas. Tudo isso atrelado ao auto-conhecimento auxilia a potencializar nossas capacidades e, certa feita, ampliar o alcance de intenções humanas e profissionais.

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Para poder colocar “O Resgate do Soldado Ryan” ao lado dos maiores do gênero, basta prestarmos atenção na primeira cena de guerra do longa-metragem. A abertura mais sangrenta e selvagem que o cinema já vez, é filmada com a câmera na mão, o que praticamente diz, sozinha, que Steven Spielberg era o melhor diretor de 98. Mesmo que parte da crítica especializada tenha reclamado dos personagens superficiais, o que foi um grande equívoco, afinal, o estudo de personagem que Spielberg tinha que fazer ele já vez (e muito bem, por sinal) em “A Lista de Schindler”. Aliás, Spielberg nunca perde o foco da narrativa e faz com que os 170 minutos passem voando, o que virou um grande paradigma para os futuros filmes que tratariam do conflito.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o alto comando do exército descobre que quatro irmãos Ryan estavam nas forças armadas e que três deles foram mortos. O Capitão John Miller (Tom Hanks) é designado para salvar o último soldado da família Ryan que ainda está vivo e retirá-lo do conflito. Porém, é preciso descobrir onde ele está percorrendo diversas regiões do território em guerra. Durante a missão, Miller e seus soldados enfrentam inimigos e seus próprios medos. O filme se inicia com a batalha do Dia D, quando Miller e seu batalhão se aproximam da praia de Omaha, no dia 6 de junho de 1944, frente à artilharia alemã, em uma inesquecível sequência de 24 minutos até a vitória americana.

A rigor, estamos diante de um filme que mostra como o trabalho em equipe é fundamental para o sucesso. É o caso do exército liderado pelo Capitão John (aqui também temos a função do líder, diga-se de passagem), que aqui representa esta vertente com propriedade. Os soldados nitidamente trabalham para o grupo, quando há esta necessidade, estão sempre dispostos ao sacrifício pelo bem comum a todos. A presença de um líder, à luz da lógica, auxilia ainda mais neste processo, dando segurança e garantindo a manutenção do trabalho. Não obstante, torna-se essencial o esforço individual para que o grupo caminhe em sincronia rumo ao sucesso.

Ademais, sabemos que é papel do líder entender e contribuir para que seus comandados possam alcançar realização e satisfação pessoal. Por outro lado, o líder precisa trabalhar em prol do grupo, buscando aumentar o sentimento de lealdade, comprometimento e confiança entre todos. Para o trabalho equipe funcionar na prática, o líder precisa estar atento e o grupo, consciente de suas obrigações. Depois disso, a criatividade surgirá ao natural, pois um grupo determinado e bem focado dificilmente deixará de alcançar a plenitude.

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Dando continuidade em nossas dicas de filme, hoje vamos comentar sobre o filme “Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento”.

Um filme deste calibre, com esta temática, precisa necessariamente ser protagonizado por uma grande atriz. Falamos aqui de uma atriz com vigor, presença e voz própria. A rigor, o que vemos em Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich, EUA, 2000) é o exemplo clássico desta afirmação, já que Julia Roberts está impecável. Julia cativa o espectador e o carrega junto até o desfecho da história – que pode ser um exemplo perfeito da personificação de um empreendedor.

Erin é o tipo de profissional inovador que modifica, inova e cria, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano. A vontade de crescer une-se perfeitamente ao talento e a gana pelo trabalho. Erin foi uma empreendedora (e visionária, como reza a cartilha de todo empreendedor de sucesso) que tinha uma forma especial e inovadora de se dedicar às atividades da organização, administração, execução do seu trabalho. Um exemplo, aliás, mais do que perfeito em tempos de crise mundial.

O filme conta a história de Erin Brockovich, mãe de três filhos e que começa a trabalhar em um escritório de advocacia, após sofrer um acidente. Depois de descobrir várias fichas médicas arquivadas envolvidas em casos de contaminação de água, Erin começa uma luta difícil que mobiliza centenas de pessoas a conseguir ganhar um processo de 333 milhões de dólares de indenização.

O que Erin Brockovich realizou, a vitória que obteve contra uma grande empresa, e os benefícios que levou a uma comunidade que estava sendo envenenada (literalmente), não é invalidado com informações sobre com quem a personagem dormia, ou se é ou não mais rabugenta daquilo que nos é apresentado no filme. Já passou da hora de deixarmos de lado esta busca doentia por defeitos nas pessoas que, por uma ou por outra razão, se destacam, esta compulsão em mostrar que todo personagem histórico tem lá seus podres e nos concentrarmos nos resultados que eles conquistaram. Erin obteve êxito porque teve visão e sensibilidade empreendedora, e fez muito disso sozinha.

Você sabia que esta é uma história real, sim! Inclusive a verdadeira Erin Brockovich possui um website, clique neste link, e conheça esta mulher!

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Pedro Henrique (tudoecritica@gmail.com) é gaúcho e cinéfilo. Escreve sobre cinema há dois anos e desde então publica seus textos em seu blog, o Tudo é Crítica (www.tudoecritica.blogspot.com). Além disso, faz parte da equipe de colunistas do site Cinefilia (www.cinefilia.net), onde fala sobre clássicos do cinema e as novidades cinematográficas.

A partir dessa semana, estarei postando uma coluna neste WeBlog, todas as sextas-feiras!

A intenção é propor reflexões acerca das temáticas de alguns filmes, fazendo analogias com as rotinas das organizações.

Fica aqui meu convite para uma sessão de cinema em casa!

Um abraço!

Sociedade dos Poetas Mortos

Quando um filme exerce algum tipo impacto sobre o comportamento de alguém, este filme deixa de ser uma mera peça de entretenimento para se tornar parte do imaginário coletivo, e é justamente este o caso de Sociedades dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, EUA, 1989), um completo retrato subversivo que valoriza a liberdade individual e a importância de desenvolver as próprias idéias, sempre respeitando o próximo. A rigor, estamos diante de uma história que fala de liberdade e autonomia de pensamento, mas que, suave e indiscretamente, também aborda o tema da liderança.

O filme se passa em 1959, quando John Keating (Williams) volta ao tradicionalíssimo internato Welton Academy, onde foi um aluno brilhante, para ser o novo professor de Inglês. No ambiente soturno da respeitada escola, Keating torna-se uma figura polêmica e mal vista, pois acende nos alunos a paixão pela poesia e pela arte e a rebeldia contra as convenções sociais. Os estudantes, empolgados, ressuscitam a Sociedade dos Poetas Mortos, fundada por Keating em seu tempo de colegial e dedicada ao culto da poesia, do mistério e da amizade. A tensão entre disciplina e liberdade vai aumentando, os pais dos alunos são contra os novos ideais que seus filhos descobriram, e o conflito leva à tragédia.

Via de regra, Keating coordena sua turma de alunos com métodos pouco convencionais, mas que ao longo da narrativa tornam-se eficazes. Na verdade, Keating vai, aos poucos, exercendo grande influência na vida de seus alunos e, com isso, ganha a confiança dos mesmos. Em determinado ponto do filme, temos um líder (na acepção literal da palavra) que não só auxilia a vida estudantil dos alunos, como também os aconselha em suas particularidades. Aos poucos o filme mostra que a função do professor ali não é ser um arrogante superior ou um mandatário de tarefas rotineiras, mas ele está ali também para guiar seus alunos para a direção correta e ensiná-los a valorizar seus próprios conhecimentos, que muitas vezes não vem à tona pelo conservadorismo e medo de errar.

Lentamente o diretor Peter Weir traça o perfil de um líder nato, pincelando e desnudando cada nuance característico de um verdadeiro líder. A luz da lógica, o professor não somente ordena, mas principalmente coordena seus alunos não apenas para ensiná-los a trabalhar e estudar, não é esta a função dele. O professor ajuda seus alunos a pensar e a desenvolver autonomia para a vida. Lição esta que ficará com eles para sempre.

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Hoje, durante uma pesquisa no YouTube, no qual estava buscando um filme sobre liderança através do exemplo, localizei uma “pérola”, um verdadeiro achado! Às vezes o “destino” nos ajuda e nos proporciona coincidências, pois também, hoje recebi um e-mail de dois amigos, cujo conteúdo era o seguinte:

“Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, compassivos, responsáveis) para o nosso planeta”…

(autor desconhecido)

Bom, mas vamos voltar ao primeiro assunto, o vídeo … o verdadeiro achado! Muitos clientes e amigos me comentam das dificuldades de sermos verdadeiros líderes, agora o “hit do sucesso” é a liderança servidora, no qual já publiquei diversos “post”, enaltecendo a figura do “monge e o executivo”. Mas gostaria de explorar mais um possível causa de termos este verdadeiro caos, no que se refere a falta de lideranças … quando assisti este vídeo, lembrei-me em função da minha atual fase de pai de duas filhas, uma de quatro anos e outra de dois meses, de que a causa desta falta de liderança esta na “falta de exemplos”, sim, se queremos ter excelentes liderados, temos que nos tornarmos líderes “através do exemplo”.

Assistam este vídeo … reservem um tempo para análise e reflexão e depois continuamos a conversa.

O vídeo foi desenvolvido por uma entidade localizada da Austrália, cujo nome é “ChildFriendly”. Neste link vocês podem ter acesso a outras campanhas desta entidade.

Assistiram? Refletiram? Esperamos que sim!

Dar exemplo é fundamental, para os nossos filhos … para os nossos colaboradores … nossos pretensos liderados!

E você o que acha deste assunto? Aguardaremos os seus comentários!

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