Recentemente, recebi da Sra. Hélia Gecy Sebben (h.sebben@hotmail.com), consultora em Gestão Financeira, um excelente artigo sobre a importância de controlarmos as nossas finanças pessoais.

Amanha, publicaremos alguns exemplos de planilhas de controles, pra que possam utilizar em seus controles de orçamentos.

Segue abaixo o artigo na íntegra.

Educação Financeira – Controle suas finanças.

Sabe-se que o assunto do momento é a crise financeira. Só que não podemos esquecer que ela não está afetando somente as empresas, mas, sim, afetando diretamente os seus colaboradores, esses, na maioria das vezes, pais ou mães de família, que vinham suportando a carga pesada de levar o salário até o próximo mês, fazendo milagres com os gastos totais de uma família com dois filhos, onde normalmente o casal trabalha fora, e tem que “levar” o mês na boa, contando especialmente com a sorte, até chegar o próximo dia da … Nossa Senhora do Pagamento! E olhem que essa ginástica normalmente é feita, sem nenhuma orientação técnica. Nesses lares, infelizmente, não existem planilhas para estabelecer orçamento mensal/anual e nem mesmo planejamento ou Educação Financeira.

Além dos gastos normais do mês, devemos lembrar que nessa época do ano, surgem aquelas despesas “anuais”, quais sejam: o pagamento do IPTU (impostos predial territorial urbano) seguros residenciais e ou seguros de veículos para renovar, do IPVA (Imposto Propriedade Veículos Automotivos), bem como as compras de material escolar para os filhos que iniciarão mais um ano escolar.

A maioria das famílias não sabe como administrar o orçamento doméstico e entram numa roda viva de contas a pagar que não termina mais. O grau de dificuldade torna-se ainda mais intenso, até por falta de conhecimento técnico ou especializado dos membros dessa família, cuja atribuição principal não está na educação dos filhos, na preservação dos laços de afetividade, mas sim, em administrar o minguado dinheiro por um mês inteiro. Eu diria ainda, analogicamente falando, que esse desafio é semelhante a uma “loucura/aventura” ou seja: onde não se conhece o resultado. Essa “arte” de administrar o dinheiro consiste em priorizar as contas a pagar e esquecer as contas que não podem ser pagas. Esse comportamento é “normal”, em determinadas famílias, que não conseguem visualizar nenhuma expectativa de melhora, até por falta de informações. Mas, e se na hora de comprar “batesse um sininho” e eles se perguntassem se esse bem de consumo, se essa mercadoria que é o alvo da compra é realmente necessária?

Será que não estamos precisando aprender a consumir com consciência nesse momento de Crise?

Conforme alguns especialistas da área econômica e financeira, a existência de crises financeiras é sempre uma benção porque, sempre aprendemos positivamente com essas crises. Aprendemos a controlar nossas necessidades, em detrimento de nossas vontades. Aprendemos a administrar as nossas escolhas. O ideal é que na hora das compras fossem filtradas as necessidades. Se isso ocorresse, certamente a conta com supérfluos seria muito menor. A esse filtro, iremos chamar de CONSUMO CONSCIENTE.

Normalmente essas famílias são compostas pelo pai e mãe, além de dois filhos “lindos, travessos e pequenos”, que nos proporcionam alegrias e despesas, que passam seus dias na escolinha, e esses pais/mães, verdadeiros heróis atuais, não possuem conhecimento especializado em nenhuma Universidade, ou melhor falando, a maioria desses pais/mães, se quer concluíram o Ensino Fundamental. Temos ainda a desagregação social das famílias, onde, é “normal” haver famílias compostas apenas por mãe e filhos, ou por pai e filhos. Isso ocorre na maioria das vezes, porque o pai não mora mais com eles, já contraiu responsabilidades com outra família e assim por diante. O inverso também ocorre, ou seja às vezes é a mãe que abandonou o lar e os filhos são criados pelo pai, debilitando o lar, que fica ausente do carinho materno.

Meu Deus! Que ginástica financeira essa “gente especializada” aprendeu a fazer.

As empresas, preocupadas com o desempenho de seus colaboradores, começam a orientá-los, a fim de que suas preocupações financeiras, não sejam mal administradas, a ponto de que esse pai/mãe de família, que também é funcionário em uma empresa, torne-se inadimplente e, não vendo outra saída, provoca a própria demissão, considerando que seu acerto (rescisão de contrato de trabalho) mais o levantamento do Fundo de Garantia com os 40% da multa que a empresa paga ao “demitir” o funcionário, seja suficiente para dar uma “limpada” nas contas e tentar adaptar-se, por um período de três, cinco ou sete meses, a viver com a renda do Seguro Desemprego. Mas, e depois que encerrar o Seguro Desemprego? Como será essa “nova aventura”?

A “aventura” não será nova, ela irá repetir-se. Trata-se de um problema de Consumismo desenfreado, compra inconsciente, que normalmente tem como seqüela, as dificuldades de limpar o nome, quando muitos, nessa altura já estarão com o seu crédito comprometido junto ao SPC e ao Serasa.

Essa atitude vai se tornando um problema sério para as empresas. Hoje já existem empresas restringindo as vagas para os “eternos inadimplentes”, ou seja: se você tiver restrições cadastrais em seu nome, não poderá ser admitido em determinadas empresas porque adotaram como Políticas de RH, não ter funcionários com problemas de crédito em suas empresas.

Vejamos que a pessoa jurídica existe alguém especializado em orientar o acompanhamento tanto da receita, como da despesa. Mas, e na pessoa física quem faz esse controle? Conforme Cássia D’Aquino, pesquisadora, temos que somente 20% das famílias controlam seu orçamento financeiro. Nas demais famílias, esse controle simplesmente não existe.

Esse assunto é pertinente ao pai ou mãe de família, ou, na ausência deles, normalmente existe um filho maior, que se estiver trabalhando, esse assume toda a carga da família, controlando os gastos a fim de que sobre mês e não falte dinheiro.

Esse assunto não é brincadeira. A ausência do controle, da Educação Financeira, não dá outro resultado senão esse: Vai sobrar mês e vai faltar dinheiro, com certeza! Principalmente, se não houve o consumo consciente.

Por outro prisma, se a gente consome conscientemente é fácil responder a essa pergunta.

Você sabe para onde vai o seu dinheiro todos os meses? Caso não tenha resposta para essa pergunta, é provável que ele esteja indo parar onde não deve: em gastos desnecessários.

As empresas que estão se preocupando com esse assunto “Educação Financeira”, assunto da alçada do funcionário, estarão praticando Responsabilidade Social.

Investindo em Responsabilidade Social, essa empresa obviamente é economicamente viável, ecologicamente correta e preocupando-se com a Ética, estará mostrando um cenário altamente positivo e entusiástico aos seus colaboradores e, os instigará a investir em aprendizados que terão repercussão em suas vidas nos campos profissional e pessoal/familiar. Esse funcionário será uma pessoa feliz e bem sucedida no âmbito familiar/afetivo, podendo ser inclusive um futuro empreendedor, aprenderá a controlar suas finanças, com habilidade. Adotando essa prática como um hábito saudável, ele passará essa cultura aos seus filhos, preservando seu nome de abalos de crédito, tornando-se um cidadão que consome com consciência da necessidade, esse funcionário aprenderá a dominar suas vontades e, dessa lição de vida ele aprenderá a poupar para não comprar, a selecionar melhor o que comprar, a ter uma boa relação com o dinheiro, aprenderá ainda, a zelar pelos bens duráveis, e pelos bens intangíveis como o amor e o respeito, valorizando os seus esforços e os esforços de seus filhos. A essa valorização, terá acrescentado horas de felicidade no convívio familiar e passará a ser um bom exemplo na empresa junto aos seus colegas de trabalho. Seu “empregador” irá vê-lo com outros olhos e esse será, amanhã ou depois, o mais bem reconhecido dos funcionários daquela empresa que, em momentos de crise, o treinará a trabalhar, visando qualifica-lo, e tornando-o um excelente profissional nas mais diversas áreas, será um bom funcionário, confiável e bem remunerado. Será também mais um daqueles profissionais ou pessoas que elegem a ética para pautar as relações pessoais e de trabalho, enfim, será mais alguém na empresa que terá um futuro promissor.

E, momentaneamente, é exatamente essa a preocupação dos Coordenadores ou Gestores de RH/Pessoal nas empresas. Devemos passar aos nossos colaboradores, uma boa educação financeira, auxiliando – os a montar seu projeto de vida, em todas as esferas da vida, quer seja em nosso convívio social, profissional, educacional, espiritual, pessoal e familiar.

Não podemos esquecer, caros colegas gestores de RH de que temos que ter um objetivo na vida pois, conforme Sêneca, “O capitão que veleja sem um objetivo, sempre alega que os ventos sopraram nas direções erradas.”

Encerrando, quero concluir com uma máxima que traduz toda uma lógica, muito citada e aprovada na visão dos profissionais de Finanças, ou em nível de Consultoria/Assessoria, que nos diz exatamente isso: “A maneira mais rápida de ganhar dinheiro é parar de perder”.

Categorias: 1-Gestão Estratégica, Dica de Leitura, Nossas Alianças Estratégicas, Planejamento Pessoal / Profissional, Qualidade de Vida

Hoje, recebi um e-mail de um amigo, o Renato Jackisch, no qual ele encaminhou uma mensagem de ânimo, diante do atual cenário pessimista.

A mensagem é de Albert Einstein:

Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.

A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.

É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise é a crise da incompetência.

O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas em soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.

Em vez disso, trabalhemos duro!

Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la!


E você … qual é a sua interpretação para a crise?

Categorias: 1-Gestão Estratégica, Análise macroeconômico, Dica de Leitura, Planejamento Pessoal / Profissional, Tendências
Nenhum comentário 5/02/2009 | Por: admin
Emprego Defendido

Em tempos de instabilidade no mercado de trabalho, temos que nos conscientizar em buscar formas inteligentes de “defender” os nossos empregos. O jornal Zero Hora, (edição de 01/02/09) no caderno Dinheiro foi publicado um guia especial, no qual apresenta quais são as ações que devemos atravessar neste período de turbulência em qualquer circunstância: com situação estável, em risco de demissão ou sem trabalho.

Segue abaixo o conteúdo deste guia, em extensão .pdf:

E você, em que situação que se encontra no que se refere ao mercado de trabalho (estável, em risco ou sem trabalho)?

Boa leitura!

Categorias: 1-Gestão Estratégica, 4-Gestão de Pessoas, Dica de Leitura, Gestão de Carreira, Planejamento Pessoal / Profissional

Recebi um e-mail de um amigo de Santa Cruz do Sul, o Cláudio Cariboni, no qual estava precisando para iniciar uma série de “post” sobre Auto-Disciplina.

O assunto deste e-mail, fala sobre a importância das nossas atitudes / decisões, sendo que foi escrito por Bernt Entschev, em seu WeBlog.

Abaixo apresentamos o conteúdo na íntegra:

Li na coluna do consultor Abraham Shapiro uma estória que achei muito interessante e que gostaria de dividir com vocês, sobre nosso poder de mudança e como nossas decisões permeiam nossa existência e nosso legado.

Conta Shapiro que o Prêmio Nobel foi criado há mais de um século por um químico sueco, que ficou milionário com a invenção da dinamite. Ele se chamava Alfred Nobel, e um fato curioso determinou sua vida. Quando seu irmão faleceu, um jornal se enganou e publicou que era o próprio Alfred que havia morrido. Ao ler seu obituário no jornal, Alfred ficou horrorizado. A nota o descrevia como “o monstro que tornara possível matar mais pessoas em maior velocidade, através da descoberta de uma poderosa bomba”.

Diante destas chocantes palavras a seu respeito, Alfred percebeu que aquela seria a biografia pela qual o mundo o conheceria. Como nenhum homem honrado desejaria entrar daquele modo para a história, Alfred decidiu investir toda sua fortuna numa fundação cujo objetivo seria premiar pesquisadores, cientistas, estudiosos e pessoas que lutassem pela paz mundial, dando à luz a uma das mais cobiçadas premiações do planeta.

Hoje, pergunte a qualquer um e você verá que quase todo mundo sabe o que é o Prêmio Nobel, enquanto pouquíssimos ouviram dizer que Alfred Nobel inventou uma arma de guerra. Muita gente até se espanta ao dizermos isso. Qual o efeito da atitude de Alfred Nobel? Ele não podia mudar o seu passado, mas agiu com todo seu esforço e não descansou até pintar o seu futuro da cor que mais o agradava e, assim, transformou o mal com um enorme, memorável e inesquecível bem.

Pense nisto, e veja como suas atitudes presentes podem vir a reverter seus possíveis erros do passado e ajudar a pavimentar o seu futuro!

E vocês, já refletiram sobre o valor / importância das nossas atitudes ou falta de atitudes … e suas conseqüências?

Categorias: 1-Gestão Estratégica, 3-Gestão pela Qualidade, 4-Gestão de Pessoas, Dica de "Website", Dica de Leitura, Formação de Líderes, Gestão de Carreira, Momento de Reflexão, Planejamento Pessoal / Profissional, Programa 5 S, Simplicidade Voluntária

Dando continuidade na série de post que elaboramos sobre Gestão Estratégica Pessoal, gostaria de sugerir uma dica de leitura, um artigo que foi publicado no Caderno de Empregos e Oportunidades do jornal Zero Hora deste domingo (18/01/2009). Este artigo descreve de forma clara e eficiente como criar e manter uma rede de contatos (network), ações essenciais para alcançarmos sucesso em nossa Gestão Estratégica Pessoal!

Sendo que neste link poderão obter um Roteiro para ampliar os Relacionamentos.

Categorias: 1-Gestão Estratégica, 4-Gestão de Pessoas, Dica de Leitura, Gestão de Carreira, Planejamento Pessoal / Profissional

Dando continuidade ao post anterior, vamos continuar as orientações para a nossa Gestão Estratégica Pessoal.

7. Price

O preço é absoluto, mas o valor é sempre relativo.

O preço é um atributo típico dos produtos. E estes têm sido comoditizados ao longo do tempo. Olhe ao seu redor e analise produtos similares de diferentes marcas das mais variadas empresas.

Analogamente, todos nós, tomados como produtos no mercado de trabalho, também nos assemelhamos. Nossas competências técnicas são muito próximas, posto que ensinadas nas mesmas escolas, com metodologias parecidas e mesmos livros didáticos. O que outrora fora um diferencial, como o domínio de um segundo idioma ou um título de pós-graduação, hoje representa apenas igualdade de condições junto aos demais profissionais.

Como se não bastasse, tudo concorre com tudo agora. A competição é pelo tempo e pelo dinheiro do consumidor potencial. No restaurante, refrigerante compete com tubaína, mas também com suco, água natural e aromatizada pela preferência do cliente. No hospital, cardiologista concorre com oncologista, mas também com administradores, advogados e até engenheiros pela direção do estabelecimento.

Mas todo produto encerra em si a prestação de um serviço. E é neste campo que o jogo pode e deve ser jogado. Saem os predicados objetivos, entram os subjetivos. Em lugar da forma, o conteúdo. Em vez do palpável, o intangível.

Atendimento é a palavra de ordem. O bom atendimento, vale frisar. Atendimento que deriva de atenção, da capacidade de direcionar não somente olhos e ouvidos, mas os cinco sentidos para acolher a uma demanda qualquer.

Imagem que se fortalece, valor que se tonifica.

8. People

A era do conhecimento colocou as pessoas em primeiro lugar, suplantando as máquinas.

E a importância das pessoas começa pelo cliente, esta entidade poderosa dotada da propriedade de fazer uma companhia prosperar ou capitular.

Porém, há um cliente específico, igualmente significativo, mas cuja relevância precede ao anterior. Trata-se do cliente interno, formado pelos parceiros de trabalho, seja qual for o ambiente. São eles os seus colegas de trabalho, de todos os níveis hierárquicos, e os demais alunos matriculados no seu curso universitário, ao lado de todo o corpo docente.

Da harmonia no relacionamento interpessoal cultivado junto a estes pares depende o êxito de qualquer empreitada. No mundo corporativo, por exemplo, um ambiente saudável entre os colaboradores permite a formação de equipes altamente comprometidas com a organização o que se traduz em excelência no atendimento ao cliente externo, possibilitando sua fidelização.

O instrumento utilizado neste processo de evolução das relações internas atende pelo nome de endomarketing.

É através das pessoas que poderá colher impressões reais a seu respeito tencionando praticar o kaizen, ou aprimoramento contínuo. E um dos melhores expedientes de coleta de informações é um questionário para levantamento de pontos fortes e fracos. Experimente aplicá-lo junto a pessoas de seu relacionamento que, mais do que amigas, sejam justas e dispostas a auxiliar você na busca pelo autoconhecimento.

9. Providers

Fornecedores já foram tidos como uma espécie de “mal necessário”. Eram tempos em que os monopólios reinavam absolutos impondo-nos preços, prazos e condições.

A tecnologia, a profusão e difusão das inovações, a expansão dos mercados, enfim, as novas relações de consumo alteraram o perfil dos providers. E, por decorrência do exposto na variável anterior, o endomarketing tornou você cliente e fornecedor ao mesmo tempo.

A necessidade de concentrar tempo, recursos e energia no phocus propiciou o surgimento da terceirização. Tal como empresas passaram a se dedicar quase integralmente à sua atividade-fim, delegando operações acessórias a outras companhias para elevar sua competitividade, da mesma maneira você deve conduzir sua carreira.

Exemplificando a partir de temas já abordados, contrate um especialista para desenvolver seu website em vez de aprender recursos de programação apenas para esta finalidade. Confeccione seus cartões de visita em uma gráfica, ao invés de produzi-los artesanalmente em sua impressora. Abrace o profissionalismo como lema, pois cada decisão, por menor que seja, impacta sua imagem.

Ao contratar estes novos parceiros, certifique-se de que eles trabalham em sintonia com seus valores e podem atender suas demandas dentro de condições favoráveis.

E, por derradeiro, no papel de fornecedor, considere a possibilidade de trabalhar no sistema home office, ou seja, a partir de um escritório estruturado em sua própria residência. Esta pode ser uma alternativa secundária para uma atividade suplementar que com o tempo possa assumir o posto de principal. Mas tenha consigo a recomendação de que para ter sucesso nesta iniciativa é preciso mais do que infra-estrutura. Preparo, organização e disciplina são quesitos fundamentais.

10. Post-Place

A primeira venda não é a mais difícil de ser realizada. É a segunda, porque sinaliza fidelidade. Este conceito vale para produtos, vale para serviços, vale para sua imagem e para a atividade que desempenhar. Você pode chamá-lo de aftermarketing, porque vem depois da venda.

Pergunte-se: quantas vezes você já acionou um SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente, tendo seu problema resolvido? Em quantas ocasiões recebeu um telefonema de retorno de alguém para agradecer-lhe pela presença ou participação num evento qualquer?

Costumo dizer que nós somos maus amantes, porque costumamos lutar por nossas conquistas e desmerecê-las logo em seguida, tão logo seja superado o sabor do desafio.

Por isso, aprenda a agradecer. Agradeça não apenas por presentes recebidos, mas também por um sorriso, por uma singela mensagem. Cultive o hábito de jamais deixar alguém sem resposta, ainda que ela seja negativa ou inconclusa.

Retorne telefonemas recebidos, recados remetidos, mensagens postadas. Cumprimente com cordialidade as pessoas que encontrar, mesmo que acidentalmente. Vale para o frentista, o ascensorista, o operador de caixa.

Coloque-se disponível às pessoas. Evite criar barreiras, forjar obstáculos, tornar-se inacessível como se isso fosse torná-lo mais importante, desejado ou respeitado. O mundo anda carente de alegrias e basta uma delas para combater muitas tristezas. A gratidão e a benevolência não trazem a felicidade, mas ajudam a assegurá-la.

11. Protection

Esteja atento para assuntos relacionados à proteção legal. Primeiro, para resguardar a si mesmo e à sua imagem. Segundo, para evitar o inverso, ou seja, que você, desafortunadamente, por um lapso em uma fração de segundos, invada a privacidade alheia, cometa um plágio, ultrapasse a linha tênue que muitas vezes separa o plausível do inaceitável.

Procure patentear sua marca pessoal, caso crie uma. Registre seu domínio www. Conheça o código de ética da sua categoria profissional e estude o código de conduta da sua empresa. Leia e aprenda a interpretar o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição Federal.

12. Percognitiom

A última variável das ferramentas para edificação de seu planejamento estratégico pessoal é um neologismo em inglês que representa uma seqüência de ações capazes de referendar os passos anteriores: percepção, reconhecimento, reputação, imagem e marca.

Isso posto, todo o planejamento só poderá ser qualificado como válido se houver a percepção de suas qualidades e atributos. Uma vez percebido ou notado, que você seja reconhecido e, ato contínuo, reputado positivamente. Então ocorrerá a experimentação, representada pelas oportunidades de interação que conduzam à convivência, respaldando uma imagem sólida que se incorpore à sua marca pessoal.

O percognitiom é fruto de um processo de diferenciação capaz de lhe tornar dotado de características únicas e indissociáveis, suficientes para conquistar a o respeito, a admiração e a confiança das pessoas em seus corações e mentes.

Lembre-se de que o hoje é a vitória sobre o você de ontem e a preparação para o seu amanhã.

E você já fez o seu planejamento pessoal / profissional?

Categorias: 1-Gestão Estratégica, 4-Gestão de Pessoas, Gestão de Carreira, Planejamento Pessoal / Profissional

Dando continuidade ao post anterior, vamos continuar as orientações para a nossa Gestão Estratégica Pessoal.

Parte B – A Caixa de Ferramentas

Os convencionais 4Ps, apresentados por Jerome McCarthy em sua obra Basic Marketing, de 1960, como únicas variáveis relevantes do chamado composto mercadológico, receberam uma abordagem inovadora. Mais de quarenta anos de estudo e trabalho permitiram a Francisco Alberto Madia de Souza, presidente da Madia Mundo Marketing, desenvolver uma matriz fantástica formada por 12Ps, conforme apresentaremos adiante.

1. PEST

Agora que já descobriu sua missão de vida, selecionou os valores que irão balizar seus comportamentos e ações e determinou onde pretende estar a partir de sua visão do futuro, deverá fazer uma análise atenta do ambiente externo, ou seja, o ambiente Político, Econômico, Social e Tecnológico no qual está inserido.

O ambiente político ganhou notoriedade ainda maior dentro da atual conjuntura do país devido aos desmandos envolvendo governantes de todas as esferas do poder, colocando a ética no centro das atenções. Assim, a conduta moral ilibada passou a ser, além de louvável, pré-requisito para viver em sociedade e edificar a imagem pessoal.

O ambiente econômico pode ser resumido na força de uma palavra: globalização. Muros e cortinas ruíram, decretando o fim das fronteiras físicas. Telefones e computadores encurtaram distâncias. Caminhamos para idiomas e moedas universais, promovendo uma aproximação cultural sem precedentes.

O ambiente social, como que por decorrência dos anteriores, acionou o alerta da responsabilidade socioambiental. As desigualdades entre os povos precisam ser dirimidas. O crescimento não pode ser de poucos e o desenvolvimento precisa ser sustentável para não comprometer as gerações futuras.

O ambiente tecnológico legou-nos a inovação e com ela a certeza de que sempre será possível fazer melhor, mais rápido e mais barato. É um retorno a cinco séculos antes de Cristo e a dialética de Heráclito de Éfeso que dizia: “Tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo”.

Do ambiente externo aprendemos que devemos estar em constante busca pelo conhecimento e pela inovação, agindo num mundo globalizado com ética e foco na sustentabilidade.

2. Phocus

Compreendido o ambiente externo, estabeleça seu foco de atuação. Pode parecer elementar, mas muitos se equivocam neste instante, comprometendo o resultado de todo o planejamento. E erram ou por constituir muitos focos ou por eleger como primordial o objetivo inadequado.

Várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro. Por isso, a definição deve ser clara, analítica e específica. Procure fundamentá-la em sua missão, orientá-la pelos seus valores e traçá-la em direção à sua visão.

Resista à tentação de definir seu foco por interferência de terceiros. Isso acontece, por exemplo, com jovens em estágio pré-vestibular, por ocasião da escolha do curso superior, quando optam pela mesma carreira dos pais ou seguem à risca a sugestão de amigos ou familiares.

É também comum a definição do foco por influências de cunho conjuntural, como moda ou expectativa momentânea de ganhos financeiros elevados. Assim pode-se notar com profissionais que escolheram carreiras a partir da análise de pesquisas salariais, negligenciando seus anseios de realização e talentos pessoais. Invariavelmente a desilusão os visita com brevidade, trazendo-lhes o desafio do recomeço ou o equívoco de persistir no erro.

3. Positioning

O posicionamento consiste no planejamento e organização de sua identidade pessoal. Representa todos os sinais e códigos de comunicação transmitidos por seu estilo e personalidade.

O objetivo é delimitar, baseado no seu phocus, as características mais singulares que nortearão a construção de sua imagem com intuito de conquistar o respeito, a admiração e a confiança das pessoas.

4. Product

Observado como se fora um produto, é o momento de trabalhar seu marketing pessoal, projetando uma imagem de marca em relação a si a partir de dois níveis essenciais: a embalagem e o conteúdo.

O aspecto externo é o princípio de tudo, pois você não terá uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão. Portanto, cuide de sua aparência, trajando-se com propriedade, evitando o uso excessivo de acessórios e cosméticos, aprendendo regras de etiqueta e melhorando seu vocabulário, tanto falado quanto escrito.

Mas embora o design seja determinante, se o que estiver por dentro não lastrear a expectativa criada, você seguramente deixará de se estabelecer. Por isso, atente para sua formação acadêmica. Estude com regularidade e aprenda outros idiomas. Seja uma pessoa autêntica, transparente e íntegra. É o melhor caminho para conquistar a confiança e simpatia das pessoas.

5. Promotion

Não adianta fazer a melhor coisa do mundo ou ter atributos invejáveis se ninguém tomar conhecimento. É preciso comunicar e repercutir. Esta ferramenta poderia ser traduzida literalmente por promoção, mas envolve mais do que isso: é o campo da propaganda e da comunicação.

Por isso, tenha sempre seu cartão de visitas à mão, mesmo que esteja desempregado. Crie um blog ou website pessoal e participe de comunidades na internet. Depois crie suas próprias comunidades.

Se gostar de escrever, publique artigos. E depois um livro. Se não gostar de escrever, comece a ler mais e aprenda a escrever.

Além disso, participe de eventos para ver e ser visto. E todo tipo de evento. Shows, seminários, feiras, reuniões de condomínio. Procure freqüentar ambientes variados para ter acesso a pessoas diferentes, com formação, cultura e idéias diversas.

Faça um curso de expressão verbal e aprenda a arte da retórica. A habilidade de falar em público abre portas e eleva a auto-estima e a autoconfiança.

O resultado final deste processo de comunicação é uma ampla rede de relacionamento, o tão comentado networking. Procure criá-la e expandi-la em sintonia com o seu phocus.

6. Place

Falamos aqui de distribuição. Utilizando as técnicas de comunicação sugeridas no tópico anterior, suas idéias e ideais poderão ser conhecidos por todos que se sentirem seduzidos a visitar seu sítio na internet.

A reunião de opiniões qualificadas e networking extenso pode proporcionar grande alcance e destaque para seus conceitos e sua imagem. Mas lembre-se de guardar fidelidade e alinhamento à sua missão. Com base nela, seu place, ou seu mundo, poderá acertadamente se restringir não aos cinco continentes, mas apenas à sua comunidade.

No próximo post, concluímos este assunto.

E você já fez o seu planejamento pessoal / profissional?

Categorias: 1-Gestão Estratégica, 4-Gestão de Pessoas, Gestão de Carreira, Planejamento Pessoal / Profissional

Nós estamos acostumados a falar e discutir sobre gestão estratégica no âmbito das corporações. As organizações iniciam ou revisam, normalmente no início de setembro de cada ano, os planos e a revisão de planos existentes para o ano seguinte, bem como para períodos mais longos, vale um comentário que médio / longo prazo está ficando mais difícil de projetar cenários.

Mas o que queremos com este primeiro post é convidar vocês para a execução de uma gestão estratégica diferente e muito importante: a gestão da sua vida … o planejamento estratégico pessoal. / profissional E, para fazê-lo, iremos nos basear em uma metodologia inovadora.

Parte A – O Tripé da Gestão Estratégica Pessoal / Profissional

Gestão Estratégica Pessoal / Profissional é o processo de construir o seu futuro. E tal como nas organizações, a primeira etapa consiste na definição de três aspectos essenciais: missão, valores e visão.

1. Missão

A missão é a sua razão de existir. Entendê-la habita antigas questões filosóficas como: “De onde viemos?” e “Para onde vamos?”.

Descobrir sua missão é fruto das perguntas que você se fizer. Algumas sugestões:

a) O que está incompleto em sua vida?

Procure entender o que falta para sentir-se realizado em termos profissionais e pessoais.

b) O que gostaria de aprender?

A resposta indicará suas paixões e poderá revelar talentos latentes que tenha negligenciado no decorrer dos anos, seja pela rotina imposta pelo cotidiano, seja pelo medo auto-imposto.

c) O que faria se ganhasse um grande prêmio numa loteria?

O propósito é observar se há planos que você tem adiado indefinidamente sob a alegação de falta de recursos. É possível que sua missão esteja mergulhada neste pântano sombrio desenhado em sua mente e que a realização deste sonho seja exeqüível mesmo diante da ausência de dinheiro.

d) O que faria se tivesse somente seis meses de vida?

É uma questão lúgubre, sei disso. Mas ela se faz necessária para que você avalie suas reais prioridades e reflita sobre como tem gerenciado seu recurso mais significativo e perene: seu tempo.

e) Imagine-se em seu enterro…

A exemplo da pergunta anterior, este é um exercício revelador. A proposta é que você se imagine nesta situação e procure identificar três pessoas de seu relacionamento: um familiar, um amigo e um colega de trabalho. Ouça o que estão dizendo sobre você e quais os sentimentos que delas afloram. Talvez perceba como as tem tratado e quanto de amizade, carinho e amor tem oferecido àqueles que lhe são importantes.

Após todos estes questionamentos, analise suas respostas. Elas indicarão seu legado, ou seja, a contribuição que deixará para o mundo e através da qual poderá eternizar seu nome e seus feitos.

2. Valores

Os valores são os princípios que guiam as decisões e balizam o comportamento no cumprimento da missão.

Desde muito cedo, por influência de nossos pais e familiares, estabelecemos um conjunto de valores. Mas as pessoas, o ambiente, as crenças e as circunstâncias agem no sentido de modificá-los. Um bom exemplo desta mutabilidade dos valores é o estatuto da pena de morte. Você pode ser absolutamente contrário à aplicação da sentença capital. Porém, se um ente querido for vitimado por um ato de violência extrema, é possível que você passe a tolerá-la em condições excepcionais.

Para encontrar seus valores:

a) Identifique os princípios que governam sua vida.

É uma tarefa demorada e que ordena alta concentração e reflexão. Verifique os valores mais recorrentes em seus pensamentos e ações. Podem ser a integridade e a justiça, indicando um perfil voltado à conduta social; ou a humildade e a generosidade, sinalizando para foco em serviços ao próximo; ou a autonomia e a autoconfiança, apontando para o egocentrismo. Pode ser um conjunto de todos eles. Não importa. O fundamental é que os aspectos selecionados representem o que você de fato é, e não o que gostaria que as pessoas pensassem a seu respeito. Assim, escolha valores inerentes ao seu caráter e não à sua reputação.

b) Coloque-os em ordem de prioridade.

Após selecionar entre cinco e sete valores, procure ordená-los de acordo com o grau de importância relativa. É um momento decisivo, pois exigirá que você faça escolhas. Neste momento ficará evidenciado se os valores preponderantes são materiais ou emocionais, individuais ou coletivos.

c) Escreva um parágrafo para cada um dos valores escolhidos.

É o momento de unir razão e emoção, cabeça e coração. Coloque no papel o porquê de suas escolhas, leia com atenção e reflita. Você estará relacionando os valores com os princípios!

Ao final você terá escrito o que denomino “Constituição Pessoal”. É sua carta de valores e princípios, pessoal e intransferível. Carregue consigo esta pequena lista, leia-a regularmente e tome suas decisões com base nela. Uma atitude em desacordo com seus valores e princípios deverá causar desconforto, incômodo até, ensejando uma mudança atitudinal ou uma revisão dos valores e princípios selecionados.

3. Visão

A visão é a explicitação do que você espera e acredita para o seu futuro. É uma imagem mental poderosa que tem a propriedade de materializar sonhos.

Para construir uma visão de futuro:

a) Imagine-se daqui a alguns anos.

Onde você estará em um, cinco, dez e 25 anos? O que estará fazendo? Quais terão sido suas realizações? Quem terá conhecido? O que terá aprendido?

b) Adote um “diário do futuro”.

Há quem ainda escreva diários, um registro pessoal e muitas vezes secreto de comportamentos, pensamentos e ações. Modernamente os diários ganharam o mundo virtual através dos blogs. Em qualquer dos casos, faça seus relatos não sobre o passado, mas sobre o futuro que imaginou conforme sugestão anterior. Seja detalhista, entusiasmado e profético ao discorrer suas palavras.

c) Projete o filme da sua vida.

Reúna suas experiências passadas e sua visão de futuro, ambas ilustradas pelos seus diários do passado e do futuro, para imaginar o filme de sua vida, uma película extraordinária onde você figura como diretor e protagonista de sua própria história.

Ao vislumbrar seu futuro, lembre-se de desenhá-lo com cores alegres, vibrantes e positivas. O que hoje se conceitua como “leis da atração” nada mais é do que uma imagem mental positiva amparada por ação concreta em direção da realização e da conquista do sucesso.

Continuaremos esta análise no próximo post.

E você, já elaborou a sua gestão estratégica pessoal? Antes da organização no qual esta trabalhando / gerenciando, pense em sua vida pessoal / profissional!

Aguardaremos os comentários!

Categorias: 1-Gestão Estratégica, Gestão de Carreira, Planejamento Pessoal / Profissional

                  Posts recentes »