Quando pensava em meu futuro, imaginava muito mais a concretização do sonho de ter uma linda família e pouco me visualizava na vida profissional. Sonho de menina, de romântica, de leitora assídua de dramas e de romances populares. Tive a oportunidade de estudar e me tornar uma profissional e então descobri o prazer do aprender, do saber e do fazer. As expectativas da carreira escolhida se concretizavam muito rapidamente e a adrenalina da carreira profissional mostrou as possibilidades das conquistas profissionais que dependiam inteiramente das escolhas e do esforço pessoal.

Com a primeira filha, a surpresa da maternidade e a tentativa de não deixar as conquistas e o status profissional conquistado se esvaírem. Para tal façanha, as horas do dia foram duplicadas e a qualidade de vida ficou em segundo plano.

Com a segunda filha, a necessidade de escolhas sobre o que se quer da vida e daí entra a grande pergunta da mulher dos tempos atuais. Ser uma boa mãe ou buscar os sonhos profissionais e as recompensas financeiras de uma vida dedicada ao trabalho? Semanas e meses de introspecção para chegar a “minha conclusão”. E enfatizo a situação da propriedade da escolha, pois acredito que neste assunto não existe o que é certo e o que é errado…. existem as realidades: cultural, social, financeira, amorosa de cada mulher ou casal.

Tenho orgulho de pertencer a uma geração de mulheres que provaram para si mesmas que podem ser auto-suficientes, poderosas e eficientes, igualando-se em potencial aos homens. Mas com o passar dos anos o orgulho e o ego inflado deram lugar a certeza de que o que realmente importa é seguir seus sonhos, mudá-los sem culpa e viver com plenitude as escolhas feitas.

Os tabus sobre a ascensão intelectual e profissional das mulheres praticamente foram aceitas em todas as esferas da sociedade e hoje o novo e grande desafio é ajudar estas mulheres a eliminarem aquele sentimento de culpa pelas suas escolhas, mostrando que o tipo de escolha em si não importa e o que importa mesmo é o respeitar sem preconceitos os sonhos de cada uma.

Sejamos, portanto, mulheres livres de preconceitos e disseminadoras deste conceito novo de livre decidir, sem os conceitos do certo nem do errado, somente o aceitar e apoiar.

No meu, no nosso caso, escolhemos por não abandonar nenhum sonho, dando espaço reduzido tanto para a carreira quanto para a família e a criação das meninas….. Se vai dar certo ou não, não tenho certeza….. e espero ter a decisão apoiada…..sem preconceitos.

Fernanda Daniele Rusch Graduada em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Lead Assessor pela P-E Batalas – Inglaterra. Sócia-Gerente da Simples Soluções®. Consultora e Instrutora, com 9 anos de experiência, em consultoria e aprendizado de Gestão Organizacional (Estratégica, Pessoas e Qualidade) em empresas dos mais variados segmentos e portes. Atualmente desempenha a função de Gerente da Qualidade na Indústria Metalúrgica Rotamil Ltda.

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Outro dia fiquei indignada. Recebi um e-mail, que falava que haviam encontrado uma redução de 45% nos acidentes de trânsito graças a um novo Cinto de Segurança que foi descoberto. Como sou profissional da área de segurança, e sou MULHER, fiquei curiosa, imaginando como seria esse EPI. Para minha surpresa e INDIGNAÇÃO, o tal cinto de segurança era normal, só que tinha mais uma volta que alcançava exatamente a boca da mulher. Esse e-mail trouxe uma mensagem derradeira e negativa. Insinuava que se a mulher ficasse quieta, sentada ao lado de um homem (supostamente marido, namorado, rolo, amigo ou colega), .. enquanto esse dirigia, com a boca fechada e estando a mulher, IMPEDIDA de falar, o dito homem não se distrairia e, desta forma, restava reduzida a condição insegura que provocaria um Acidente de Trânsito. Que mau gosto! No momento, pensei em deletar o e-mail. Por favor, isso é pra lá de Machista! Porém, não o deletei, pensando exatamente que aquele “horror” poderia servir para uma análise mais profunda.

Que idéia infeliz teve quem montou aquele e-mail. Como se atualmente ainda fosse possível calar uma mulher… Ora, isso é subestimar a capacidade da mulher de nossos dias.

A mulher de hoje, não é mais a mulher muda, quieta ou submissa, nem mesmo estando impedida de falar. Veja bem, não quero parecer feminista, apenas, chamar a atenção para a realidade de nossos dias.

A Mulher de hoje, é uma mulher… inteligente, dócil, sensual, participativa, determinada, tem iniciativa própria portanto, é independente.

Contudo, a mulher galgou essa posição e ganhou respeito, graças à sua capacidade de adaptar-se às situações mais imprevistas possíveis, isso, sem perder a feminilidade… pois, tem competência, autocontrole e preparo para ser uma doçura quando deveria ser áspera… corajosa quando todos a tomariam por frágil e uma guerreira quando indignada.

A mulher é um poço de luz, paciência e amor, na condição de mãe. É sedutora, quando apaixonada. É competente quando desafiada. A mulher de nossos dias, definitivamente não é mais aquela mulher que sugere a mensagem do e-mail, ou seja.. uma mulher… controlada pelo homem, pelo simples fato de que ela não aceita mais essa condição.

Ela se libertou, graças à sua inserção no mercado de trabalho, exigindo dela esforços sobre humanos para manter-se sempre linda, inteligente e conseguir permanecer no lugar de destaque que… sempre foi seu!

A mulher de hoje é a mulher que ganha o mundo com sua coragem, que supera desafios com sua inteligência, que une razão e emoção com uma habilidade inexplicável.

Bem colegas, amigas, almejo .. que todas as mulheres sintam-se assim… poderosas, amadas, lindas, desejadas e respeitadas todos os dias, não somente no dia Internacional da Mulher.

Penso que consegui falar-lhes de nossas dificuldades, indignação e expectativas. Um super Abraço a todas as Mulheres, no Dia Internacional da Mulher.

Com amor!

Hélia Gecy Sebben Pós-Graduanda em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, graduada em Direito pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e graduada em Administração de Recursos Humanos pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Atualmente desempenha as funções de Técnica de Segurança do Trabalho, Supervisora Administrativa / Financeira e RH e Coordenadora da Qualidade na Metalúrgica Vitória Ltda.

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As mulheres são as “Maiores e Melhores”, embora profissionalmente isso ainda não seja reconhecido. Isso está bem longe de ser um discurso feminista ou uma chamada da “Revista Exame 2009”. Esse é o resultado da análise de vários estudos e estatísticas.

No mundo, o número de mulheres no mercado de trabalho é o maior da história (Organização Mundial do Trabalho, 2008), totalizando 1,2 bilhões de trabalhadoras. O novo século iniciou com as mulheres sendo a maioria da população do nosso país (51,31%) e tendo mais da metade delas trabalhando ou procurando trabalho (Fundação Carlos Chagas). A escolaridade média das mulheres ocupadas é maior do que a dos homens (7,3 anos para as mulheres e 6,3 anos para os homens). Além de serem as que mais ingressam no ensino médio (54%) e no ensino superior (56%), são também as que mais concluem seus estudos (58% no ensino médio e 56% no ensino superior). Elas só não são a maioria em Ciências, Computação e Agricultura e Veterinária, mas representam 75% das áreas de Educação e 72% da área de Artes e Humanidades, contrariando Friederich Hegel (filósofo e historiador alemão) que afirmou: “A mulher pode ser educada, mas sua mente não é adequada às ciências mais elevadas, à filosofia e algumas das artes.”

Hoje as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco (FABIAN, P.A; 2008). Pesquisas realizadas pela Catho Associados mostram que as mulheres já superaram os resultados obtidos pelos homens no mundo dos negócios. No Brasil, as mulheres são referencia no comando de franquias, gerando uma rentabilidade 28% maior do que os homens (Jornal Zero Hora, 05/03/2009). O número de mulheres em lugares diretivos é ainda diminuto, apesar de muitas delas demonstrarem excelentes qualidades para o seu desempenho (FABIAN, P.A; 2008). Elas também possuem maior estabilidade com suas equipes, são mais organizadas e detalhistas, e possuem mais facilidade que eles de adaptarem-se as estruturas, como vem se adaptando as diferentes situações, nos diferentes papéis que desempenham na sociedade (SHINYASHIKI,2006). Nesse caso, equivocou-se também, Henrique VII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI) quando disse que: “As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios.”

Embora as mulheres brasileiras tenham adquirido um maior nível de escolaridade, apresentem crescimentos anuais de participação no mercado de trabalho e na economia, maiores que a masculina, principalmente na região sul do Brasil e significativamente maiores na Região Metropolitana de Porto Alegre (site do DIEESE/Mulher 2009), o reconhecimento ainda está aquém. Em qualquer ocupação elas ganham menos que eles, e os rendimentos femininos, mesmo com jornada semanal de trabalho igual (40 a 44 horas), chegam a quase 60% a menos, comparadas a homens de mesma escolaridade (administradores.com.br). O Brasil é oficialmente o campeão, tendo a maior diferença salarial em relação aos homens no mundo todo: 34% (Jornal Zero Hora, 05/03/2009). Além de perceberem baixos salários, terem menos empregos a elas disponibilizados (obrigando-as a sujeitarem-se a postos de trabalhos vulneráveis – sem proteção social e direitos trabalhistas) e com mais obstáculos de acesso a cargos de chefia, exercendo dupla jornada de trabalho (no emprego e no lar), restando-lhe menor tempo disponível para a qualificação profissional, as mulheres ainda são vítimas de preconceitos (o da chamada “inferioridade” do sexo feminino em relação ao masculino) e abusos (como o assédio sexual no trabalho) que são reveladores do tratamento desigual a que estão sujeitas (Secretaria Especial de Política para as Mulheres).

Alheia a todas as dificuldades e falta de reconhecimento profissional, a mulher continua destacando-se na busca de crescimento e emancipação, superando o homem na maioria dos índices, e inclusive contornando habilmente o acúmulo de funções e a maternidade, que segundo as pesquisas atuais (IBGE e DIEESE) é considerado como seu principal obstáculo. E embora o mercado de trabalho seja considerado por alguns autores como patriarcal e machista, prefiro olhar para os resultados positivos alcançados pelas trabalhadoras desse Brasil e encerrar com a modernidade da reinvenção feita por Arnaldo Jabor: “O dito está envelhecido. Hoje eu diria que “na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher”. Parabéns a nós mulheres!

Agradecimentos pelas informações:

Professor Pablo Alejandro Fabian (UFRGS) – Relações Públicas – Consultor de Empresas – www.strunfero.blogspot.com

Professor Ilan Himerlfarb – Advogado – Ms. Ciências Sociais – Consultor de Empresas – www.observatorioantena.zip.net

Janice Garcia Machado Mestre em Ciência e Tecnologia Agroindustrial e especialista em implantação de normas de para a produção de alimentos seguros, atua a mais de doze anos como gestora dos processos de implantação de sistemas da qualidade. Pós- graduada em Biotecnologia Molecular atuou também na supervisão de processos biotecnológicos e como consultora técnica no Programa de Ecologia Molecular para o Uso Sustentado da Biodiversidade da Amazônia (Road Show Europa). Consultora em Implantação de Sistemas de Gestão pela Qualidade Total, NBR ISO 9000 e ISO 22000, bem como, as normas técnicas das Indústrias de Alimentos, Farmacêuticas e Médicas (APPCC e Boas Práticas de Fabricação). Avaliadora, Examinadora e Franqueada do PGQP de 1996 a 2007. Especialista em Liderança Avançada e Coaching Empresarial com formação na Organização Condor Blanco, Chile.

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Que a mulher tem se destacado no mercado de trabalho, ocupando cargos e funções que em outras épocas seriam reservados apenas aos homens têm sido visível, porém ainda necessitando da igualdade salarial, agora enfim legalmente reconhecido pelo atual eleito presidente dos EUA.

Mas um fato me chamou atenção em uma passagem insólita de véspera de Natal e que tocou fundo em meu coração, talvez pela época que a meu ver seja a mais bela do ano. Por ser a mesma onde encontramos a reciprocidade da amabilidade nas atitudes das pessoas, no trabalho, nas ruas, em casa…enfim um espírito que deveria nortear todo o ano e que no entanto gastamos energia em fazer o contrário o ano todo, pois é muito mais desgastante ser uma pessoa difícil do que usar da amabilidade que só trará boas energias.

Estava eu retornando para casa feliz pelo dia de trabalho a caminho do estacionamento caminhando pela rua, quando surgiu em minha frente duas mulheres carregando pilhas de caixas, papeleiras as quais pensei o mais rápido passar por medo de que as caixas caíssem sobre mim, mas de repente o espírito de Natal tomou conta de meu coração em ver tamanha força destas mulheres e o que alimentava a energia do esforço que havia visto até então sobre ombros mais robustos e pensei que as faces deveriam demonstrar o que o corpo não transparecia.

Para meu espanto fiquei sem perceber caminhando lentamente atrás delas tentando compreender como mãos e corpos tão delicados mesmo que sofridos encontravam forças sabe-se lá de onde, se haviam feito pelo menos todas as refeições, no entanto acabar concluindo em pensamento a impossibilidade disto ter acontecido, o que daria então a estas mulheres a força de lutar pela vida mesmo em situação tão rude e pensei mais uma vez… devem ter filhos com certeza que delas dependem em um verdadeiro coração de mãe sagaz a lutar pelo bem estar, mesmo que em situações de aridez completa, coisas que apenas um sentimento feminino pode compreender pela sensibilidade mesmo lutando contra adversidades sem perder a candura.

Nestes segundos de reflexões foi que mais uma vez outra surpresa as aconteceu delicadamente abriram espaço e com tudo o cuidado inclinaram a carga para que não pudesse ter perigo de cair, para abrir passagem e um sorriso quase que ultrajante me fez deixar de julgar estas mulheres maravilhosas que mesmo com toda a dificuldade da carga que carregavam ainda eram capazes de ter em suas faces a beleza e delicadeza femininas.

Isto me faz pensar na altivez feminina na preciosidade destas mentes brilhantes em unidade a um coração pulsante cheio de energia e nas infinitas e auspiciosas possibilidades que isso possa significar e ainda conquistar.

Janice Maria de Aquino formanda em Arquitetura. Trabalha com decoração de interiores, principalmente com harmonização de espaços em ambientes profissionais, com ênfase na adequação de espaços para melhorar o desempenho do trabalhador.

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No mês de Março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, momento oportuno para divagarmos sobre a importância da mulher do mercado de trabalho, sua essência, perspectivas e sonhos.

O mundo globalizado, competitivo exigiu uma mudança de atitude, com uma busca constante pelo conhecimento. Diante deste cenário, as mulheres investiram mais em educação sendo atualmente presença consideravelmente superior aos homens nas cadeiras das universidades. Viu-se no aprimoramento da educação uma porta para o desenvolvimento de carreira. Mas o que torna a mulher diferente do homem? Estudos científicos conseguiram comprovar que as mulheres apresentam uma visão multifocal, enquanto o homem apresenta uma bifocal, essa uma grande diferença, pois nós mulheres conseguimos desempenhar diversas atividades de forma simultânea. Controlamos o orçamento doméstico e as compras do mês, os filhos, marido, ou mesmo ex maridos, carreira, lembramos o dia do aniversário das pessoas queridas e ainda mandamos uma lembrancinha! Mesmo com todas essas atividades ainda reservamos um minuto para nós, cuidados com higiene e beleza também fazem parte de nossa rotina. Ufa!

Mesmo com o esforço empenhado muitas vezes nos perguntamos: será que estamos dando atenção necessária para tudo? Cobramos-nos para sermos melhores: pessoas, mães, profissionais, esposas, enfim, mantemos uma reflexão constante sobre o que mais poderíamos fazer… Ainda há a busca pela felicidade pessoal, muitas vezes comprometida pelo trabalho, e precisamos inclusive escolher…

Neste ano, tivemos um marco a nível mundial, quando o eleito presidente americano Barack Obama assinou um termo prevendo igualdade salarial entre homens e mulheres americanos, uma vitória com certeza.

Mas ainda falta muito para a mulher receber o devido reconhecimento, falta respeito, por tudo o que a mulher representa. Ainda encontramos homens que menosprezam o valor da mulher, uma lastima, estes não sabem o que perdem com tal atitude.

Afinal, quais são nossas perspectivas? Um mundo melhor e mais justo? Mais igualdade entre homens e mulheres? Respeito? Certamente se algumas mudanças dessas acontecem iríamos sentir a diferença, mas estamos esperando, afinal as organizações já estão mudando sua visão e dando as mulheres o seu devido valor.

A todas as mulheres especiais e essenciais, um grande abraço. Não desistam de seus sonhos diante das negativas que a vida nos impõe, continuem a acreditar, pois realmente é possível. Palavra de mulher.

Luciana Roberta de Moura formanda em Gestão da Produção e formada em Técnico em Contabilidade. Professora do SENAC e palestrante na área de gestão. Atualmente esta desempenhando atividades profissionais na empresa Tecnodrill Indústria de Máquinas tendo como cargo Gerente Administrativo.

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As mudanças constantes que moldam nossas vidas têm sua origem na maternidade, no jeito como fomos embalados no colo de nossas mães. Se recebermos carinho, nos tornamos pessoas equilibradas, sociáveis e audaciosas. Se recebermos descuido nos tornamos inseguros, agressivos, medrosos. Tudo está relacionado com a educação, e a natureza credita às mães o dom de ensinar.

Nem todas se dão conta disso. Razão da maioria dos professores serem mulheres. É instinto de preservar o lado bom do indivíduo que vem das mulheres.

E elas estão aí, a cada ano em número maior no mercado de trabalho. E que ironia, tirando oportunidades dos homens e legando a eles as suas responsabilidades com os filhos. E a sociedade muda. Para melhor ou para pior? A mudança de papéis está trazendo bons resultados? A mulher consegue substituir o homem e vice-versa?

Ambos tentam, e o resultado é impressionante, com uma sociedade mais violenta, insensível e desumana.

Na verdade as mudanças, que não são poucas e são profundas, afetaram a maneira como as pessoas se relacionam com o mercado e com a sociedade em geral e nem todos perceberam ou aceitaram essas mudanças.

Existe uma grande esperança de que num futuro tenhamos um país mais justo, pois a única área em que a mulher tem conseguido se destacar e receber o justo pelo seu trabalho é na área jurídica, onde a cada 10 juízes, sete já são mulheres. Por meio do concurso público a mulher tem conseguido o reconhecimento pelo seu esforço.

E a vida familiar? Você pode perguntar. Bem, o seu emprego, relacionamento amoroso, referências intelectuais e amizades dependem de sua capacidade de adaptar-se às novas rotinas ou não. O emprego é cada vez mais instável, mutável, contraditório e paradoxal. E para adaptar-se é preciso entender a evolução e desenvolvimento da sociedade, do mercado de trabalho. É exigido cada vez mais das mulheres, o conhecimento técnico, para que possam “substituir” os homens em suas funções e merecerem salários iguais.

A ansiedade para subir na carreira e, até mesmo, para manter seu emprego às vezes leva mulheres a aceitarem desafios maiores por salários menores. Esse é o maior pecado que cometem, pois se de fato se valorizassem não aceitariam determinadas condições que algumas empresas estabelecem e com essa atitude estariam valorizando todo seu talento empreendedor. Sim, porque empreendedorismo é nato nas mulheres que, desde pequenas, lá dentro do lar (imposto pelas educadoras mulheres), recebem o desafio de irem além de suas atividades escolares, também cuidando das atividades de administração do lar.

Em tempos de crise, de enxugamento, cargos estão sumindo nas empresas, o futuro do trabalho está sem futuro, as novas formas de prestação de serviços estão ameaçando a empregabilidade e as mulheres se apresentam como as mais criativas e as que melhor acompanham o ciclo de mudanças rápidas, profundas e consistentes. O fato de se desprender do próprio passado, do rótulo de “donas de casa” e aceitar a condição de trabalhar mais e melhor que os homens fez com que as mulheres conquistassem um espaço maior no mercado de trabalho.

É característico nas mulheres o instinto da organização, do planejamento. Este instinto de organização e planejamento tem como resultado o trabalho com maior produtividade. E produtividade é fruto do trabalho com qualidade e ambos obtém como resultado o que as empresas mais buscam: O LUCRO.

É preciso não esquecer a evolução tecnológica e buscar aperfeiçoamento para ocupar cargos mais importantes, que contribuam mais com a evolução da nova sociedade. Precisamos lembrar da responsabilidade social, das questões ambientais e a capacidade de viver e trabalhar em equipe e entender as mudanças como parte essencial da nova educação dos filhos, voltar a valorizar a família, para que tenhamos um futuro melhor.

Para isso é necessário que nós mulheres continuemos à frente de nossa época e nos lembremos constantemente de nossa principal função que é a de educadoras e saibamos transmitir este dom no ambiente empresarial. Assim estaremos de fato demonstrando um diferencial para as empresas, valorizando nossa participação no mercado de trabalho.

Maria Francisca Reis formação superior em Pedagogia e Técnico em Contabilidade, já atuou em diversas áreas de serviços, turismo e lazer. Atualmente esta desempenhando atividades profissionais no Hotel Coral Tower de Porto Alegre / RS na área de administração.

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Neste dia em que comemoramos o dia Internacional da Mulher, aonde diversas e justas homenagens são prestadas, cabe uma pequena reflexão sobre uma das inúmeras facetas assumidas pelas mulheres em suas jornadas: A vida profissional.

Tendo acompanhado o mercado de trabalho como participante dele e como gestora de empresa, percebo algumas características marcantes desta nova geração de mulheres em busca de um espaço no mercado.

É notável o crescimento da importância do papel das mulheres dentro das empresas. Além de mais preparadas academicamente, elas tem tomado literalmente a frente em todos os segmentos e postos de trabalho. As mulheres são mais arrojadas, ambiciosas e determinadas. Tem em sua grande maioria, a convicção de suas qualidades e ambicionam por liderança e espaço para exposição de suas idéias. São também mais flexíveis e multifuncionais, pois sabem administrar muito bem várias funções ao mesmo tempo.

Percebo dentro deste contexto, que as mulheres não mais se condicionam a terem seu trabalho apenas como “complemento” da renda familiar. São filhas, esposas, mães, estudantes, e também chefes de família que tem em sua fonte de renda e trabalho muitas vezes como a fonte principal de sustento da sua família.

Acredito que todos esses avanços conquistados nas últimas gerações de mulheres guerreiras, perseverantes e batalhadoras são hoje assumidas plenamente pela geração atual. Lamento apenas que em algumas cabeças de gestores ou de empresas que logo estarão fora do mundo competitivo, insistir na injusta discriminação de salários entre homens e mulheres. Sabe-se que mesmo melhor qualificada academicamente e profissionalmente, as mulheres recebem menos que os homens que ocupam os mesmos cargos. Esta ainda é uma batalha a ser vencida por cada uma de nós, entre tantas outras já vencidas. Temos de ser fortes, determinadas, preparadas, vencer a TPM de cada mês, isso tudo sem perder a sensibilidade, a feminilidade.

Parabéns a todas as mulheres neste dia em especial. Muita força e sucesso a todas nós!!

Paula Jardim Administradora de Empresas, formada em Comércio Exterior e Pós Graduada em Administração de empresas de Serviços pela UNISINOS. Atualmente é Gestora Administrativa da AIL- Acessos Internacionais Logística Ltda.

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A mulher contemporânea tem de ser elástica para dar conta das demandas do cotidiano.

Casar e ter filhos deixou, de ser o único sonho das mulheres nos tempos atuais. Hoje a mulher quer se sentir realizada tanto profissionalmente como de forma pessoal. Ela passa a assumir diversos papéis, que resulta em um verdadeiro acúmulo que requer uma elasticidade nunca antes se quer imaginada.

A mulher elástico, precisa não só ser ideal, mas ter o corpo ideal, além de ser uma mãe, esposa e profissional dedicada.

A partir daí surgem os conflitos dos múltiplos papéis que a mulher assume, trazendo dúvidas e vários questionamentos para o cotidiano.

A mulher muitas vezes passa a se sentir duplamente culpada por não dar a devida atenção (a que julga ser a mais adequada), à casa, aos filhos, e ao desenvolvimento profissional.

Não podemos esquecer, as desigualdades vividas no cotidiano da sociedade, no que se refere às relações de gênero, não foram superados os obstáculos de acesso a cargos de chefia e diferenças salariais; estes, embora tenham diminuído desde os anos 90, ainda permanecem dessa forma as mulheres precisam ultrapassar constantes desafios.

Porém como administrar todos esses dilemas?

Essa é uma pergunta que todas nós mulheres já nos fizemos em algum momento em nossa vida, e quando menos imaginamos conseguimos forças internas para superar todos os desafios. Seguimos cada vez mais fortes e prontas para mais uma longa jornada.

Deixo a mensagem abaixo em homenagem a todas as “MULHERES- ELÁSTICO” que existem no mundo:

Você é mulher…

Porque és criatura humana, e diferente de todas as outras: você é original, insubstituível.

Porque respeita aqueles com quem convive.

Porque você é otimista diante dos erros dos outros.

Porque apesar de ter seus problemas, consegue superá-los e não projeta nos outros.

Você é mulher…

Porque faz as pessoas que te rodeiam deus amigos.

Porque lhes sorri, não as destrói nem lhes nega um cumprimento.

Porque tem com elas um diálogo amigo e nunca ás cataloga lhes favorecendo gestos de carinho.

Você é mulher…

Porque consegue perceber no outro uma personalidade própria, diferente da sua;

Porque a aceita, porque a respeita, sem tentativas de modificá-la.

Você é mulher…

Porque reconhece as qualidades do próximo.

Porque compreende as suas possibilidades e limitações.

Porque você tem habilidades de promover inovações.

Você é mulher…

Porque valoriza a experiência profissional.

Porque é capaz de valorizar alguém que tenha mais vivência que você.

Você é mulher…

Porque és tudo isso.

Porque sabes perfeitamente que a imperfeição e falhas todos temos.

Porque aprendeu a valorizar o lado positivo de cada pessoa que convive com você, ajudando a se elevar na escala de valores humanos.

Você é mulher…

Porque faz o essencial, que é amar…

Porque é autêntica.

Porque é acima de tudo MULHER.

Paula Silveira – Formanda em Psicologia pela ULBRA – Cachoeira do Sul. Atualmente é Analista de Recursos Humanos da Gráfica Jacuí Ltda.

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Senti-me extremamente lisonjeada ao ser solicitada para escrever este artigo por ter a oportunidade de expressar a minha visão sobre o assunto e refletir sobre a minha própria vida no mercado de trabalho.

Nos últimos cinqüenta anos um dos fatos mais marcantes ocorridos na sociedade brasileira foi a inserção crescente das mulheres na força de trabalho. Este contínuo crescimento da participação feminina é explicado por uma combinação de fatores econômicos e culturais. Primeiro, o avanço da industrialização transformou a estrutura produtiva, a continuidade do processo de urbanização e a queda das taxas de fecundidade, proporcionando um aumento das possibilidades das mulheres encontrarem postos de trabalho na sociedade. (Melo, mimeo/2003).

Hoje, muito diferente de alguns anos atrás, as mulheres conquistaram o seu espaço e o respeito de todos no mercado de trabalho. Atuo em uma empresa onde 80% da força de trabalho são femininas, talvez devido a característica da empresa: Prestar Serviço a Saúde, na qual o empenho do lado sentimental (mais presente nas mulheres) seja mais relevante ao do racional (característica mais masculina) pelo fato da necessidade da humanização do atendimento direto a pessoas com problemas de saúde e, conseqüentemente, mais sensíveis que o habitual. Hoje, em um mundo globalizado onde há necessidade de reações rápidas e profissionais polivalentes, as empresas buscam unir as habilidades de homens e mulheres para aumentar sua produtividade, reduzir perdas, otimizar o tempo despendido em cada tarefa etc.

Comprovado cientificamente que os homens possuem inteligência mais racional e lógica e que são mais fortes fisicamente que as mulheres, podemos perceber que ainda há uma predominância da atuação deles nas áreas de tecnologia da informação (TI), financeira e operacional. Enquanto que as mulheres são mais emocionais e voltadas para as áreas de humanas, destacando-se nas mesmas.

Contudo, ainda existem mulheres que aceitam funções sem remuneração adicional, pois sentem a necessidade de se fixarem e provarem sua capacidade na empresa. Muitas empresas procuram mulheres para ocupar cargos importantes pelo fato de serem polivalentes: são trabalhadoras fora de casa, são mães e ainda cuidam do lar. O cenário de hoje exige pessoas que consigam prestar atenção e fazer várias coisas ao mesmo tempo e ainda assim conseguir se atentar aos detalhes e se focar nas coisas realmente importantes. E o perfil feminino é o que mais se encaixa nesta descrição. Por outro lado, esta condição leva as mulheres a sofrerem mais de estresse, o que pode explicar o aumento das doenças do coração entre as mesmas.

Outro fator comprovado estatisticamente que favorece as mulheres é o seu maior interesse pelos estudos. A mulher é sem dúvida maioria nas salas de aula, inclusive em cursos “mais masculinos” como engenharia e agronomia, o que por ventura ocasiona melhorias salariais. No entanto, a sua inserção no mercado de trabalho ainda encontra resistências, tais como a equiparação dos salários para cargos iguais, as dificuldades em dividir as responsabilidades domésticas: criação e cuidados dos filhos, bem como a participação em suas vidas como ir a reuniões escolares, e a onerosidade que suas licenças e afastamentos (determinados por lei ou não) representam para a empresa. Neste ponto me sinto muito lisonjeada, pois se hoje estou no mercado de trabalho e penso que em posição de destaque, devo muito aos homens da minha vida: pai, esposo e filho. Pai por ter assimilado a evolução e me ajudado a estar inserida no mercado de trabalho desde muito cedo além do apoio aos estudos, marido por dividir as tarefas do lar e ajudar a dividir os horários e responsabilidade com nossa família e ao meu filho pela paciência e orgulho de ter uma mãe trabalhadora e competente. Isso talvez seja o maior desafio enfrentado pela mulher, trabalhar fora e superar o sentimento de culpa por deixar seus filhos muitas vezes com desconhecidas ou com outros familiares. Hoje vejo muitas colegas que já estão no mercado há muito tempo, procurando cargos que lhes dão maior flexibilidade de horário, para assim estarem mais presentes na educação dos filhos, valorizando o convívio familiar.

Perante todas estas situações, reflito se realmente queremos nos igualar aos homens, ou se o que queremos mesmo é poder estar mais presentes no convívio familiar e conciliar a vida profissional com a familiar.

Vejo ainda que para o mercado de trabalho é muito importante conciliarmos as diferenças nas características intelectuais de ambos os sexos para o total sucesso dos projetos das empresas e inclusive no governo, porém as mulheres precisam provar isso todos os dias. Outro desafio são os baixos salários, aceito por elas muitas vezes pelas condições de vida familiar (sem marido e com filho para sustentar) ou mesmo para poderem mostrar a sua competência e capacidade.

A mulher ainda faz parte da chamada minoria dentro do mercado de trabalho, de onde muitas vezes são excluídas juntamente com os executivos mais maduros, os portadores de deficiências e muitos dos iniciantes em busca de seu primeiro emprego. Seguem abaixo alguns dados extraídos de um texto do site www.administradores.com.br.

“África: Região com a maior pobreza no mundo. As mulheres não possuem outra opção a não ser trabalhar em lugares não muito dignos. Na África falta emprego até para o sexo masculino.

Oriente Médio: De um lado, a região Petrolífera (Estados de Golfo). Do outro, os conflitos entre Líbano e Palestina. Com esta conjuntura, a barreira que a mulher enfrenta para ingressar no mercado de trabalho é muito alta. Nesta região, a participação das mulheres é de 33,3% – a segunda menor do mundo.

América Latina: Em 2007 havia 67 mulheres ativas para cada 100 homens. Elas ocupam, principalmente, cargos nos setores de serviço.

Ásia: Oportunidade de emprego existe, mas faltam condições melhores de trabalho.

Europa: Comparando a outras regiões, a desigualdade é menor. Existem aproximadamente 80 mulheres trabalhando para cada 100 homens.

Apesar de tudo, há importantes avanços no papel das mulheres no mercado de trabalho. Mas ainda há muito o que fazer para conseguir essa igualdade. Cabe às mulheres demonstrar todo seu potencial e profissionalismo.”

Após esta análise podemos dizer que as perspectivas no mercado de trabalho são muito boas, pois estamos em constantes mudanças, nos adaptando facilmente a elas, temos um grande mercado para ganhar, sendo que hoje já estamos adentrando em profissões antes somente masculinas, como a área de mecânica, motorista e muitas outras já citadas por estudiosos do assunto. As mulheres hoje buscam muito o chamado ócio produtivo, podendo assim conciliar sucesso profissional e controle familiar.

Pesquisas revelam que hoje a mulher brasileira é prevalente nas pequenas e médias empresas, principalmente em cargos administrativos, já nas grandes empresas o sexo masculino ainda é predominante, porém com forte tendência a mudanças, visto que como citado acima as mulheres estão assumindo profissões antes vistas somente como masculinas, enfim “nós vamos dominar o mundo”, é claro que no bom sentido, somos e seremos sempre muito bem sucedidas junto aos homens empreendedores e com a mente muito aberta.

Rosemare Moraes Maciel – Atualmente é Gerente da Qualidade do Hospital Santa Rosa.

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Quando pensamos na trajetória traçada pelas mulheres no mercado de trabalho ao longo dos anos, é preciso lembrar que as primeiras a se aventurarem neste meio foram aquelas que, mais por necessidade do que por opção, tiveram que tomar a frente e assumir o sustento de suas famílias – ou porque seus maridos haviam ido para a guerra (tanto a primeira como a segunda guerra mundial) ou porque haviam retornado inválidos. Ou ainda eram aquelas que haviam ficado viúvas e, da mesma forma, precisavam garantir o pão de cada dia. Antes disso, as iniciativas empreendedoras por parte das mulheres eram bastante restritas, sendo que as que acabavam enviuvando tinham que se dedicar a costurar para fora, fazer doces ou salgados por encomenda ou dar aulas de piano, por exemplo.

Com a necessidade de saírem para trabalhar fora de casa, veio também a necessidade de se capacitarem para o desempenho de tarefas que nunca haviam realizado antes, bem como a necessidade de encontrarem uma solução para conciliarem a administração do lar, a educação dos filhos, o papel de esposa e o trabalho. Tudo isto fez com que o comportamento feminino mudasse significativamente, o mesmo se aplicando ao funcionamento familiar e isto foi abrindo espaço lentamente para que a mulher passasse a ocupar posições em segmentos cada vez mais diversificados, incluindo aqueles em que nem se concebia a presença feminina anteriormente, tais como as forças armadas.

As restrições e o preconceito enfrentados pelas mulheres têm diminuído consideravelmente, mas ainda são fatores impactantes no contexto do mercado de trabalho. Questões como a discrepância salarial entre homens e mulheres, restrições à contratação de mulheres por se considerar que têm menos disponibilidade de horários em função de terem de conciliar as suas atividades profissionais e a dedicação aos filhos são fatores que ainda pairam no ar quando se trata de empregar mulheres.

Para enfrentarem estes desafios e compensarem as restrições, o que se percebe é que as mulheres têm se preparado cada vez mais para ocuparem seu espaço no mercado de trabalho. Tanto em termos técnicos, estudando e obtendo a qualificação exigida para o desempenho das funções, quanto em termos familiares e emocionais, realizando um planejamento familiar e organizando-se de maneira a permitir a conciliação dos papéis de mãe, esposa, dona de casa e profissional competente.

Segundo dados do IBGE (2005), o grau de escolaridade das mulheres que são chefes de família aumentou, passando de uma média de 4,4 anos de instrução em 1967 para 5,6 anos de instrução em 2007. O número de filhos, por sua vez, caiu de uma média de 6,3 para 2,3 por mulher no mesmo período. Os dados salariais também demonstram avanços, sendo que no período de 1990 a 2000 subiram de uma média de R$365,00 para R$591,00. Curiosamente, o RS é o estado brasileiro é onde a discrepância salarial é a menor entre homens e mulheres no território nacional – apenas 14%, segundo dados do DIEESE (2009).

A realidade é que as mulheres estão literalmente “correndo atrás do prejuízo” e é uma questão de tempo para que alcancem definitivamente uma posição de igualdade perante os homens no mercado de trabalho. Elas estão chegando aos processos seletivos cada vez mais preparadas e com formação de qualidade. Os homens que se cuidem!

Simone dos Santos Lisboa – Bacharel em Adm. de Empresas pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Especialista em Gestão Empresarial – Desenvolvimento de Competências Gerenciais (UFRGS), Formação Básica em Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos); Formação em Consultoria Interna de Processos (ADIGO, SP), curso de Extensão em Elaboração e Gestão de Projetos Sociais Corporativos (UFRGS). Atuou como funcionária em instituições de porte como Consulado dos Estados Unidos da América, RBS, Claro, SEBRAE, GKN e Banco De Lage Landen. Como consultora, realizou trabalhos na Azaléia, Renner Sayerlack, STS, entre outras. Atualmente é Especialista de Recursos Humanos da Springer Carrier, com foco em Desenvolvimento de RH.

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