Já fazia um bom tempo que tinha interesse em escrever sobre este tema, ou seja, auditorias em organizações!
A palavra / termo “auditoria” já possue em sua “história / origem” uma essência de desconforto para quem vai “sofrer” e também para quem vai realizar. Talvez em função deste “pré-conceito” que algumas empresas / organizações tendem a “dourar a pílula” usando a palavra / termo “avaliação”! Mas mesmo assim fica “difícil de engolir” a idéia de que estas ações irão gerar oportunidades de melhoria e não perderemos tempo, tanto auditados como auditores!
As pessoas que fazem parte de organizações que já possuem seus sistemas de gestão certificados por alguma norma nacional e/ou internacional, já se acostumaram a “sofrer” auditorias internas e externas obrigatórias com o propósito de avaliar a eficácia de seus sistemas de gestão. Talvez a dificuldade de assimilação de que estas ações irão agregar valor para a organização esteja aqui: “avaliar a eficácia”, somente a eficácia … esquecendo da “eficiência” e desta forma não conseguindo verificar a “efetividade” do sistema de gestão que esta sendo avaliado!
Dependendo do segmento e do perfil dos clientes, assim como da necessidade de atender requisitos regulatórios, uma empresa pode chegar a ter várias, talvez, 5, 6 ou mais, auditorias durante o ano, considerando os diversos tipos de auditoria (1ª, 2ª e/ou 3ª partes).
Na medida em que estou apresentando as minhas opiniões sobre este assunto, alguns leitores podem estar se perguntando: será que o autor esta criticando o processo de auditoria porque o considera maléfico para as empresas / organizações? Pois bem, em função destas possíveis suposições, gostaria de salientar o benefício que as auditorias trazem para a manutenção dos sistemas de gestão. Estou apenas com este “post” gerando uma oportunidade para debatermos este assunto, às vezes “mascarado” por algumas pessoas.
Existem alguns “obstáculos” comportamentais que tornam as auditorias uma “perda de tempo”, tais como:
§ As pessoas buscam modificar os resultados das suas atividades do dia-a-dia quando estão sendo avaliadas ou questionadas. Infelizmente o melhor exemplo para confirmar esta situação é lembrarmos daquela “pergunta” mal formulada por um auditor inexperiente e que talvez não fosse bem capacitado: “Você realiza de forma correta, conforme a tua instrução de trabalho, as tuas atividades?” … adivinha qual será a resposta do auditado para esta “pergunta”? Um sonoro “Sim”! Consciente ou inconsciente, este comportamento é adotado por pessoas que se sentem ameaçadas. Trata-se, portanto de uma reação de sobrevivência … é instintivo, fazendo com que as pessoas respondam aquilo que lhes parece mais conveniente, em função do medo, e;
§ As pessoas tendem ao relaxamento e a minimização do esforço para a realização das suas tarefas, de abandono lento e gradual das regras utilizadas para demonstrar que um trabalho é eficaz.
Mas por que algumas auditorias “são um saco”, desgastantes, em um clima pesado e sempre próximas de um conflito eminente? Por que em algumas empresas as pessoas não agüentam mais “sofrer” … e nem fazer auditorias? Uma análise da questão poderá nos levar a identificar algumas soluções para melhorar o processo de auditoria, que na minha opinião é um dos instrumentos mais valiosos para ampliar a percepção do funcionamento dos sistemas de gestão.
E você, qual é a sua opinião diante dos “obstáculos” comportamentais que foram apresentados neste “post”?
Aguardaremos as suas opiniões, para que possamos continuar neste assunto em um próximo momento / “post”.