O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça informou nesta quinta-feira que a empresa Pepsico, responsável pela produção do achocolatado Toddynho, fará recall para recolhimento do produto. A campanha vale para o Toddynho Original 200ml, dos lotes L4 32 05:30 a L4 32 06:30, com validade até 19/02/2012. A empresa vai efetuar a troca por similar ou a restituição de valores.

Na semana passada, o DPDC enviou notificação à empresa Pepsico para que prestasse esclarecimentos sobre o produto após reclamação de pessoas com irritação e lesões na mucosa da boca após consumo do achocolatado.

A empresa confirmou que houve falha no envasamento de 80 unidades. Em um dos recolhidos, a análise de laboratório apontou pH impróprio para consumo, com valor de 13,3, alcalino, semelhante ao de produtos de limpeza como soda cáustica e água sanitária. O valor ideal seria até 7.

Em relação aos demais lotes, é aguardado o laudo da inspeção realizada na indústria produtora pela Vigilância Sanitária e pronunciamento da Anvisa. Até lá, a Vigilância Sanitária mantém a interdição cautelar de todos os lotes do produto no comércio distribuidor e varejista do Estado.

A campanha de recall abrange aproximadamente 80 unidades do produto, colocadas no mercado de consumo do Rio Grande do Sul. Mais informações podem ser obtidas com a empresa pelo telefone 0800 703 2222ou pelo site www.toddynho.com.br.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é dever do fornecedor efetuar o reparo ou a troca do produto ou serviço defeituoso a qualquer momento e de forma gratuita. Se houver dificuldade, a recomendação é procurar um dos órgãos de proteção e defesa do consumidor.

Ao menos 15 cidades do RS registraram problemas:

O Centro Estadual da Vigilância em Saúde (CEVS) divulgou na tarde desta quinta-feira novos dados sobre a notificação de pessoas que se sentiram mal após consumo do achocolatado Toddynho no Rio Grande do Sul. O número passou de 32 para 39 desde ontem. Além disso, aumentou de 12 para 15 o número de cidades onde foram registradas notificações.

Veja a lista:

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pr_1363_x180Como já se tornou uma rotina em nosso WeBlog (vide os posts de 2008 e 2009), estamos informando que a ISO publicou a pesquisa anual, sobre certificações ISO, mais especificadamente a “The ISO Survey of Certifications 2009”. A pesquisa revela o que já foi publicado no ano anterior (2009), ou seja, um forte aumento no uso das normas de segurança alimentar e segurança da informação.

Os principais destaques desta última pesquisa é que a ISO 9001, referência mundial para a gestão da qualidade, superou um milhão de certificação, e que as certificações ISO 22000:2005 para sistemas de gestão de segurança alimentar em conjunto com a norma ISO / IEC 27001:2005 para sistemas de informação de gestão de segurança dispararam, confirmando os resultados do ano anterior (2009).

Já no inicio desta pesquisa, informa sobre o aumento de 8% em certificações ISO 9001, em comparação com o aumento de 3% em 2008, confirmando a importância da ISO 9001 nas cadeias de abastecimento globais e como o modelo de referência no qual as demais normas de sistema de gestão posteriores foram desenvolvidas.

As cadeias de abastecimento seguros de alimentos estão se tornando uma prioridade global. As certificações ISO 22000:2005 atingiram pelo menos 13.881 certificados em 127 países e economias – um aumento de 69%.

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Guia ISO 22000 2005 - APCERDando continuidade ao post anterior no qual informamos sobre o guia interpretativo dos requisitos da ISO 9001:2008 elaborado pela APCERAssociação Portuguesa de Certificação gostaria de informar sobre a existência, também do guia interpretativo da ISO 22000:2005.

Clique aqui e acesse o referido guia.

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Dando continuidade ao post anterior (clique aqui), pois bem, temos, finalmente, um coordenador, responsável pela implantação das Boas Práticas de Fabricação. Cabe salientar que este profissional possui a responsabilidade e desta forma, precisa ter autoridade suficiente para exercer esta função, acreditamos ser de extrema valia saber transferir responsabilidade e autoridade, assunto muito pouco trabalhado nas organizações já que delegam-se inúmeras responsabilidades às pessoas sem repassar-lhes as devidas autoridades. Dilema complexo este, não?

Então, fechando o parêntese, voltemos ao assunto objeto deste texto, a formação da equipe multidisciplinar que auxiliará o coordenador nas etapas de implantação das Boas Práticas de Fabricação. Para termos sucesso na implementação, como já dissemos, precisamos ter o apoio da direção e é esta que deve, em conjunto com o coordenador, definir quais e quantos membros comporão a equipe de trabalho.

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Para definição de quantos indivíduos formarão a equipe é preciso levar em consideração a complexidade da organização. Podemos estabelecer um número mínimo de 3 e máximo de 7 integrantes, porém, no caso de micro-empresas, este número pode ser menor. Definido o número de integrantes, precisamos pensar nas características dos participantes, ou seja:

  • A primeira é COMPROMETIMENTO COM A QUALIDADE e logo, saberem trabalhar em grupo;
  • Serem críticos;
  • Terem profundos conhecimentos dos processos, e;
  • Terem bom relacionamento inter-pessoal e apresentarem características de liderança.

Esta equipe deve ser multidisciplinar, envolvendo representantes da produção, controle de qualidade, manutenção, vendas, compras, recursos humanos dentre outras. A multidisciplinaridade da equipe é importante para enriquecer o trabalho, diminuindo o tempo de busca de soluções e permitindo que os conceitos sejam difundidos por todos os setores da empresa, facilitando a implantação, atuando seus membros como multiplicadores. Desta forma, torna-se muito mais fácil o levantamento de questões importantes à correta implantação do programa, cumprindo o P, do ciclo PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir) de maneira mais efetiva.

A equipe deve estar alinhada e, para tanto, é necessário um treinamento de nivelamento, para que todos os membros tenham a real dimensão e extensão das Boas Práticas de Fabricação e quais os objetivos da empresa com a implantação desta ferramenta. Este treinamento pode ser ministrado pelo coordenador da implantação ou pelo consultor / assessor da empresa.

Realizado o treinamento, devemos programar a frequência das reuniões que a equipe fará. Sugerimos reuniões semanais, com duração de variável, conforme as etapas a serem seguidas. É de extrema importância avaliar corretamente a frequência e duração das reuniões para evitar que se perca o interesse da equipe em sua participação, fenômeno frequentemente observado nas organizações. Ainda, por mais que se tenhamos muitas atividades a realizar, precisemos da ajuda dos membros, é comum que estes encontrem desculpas para se atrasarem ou simplesmente não comparecerem, acabando que o coordenador se torna o conhecido como “Euquipe” e a mesma figurará apenas na descrição do manual do sistema de gestão da segurança dos alimentos ou de Boas Práticas de Fabricação.

Sabemos das dificuldades que todos encontramos no dia-dia de uma organização, porém, a implantação das Boas Práticas de Fabricação deve ser encarada como mais uma delas e as reuniões da equipe devem ser encaradas com a mesma importância que a maioria das atividades que temos. Cabe ao coordenador da equipe identificar o comprometimento dos membros e, caso perceba dificuldades para conduzir as reuniões por falta de quorum, comunicar imediatamente a alta direção e que esta, tome as medidas cabíveis, demonstrando seu comprometimento com o processo. Se o coordenador não tomar esta atitude, corre o risco de perder a equipe e, por consequência, maiores dificuldades para obter sucesso esperado pela empresa. Nunca é demais lembrar, que o coordenador é o responsável pelo programa, mas não pode “carregar o piano sozinho” e, além disso, serão cobrados os resultados do seu trabalho então, no nosso ponto de vista, deve sim informar a falta de comprometimento de seus colegas à direção sem ser considerado um “dedo-duro”.

Durante as reuniões da equipe devemos manter sempre o foco evitando torna-las momentos de descontração, fofocas e, ahhhhhh…o momento das lamentações e reclamações das condições de trabalhos e discussões inúteis e troca de acusações, estes últimos os mais observados. Durante as reuniões devemos discutir as tarefas solicitadas, buscar soluções e definir os responsáveis pela implantação destas. Podemos usar este tempo para descrever os documentos requeridos pelo programa, elaborar tabelas e planilhas de controle e afins.

Na semana que vêm continuaremos esta nossa “jornada”!

Até breve!

Andres Lopez Lens

E-mail: doandres@terra.com.br

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Dando continuidade ao post anterior (clique aqui), ao nos defrontarmos com as legislações, surge uma série de questionamentos referente aos motivos pelos quais devemos atender àqueles requisitos. Muito cuidado aqui, não nos cabe discutir a lei e sim cumpri-la da melhor forma possível. Cabe salientar que sugestões podem ser feitas nos momentos de consulta pública, propiciados pelos órgãos antes da publicação oficial. Outro motivo para estarmos atentos às legislações, pois das mudanças por vezes propostas, podem gerar um impacto econômico no seu negócio.

Pois bem, você, gestor da empresa, tomou a decisão de implantar as Boas Práticas de Fabricação e, sua formação profissional o habilita para tanto ou se interando do assunto, julgou ter capacidade de fazê-lo. Há uma grande possibilidade de que consiga, mas devo alertar que, sendo o gestor da empresa, é mais proveitoso que fique como apoio à implantação. Desta forma você será extremamente útil, ao passo que se colocando como responsável pelo processo de adequação, sem querer, pode iniciar uma resistência interna e ainda, devido a você ser o “cabeça” da empresa, vai faltar tempo, tendo alta probabilidade de não dar certo e, desta forma, tornar a obrigatória segunda tentativa um fracasso ou, na melhor das hipóteses alcançar sucesso depois de realizar um grande esforço pela necessidade de quebra de modelos mentais criados dentro da organização. Diante disto, o quê fazer?

Sugiro a designação de uma pessoa de confiança, que além do conhecimento técnico precisa ser:

  1. Treinado em implantação de sistemas de qualidade;
  2. Comprometido com os objetivos da organização com a implantação das Boas Práticas de Fabricação e não somente com seus objetivos profissionais ou pessoais;
  3. Capaz de fazer uma leitura sistêmica dos processos de apoio às Boas Práticas de Fabricação para que consiga sustentação interna para o sucesso;
  4. Líder e saber delegar atividades, de modo que consiga fazer da implantação uma causa de todos os colaboradores;
  5. Um bom ouvinte, possibilitando aos mais experientes, conhecedores dos processos, que exponham suas idéias e, as mais importantes, e;
  6. Paciente e focado.

Poderíamos ainda numerar algumas outras, porém, não queremos a tarefa de designar a pessoa responsável, um problema, pois deve ser o início de uma solução.

Este coordenador, será o responsável por reunir todas as informações e necessidades da organização para a implementação, desde as adequações na estrutura física externa e interna, facilidades, capacitação de colaboradores do processo produtivo e processo de apoio, processo de fabricação, layout, chegando à definição da estrutura de documentação adequada ao grau de maturidade da empresa.

É de extrema importância que, como dissemos antes, seja de confiança e para tanto, sua ligação deve ser direta com o gestor da empresa, ou como se costuma dizer, a Alta direção. Isto fará com que se evitem ou, seja mais fácil, passar por obstáculos impostos por gerentes financeiros, de produção dentre outros, que, em muitos casos, não conseguem visualizar o investimento em Boas Práticas de Fabricação como benéfico à empresa ou porque simplesmente os tira de sua zona de conforto.

trabalho_em_equipe2O contato direto com a Alta direção mantém o comprometimento da mesma e torna-se uma via de mão dupla, favorecendo o andamento do plano de ação aprovado a partir do diagnóstico inicial. Trataremos deste diagnóstico nos próximos artigos. Sugerimos que a Alta direção da empresa, em conjunto com o coordenador da implantação desenvolva um modo de divulgar o novo desafio aos colaboradores, enfatizando a importância das boas práticas para a sobrevivência da empresa.

Esta divulgação deve ser obrigatoriamente ser realizada formalmente, por uma reunião com TODOS os colaboradores, por exemplo, criando um ambiente favorável e aberto, trazendo vídeos com depoimentos de colaboradores de outras empresas, textos ou reportagens que demonstrem que os benefícios com a implantação atingem a todos em vários aspectos.

Bem, para esta semana, acreditamos ter atingido nosso objetivo. Na próxima semana, comentaremos sobre a formação da equipe de trabalho para o levantamento de necessidades e elaboração do plano de trabalho.

Até breve!

Andres Lopez Lens

E-mail: doandres@terra.com.br

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A partir desta post, teremos a oportunidade de ter a presença de Andres Lopes Lens com os seus artigos.

É engenheiro de alimentos, graduado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS e auditor pelas normas ISO 9001 e ISO 22000. Atua como consultor e instrutor em Sistemas de Gestão da Segurança Alimentar, com 6 anos de experiência em empresas de diversos portes e segmentos nos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Abaixo, segue o seu primeiro artigo:

Desmistificando as Boas Práticas de Fabricação no Segmento Alimentar – Parte 1

seguranca_alimentar_tecnoloNão é novidade a necessidade da implantação das Boas Práticas de Fabricação (BPF) pelas indústrias de alimentos e, não só pelas indústrias, mas também pelas empresas que fazem parte da cadeia de produção alimentar, partindo da produção primária, passando pela indústria de embalagens, pela produção / beneficiamento dos alimentos em si, chegando às empresas que armazenam, como centros de distribuição (C.D.), empresas que se dedicam ao transporte e distribuição e finalmente aos serviços de alimentação, que se encarregam de preparar os alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Ampliando nosso olhar, estendemos nosso olhar às indústrias que manipulam alimentos animais destinados à alimentação humana ou não, como por exemplo, cães, gatos, peixes e afins, nossos queridos animais domésticos.

Os prazos estipulados pelas inúmeras legislações dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Saúde já estão expirados há algum tempo, porém, temos percebido, por nossa experiência, que a maioria das empresas se preocupa com esta necessidade, mais por imposição de clientes ou mercado que desejam atuar, que por cumprimento aos requisitos legais do segmento.

Há também, e não são poucos, os empresários que desconhecem as legislações do seu ramo de atuação e são pegos de surpresa quando fiscalizados pelos órgãos competentes.

O fato é que, cedo ou tarde ou, como diz um velho amigo, por amor ou pela dor, estas empresas terão que adequar-se às Boas Práticas de Fabricação (BPF), correndo o risco de ficarem fora do mercado.

Pois bem, surgiu a necessidade de implantar as BPFs, e agora, o que fazer?

O primeiro passo é conhecer a legislação que norteia as BPFs. Uma boa leitura ou releitura não faz mal a ninguém. Tudo bem concordo que pode não ser muito agradável, mas se faz necessário. Justifico a importância, destacando o fato de não ser pego de surpresa quando o consultor ou a equipe designada para a tarefa apresentar a lista de necessidades!

O próximo passo seria designar pessoas que tenham capacidade técnica para desenvolver o trabalho dentro da organização, no qual que trataremos mais adiante.

A leitura de legislações, artigos técnicos, conversas com fornecedores ou clientes fazem-se necessária para auxiliar a ampliar os horizontes sobre a importância do assunto que, mais que ser apenas uma questão de cumprimento aos requisitos legais, tem na sua essência a saúde e segurança do consumidor, tratando-se, portanto, de uma questão de saúde pública.

Vistas apenas como atendimento à legislação, as BPFs tornam-se monótonas e seus efeitos não aparecem dentro da empresa. As BPFs normalmente são vistas apenas, como um programa que deve ser implantado na produção, se encarada desta forma, seu aproveitamento e sucesso estão comprometidos, ao passo que, usada com inteligência, podemos aproveitar todo este esforço para:

  • Implantar melhorias nos processos de apoio como recursos humanos à medida que precisamos melhorar o treinamento e estabelecer requisitos de contratação;
  • No processo de aquisição pela necessidade de qualificar os fornecedores de matéria prima, embalagens e serviços;
  • No processo de comercialização dada a necessidade de estabelecer formas que permitam a rastreabilidade do produto acabado;
  • Dentro da produção, os impactos positivos passam pela otimização dos tempos para execução de tarefas pelo estabelecimento da forma correta a padronizada de executá-las, redução do desperdício de matéria-prima, insumos, embalagens e descarte dentre outros.

As BPFs são aplicáveis a qualquer nível de organização, não são e nem devem ser engessadas e, muito menos, barradas por desculpas baseadas na falta de recursos.

Ao longo dos próximos posts (clique aqui) pretendemos desmistificar as BPFs, trazendo uma visão sistêmica do como implanta-las dentro das organizações de modo a que se envolvam todos os processos das mesmas, fazendo com que saiamos das nossas “caixinhas técnicas” e possamos integrar os diversos processos das organizações. Trataremos da designação da equipe multidisciplinar, levantamento das necessidades para a implantação, treinamento dos colaboradores, estruturas de documentação, forma e linguagem dos procedimentos.

Até breve!

Andres Lopes Lens

E-mail: doandres@terra.com.br

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Continuando um post anterior, recebemos, pelo newsletter da ISO, o comunicado de um lançamento de uma pesquisa “The ISO Survey of Certifications 2008”. A pesquisa revela um forte aumento no uso das normas de segurança alimentar e segurança da informação.

As certificações ISO 22000:2005, no apresenta os requisitos para os sistemas de gestão para segurança alimentar, dispararam mais de 96% ao longo do ano de 2008. Ao mesmo tempo, a certificação ISO / IEC 27001:2005, que apresenta os requisitos para os sistemas de segurança da informação, aumentou mais de 20%.

Apesar da crise financeira que começou em 2007 e se espalhou para a maioria dos países e setores da economia em 2008, a pesquisa revela a atividade de certificação em torno de uma ou mais das normas ISO de gestão do sistema em 176 países (175 países em 2007). No texto introdutório desta pesquisa, revela “de que o uso destas normas ISO se tornaram ferramentas essenciais da economia do mundo, mesmo em tempo de crise. Também é possível que as organizações utilizem os sistemas de gestão para apoiar os seus objetivos ainda mais durante uma crise.”

As principais conclusões são as seguintes:

ISO 9001:2008 (gestão da qualidade)

A pesquisa de 2008 considerou a junção da ISO 9001:2000 e ISO 9001:2008, porque a nova edição não inclui quaisquer novas exigências em relação à edição anterior que substitui.

A ISO 9001, que apresenta os requisitos para os sistemas de gestão da qualidade, está agora firmemente estabelecida como a aplicação a nível mundial para a prestação de garantias sobre a capacidade de satisfazer os requisitos de qualidade e aumentar a satisfação dos clientes em relações fornecedor-cliente.

Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 982.832 certificados ISO 9001 (2000 e 2008) foram emitidos em 176 países. Esta quantidade de certificados representa um aumento de 31.346 (+3%) em relação a 2007, quando o total foi de 951,486 em 175 países. Empresas do segmento de serviços têm aumentado a sua quota de certificações, com a contabilidade dos prestadores de serviços por 40% de todos os certificados ISO 9001, em comparação com 32% em 2007.

ISO 14001:2004 (gestão ambiental)

ISO 14001:2004, que apresenta os requisitos para os sistemas de gestão ambiental, confirma a sua relevância global para as organizações que pretendem operar de forma ambientalmente sustentável.

Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 188.815 certificados ISO 14001:2004 foram emitidos em 155 países. O total de 2008 representa um aumento de 34.243 (+22%) em relação a 2007, quando o total foi de 154.572 em 148 países. Empresas do segmento de serviços representaram 34% das certidões, comparado a 29% em 2007.

ISO / TS 16949:2002 (gestão da qualidade para fornecedores automotivos)

ISO / TS 16949:2002 apresenta os requisitos para a aplicação da norma ISO 9001:2000 pelos fornecedores do setor automotivo. Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 39.320 certificados ISO / TS 16949:2002 foram emitidos em 81 países. O total de 2008 representa um aumento de 4 122 (+12%) em relação a 2007, quando o total foi de 35.198 certificados em 81 países.

ISO 13485:2003 (gestão da qualidade para os dispositivos médicos)

ISO 13485:2003 apresenta os requisitos de gestão da qualidade para o setor dos dispositivos médicos para efeitos de regulação. Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 13.234 certificados ISO 13485:2003 foram emitidos em 88 países. O total de 2008 representa um aumento de 249 (+2%) em relação a 2007, quando o total foi de 12 985 em 84 países e economias.

ISO / IEC 27001:2005 (gestão da segurança da informação)

A ISO / IEC 27001:2005 apresenta os requisitos para os sistemas de informação de gestão de segurança. No final de 2008, pelo menos 9.246 certificados ISO / IEC 27001:2005 foram emitidos em 82 países. O total de 2008 representa um aumento de 1 514 (+20%) em relação a 2007, quando o total era de 7 732 em 70 países.

Os prestadores de serviços representam, de longe, a maior parte dos certificados, 94% (acima de 90% em 2007).

ISO 22000:2005 (gestão da segurança alimentar)

A ISO 22000:2005 apresenta os requisitos para os sistemas de gestão da segurança alimentar. Embora a pesquisa de 2007 não forneceu informação detalhada sobre a certificações ISO 22000:2005, que deu um total bruto global. A pesquisa de 2008 permite uma comparação através de país por país para 2007 e 2008.

Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 8.102 certificados ISO 22000:2005 foram emitidos em 112 países. O total de 2008 representa um aumento de 3 970 (+96%) em relação a 2007, quando o total foi de 4.132 em 93 países e economias.

Mais informações

ISO disponibiliza gratuitamente as principais conclusões desta pesquisa no site da ISO, através do seguinte link.

Mais informações, podem ser encontradas em “The ISO Survey of Certifications 2008”, que é um conjunto de brochura e CD, cujo valor é 50 francos suíços. Está disponível a partir do seguinte link

Segue o link com as informações originais.

Vale a pena analisar os dados, e tirar as suas próprias conclusões. Iremos aguardá-las, registrem aqui!

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Nesta semana, nos dias 16 e 17 de setembro ocorrerá na cidade de Foz do Iguaçu / PR, o primeiro Encontro de Comércio Exterior no Mercosul (Encomex Mercosul)!

Esse tipo de evento é promovido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) desde 1997. De lá para cá, foram organizadas 134 edições do Encomex, em 80 cidades, tornando-o um importante canal de comunicação do governo com o exportador, principalmente os de pequeno porte.

Em 2009 a Secex desenvolveu novo formato para os Encomex. O evento cresceu e agora dura dois ou três dias, com mais conteúdo de palestras e ênfase na consolidação de negócios. O principal objetivo é compartilhar com os demais membros do Mercosul a rica experiência que o Estado brasileiro adquiriu com respeito à promoção do comércio exterior.

O BNDES terá um estande para atendimento dos interessados nas linhas e programas de financiamento do Banco, como o Cartão BNDES, que passou a financiar também a realização de serviços cada vez mais exigidos pelo mercado internacional. Entre eles, destacam-se os serviços de metrologia, normalização, regulamentação técnica e avaliação da conformidade (inspeção, ensaios, certificação e outros procedimentos de autorização), incluindo a certificação em sistemas de gestão da qualidade (ISO 9001, 14001 e 15100).

Para obter o crédito, a empresa não precisa de apresentação de projeto, pois o Cartão BNDES é uma linha de financiamento pré-aprovada, com limite de até R$ 500 mil por banco emissor (Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal), taxa de juros atrativa, de 0,97% ao mês em setembro de 2009, e pagamento em até 48 prestações mensais fixas, sem cobrança de tarifa e de anuidade.

Até o momento, foram emitidos mais de 200 mil cartões, somando R$ 7 bilhões em limite de crédito pré-aprovado para investimentos. Em 2008, foram realizadas mais de 63 mil transações, que representaram R$ 934 milhões em negócios, com crescimento superior a 60% em relação ao ano anterior. Para 2009, a projeção é de que o Cartão BNDES apresente crescimento ainda mais expressivo, atingindo cerca de 140 mil operações e totalizando R$ 2,1 bilhões.

Anteriormente já havíamos publicado um post sobre este assunto, ou seja, linha e programas de financiamento do BNDES para certificação em sistemas de gestão da qualidade, vide o post anterior clicando neste link.

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O FDA publicou recentemente o draft de um guia para boas práticas de importação. A finalidade deste documento é definir algumas práticas que irão ajudar as empresas a estar em conformidade com as regulamentações americanas.

O documento original pode ser acessado no seguinte link: Guidance for Industry – Good Importer Practices – Draft Guidance

Também, realizamos uma tradução através do Google Tradutor no seguinte link.

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A Anvisa definiu recentemente 60 temas prioritários em sua “agenda regulatória” (instrumento para aperfeiçoar e dar transparência ao papel do órgão regulador – a Anvisa é a primeira agência a utilizar tal ferramenta).

A idéia é promover melhorias nas práticas da agência, estabelecendo um conjunto de temas estratégicos e prioritários que serão objeto da atuação regulatória, incluindo tanto a previsão dos novos regulamentos quanto aqueles que demandam revisão ou atualização.

Segundo o diretor presidente da agência, Dirceu Raposo de Mello, a medida é fundamental para que a sociedade possa acompanhar a atuação da agência. “A idéia é criar um marco que oriente a sociedade, abrindo para o diálogo mais profundo”, afirma. A agenda faz parte do Programa de Melhoria do Processo de Regulamentação.

Os relacionados aos produtos para a saúde são os seguintes:

PRODUTOS PARA A SAÚDE
52. Agrupamento de Materiais de Uso em Saúde para Fins de Registro e Cadastro (Revisão)
53. Agrupamento em Famílias e Sistemas de Implantes Ortopédicos para Fins de Registro
54. Classificação de Produtos para a Saúde que Devem ser Cadastrados
55. Denominação Comum Brasileira de Produtos para a Saúde (DCB-PS)
56. Notificação Compulsória de Ações Corretivas e de Recolhimento
57. Notificação Compulsória de Eventos Adversos e Queixas Técnicas
58. Registro e Boas Práticas de Fabricação de Dispositivo Intra-Uterino (DIU), contendo Cobre (Revisão)

A notícia original pode ser vista neste link: Anvisa define temas prioritários em 2009

A lista completa pode ser vista neste link: Agenda Regulatória Anvisa 2009

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