Continuando o assunto abordado no artigo anterior (clique aqui) sobre o acompanhamento da produção e qualidade, devemos documentar o método de operação coerente com a cumplicidade da tarefa e a qualificação do pessoal que executa tais atividades. Para isto, então que existe o PQO- Plano de Qualidade da Obra: relatamos nossos serviços críticos e forma de controle, evitando assim na obra, patologias futuras.

Nas obras civis, devemos focar as condições de inicio para as atividades (ex: liberar um serviço após a aprovação da etapa anterior), os materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a realização das tarefas de forma planejada (ex: grua, andaimes, etc.), cuidados em relação à segurança do trabalho, e orientação para o monitoramento dos processos, a maneira de verificar conformidades e os cuidados para preservação do serviço concluído. Não esquecendo que toda documentação deve estar concluída e disponível para os envolvidos.

O que não deve ocorrer no controle dos serviços:

  • Falhas no processo de manutenção de equipamentos, não assegurando a capacidade do processo;
  • Falta de adequação nas condições adequadas para se trabalhar;
  • Descrever processos de execução de serviços ideal e não atual;
  • Não abranger todos os equipamentos de medição e monitoramento, e até não calibração;
  • Prever documentos de referencias e não considerá-los plenamente na execução dos processos;
  • Prever verificações no inicio, durante e esquecer o final (testes detalhados de funcionamento e desempenho), e;
  • Não dominar realmente os parâmetros de controle para cada serviço.

Eis algumas regras primordiais para o bom andamento das atividades a fim de garantir a qualidade do produto final, satisfazendo assim nossos clientes.

Nos próximos artigos, iremos descrever de forma prática como estas atividades são realizadas, assim como as suas dificuldades e formas de superá-las!

Fico à disposição de vocês!

Cláudia Cruz

Email: claudia@lpriori.com.br

Skype: claudia.cruz1

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A partir desta semana, teremos a oportunidade de ler os artigos da Cláudia Cruz, profissional com vasta experiência no segmento de Construção Civil, atualmente exercendo a função de Analista da Qualidade e Representante da Direção das empresas do Grupo L.PRIORI.

O primeiro artigo descreve de forma clara e prática, como são realizados os acompanhamentos da produção e qualidade nas obras:

Controle da Produção

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O controle da produção nas obras consiste em monitorar o andamento das obras com base nos serviços executados pela construtora e seus fornecedores.

Em primeiro lugar, é preciso garantir o cumprimento do planejamento físico da obra, através das seguintes atividades:

  • Por meio do monitoramento dos prazos estabelecidos;
  • Do andamento / acompanhamento das várias etapas de execução de obras, e;
  • Tomada de ações corretivas com o objetivo de corrigir desvios que porventura ocorrer.

Para realizar o controle da produção é necessário:

  • Estabelecer metas de produção para o mês seguinte, baseadas no planejamento físico, e os fornecedores de serviço. Isso pode ser feito usando-se planilhas ou quadros espalhados em pontos estratégicos do canteiro que consideram a produção diária ou semanal;
  • Avaliar o andamento dos serviços nas reuniões com a construtora e seus fornecedores. As reuniões ocorrem com periodicidade semanal, quinzenal ou mensal, dependendo da velocidade de execução da obra. Nessas reuniões também se verifica a existência de interferências entre os serviços que estão sendo executados pelos diversos fornecedores;
  • Verificar a existência de tendências de atraso por meio da análise da velocidade de execução dos serviços, e estabelecer novas metas para recuperação do tempo perdido, verificando se o fornecedor tem disponibilidade de recursos para a execução dos serviços programados.
  • Realizar a medição dos serviços concluídos para pagamento dos fornecedores, conforme a sistemática de medição dos serviços estabelecida no PQO – Plano da Qualidade da obra.

Controle da Qualidade

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O controle da qualidade da obra é realizado tendo-se como referencia o PQO – Plano da Qualidade, que foi estabelecido ainda na etapa de planejamento. Em uma das suas ações, o PQO prevê o controle de materiais, equipamentos, mão de obra, serviços e a organização do canteiro de obra.

A seguir apresentamos alguns controles de qualidade que a construtora deve exercer durante a execução da obra:

  • Materiais e equipamentos:
    • Acompanhar o processo de aquisição de materiais: escolha do fornecedor, cotação, compra e prazo para entrega;
    • Acompanhar o processo de aluguel de equipamentos, previstos no planejamento físico, que são usados para execução do transporte vertical e horizontal da obra, analisando a capacidade da empresa fornecedora em assumir responsabilidade técnica relacionada à operação e à manutenção do equipamento.
    • Monitorar o recebimento dos materiais, manuseio e armazenamento.
    • Monitorar o consumo de materiais e comparar com os quantitativos e os custos estabelecidos no orçamento.
  • Serviços:
    • Monitorar o processo de aquisição de serviços: seleção do fornecedor com base na sua capacitação, cotação e contratação.
    • Avaliar a desempenho dos fornecedores, baseando-se no cumprimento do planejamento físico e no controle da qualidade.
    • Supervisionar e controlar a utilização dos EPI´s e dispositivos de segurança do trabalho pelos funcionários.
  • Canteiro de obra:
    • Acompanhar a evolução da organização do canteiro da obra de acordo com o andamento da obra, observando: as áreas destinadas às pessoas, à estocagem de materiais e às centrais de produção.

O controle da qualidade é feito por meio de:

  • Inspeções periódicas e por amostragem de serviços e materiais, conforme os critérios de inspeção e de aceitação estabelecidos nos Procedimentos de Execução de Serviços (PES) e Procedimentos de Controle de Materiais (PCM). Essas inspeções são registradas em formulários específicos, sendo possível a utilização dos controles da própria construtora, caso ela possua um sistema de gestão da qualidade.
  • Ações corretivas necessárias em caso de identificação de falhas e não conformidades.

É importante ressaltar que um serviço só poderá ser considerado concluído e ser pago após sua liberação pelo controle da qualidade.

Nos próximos artigos (clique aqui), iremos descrever de forma prática como estas atividades são realizadas, assim como as suas dificuldades e formas de superá-las!

Fico à disposição de vocês!

Cláudia Cruz

Email: claudia@lpriori.com.br

Skype: claudia.cruz1

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CapturarContinuando o post anterior, no qual falamos sobre a disputa por mão de obra no setor de construção civil, gostaríamos de convidá-los a analisar uma reportagem da Revista Construção Mercado, que alerta que com o aumento do volume de obras acontecerá uma aquecimento nas contratações de profissionais qualificados e trazendo os riscos de “rouba-rouba” de engenheiros e aumento de salários.

O aquecimento da demanda por profissionais já está resultando em ofertas salariais mais vantajosas e até superiores às experimentadas durante o boom de contratações de 2007. “Hoje, os engenheiros ganham cerca de 20% a 30% a mais do que ganhavam em 2007“, calcula Léa Fedelman, consultora da Michael Page (veja a tabela abaixo). Mas ela admite que o aquecimento não chegou ao nível observado há dois anos. “Hoje temos algo mais de 150 vagas em todo o Brasil; em 2007, tínhamos 100 vagas só em São Paulo”, lembra.

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Segundo ela, a movimentação no setor de RH é decorrente do cenário promissor da construção civil para os próximos anos. Léa distingue as áreas de grandes obras, incentivadas pela realização das Olimpíadas e da Copa, e do mercado imobiliário, motivada pelo projeto MCMV (Minha Casa, Minha Vida). Segundo ela, nos segmentos habitacional e comercial, o cenário é mais favorável para os gestores de obras e profissionais com habilidade em planejamento e orçamento. Ela identifica um engenheiro civil com pós-graduação em gerenciamento de projetos, como profissional ideal e explica: “o segmento de baixa renda – que tende a crescer por conta do plano MCMV – exige conhecimento em infraestrutura porque os projetos têm muitas torres e demandam a instalação de todos os serviços de arruamento e de desenvolvimento urbano“. Por outro lado, a área de grandes obras, gerida por escritórios de projetos técnicos de engenharia, demanda profissionais habilitados a assumirem gerências de contratos, que podem chegar à ordem dos R$ 500 milhões.

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Gestores de obras, especialistas em planejamento e orçamento, profissionais de novos negócios e com experiência em prospecção de terrenos compõem a lista dos perfis mais demandados.

i159462As contratações de operários também estão aquecidas. O vice-presidente de relações capital-trabalho do SindusCon-SP (Sindicato da indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Haruo Ishikawa, informa que o nível de contratação de 2009 já superou o pico alcançado em 2008. Segundo o executivo, o setor de construção emprega, atualmente, 2.300.000 trabalhadores, contra 2.194.000 contratados em setembro de 2008.

Para Ishikawa, os profissionais em falta no mercado são aqueles empregados na fase de acabamento das obras, tais como azulejistas, gesseiros, ceramistas e pintores, por conta da finalização dos empreendimentos iniciados antes do estouro da crise. Ishikawa considera, entretanto, a possibilidade de que nos próximos cinco ou seis meses venha a ocorrer uma carência de profissionais de início de construção. Para ele, caso haja uma demanda muito grande, os salários podem ser aumentados em 8% a 10% sobre o valor do piso.

Clique aqui e veja a reportagem na íntegra.

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treinamentoA Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) através do projeto “Próximo Passo” esta oferecendo cursos de pedreiro, pintor de obras, eletricista de instalações prediais, ferreiro armador, instalador hidráulico predial e assentador de azulejos e pisos cerâmicos. São aproximadamente 2,7 mil vagas!

As inscrições  já podem ser feitas nas agências FGTAS/Sine e, naqueles municípios  onde não houver estas unidades, nos Centros Regionais de Assistência Social (CRAS) ou prefeituras.

Os cursos viabilizam a inclusão e a manutenção dos beneficiários do Programa Bolsa Família  no mercado de trabalho e buscam emancipar esses indivíduos,  da tutela do governo. A novidade deste programa é que, mesmo que o educando consiga  empregar-se após a realização dos cursos, ele ainda seguirá beneficiário do Bolsa Família e continuará a receber  contribuição financeira durante dois anos, até se firmar no emprego. Além  de receber lanche, vale transporte e material didático, os participantes serão encaminhados para o mercado de trabalho, via cadastro nas agências FGTAS/Sine.

Maiores informações acessem este link.

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1754357.total_de_mortos_pelas_chuvas_no_rs_sobe_para_seis_300_420Diante das tragédias que estão assolando todos os estados do Brasil, recebi uma notícia acalentadora, ou seja, existe a possibilidade de que o Governo Federal utilize os recursos do Minha Casa, Minha Vida para construir casas para os desabrigados de Angra dos Reis. Maiores detalhes vide a notícia na integra através deste link.

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