1 Comentário 17/11/2011 | Por: Frei Jaime Bettega
Administrando o tempo. (Por Frei Jaime Bettega)

mao-e-areiaFalar sobre a temática do tempo nem sempre é fácil. Para mim, tempo é muito mais do que minutos, horas, dias, meses e anos. Tempo é o agora que me é disponibilizado para que a vida, que é maior do que o tempo, aconteça em todos os tempos. Esse espaço denominado tempo oportuniza o maior de todos os eventos: a VIDA. O tempo só se torna significativo se estiver à serviço da vida. Portanto, cabe à vida administrar, distribuir, quantificar e qualificar o tempo. A falta de habilidade em lidar com o tempo poderá comprometer sonhos e realizações.

A rapidez do tempo não é ‘tarefa’ do próprio tempo. Quem intensifica, apressa ou retarda os momentos e situações são os humanos. Por isso, ao afirmar a falta de tempo, a pessoa não está apenas manifestando uma percepção. Está permitindo que seja subentendido que há uma falha na distribuição do tempo em relação às tarefas e/ou atividades.

A cada dia que passa, as pessoas, em crescente agitação, costumam não ter tempo para tudo o que está diante de si. Evidente que o advento das tecnologias da informação ampliou as possibilidades e passou a concorrer com a quantidade de tempo que cada pessoa dispunha. Hoje, temos mais compromissos, mais ocupações e muito mais alternativas. Em contrapartida, o tempo continua o mesmo quantitativamente. Daí a importância de desenvolver habilidades para bem distribuir o tempo, priorizando o que de fato necessita de maior tempo.

Na minha infância havia tempo para tudo. E ainda sobrava tempo. Bem que eu queria que o tempo passasse mais rápido. Como demorava para chegar Natal, Páscoa, férias…Na verdade, o tempo da minha infância continua o mesmo tempo dos meus dias, hoje. O fenômeno é outro: fui acrescentado ocupações, compromissos, desafios… e o tempo continua no seu ritmo normal. Se no ontem demorava para o tempo passar, hoje não percebo o tempo passar. Talvez seja pela ‘falta de tempo’ em desfrutar o tempo.

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peca-chave_2ddddd1d447ee0915a15384aa65b0499Uma das heranças da filosofia antiga é o entendimento de que o ser humano tem corpo e alma. Uma dualidade que pode ser compreendida como um todo maior, acenando para algo não material, como parte constitutiva da existência. A tentativa de apresentação de partes que completam um todo não pode ser reduzida à divisão. Olhar o ser humano globalmente é acolher a possibilidade de uma existência que ultrapasse o campo material. Assim, pode-se dizer que há algo que vai além do concreto. E essa dimensão é identificada como existência espiritual.

Longe da pretensão de comprovar cientificamente a dimensão espiritual, pode-se, porém, deduzir que existe uma realidade nem sempre descritível que enriquece a vida e possibilita sentimentos e ações que ultrapassam o campo da materialidade. O ser humano tem alma. Se for motivo de inquietude para alguns, não está impedido o caminho de comprovação do contrário. Certamente muito ainda será dito, concordando ou discordando, mas enquanto isso é aconselhável não excluir a possibilidade de que a espiritualidade faz diferença.

O cotidiano é repleto de sinais de espiritualidade. Independente de entendimento ou não, a vida segue seu ritmo e as descobertas, mesmo distantes do campo da cientificidade, possibilitam reflexão e encantamento. Sinceramente, é impossível não acreditar em algo maior, que ultrapasse o campo da percepção. Não admitir a dimensão espiritual é apequenar a existência, vivendo à margem da profundidade, onde a contemplação ocuparia o lugar da explicação. Leia mais clicando aqui »

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