Olá!

Publicado há alguns anos no Brasil, o livro A Estratégia do Oceano Azul, Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante, escrito por W. Chin Kim e Renée Mauborgne têm sido utilizados por inúmeros empresários, diretores e gerentes, buscando inspiração para seus desafios.

É um livro instigante, que trata de como transformar os negócios, como trazê-los para outros patamares de performance, capaz de criar um vácuo em relação aos concorrentes e torná-los, como o subtítulo diz, irrelevantes. E os autores utilizam vários cases para validar o conteúdo!

A grande questão para Empresas e Organizações é como fazer isso?

Dentre vários pontos tratados no livro, um deles diz respeito à Inovação e às Novidades!

Em minhas andanças tenho visto muitas empresas e organizações repetirem receitas. Buscam receitas prontas, já testadas por alguém e que, pretensiosamente, poderão caber (e resolver) seus problemas ou melhorar o desempenho. Não é a toa que grande parte de cursos e palestras (certamente você já presenciou isso em sua vida), ao longo do curso ou no final da palestra, alguém pergunta, após explicitar seu problema, qual a forma ou a receita de resolvê-lo! O que o palestrante faria frente ao seu problema.

Muitas vezes me pergunto por que isso acontece. Por que essa necessidade de ter que ter receitas prontas. Onde fica a inteligência corporativa, que é o somatório das inteligências e da expertise individual de todos os que podem ajudar a Empresa? É por dificuldades de fazer um bom diagnóstico? De manusear as ferramentas de análise? Falta de tempo? Pressão? Pouca inspiração? Porque que se usa incessante e indiscriminadamente os benchmarks (apenas eles)?

Usar benchmarks de empresas que navegam no mesmo oceano, que alteraram pequenas ações, pequenos procedimentos e que por isso conseguiram algum ganho, faz os concorrentes se impressionarem com a capacidade de criar, de inovar (?). Isso  não permite a nenhuma empresa realmente se tornar diferente, navegar no que os autores chamam de oceano azul! Copiar, com ajustes não torna ninguém líder de mercado e não permite abrir vantagens significativas da concorrência e tornar esses concorrentes… irrelevantes!

Em minha opinião, o que a grande maioria das empresas fazem não é inovar. Não trabalham com inovação. Utiliza-se de novidades! E novidades, da mesma forma, não criam barreiras, não distancia dos concorrentes.

O que fazer então?

Esses e outros assuntos relacionados vamos abordar nas próximas semanas. Sem receitas prontas, por óbvio, mas matéria-prima para pensarmos e discutirmos esses assuntos em conjunto.

Por hora um forte abraço e… sucesso!

José Luís Möllmann

josemollmann@hotmail.com

Categorias: 1-Gestão Estratégica, Benchmarking, Dica de Leitura, Momento de Reflexão, Nossas Alianças Estratégicas, Posts de José Luís Mollmann, Tendências

Olá!

Nos posts anteriores, venho tratando desse tema, não por insistência, mas por convicção. O que se chama de DNA das Empresas e Organizações é, de fato, o que dá o tom, o ritmo e a consistência das mesmas.

Mas… E o seu DNA? Não o DNA que o caracteriza como indivíduo, aquele que vem de seus pais, que herdaram de seus avós, que por sua vez… bem, você sabe! Mas o DNA que o caracteriza como pessoa, como cidadão, como profissional.

Sabe qual é o seu? Sei que sim, mas…

Hoje, quando se quer comprovar paternidade ou maternidade, ou, numa tragédia (como aquela que ocorreu em Trancoso, na Bahia, na semana passada), para identificar os corpos, recorre-se ao exame de DNA e, com o resultado, se chega a encontrar pais, mães, familiares, etc.

E você? Se fosse feito o seu teste de DNA profissional, que resultado seria encontrado? Um profissional sem comprometimento, com pouca ou nenhuma responsabilidade? Agindo única e exclusivamente para si e pelo salário no final do mês? Ou o resultado traria à tona, um profissional brilhante, dedicado, vencedor! Alguém responsável e comprometido com os desafios que lhe são colocados! Agora, imagine se tivesse a capacidade de obter o seu teste de DNA e das pessoas, pelo olhar… e, em frente ao espelho… o que identificaria? Olhe para o lado, para seus colegas… o que encontraria? Pense em sua equipe… o que encontraria? Vencedores e comprometidos? Ou medíocres, fazendo o mínimo possível e contando as horas para chegar o final do mês?

E o seu DNA como pessoa? Como pai, como mãe, como filho e filha… como vizinho? E como cidadão? Usando essa mesma visão, ao olhar no espelho… que pessoa a imagem refletiria? Alguém amigo, responsável, consciente e que ajuda e contribui para a sustentabilidade do planeta, ou alguém que, na imagem do espelho, vê apenas o próprio umbigo… e ao redor do qual giram todas as coisas do mundo!

Ao longo dos séculos, os seres vivos conseguiram criar mecanismos de adaptação ao meio que viviam (e vivem!). Mudanças de cores, para serem confundidos com a paisagem, pernas mais longas e fortes para correr mais rápido que o predador, etc. Nós, seres humanos, criamos vários, mas um desses, como mecanismo de defesa fantástico, que a psicologia já estudou e continuará estudando… são as máscaras.

Temos inúmeras e as utilizamos de acordo com o local, as pessoas, os interesses envolvidos… Certo ou não, não cabe julgar!

De qualquer forma, o uso delas reforçam o DNA que temos. E nunca é tarde repetir… somos o resultado de nossas escolhas e sempre há tempo para mudarmos, de sermos melhores, de alterar o DNA do profissional, da pessoa, do cidadão.

Sermos melhores fará com que todos ganhem e, em especial, poderemos pensar que nossos netos terão orgulho dos seus avôs, por ter deixado um mundo habitável para os filhos deles! Esse é um jogo para ganhar!

Abraço e… sucesso!

José Luís Möllmann

josemollmann@hotmail.com

Categorias: 1-Gestão Estratégica, 4-Gestão de Pessoas, Formação de Líderes, Gestão de Carreira, Planejamento Pessoal / Profissional, Posts de José Luís Mollmann

Olá!

No último post (na verdade, o primeiro!) comentei sobre o DNA das Empresas e Organizações e propus que refletissem sobre sua real contribuição para com o DNA do local onde trabalhas.

Todos nós sabemos que as empresas podem ser comparadas a enormes (e ainda não derretidos, pelo aquecimento global) icebergs. Essa comparação é utilizada para evidenciar que uma parte das Organizações e Empresas está fora do alcance dos olhos, do alcance do mercado, do alcance dos clientes!

Essa parte – não totalmente obscura, mas submersa – é que dá o verdadeiro tom. É a verdadeira face das empresas (não a que reluz ao sol dos pólos). E esse tom é dado em grande parte, pelos acionistas ou donos. Esse “caldo” que brota das suas decisões e atitudes contamina todos os colaboradores e se espalha por todos os setores do seu negócio.

Esse “caldo” (se é que podemos chamar assim!) pode ser positivo, benéfico, quando está constituído por valores positivos, éticos, de respeito e de reconhecimento às partes que contribuem para seu sucesso. De outra parte, pode ser negativo, que impregna nas pessoas e onde se percebe três grupos (no mínimo) de colaboradores. Um, ao primeiro contato, não suporta e deixa o emprego num curto espaço de tempo, sem mesmo poder mostrar seu potencial e competência; um segundo grupo se molda, atura ou suporta, por “n” motivos; o terceiro grupo… ah… esse sim… se sente na sala de estar de suas casas. Aproveita esse “caldo” para “nadar de braçada”, ajudando a engrossá-lo e reproduzindo, com força, o que recebe de seus superiores hierárquicos.

Não acredito que existam empresas que alcancem o sucesso, com a estrutura impregnada com o que chamo de “caldo” negativo.

Mas e o DNA? Pois é… o DNA é formado por esse “caldo”… é ele que carrega os genes.

Mas então, os acionistas ou donos são os únicos responsáveis pelo sucesso ou insucesso das Empresas ou Organizações? Não. Não são os únicos responsáveis, mas são os principais responsáveis. Eles detém a decisão e se não decidiram, decidiram pela contratação de quem decide, ou seja… principais responsáveis!

O “grande barato” disso tudo é que nunca é tarde para mudar, não é? Sempre existe a possibilidade, por pior que seja esse DNA, por mais contaminada que seja a estrutura, sempre existe a possibilidade de mudar.

E você? A qual grupo pertence? Se estás trabalhando, ou onde estás é um lugar do bem, impregnado pelo caldo “positivo” ou, se não está acomodado, se acostumou ou está nadando de braçadas pelo caldo “negativo” de sua Empresa ou Organização.

Se estiver nesse segundo tipo de Empresa ou Organização, e não se sente confortável com a situação, tente mudar… ainda há tempo! Pense, discuta, haja, para que o caldo do seu DNA (o seu!) possa ir, junto com os de outros que possuam DNA semelhante ao seu, impregnar outros e mais outros e mais outros… esse é um jogo para ganhar!

Abraço e… sucesso!

Ah, comentários e sugestões serão muito bem-vindos!

José Luís Möllmann

josemollmann@hotmail.com

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