Nós estivemos lá! BSI Brasil Eventos – ISO 9001:2008 – Mudanças Necessários para o Up-Grade

Dando continuidade ao post anterior, ontem, quinta-feira à noite, estivemos participando do evento promovido pelo BSI Management System, em Caxias do Sul/RS, sobre as mudanças necessárias para realizar o up-grade dos atuais sistemas de gestão pela qualidade para a versão 2008 da NBR ISO 9001.

Os assuntos abordados pelo palestrante, o Sr. João Batista Saraiva – Auditor Líder do BSI foram bem conduzidos e extremamente esclarecedores! Segue neste link, o conteúdo na íntegra da palestra.

Gostaríamos de parabenizar toda a equipe do BSI Management System, através do Sr. Ricardo SartoriGerente Comercial, pelo excelente evento!

Agora fica o “tema de casa” para ser realizados por nós, ou seja, fazer a transição dos atuais sistemas de gestão pela qualidade para a versão 2008 da NBR ISO 9001!

Você pode estar sendo treinado para ser um…CAGÃO!

Nunca vou esquecer-me de uma frase / constatação que inseri em um dos meus primeiros treinamentos a cerca de 13 anos atrás, a frase falava sobre a influência negativa do líder nas organizações, segue a frase / constatação:

A chefia autocrática é a ameaçadora, que passa o tempo todo vigiando, policiando e punindo. Geralmente este tipo de chefia tem uma equipe medíocre e revoltada. Esta equipe não cria, não colabora, não produz e faz apenas o que lhe é mandado. O ambiente de trabalho torna-se ruim ou péssimo.”

Hoje, quando estava navegando / pesquisando na internet, localizei um achado / preciosidade, escritao pelo consultor Luciano Pires em seu blog. Neste artigo ele desenvolve a idéia do CAGONAUTA nas empresas / organizações. Depois de lerem e analisarem o que se segue, ficará a pergunta / dúvida “no ar” … eu sou um CAGÃO … eu sou um chefe CAGONAUTA … o meu chefe é um CAGONAUTA?

O CAGONAUTA

Dicionário Aurélio:

CAGÃO = adjetivo e substantivo masculino

1. Sentido figurado pejorativo: Que ou o que não tem coragem; medroso, covarde

2. Por extensão de sentido: Que ou o que é tímido, fraco, frouxo

3. Sentido figurado: Que ou o que é tolo; idiota, palerma

4. Derivação: Que ou o que é presunçoso, vaidoso, gabola, pedante.

CAGAÇO = grande medo; pavor; susto. Estado de quem tem ou está com medo ou assustado. Falta de coragem; covardia.

Há cerca de dois meses, depois de uma reunião, almocei com um diretor de uma empresa, o Silva. Durante todo o tempo, Silva ficou me contando das suas dificuldades para conseguir com que seus funcionários sejam mais eficientes.

Silva não parou de reclamar que o seu pessoal não tinha comprometimento, nem senso de responsabilidade, etc. Reclamou que tinha que ficar o tempo todo “em cima” da turma para que as coisa acontecessem. Que o pessoal só trazia problemas e mais problemas. Que seus encarregados eram medrosos e que já estava no limite de mandar a maioria embora para procurar gente mais competente.

Como eu conhecia Junior de longa data, não precisei pensar muito para “sacar” o problema. Silva dirige a empresa com “mãos de ferro”, ou seja, quando ele chega na empresa as pessoas estremecem. Todos tem medo de ser a vítima do dia, de serem desmontados por cometer um erro ou por dizer uma palavra mal colocada. A maioria dos seus funcionários tinha uma sensação em comum: MEDO. Medo do Silva.

Ou seja: Silva é um CAGONAUTA.

CAGONAUTAS são aqueles empresários, gerentes e encarregados que vivem diariamente rodeados de CAGÕES. E os bons cagonautas, não conseguem enxergar a sua responsabilidade na produção de CAGÕES. Eles são muito competentes em pelo menos seis regras básicas para a criação deles:

1. São emocionalmente instáveis

2. Humilham os funcionários

3. Punem quem traz más notícias

4. Não dão espaço para a comunicação franca

5. Castigam quem falha na primeira tentativa

6. São resistentes às mudanças

Cada vez que o Silva humilha um funcionário, cria um novo cagão. E, quando isto é feito na frente dos outros 30 funcionários, ele cria 31 cagões. Ninguém quer ser o próximo a ser esculachado, portanto o melhor é não se expor, ficar quieto no seu canto, bem escondido.

Quando alguém comete um engano, é trucidado pelo Silva “O CAGONAUTA” e deixa de ter iniciativa própria. Ninguém quer correr riscos na sua empresa.

– Mas como é que ninguém me falou disso antes? grita o cagonauta.

E quem será idiota para levar a má notícia ao Silva? Melhor deixar o tempo passar… E o problema vai crescendo, crescendo… Quando chega ao conhecimento do cagonauta, é tarde demais. Já está fora de controle, não dá para consertar.

O processo de comunicação, então, é totalmente travado. Ninguém se dirige ao Silva de forma aberta, transparente. As pessoas tem medo das conseqüências…

Silva diz sempre: – É um bando de incompetentes!!!, etc., etc.

Não! Silva não é o único não. Estou sempre encontrando CAGONAUTAS por aí. E nenhum deles percebe que aquele bando de cagões incompetentes que o circundam, são suas crias! No mundo de hoje, competitivo e apressado, não vence mais quem tem a melhor tecnologia, melhores planos, mais velocidade.

VENCE QUEM NÃO É CAGÃO!

Caro amigo leitor: Se o diretor da sua empresa, seu chefe ou seu encarregado é um CAGONAUTA, tome cuidado pois ele pode estar te treinando para ser um… CAGÃO!

Dez passos rumo à qualidade

O Portal AMANHÃ dá início a uma série de reportagens, mais precisamente 10 reportagens, que abordarão os desafios que o Brasil precisará enfrentar para proporcionar a suas crianças e adolescentes uma educação básica de padrão superior.

“A qualidade começa pela educação e acaba na educação”, já dizia Kaoru Ishikawa!

Clique neste link e acesse a primeira reportagem da série que durará cerca de duas semanas.

Usuário Voluntário … faça a sua parte!

 A AGERGSAgência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul possui um Programa de Usuários Voluntários, conforme previsto na Lei 11.075 da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, e eu sou um Usuário Voluntário!

Acessando o conteúdo desta Lei, vocês poderão conhecer a importância deste programa!

A nossa posição cômoda de ficar somente reclamando dos serviços oferecidos pelas concessionárias tem que acabar! E uma das melhores formas é exercer o nosso papel de cidadão consciente e fiscalizador!

Nós como usuários, possuímos os nossos Direitos e Deveres! Vide estes links:

Mas acima de tudo podemos participar ativamente como Usuário Voluntário!

Inscreva-se neste programa através deste link!

Hora do Planeta! Faça parte desta mobilização!

O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe!  É simples. Apague as luzes da sua sala no dia 28 de março, às 20h30min … ou seja … amanhã à noite!

Maiores informações acesse este link.

Tão pequeno e tão perigoso – Parte 2

 Dando continuidade ao artigo / post anterior, iremos apresentar algumas soluções para minimizar os riscos de segurança das informações corporativas.

As empresas que não querem proibir o uso de dispositivos móveis têm alternativas para reduzir o perigo, entre elas:

  • Política de acesso: Controlar com rigor e atualizar constantemente o perfil do usuário e a permissão de acesso a cada sistema para evitar abusos;
  • Monitoramento de pen drive: Softwares gravam no servidor a data que algum usuário conectou seu pen drive e o conteúdo que foi copiado;
  • Criptografia: A técnica faz com que documentos de PCs, e-mails, smartphones ou pen drives sejam cifrados e apenas um receptor habilitado possa decifrá-los, e;
  • Treinamentos: 45% dos vazamentos de dados são acidentais, dizem especialistas. Reforçar a conscientização dos funcionários ajuda a evitar incidentes.

Mas nem sempre a proibição radical resolve. Impedir sumariamente o uso de pen drives, smartphones ou qualquer outro tipo de memória portátil pode comprometer a produtividade do funcionário que necessita da mobilidade. Segundo Carlos Affonso, diretor regional da Módulo Security, o ideal seria começar uma avaliação para classificar os riscos, monitorando onde residem as informações confidenciais da empresa, e revisar o perfil do usuário que pode acessá-las. Outro item obrigatório da cartilha é o treinamento dos funcionários para que eles entendam quais são os reais riscos de um roubo de informações. “A facilidade é a inimiga da segurança. Os roubos de dados tendem a crescer, e os profissionais de tecnologia precisam estar cada vez mais ativos e incluí-los em suas listas de combate”, resume Affonso. Sinal de que o trabalho está só começando.

Parceiros Voluntários, por José Luís Möllmann

Dando continuidade ao post anterior, no qual apresentamos o conceito de Voluntariado, convidamos o Sr. José Luís Möllmann, Diretor da Parceiros Voluntários, a falar sobre o papel desta ONG.

José Luís Mollmann (Diretor da Parceiros Voluntários)

“Todos temos que assumir, em relação ao social, a convicção de que é preciso incluir os excluídos. Não podemos conviver com a exclusão ou a fome”.

Maria Elena Pereira Johannpeter (Presidente Executiva Voluntária da ONG Parceiros Voluntários)

A Parceiros Voluntários é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos e apartidária criada em janeiro de 1997 com a visão de desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado. Presidida por Maria Elena Pereira Johannpeter, com doze anos de atividades, tornou-se modelo de profissionalismo e eficiência no Terceiro Setor, com resultados crescentes a cada período de gestão.

De 1997 a dezembro de 2008, soma 292.317 voluntários engajados no estado. Essas pessoas integram uma rede de 75 cidades distribuídas pelo estado do Rio Grande do Sul.

Mais de 60% da população do estado, estimada em 10 milhões de habitantes, vive nos municípios onde a Parceiros Voluntários está presente. A crescente força do voluntariado gaúcho, que envolve escolas, empresas e a comunidade em geral, atende nessas comunidades mais de 3.339 Organizações da Sociedade Civil. Cerca de 1 milhão de pessoas, entre crianças, adolescentes, idosos, portadores de necessidades especiais e comunidades em situação de risco estão sendo beneficiadas.

A Parceiros Voluntários opera com programas que envolvem pessoas físicas, jurídicas, escolas, universidades e organizações da sociedade civil:

  • Conta com 2.376 empresas engajadas no Programa Voluntário Pessoa Jurídica;
  • Quase 70% dos voluntários ligados à Parceiros Voluntários são mulheres;
  • Quanto à escolaridade, 46,5% deles têm o ensino médio completo, 38,9% já concluíram o ensino superior e 14,6% cursaram somente o ensino fundamental;
  • Em relação à faixa etária:
  • 36,5% dos voluntários têm até 18 anos;
  • 32,8% têm de 26 a 50 anos;
  • Cerca de 16% têm mais de 50 anos, e;
  • A faixa de idade que compreende pessoas de 19 a 25 anos corresponde a 14,6% do total de engajados.

“Trabalhar os valores internos faz despertar na pessoa seu verdadeiro valor, o que a torna mais ativa e socialmente transformadora do mundo ao seu redor”.

A Parceiros Voluntários não encaminha, somente, os voluntários. Ela também auxilia as organizações sociais e escolas públicas a administrar, de forma mais profissional e qualificada, trabalhando aspectos de gestão, planejamento e conceitos de redes de cooperação como um instrumento fundamental de crescimento organizacional. Através do Programa de Desenvolvimento do Terceiro Setor – PDTS, criado há cinco anos em parceria com o SEBRAE/RS, a Parceiros Voluntários já capacitou mais de mil organizações da Sociedade Civil do Estado, envolvendo mais de 1.500 participantes nas três etapas que compõem o curso: Capacitação para Dirigentes de OSC, Formação de Projetos Sociais e Formação em Liderança.

O trabalho da Parceiros Voluntários é marcado pela forte presença dos jovens no voluntariado organizado. Por meio da ação Tribos Nas Trilhas da Cidadania, os jovens formam Tribos – constituídas por uma ou mais escolas –, desenvolvendo ações sociais dentro das três Trilhas sugeridas: Educação para a Paz, Meio Ambiente e Cultura. A ação está aberta a todas as escolas públicas e privadas de ensino fundamental ou médio do Estado que queiram estimular nos jovens o espírito mobilizador e articulador para atuarem na sociedade através do trabalho voluntário organizado. Em 2008, Tribos contou com 367 escolas participantes, 372 Tribos em 55 municípios gaúchos.

Tribos em ação.

A Parceiros Voluntários é mantida pelas seguintes Instituições: Banrisul, Bradesco, Braskem, Copesul-Braskem, Grupo Gerdau, Hospital Moinhos de Vento, Ipiranga, Puras do Brasil, Rio Grande Energia (RGE), Wal-Mart Brasil, e por quatro federações: FIERGS, FECOMÉRCIO, FARSUL e FEDERASUL. Conta, ainda, com o apoio de All Service, CEEE, CWA Clipping, Gráfica Comunicação Impressa, Grendene, Grupo Conectt, Grupo SLC, Lojas Colombo, Lojas Renner, Symnetics, TAM, Vonpar e White Martins.

Informações sobre o trabalho voluntário organizado podem ser obtidas pelo telefone (51) 2101.9750, visitando o site www.parceirosvoluntarios.org.br ou, ainda, por meio de uma visita pessoal na sede da Parceiros Voluntários, no Largo Visconde do Cairu, 17, 8º andar, no centro de Porto Alegre / RS.

Manual para voar baixo!

 

Como desembrulhar um pacote de medidas duríssimas em plena época de Natal? Aliás, fazer ou não fazer a festa de confraternização? Em fins de novembro, esses e outros dilemas tumultuaram a agenda de companhias acostumadas a distribuir agrados inesquecíveis a seus funcionários. Foi um período especialmente tenso para Analisa de Medeiros Brum, fundadora da HappyhouseBrasil, uma agência que cuida do relacionamento das empresas com seu público interno. Ao mesmo tempo em que precisava tomar decisões sobre sua própria empresa e os 70 funcionários que trabalham na sede, em Porto Alegre, Analisa tinha de orientar seus clientes – entre eles, mamutes corporativos como Vale e Gerdau, além de Amanco, Braskem e Brasil Telecom, entre outras companhias. Autora do primeiro livro publicado no Brasil sobre endomarketing, tema que já lhe rendeu cinco outro títulos desde 1994, expõe nesta entrevista a AMANHÃ muito do que disse a seus clientes e do que pôs em prática na sua agência em meio ao vendaval do final do ano passado. A conversa, publicada em parte na edição 251 de AMANHÃ, de março, pode ser lida agora na íntegra, clique neste link.

O que é Voluntariado?

A partir deste artigo / post, estaremos publicando uma nova “categoria” de assunto, vamos falar sobre voluntariado!

Segundo definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos…”

Em recente estudo, foi definido o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.

Quando nos referimos ao voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma “profissionalização voluntária”; existem também ações pontuais, esporádicas, que mobilizam outro perfil de indivíduos.

Ao analisar os motivos que mobilizam em direção ao trabalho voluntário, (descritos com maiores detalhes a seguir), descobrem-se, entre outros, dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal, a doação de tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior que é levada à prática, e o social, a tomada de consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade, o que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa.

Altruísmo e solidariedade são valores morais socialmente constituídos vistos como virtude do indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte herança cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do engajamento.

Não se deve esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo.

Fonte: “Trabalho Voluntário” – Mónica Corullón

Tão pequeno e tão perigoso – Parte 1

Dando continuidade aos artigos elaborados pelo Sr. Carlos Wagner P. Firpo, especialista em Gestão da Segurança da Informação, iremos apresentar os riscos de não definirmos regras claras sobre o uso de pen drives nas organizações.

Eles medem apenas 6 centímetros, levam uma microplaca de circuito, um chip de memória — e é só. Enganam-se, porém, os que subestimam esses pequenos objetos. Um simples pen drive já pode abrigar até 64 gigabytes de informação. Isso significa o conteúdo de 16 DVDs, alguns milhares de músicas, se você fizer a conta pensando em entretenimento, ou mais de 30 milhões de registros de clientes de uma empresa, se pensar nos riscos que esses dispositivos representam para as empresas. Cada vez menores, mais potentes e mais baratos, os chips de memória têm se multiplicado nas organizações. Eles são a maneira mais rápida de transportar arquivos de um computador para outro. Ninguém precisa mais entender de conexões em rede entre duas máquinas. Basta “espetar” um chaveirinho e fazer o transporte físico das informações para qualquer lugar — inclusive para fora da empresa. “A possibilidade de copiar dados em pen drives não seguros, iPods e computadores de mão, entre outros aparelhos, tem representado um tormento para os esforços de segurança”, diz Larry Ponemon, presidente do Ponemon Institute, empresa americana que pesquisa vazamentos de dados e segurança da informação. Os pen drives já são o segundo meio mais utilizado para transportar documentos e dados corporativos para fora da companhia, segundo uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee. Só perdem para os laptops. Mas, ao contrário dos PCs portáteis, os chaveiros de memória são virtualmente impossíveis de controlar e são encarados de forma casual: raríssimas empresas exigem que os dados por eles transportados sejam protegidos.

O vazamento de informações corporativas causado por perda ou roubo de pen drives tem se tornado cada vez mais freqüente nas estatísticas, de forma proporcional ao crescimento do uso desse tipo de memória portátil. Recentemente, nos Estados Unidos, nomes, endereços, números de identidade e registros médicos de 120.000 pacientes do hospital Wilcox Memorial, no Havaí, foram expostos por causa de um pen drive perdido. O mesmo aconteceu com 6.500 alunos da Universidade do Kentucky, que tiveram suas informações expostas após o extravio do pen drive de um professor. A gigante da aviação Boeing também revelou, no ano passado, ter sido vítima do roubo de 320.000 arquivos de documentos confidenciais por um funcionário que agiu por cerca de dois anos e utilizou memórias portáteis como aliadas. O rombo? Entre 5 bilhões e 15 bilhões de dólares. No Brasil, a situação não é diferente. A subsidiária local da Kroll, consultoria de gerenciamento de riscos, foi contratada no ano passado por uma empresa do ramo imobiliário em São Paulo para investigar um caso de roubo de dados usando a memória portátil. Um suposto técnico entrou na empresa com o pretexto de consertar os computadores da secretária e do diretor-geral, conectou o pen drive e em menos de 25 minutos já havia copiado planilhas com dados bancários, informações financeiras e documentos da empresa. Apenas no final do dia, percebeu-se que não se tratava, de fato, de um funcionário da empresa. “O impacto poderia ter sido muito menor se existissem alguns controles tecnológicos simples, entre eles o bloqueio de gravação nesse tipo de memória portátil”, diz Paulo Renato Silva, diretor da área de computação forense e serviços de tecnologia da Kroll.

“A maioria das empresas conhece os riscos, mas não compreende a gravidade ou acredita que a solução para o problema é muito complexa e cara”, afirma o americano Ponemon. Os números justificam todo e qualquer cuidado. Segundo um levantamento recente do próprio Ponemon Institute com 893 entrevistados, 51% dessas pessoas utilizam esse meio para copiar informações confidenciais da empresa e a maioria (87%) sabe que a prática viola as regras de segurança das companhias. Para proteger seus dados, a Honda Brasil começou a implantar, no mês passado, uma política de restrição aos equipamentos particulares de seus funcionários, sejam pen drives, MP3 players ou computadores de mão. “Mesmo que um desses aparelhos seja plugado a um dos 4.200 computadores da empresa, nenhum dado pode ser copiado”, diz Leandro Doreto, analista de segurança da informação e um dos integrantes do projeto da montadora japonesa. Para não abrir mão da comodidade dos pen drives, a Honda comprou dispositivos criptografados e distribuiu aos profissionais de acordo com a função. Esse tipo de política preventiva, porém, ainda é exceção no Brasil. Segundo Wanderson Castilho, diretor da E-NetSecurity Solutions, de cada dez empresas, menos de três têm essa preocupação de monitoramento. “Nos Estados Unidos, essa proporção chega a sete entre dez”, diz Castilho.

O perigo está em casa

Práticas indevidas dos funcionários colocam em risco muitos dados corporativos (1)

– Copiam informações confidenciais da empresa em pen drives

51%

– Compartilham senhas com colegas de trabalho

46%

– Já perderam equipamentos portáteis de armazenamento de dados

39%

– Enviaram documentos da empresa em anexo para e-mails pessoais

33%

Aparelhos portáteis mais utilizados para transportar dados corporativos

Laptop

41%

Pen drive

22%

– CD-ROM

13%

– Celular ou smartphone

3%

Prejuízo: 1,82 milhão de dólares é o custo médio de um incidente de vazamento de dados

(1) Base: 893 respostas (mundo)

Fontes: MacAfee, Ovum e Ponemon Institute

Parte da explicação está no custo. Enquanto um pen drive de 1 GB custa em média 20 reais no varejo, o mesmo aparelho com criptografia total e proteção por senha chega a custar quase 14 vezes mais, segundo estimativas da fabricante Kingston. Mas problema maior está na complacência. Não raro, as empresas só tomam a precaução depois de passar por problemas. A Hyspex, empresa paulista do setor de alumínio, teve há quase quatro anos um episódio de vazamento de dados pela internet. A fórmula de uma de suas ligas, um dos principais patrimônios da companhia, foi enviada por e-mail por um funcionário para seu principal concorrente. Sem a vantagem competitiva, a empresa perdeu clientes e ficou praticamente parada por seis meses. Depois da experiência, a Hyspex restringiu o acesso à internet somente a sites relacionados ao negócio. E-mails pessoais e mensageiros instantâneos são proibidos, e os e-mails corporativos são monitorados. O próximo deve ser os pen drives. “Foi uma lição duramente aprendida”, afirma o diretor-geral da Hyspex, Arthur Feola.

No próximo post / artigo, iremos continuar a análise, apresentando possíveis soluções para minimizar estes riscos.