A autodisciplina é fundamental! (Parte 1)

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Autodisciplina é a capacidade de ter o controle do seu comportamento para conseguir certos objetivos. Ela necessita de responsabilidade, metas claras e técnicas. Podemos utilizá-la em todas as áreas da vida, porém, a que mais precisa desta habilidade é a profissional. Mesmo um indivíduo com vários talentos precisa ter disciplina para poder administrá-los.

Os consultores de RH, afirmam que, quando achamos um individuo que é bem-sucedido em tudo o que faz, geralmente é verificado que essa pessoa é muito disciplinada. A função da autodisciplina é controlar o talento existente na pessoa. Quando se é talentoso e não possui disciplina, não há gerenciamento dos papéis. Sem ela, ninguém irá crescer em nenhum segmento da vida.

Para os psicólogos, ser auto disciplinador é essencial nos dias de hoje. Com tantos direcionamentos que são dados as pessoas, é imprescindível que elas tenham auto-controle.

A “dose correta” de autodisciplina: não é necessário ser radical consigo mesmo ou de impor limites. Ao contrário do que muitos pensam, a autodisciplina nos dá a liberdade de escolher, pois é uma escolha pessoal, independente de pressões da sociedade. Porém, certas pessoas passam da dose e ficam bastante metódicas, o que pode prejudicar a sua criatividade e até os seus relacionamentos.

Atenção! Toda a qualidade exagerada pode atrapalhar inclusive a autodisciplina. Quando você nota que os outros que o cercam, como os seus filhos, seu marido ou esposa, seus funcionários, têm dificuldade de conversar com você, já que não “marcaram”, realmente já é um exagero!

O “Poder” tem dois sentidos ou duas aplicações, você tem liberdade de escolha!

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Em outro post / artigo, já relatamos a diferença e uso de poder e autoridade, mas semana passada, quando estava realizando serviços de consultoria, vi em um mural de gestão à vista uma mensagem bem esclarecedora sobre os dois significados do “poder”. Vide abaixo:

Enquanto alguns priorizam o bem comum e a gentileza no cotidiano, outros desejam o poder individual como desnutridos numa terra sem frutos. O poder em si não é mau! É um presente que pode ser usado para transformar positivamente a realidade de muitos. Mas isso depende bastante da maneira como é visto e, principalmente, como é exercido.

Nada revela mais o caráter de um homem do que seu modo de se comportar quando detém um poder e uma autoridade sobre os outros: essas duas prerrogativas despertam toda a paixão e revelam todo vício.” (Plutarco, escritor grego)

Perguntas e Respostas sobre a Gripe H1N1 (Gripe Suína)

Á título de utilidade pública segue perguntas e respostas sobre a Gripe H1N1, a popularmente “gripe suína”, que estão sendo enviadas pela rede de computadores, por e-mail:

1 – Quanto tempo dura vivo o vírus H1N1 numa maçaneta ou superfície lisa?

Até 10 horas.

2 – Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?

Torna o vírus inativo e o mata.

3 – Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?

A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4- É fácil contagiar-se em aviões?

Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5 – Como posso evitar contagiar-me?

Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6 – Qual é o período de incubação do vírus?

Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7 – Quando se deve começar a tomar o remédio?

Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8 – De que forma o vírus entra no corpo?

Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9 – O vírus é mortal?

Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10 – Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11 – A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?

Não porque contém químicos e está clorada.

12 – O que faz o vírus quando provoca a morte?

Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13 – Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?

Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14 – Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?

De 0%, porque fica-se imune ao vírus H1N1.

15 – Onde encontra-se o vírus no ambiente?

Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17 – O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?

Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

18 – Qual é a população que está atacando este vírus?

De 20 a 50 anos de idade.

19 – É útil a máscara para cobrir a boca?

Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20 – Posso fazer exercício ao ar livre?

Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21 – Serve para algo tomar Vitamina C?

Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22 – Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?

A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23 – O virus se move?

Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24 – Os mascotes contagiam o vírus?

Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

25 – Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?

Não.

26 – Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?

As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27 – O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?

Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28 – Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?

Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29 – Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?

Não serve para nada.

30 – As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?

SIM.

31 – Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?

NAO.

32 – O que mata o vírus?

O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33 – O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?

O isolamento.

34 – O álcool em gel é efetivo?

SIM, muito efetivo.

35 – Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?

Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36 – Este vírus está sob controle?

Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37 – O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?

A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38 – Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?

SIM.

39 – As crianças com tosse e gripe têm influenza?

É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40 – Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?

Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41 – Posso me contagiar ao ar livre?

Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42 – Pode-se comer carne de porco?

SIM, pode e não há nenhum risco de contágio.

43.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?

Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

10 habilidades que você precisa ter para se dar bem fazendo qualquer coisa (Fonte: http://www.notiun.com/2009/02/10-habilidades-que-voce-precisa-ter.html)

sucesso

  1. Falar em Público: A capacidade de falar claramente, persuasivamente, e vigorosamente na frente de uma plateia – seja 1 ou de milhares – é uma dos mais importantes habilidades que se pode desenvolver. Pessoas que são oradores eficazes ficam mais confortáveis com eles próprios, mais confiantes, e tornam-se mais atraente. Ser capaz de falar eficazmente significa que você pode vender qualquer coisa – produto é claro, mas também ideias, ideologias, visões do mundo.
  2. Saber escrever (Redação): Escrever bem oferece muitas das mesmas vantagens que falar bem: bons escritores são melhores a vender produtos, ideias e eles próprios que escritores ruins. Aprender a escrever bem envolve não só o domínio de gramática, mas o desenvolvimento da capacidade de organizar um pensamento de uma forma coerente e destiná-lo a uma audiência da maneira mais eficaz possível. Dada a enorme quantidade de texto gerada por quase todas as operação – a partir de mandatos judiciais e de legislação para executar os milhares de páginas ao longo desses recibos compridos que você recebe quando compra – uma pessoa que é um mestre da palavra escrita pode esperar para abrir portas em quase todos os campos.
  3. Auto-Gestão (Auto-disciplina) :Se sucesso depende de uma ação eficaz, uma ação eficaz depende da capacidade de concentrar sua atenção onde for mais necessário, quando for mais necessário. Fortes habilidades organizacionais, eficaz hábitos de produtividade eficazes e um forte sentido de disciplina são necessários para manter-se no bom caminho.
  4. Rede de relacionamentos (Networking) :Não serve apenas para encontrar emprego ou clientes. Em uma economia dominada pelas ideias e inovação, a ligação em rede cria o canal através das quais ideias fluem e no qual são criadas novas ideias. Uma grande rede, cuidadosamente cultivada, amarra uma pessoa não apenas a outras pessoas, mas cria relacionamentos, e esses relacionamentos são mais do que apenas a soma das suas partes. As interacções dessas relações tornam possível dar origem a inovar e criar – e fornecer o suporte para cultivar novas ideias até que possam ser realizadas.
  5. Pensamento Crítico: Nós estamos expostos a centenas, se não milhares, de vezes a mais informação numa base diária do que os nossas avós estavam. Ser capaz de avaliar essas informações, ordenar as potencialmente úteis e distingui-las das triviais, analisar a sua relevância e significado, e relacioná-las com outras informações é crucial e lamentavelmente pouco ensinado. Bom pensamento crítico distingue imediatamente você da grande maioria das pessoas estes dias.
  6. Tomada de Decisões: O que nos conduz a partir de análise para a ação eficaz é a tomada de decisões – saber o que fazer com base nas informações disponíveis. Embora não seja crítica pode ser perigosa, bem como a super analise, ou à espera de mais informações antes de tomar uma decisão. Ser capaz de assumir e responder de forma rápida e eficiente é o que separa os que fazem dos que não fazem.
  7. Raciocínio matemático: Você não tem que ser capaz de integrar a polinômios para ser bem sucedido. No entanto, a capacidade de trabalhar rapidamente com os valores em sua cabeça, para fazer estimativas aproximadas, mas bastante rigorosa, e para entender coisas como juros compostos e estatísticas de base dá-lhe um grande vantagem sobre a maioria das pessoas. Todas estas competências vão ajudá-lo a analisar dados de uma forma mais eficaz – e de forma mais rápida – e para tomar melhores decisões com base neles.
  8. Pesquisa :Não se pode esperar que alguém saiba tudo, ou até mesmo uma ínfima parte de tudo. Mesmo dentro do seu campo, as chances são que haja muito mais coisas que você não sabe do que as que você sabe. Você não tem que conhecer tudo – mas você deve ser capaz de rapidamente e sem sofrimento descobrir o que você precisa saber. Isso significa aprender a utilizar a Internet de forma eficaz, aprender a usar uma biblioteca, aprender a distinguir produtivamente, e aprender a como alavancar as sua rede de contactos – e que tipos de pesquisas são melhores em cada situação.
  9. Relaxamento; Estreasse não só irá matar você, mas também conduz a uma má tomada de decisão, maus pensamento e socialização ruim. Portanto, se a não conseguir relaxar, você derruba, pelo menos, três das competências desta lista – e muito mais. Para mais, trabalhar até morrer, não é realmente o “sucesso”. É obsessão. Ser capaz de enfrentar até mesmo as mais prementes crises com o seu juízo e da maneira mais produtiva possível é talvez a coisa mais importante desta essa lista.
  10. Contabilidade Básica: É um fato simples na nossa sociedade que o dinheiro é necessário. Até mesmo o simples prazeres da vida, como abraçar seu filho, em última instância necessitam de dinheiro – ou você não vai sobreviver ao abraço por muito tempo. Saber como acompanhar e gravar as suas despesas e rendimentos é importante para sobreviver, e para prosperar. Mas mais do que isso, os princípios de contabilidade aplicam-se mais amplamente a coisas como o tempo de rastreamento em um projecto ou de determinar se o valor de uma acção supera as despesas em dinheiro, tempo e esforço. É uma pena achar que a contabilidade básica não faz parte do currículo.

10 Atitudes que fazem você perder o emprego (Fonte: http://www.paranaempregos.com/blog)

medo

Você está empregado, gosta do que faz e não quer perder sua colocação? Então fique atento a algumas atitudes condenadas por grande parte das empresas.

Embora os ambientes profissionais estejam bem mais descontraídos e alguns comportamentos que eram mal vistos anteriormente já sejam aceitos, é preciso ter cuidado.

Gutemberg B. de Macedo, diretor da Gutemberg Consultores e Laerte Cordeiro, diretor-presidente da Laerte Cordeiro Consultoria em Recursos Humanos concordam que os maiores erros cometidos por profissionais que perderam seus empregos são:

  • A falta de atualização;
  • A falta de iniciativa, e;
  • A falta de comprometimento.

Para a administração atual, o maior problema de um profissional é a acomodação, que o faz agir como se fosse um funcionário vitalício da empresa e deixar de lado os cuidados com sua empregabilidade.

A falta de preocupação com o desenvolvimento profissional (formação escolar, microinformática, cursos de idiomas e atualização) demonstra total descaso em relação ao desenvolvimento do talento
e acaba deixando o profissional para trás em relação ao resto da equipe.

Outro problema é a falta de iniciativa. A pró-atividade é um pré-requisito para trabalhar em uma boa empresa.

Essas atitudes têm justificado grande parte das demissões. Existem também “pequenos grandes erros” que podem complicar a vida do profissional.

Laerte Cordeiro acredita que alguns deles podem ser relevados e corrigidos com uma conversa. Mas é prudente evitá- los. Confira:

  1. Fazer parte do grupo da fofoca. Em todo lugar existem “comentários” sobre a vida pessoal ou o comportamento de alguém. Evite fazê-los em grupo. Principalmente se o assunto for o chefe
  2. Ampliar o grupo da fofoca. Falar mal da empresa e do chefe diante de clientes e fornecedores é crime inafiançável!!
  3. Manter-se distante. Desenvolva um bom relacionamento interpessoal (interno e externo). Não dá para trabalhar em clima ruim, além de ser muito mais produtivo trabalhar em equipe
  4. Reclamar do salário. Pressionar o chefe o tempo todo por um aumento não irá levá-lo a lugar algum. O jeito mais fácil de conseguir isso é mostrar resultados que justifiquem um maior salário
  5. Desinteresse. Espera-se que o funcionário seja multidisciplinar, interesse-se por assuntos que são de outras áreas, porque assim pode entender melhor o negócio como um todo
  6. Criticar superiores e colegas de trabalho para outros superiores. Cuidado com esse tipo de atitude, principalmente em relação ao chefe. Para chegar ao superior do seu chefe você deve ter uma excelente razão e bons argumentos. Se tiver um problema com o seu chefe ou colega, tente resolver diretamente com ele antes de procurar outras pessoas
  7. Pendurar no telefone e/ou MSN / SKYPE pessoais.Tratar de assuntos pessoais durante grande parte do dia e por isso, deixar de cumprir suas tarefas, é imperdoável
  8. Esquecer o que lhe é pedido. Você pode deixar de fazer algo muito importante por distração. Procure anotar todas as suas tarefas e compromissos para evitar este tipo de falha
  9. Desrespeito. As duas maneiras mais freqüentes são: fumar perto de quem não gosta e escutar conversas pela extensão
  10. Abrir o bico. Informações confidenciais, quando comentadas com quem não deve ouvir, podem chegar rapidamente nas mãos da concorrência. As empresas abominam comentários como esses!

O Campeão de Horas Extras – Parte 2 (Por Fernando Henrique da Silveira Neto)

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Dando continuidade ao post anterior, no qual convidamos a analisarem o artigo “O Campeão de Horas Extras” , elaborado pelo Fernando Henrique da Silveira Neto. Abaixo segue a segunda parte deste instigante assunto:

  • Medo de admitir que sua carga horária vai diminuir. Antes da revolução industrial, operários e escravos trabalhavam poucas horas por dia, camponeses trabalhavam apenas durante o plantio e colheita, ficando inativos pelo resto do ano. Diversas festas pagãs e depois cristãs preenchiam o resto do tempo. E tudo indica que, passada a fase industrial, retornamos a tempos parecidos com aqueles. A automação está acabando de tirar do homem o trabalho de fazer com as próprias mãos, e a informatização já está adiantada em seu trabalho de nos tirar parte também do pensar e decidir. O que nos restará senão criar ou usufruir? Muitos ainda não se deram conta disso e não sabem ainda o que fazer numa sociedade de lazer, com pouquíssimas horas de trabalho.
  • Pavor do desemprego. É verdade, muitos se sujeitam calados a toda e qualquer imposição no trabalho desde que não sejam demitidos. Acho difícil argumentar contra tal atitude, pois o instinto de preservação fala mais forte nesses momentos. E muitas empresas fazem esse jogo sujo com seu pessoal (não gostou, tem gente na fila de espera pronta para sentar no seu lugar). Mas conheço gente competente, que tem mais de um emprego garantido no mesmo dia em que pedir demissão de tais lugares, e se sujeita a isso porque não acredita em seus próprios talento e capacidade.
  • Certeza de que existem pessoas indispensáveis. Se eu não fizer, sei que ninguém conseguirá fazer, pois essa carga de trabalho só mesmo eu agüento. Quem mais faria isso? Se quiserem me substituir, vão ter que arranjar três para fazer o que faço, e eles não são loucos de me mandar embora agora (nem nunca!). Convencido de seus próprios argumentos, trabalha 14 horas por dias, muitas vezes aos sábados. Enquanto isso, seus chefes estão fazendo as contas: fulano custa tal e rende tanto, sem esquecer que gasta mais energia, mais material, mais equipamento, o risco é alto porque apenas um está fazendo o trabalho (e se ele adoecer?), a segurança precisa ter mais gente até mais tarde etc. etc. etc. E decidem que é melhor minimizar riscos, contratar gente nova, mais barata e que faça aquele trabalho dentro do horário do expediente. E dispensar o funcionário indispensável.
  • Aplicar o velho truque de esticar o trabalho. A idéia central é aumentar e valorizar o tempo de cada atividade, de modo que as horas do dia se esgotem e falte tempo para terminar as tarefas. Pronto, estão justificadas as horas extras. Pensam que isso é novidade. Engano. Nos idos de 1957, C. Northcote Parkinson escreveu o clássico A Lei de Parkinson, traduzido para o português pelo grande humorista Silveira Sampaio, e a primeira frase do Capítulo I diz que o trabalho aumenta a fim de preencher o tempo disponível para sua conclusão. Querem coisa mais atual quase 50 anos depois? Não sou dono da verdade e queria ser contestado, mas minha experiência de 20 anos trabalhando em muitas empresas com programas de Organização Pessoal e Tempo diz que apenas 1 em cada 5 profissionais precisa de 8 horas diárias efetivas de trabalho, e 1 em cada 20 realmente precisa fazer horas extras em períodos críticos, mas não necessariamente todos os dias.
  • A segurança no trabalho e a insegurança em casa. Coisa de polícia, assaltantes na rua e problemas da cidade grande? Nada disso. No trabalho eu sou gerente, diretor, executivo ou sei lá o quê, o fato é que mando e todos obedecem, tenho um poder que não é contestado e que exerço ao meu bel-prazer. Já em casa, meus filhos são adolescentes e sabem mais informática do que eu, lêem mais do que eu, navegam muito mais do que eu e estão a par de novidades que desconheço em absoluto. E eu preciso dialogar muito mais e convencê-los em vez de dar ordens. Minha mulher é preparada, e a opção de não trabalhar para criar os filhos precisa ser reconhecida e premiada (se é que eu sou um cara justo). Ou minha mulher trabalha e tenho também tarefas em casa que devo fazer e prestar contas. Meus pontos de vista são às vezes questionados, recebo conselhos de como me vestir e me portar, críticas de como tratei meu pessoal no escritório e de como conduzi os negócios. Ah, no trabalho é mais seguro!…

Você leu tudo até agora e conhece muita gente que se enquadra em cada um dos pontos acima, mas, graças ao bom Deus, você mesmo não se enquadra em nenhum deles. Que bom. Nas palavras do grande economista John Maynard Keynes, você está pronto para se encontrar com seu verdadeiro e constante problema, que é como empregar o tempo livre que a ciência e o conjunto de interesses terão ganho para que você viva bem, agradavelmente e com sabedoria. Keynes escreveu isso em 1930 para seus netos, como uma visão e antecipação do futuro. Só que esse tempo vislumbrado por ele é agora.

Mas, se você se enquadra em um ou mais pontos citados acima e ainda não está preparado para esquecer as horas extras, vamos lá, não desanime. Sempre é hora de pensar e mudar. Boa sorte!

O Porquê de Implementar um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado na NBR ISO 9001?

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Dez entre dez empresas optam pela implantação e certificação pela NBR ISO 9001 porque estão sofrendo pressão do mercado ou para ter um diferencial de marketing; em 20 anos não vimos uma empresa sequer se manifestar ( de forma honesta) que adotou a NBR ISO 9001 como ferramenta para melhoria do negócio (obviamente existem muitos empresários que após certo período, visualizam benefícios e adotam o sistema implantado como modelo de gestão e inserem no mesmo, atividades que a princípio nem era exigido pela norma). tal fato deve-se, a vários motivos, dentre os quais podemos destacar:

  • A estrutura da norma, versões 87 e 94 dificultava a visualização de tais benefícios, enfocando tão somente à garantia da qualidade, ou seja, a norma estabelecia requisitos que pudessem assegurar ao cliente, o recebimento de produtos dentro da especificação requerida; o enfoque de melhoria, de gestão do negócio, aparecia de forma bastante tímida e subjetiva em alguns poucos requisitos;
  • Pequena participação do corpo gerencial na implementação, certificação e manutenção do Sistema; repetindo, em muitas organizações certificadas, ISO 9001 se tornou um Sistema marginal, criado para ter o certificado e não para ajudar o negócio prosperar; via de regra, a pressão de clientes é recebida pelo Controle da Qualidade que é obrigado a responder inúmeros questionários de auto-avaliação e o responsável pela área se torna o “pai natural” da futura criança que está por nascer; a ISO 9001 acaba por ser um projeto de um departamento só, quase que um “patinho feio” cuja presença acaba sendo imposta aos demais departamentos da empresa; a diretoria enxerga o patinho como um mal necessário; inúmeras vezes em nossa atividade profissional ouvimos de diretores de empresas para “fazer somente o necessário” para se obter a certificação; além disso, a norma 94 pouco exigia da direção, bastando que a mesma execute e registre uma análise do sistema periodicamente;
  • Muitos consultores também costumam contribuir para que o “fazer somente o necessário” aconteça; a concorrência é bastante grande e cada vez mais, o mercado exige uma certificação em tempo recorde, fazendo com que os consultores ajam como “advogados que interpretam a lei”, e propondo as soluções mais fáceis do ponto de vista de atendimento aos requisitos, esquecendo de agregar valor ao processo; exemplo mais evidente é o processo de seleção de fornecedores baseados em questionário de auto-avaliação. Perguntamos: que valor isso agrega ao negócio? Respondemos: Nenhum, apenas cumpre um requisito normativo e gera um monte de papéis inúteis; não temos estatísticas a respeito, mas certamente mais de 80% das empresas certificadas adotam esta pratica para seleção de seus fornecedores.

Assim, para não se ter uma ISO 9001 somente na parede da recepção, sugerimos:

  • A direção da empresa precisa estar consciente que o Sistema a ser implantado não poderá ser um Sistema marginal, ele deverá ser parte da Gestão do Negócio, deverá interagir com os demais sistemas ( ex. gestão financeira); se você leitor, foi chamado pelo seu chefe para receber a missão de certificar sua empresa, questione se a direção está consciente que vai precisar trabalhar muito e participar do projeto; caso contrário a possibilidade de sucesso será bastante pequena; se a direção não tem a menor idéia do que vai acontecer, sugira que a mesma participe de um bom curso (as certificadoras realizam periodicamente); caso contrário, certamente a direção da empresa vai continuar promovendo reuniões com as gerencias para discutir assuntos do dia-a-dia e você será chamado uma vez por ano para falar de ISO 9001, como se o dia-a-dia não interagisse com o um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001; a empresa vai continuar comprando novos equipamentos, fazendo expansões, contratando novos profissionais e você, leitor, vai correr atrás, tentado documentar as mudanças, sem mesmo saber o motivo pelas quais as mesmas foram promovidas. Além disso, questione se a empresa está preparada estruturalmente para implantar um projeto desta natureza; pode parecer óbvio, mas a realidade demonstra que o óbvio não é observado por muitos gerentes; implementar um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001 vai exigir recursos e muitas vezes, dirigentes de empresas (principalmente, familiares) não estão dispostos a investir os recursos para fazer a coisa certa, postergando para um tempo indeterminado a disponibilização dos mesmos, gerando desmotivação de todos.
  • Além da direção, todos os demais colaboradores precisam saber que o projeto será implementado; tão logo a direção defina pela implantação de um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001, promova reuniões e palestras com os funcionários, enfocando a necessidade da participação de todos no projeto;
  • Finalmente, questione se você tem o perfil ideal para conduzir um projeto desta natureza; um coordenador de um projeto ISO 9001, além de autoridade, precisa ter livre trânsito dentro da empresa, ter habilidades para motivar pessoas e se auto-motivar, não se deixando abalar por dificuldades que certamente encontrará no caminho.

Se mesmo depois de todas as dificuldades apresentadas, ainda sua empresa decidir pela implementação Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001, parabéns!… e vamos ao trabalho.

O Campeão de Horas Extras – Parte 1 (Por Fernando Henrique da Silveira Neto)

Dando continuidade ao post anterior, no qual comentamos sobre o excesso de horas extras nas empresas brasileiras, gostaria de convidar a refletir sobre os reais motivos que fazem com que tenhamos esta “doença do trabalho”!

Para isso convido a analisar um artigo elaborado pelo Fernando Henrique da Silveira Neto, o nome do artigo é convidativo: “O Campeão de Horas Extras”. Abaixo segue a primeira parte deste instigante assunto:

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São nove e meia da noite e estou dobrando à direita na Paulista, saindo da Pamplona. Acabei de jantar e vou pegar a sessão de cinema das dez logo adiante. Enquanto percorro a avenida, lembro-me de Tom Jobim, que, parafraseando Fernando Sabino, dizia que a melhor visão que se podia ter de Nova Iorque era de maca! Sem ter uma maca à mão naquele momento, olho para cima para melhor apreciar os belos edifícios da Paulicéia e vejo muitos escritórios acesos, gente circulando com papéis na mão, salas com reuniões em andamento e a mesma cena se repetindo a cada novo prédio. Estou indo para o cinema, mas parece que já estou assistindo ao curta-metragem que antecede o filme principal. Um curta meio chato e repetitivo.

Comecei então a especular sobre que título dar ao curta ao vivo a que eu estava assistindo naquele instante. Que tal O campeão de horas extras, ou Vai trabalhar vagabundo II, ou 14 horas diárias de emoção, ou ainda Será que meu chefe já foi embora? Finalmente cheguei no cinema para assistir ao Buena Vista, bem mais interessante do que aquele curta que passa todas as noites na Paulista.

Até gostei de brincar com o assunto, mas ele é bem mais sério do que isso. Em seu recente livro O Futuro do Trabalho – Fadiga e ócio na sociedade pós-industrial, Domenico De Masi lembra que, antigamente, quanto mais rica, menos a pessoa trabalhava. Podia se dedicar a si, à família e aos amigos. Hoje, quanto mais rico, mais o homem trabalha. E não tem tempo para si próprio, para a família e muito menos para os amigos.

Por quê? Por que tanta gente trabalhando depois do expediente, lamentando-se que não consegue jantar fora, nem conversar com seus filhos, nem ir ao cinema de vez em quando? Por que há pais trabalhando até dez da noite, enquanto seus filhos estão desempregados?

São as exigências do mundo globalizado e de competição acirrada, dizem uns. É a busca de maior produtividade depois da reengenharia, que mandou metade do pessoal embora, dizem outros. É devido ao período de grandes mudanças pelo qual a empresa está passando no momento (argh…).

Pois eu digo que não é nada disso. Ao serem analisados com mais sensatez e sinceridade os reais motivos que levam as pessoas a ficar no trabalho depois do horário, não é difícil descobrir vários deles. Eis alguns:

  • Ausência de outros interesses na vida. Quantas vezes já fiquei surpreso numa conversa com a falta de interesse ou conhecimento de certas pessoas por outra coisa que não fosse seu trabalho. Teatro, cinema, viagens, livros, música, amigos, nada disso fazia parte do repertório delas. Aliás, minto: futebol alguns conheciam bem. Já basquete, vôlei, tênis, natação, atletismo…. Pessoas assim não precisam nem querem chegar em casa cedo. Para fazer o quê? Para ligar o computador e continuar trabalhando? O pior é que muitas delas medem os outros por si próprias e, se são gerentes e diretores, seguram seu pessoal até mais tarde, pois assim pelo menos vão ter companhia no escritório. E que tal disfarçar isso usando seu poder e convocando uma reunião de revisão de metas para as oito da noite?
  • Valorizar o fato de estar trabalhando em vez de resultados obtidos. Em muitas empresas, é comum se ouvir um já vai? Quando se sai no horário. Por que ninguém diz que bom para você, já terminou seu trabalho. O fato é que muitos até são eficazes, mas, por medo de sair no horário, ficam além do expediente para não serem vistos como não cooperativos ou não engajados no esforço de toda a equipe. Resultado: a saída se dá na hora em que o mais ineficaz da equipe termina seu trabalho ou está tão cansado que já não diz coisa com coisa e resolve ir embora. Assim, estão mantidas as aparências, ninguém destoa no time e a equipe parece coesa.
  • Falta de respeito pelo outro. Em frente à escola de seu filho há uma fila dupla de carros despejando crianças (é bom lembrar que elas estão num período de aprendizado), você reclama e não vê outra solução senão inaugurar a fila tripla para largar seu pimpolho. No metrô, os assentos destinados a gestantes e idosos estão cheios de rapazes e moças de cabeça baixa (ou fingindo cochilar), esperando para ver se aquela velhinha que entrou agora senta num lugar cedido por alguém que não eles. No supermercado, você aperta todos os pães com a mão que acabou de pegar garrafas de refrigerante para verificar os que estão mais frescos. Na fila do banco, torce para não chegar mais nenhuma pessoa de idade e ser logo atendida (e quando você for uma delas?) Por que então abrir exceções e respeitar o tempo dos outros?
  • Desestruturação ou desorganização dos processos e métodos pessoais de trabalho. Gosto de visitar o local de trabalho dos outros: sua mesa, sua tela de computador, seus arquivos e pastas. Quantos poderiam gastar metade ou 1/3 do tempo que gastam hoje se ao menos fossem mais organizados e disciplinados com essas coisas? A carteira de habilitação está vencida. Estão sempre no cheque especial, pois as contas estão em débito automático e o saldo vive negativo por falta de verificação periódica. E é claro que no trabalho o ritmo é o mesmo: virada hoje e amanhã para entregar aquele trabalho que ficou esquecido desde a semana passada e que está sendo agora cobrado com urgência pelo cliente (como é que eu fui esquecer logo disso, meu Deus?) Para quem gosta de adrenalina….
  • Crença nos valores da sociedade industrial em plena era pós-industrial. É bom lembrar novamente De Masi dizendo que com a revolução industrial, veio a migração para as cidades em busca de emprego, pois as indústrias eram rudimentares e absorviam muita mão-de-obra. E, para produzirem mais, os operários enfrentavam jornadas estressantes de 14 a 15 horas diárias. Mas na primeira metade do século XX o advento de técnicas científicas de gestão e de produtividade fez aumentar o volume produzido, diversificou a oferta e melhorou a qualidade dos produtos. E, na segunda metade daquele século, a eletrônica e a informática se incumbiram de ampliar tudo isso de forma mais limpa, mais rápida, mais barata e miniaturizada, e principalmente com muito menos gente trabalhando. Mas tem gente que ainda acha que trabalho e resultados devem representar também suor e muita carga horária.

Quase 80% dos brasileiros fazem horas extras, aponta Dieese.

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Em minhas pesquisas pela internet, localizei uma notícia extremamente preocupante, ou seja, que 80% dos brasileiros fazem horas extras! Uma pesquisa realizada pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

Vide a notícia na íntegra por este link.

E você o que acha desta situação?

Na mesma linha de pensamento, reduzir a jornada de trabalho geraria empregos de qualidade?

Vide um estudo, realizado, também pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) sobre esta situação, através deste link.

Iremos aguardar os comentários!