Lavagem verde (Por Tatiana Wegner Ypsilanti)

greenwashedLi um artigo na Revista Seleções do mês de novembro de 2009 (página 33), que fala sobre a “Lavagem verde”, a autora, Mariusa Colombo, que é bióloga e professora da Unisinos (RS), comenta o engano que os selos colocados nas embalagens dos produtos podem ocasionar para o consumidor, a lavagem é como se o “produto tomasse um banho verde”.

Geralmente esses selos fazem com que o consumidor pense e até creia que está fazendo sua parte com o meio ambiente, já que estas figuras passam uma imagem assim, sem que isso seja real!

É como se o produto fosse empacotado em uma embalagem de presente “orgânica”, limpando a consciência da gente…

Existe um website que fala mais a respeito dos sete pecados da lavagem verde (http://sinsofgreenwashing.org/findings/greenwashing-report-2009/).

Além disso, existem definições, como exemplo típico a palavra biodegradável, que no dia-a-dia as pessoas mal percebem que não entendem o significado verdadeiro desta palavra e o que isso significa para o meio ambiente.

As pessoas acreditam que o produto biodegradável pode ser descartado em qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer quantidade e sem o mínimo de cuidados. Mas não é bem assim, como a definição1 mesmo diz o material biodegradável pode ser decomposto, isso não significa que sempre será, pois existe uma série de fatores que contribuem para uma degradação ótima, como por exemplo, concentração, temperatura, pH, umidade etc.

1Biodegradável é todo material que após o seu uso pode ser decomposto pelos microorganismos usuais no meio ambiente. Desta forma o material quando se decompõe, perde as suas propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente. É uma qualidade que a sociedade atual exige de determinados produtos como, por exemplo, de detergentes, de sacos de papel, de embalagens diversas, etc. Assim diminui-se o impacto das manufaturas do homem sobre o meio ambiente.

Como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos (Por Patrícia Prigol)

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Muitas teorias advogam a favor do processo de estruturação da psiqué e da personalidade do homem a partir da educação e das vivências através dos vínculos parentais. Outras sugerem que o ser humano, ao nascer, já é dotado de um quantum de energia em seu psiquismo rudimentar que poderíamos dizer que parte de seu “eu” já está nele contido. E que, com o passar do tempo, este ego rudimentar, ao ser desenvolvido, construiria uma identidade única, capaz de dar (ou não) conta de suas próprias necessidades emocionais.

No livro “O Drama da Criança Bem Dotada”, a autora Alice Miller descreve situações que remontam a história de muitos personagens (não fictícios) que sofreram as conseqüências de uma educação narcisista na medida em que os pais deixaram de reconhecer a criança em sua essência, substituindo-a por suas próprias necessidades (expectativas, interesses e motivações inconscientes). No livro que inclui em sua introdução uma chamada contundente: “como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos”, podemos perceber as intenções da autora que retrata, com fundamento e experiência, as agruras de uma vida emocional limitada por padrões pré-estabelecidos que reprimem o que há de mais puro na essência do ser humano: toda sua capacidade vital (sua pulsão de vida) que o faz criar, construir, inovar e vencer os desafios que se apresentam a cada momento.

Quantas pessoas procuram auxílio em psicoterapia para poder “se encontrar” e ouvir a sua própria voz interior, porque “deixaram de existir” há muito tempo. Anestesiados e quase falidos em si mesmos produzem sintomas de uma pessoa que está desfalecendo, morrendo aos poucos. Muitas vezes são jovens que já não sentem mais prazer em viver e que descrevem uma apatia e um cansaço que nem mesmo na velhice poderíamos encontrar.

A depressão é um dos transtornos mais freqüentes nos consultórios de Psicologia e de Psiquiatria que exemplifica perfeitamente a situação que apresentamos. Uma pessoa que deixou de viver – e o “deixar de viver” aqui é o mesmo que “deixar de sentir” – carrega um corpo físico e um corpo egóico construído com base nas necessidades do “outro” (um “falso self”), seguindo padrões que nem sempre desejou para si. Submissos a essa voz de comando interno (pois na fase adulta são os pais internalizados que podem ainda falar mais alto) acabam por se dividir entre os seus desejos e a necessidade de corresponder às expectativas alheias para sentirem-se amados e “protegidos emocionalmente” de seus próprios traumas, de suas “faltas”. Assim, podem permanecer neste estágio de subserviência e de controle para evitar o contato com a realidade. A realidade de quem, provavelmente, não se sentiu amado e respeitado em sua individualidade. A realidade que revela a ausência de pais que pudessem ter amado seu filho com base nas suas diferenças, na sua individualidade, ao invés de sobrepor a essa função suas próprias vontades e desejos narcisistas, de adultos que, na maioria das vezes, foram também castrados em seus desejos, depositando em seus filhos a expectativa de reparação de um passado sombrio e recheado de insatisfações e amarguras.

Solução para este conflito, nesta ambivalência entre o “eu” e o “tu”? Psicoterapia associada a uma dose cavalar de boa auto-estima a ponto de olhar para sua realidade e poder, assim, fazer a sua escolha, livre de pré-conceitos e de padrões que servem apenas para controlar e aprisionar as pessoas dentro de uma rede de manipulações e dominações perversas que não podem admitir a felicidade e a superação através do rompimento de mandatos e legados transgeracionais.

Do contrário, uma sociedade perversa como a nossa agradecerá, e muito, o trabalho das famílias que mantém seus filhos à mercê de um outro tipo de domínio e manipulação. Assim, muitos governantes são eleitos e desta forma sofremos os infortúnios causados pela nossa responsabilidade (ou irresponsabilidade?). É de se pensar…

Tensões cotidianas (Por Maria de Lurdes Fontana)

YOGA-PARA-CASAISQuem não se deparou com dias agitados e com tantas coisas a fazer…? O ambiente fica pesado, as tarefas ficam difíceis de “desenrolar”, o estresse aflora dando a impressão que falta tempo para organizar tudo. A síndrome do “não ter tempo” ou de querer fazer tudo ao mesmo tempo.

Parar, olhar, analisar e focar assuntos relevantes, é um grande começo para perceber que em muitas circunstâncias não vale a pena todo o desgaste físico e mental. Organizar-se é um ponto importante para saber separar o que é necessário fazer.

Muitas coisas não precisam ser resolvidas no mesmo dia. Relacionar assuntos e separar em ordem de prioridade, tornar mais leve e agradável o dia. É preciso um começo no firme propósito de dar-se conta que há uma solução naquilo que nos incomoda e atrapalha.

Em dias de forte pressão não é fácil organizar-se. O ser humano sob pressão reage de maneira diferente, dependendo da situação que se encontra.

Lições aprendidas e trocas de experiências com colegas e amigos, ajudam a acalentar a sensação de não ter feito nada, e dá a notória satisfação de que há mais pessoas passando pelas mesmas situações. Aliás, vivemos num mundo que não é permitido ter ociosidade. Somos encurralados por tantas ofertas disso e daquilo, e que em sua grande maioria, são desnecessárias. Há muito lixo virtual, com apelos de toda a sorte, tirando a livre iniciativa de escolha. E quando não se tem a possibilidade de escolha, termina o dia com a nítida impressão de não ter feito nada. Faz sentido dar sentido ao que fazemos.

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

A importância da área de controladoria na gestão – 3ª. Parte (Por Volnei F. de Castilhos)

Dando continuidade ao artigo anterior.

custosA implantação da área da controladoria requer alguns cuidados e procedimentos por parte da administração da empresa.

Para a implantação da Controladoria em qualquer empresa, o primeiro passo é possuir informações corretas para  tomada de decisão.

Vivemos uma grande transformação com a entrada em vigor do Plano Real em junho/1994.

Até 1994, as empresas calculavam preço de venda da seguinte maneira: custo + lucro = Preço de Venda. Com a estabilização da moeda a fórmula se inverteu, onde o mercado que começou a estabelecer os preços e nossas empresas precisaram se adaptar com um novo momento de gestão.

A área de custos se tornou uma das áreas importantes na estratégia da empresa, pois a inflação foi diminuindo e para atender o mercado é necessário que os custos estejam corretos.

Para a área da Controladoria, custos é uma das principais ferramentas, pois não resolve aumentar o faturamento se nossos custos estejam errados.

A preocupação com custos se tornou estratégica e como forma de sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo.

Mas uma das preocupações maiores para a Controladoria é acompanhar a evolução dos custos. O que está variando além do previsto e principalmente o que podemos fazer para cada dia melhorar nossos processos e com isso reduzirmos custos internos e nossos preços de vendas não ficarem fora do mercado.

O melhor sistema de custo, qual será?  Custeio por Absorção, Direto ou ABC, tudo isso depende de como está a organização interna da empresa e que necessidades temos para prontamente estarmos com os preços corretos, pois o concorrente pode chegar antes que nós.

Cada dia ao chegarmos nas empresas é necessário fazermos a seguinte pergunta: O que podemos melhorar em nossos processos?  Nossos custos internos estão controlados?  Nossos preços de vendas estão corretos?

Custos é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa e uma das ferramentas que está dentro da controladoria para rentabilizar o negócio do empresário.  Mas é necessário que todos pensem de gestão estratégica de custos e não as reduções de custos praticadas em outras décadas que mais atrapalhavam do que melhoravam os resultados das empresas. Tudo deve ser planejado e sempre estar com os olhos abertos para o Mercado em que estamos inseridos.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

Oceanos cooperam com a redução de CO2 (Por Tatiana Wegner Ypsilanti)

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Os oceanos têm grande importância na regulagem do nosso clima, absorvendo cerca de 25% de todo o dióxido de carbono gerado pela humanidade.

Infelizmente os oceanos “estão sofrendo”, ou seja, não estão mais dando conta de acompanhar o aumento das emissões. A conseqüência poderá ser desastrosa para o clima no futuro do planeta!

Isso é o que indica agora uma pesquisa recente, feita nos Estados Unidos da América, publicada na Revista Nature nesta quinta-feira (19/11/09). O artigo “Reconstruction of the history of anthropogenic CO2 concentrations in the ocean”, de Samar Khatiwala e outros, pode ser liido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Samar Khatiwala, da Universidade Columbia, e colegas estimaram que os oceanos absorveram um recorde de 2,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis em 2008. Mas, com o aumento na quantidade total de emissões, a proporção absorvida pelos oceanos desde 2000 caiu em cerca de 10%.

Enquanto trabalhos anteriores haviam atribuído a mudança à diminuição do ozônio na estratosfera e a alterações na circulação oceânica induzidas pelas mudanças climáticas, a nova pesquisa sugere que o motivo é mais simples: os oceanos chegaram ao limite, tanto físico como químico, de sua capacidade de absorver o dióxido de carbono.

“Quanto mais dióxido de carbono, mais ácido fica o oceano, reduzindo a capacidade de manter o CO2”, disse Khatiwala. “Por causa dessa conseqüência, com o tempo o oceano se torna um repositório menos eficiente do carbono antrópico. A surpresa é que podemos estar diante das primeiras evidências disso, talvez combinado com a circulação mais lenta por causa do aumento nas emissões.”

Segundo o estudo, o acúmulo de carbono industrial nos oceanos aumentou enormemente na década de 1950, à medida que os oceanos passaram a tentar acompanhar o ritmo acelerado das emissões em todo o mundo.

As emissões continuaram a crescer e, no ano 2000, atingiram tal volume que os oceanos passaram a absorver menos CO2 proporcionalmente, ainda que o total em peso tenha continuado a aumentar. Hoje, segundo a pesquisa, os oceanos mantêm cerca de 150 bilhões de toneladas de carbono industrial, um terço a mais do que em meados da década de 1990.

Pai ausente … filho doente (Por Patrícia Prigol)

pai-ausenteSegundo matéria publicada na revista “Saúde do mês de outubro, pesquisas provam que a figura paterna é tão importante para a criança que, quando ela se sente sistematicamente relegada a segundo plano, acaba com problemas de saúde. Um exemplo que complementa os resultados da pesquisa foi trazido pela psicóloga Alaíde Degani de Cantone, coordenadora do Centro de Pesquisas e Estudos em Psicologia e Saúde, em São Paulo, que observou meninas que tinham engravidado com 15 ou 16 anos, chegou a uma conclusão preocupante: as adolescentes podem usar a gravidez como forma de compensar uma família sem a estrutura adequada, que não forneceu a elas a atenção necessária durante a infância. “Em geral essas meninas se referem aos pais como figuras ausentes e fracas”, diz a psicóloga. “Com a gestação a garota buscaria, inconscientemente, uma resolução para o seu desamparo como filha”, completa.

Mas, o que é um pai ausente? Não, não é aquele que se separou e, por isso, não vê os filhos todos os dias. “Trata-se da figura paterna que pouco ou nada contribui para a formação e a educação dos filhos, independentemente do fato de morar ou não na mesma casa”, esclarece a psicóloga.

E como participar do desenvolvimento da molecada? A especialista dá algumas dicas: “Participe dos momentos importantes, felizes ou não, procure compreender a criança nos seus momentos mais adversos, orientando-a e propondo alternativas para a vida”.

No artigo anterior, no Jornal Ponto Inicial, abordávamos a relação mãe-filho e os efeitos da simbiose na vida da criança e na vida do “adulto”. Aqui, a presença do pai e o exercício de sua função maior – que é ocupar o seu lugar na família – na relação conjugal, desempenhando seus papéis, também fundamentam o tema abordado, a importância do pai na vida do filho. O pai é, sim, imprescindível na vida da criança. É também responsável pelo desenvolvimento saudável (ou não) da criança. No que diz respeito à simbiose, por exemplo, a presença do pai, no estabelecimento da lei (os limites que determina nas relações familiares), faz com que esta relação simbiótica seja rompida e que cada um ocupe o seu lugar na família. E isso contribui significativamente para o desenvolvimento da criança e de sua auto-estima. Dessa forma, ao se ver separadamente da mãe, consegue construir a sua própria identidade.

As pesquisas mais recentes revelam que além dos efeitos no psiquismo e no desenvolvimento de uma personalidade saudável a partir do exercício da função paterna, a saúde de modo geral também pode ficar comprometida se a criança não encontrar no pai essa função. A pediatra Melissa Wake, do Royal Children’s Hospital, em Melbourne, na Austrália, acaba de realizar uma pesquisa com quase 5 mil crianças entre 4 e 5 anos. Ela descobriu que a incidência de sobrepeso e obesidade na garotada em idade pré-escolar tem relação direta com a negligência dos papais. Por que isso acontece? Ninguém sabe ainda. “Aguardamos novas investigações para chegar a conclusões definitivas”, diz a especialista. “Mas a mensagem principal é que não devemos culpar só as mães pelos quilos a mais dos filhos”, afirma. Mesmo que elas sejam as responsáveis pela alimentação da garotada, como acontece em muitas famílias.

Assim, médicos e psicólogos dedicados ao estudo da psicossomática – área que tenta desvendar a interação entre a saúde psíquica e os problemas físicos – acreditam que os resultados da pesquisa australiana são prova contundente de que a figura paterna é importantíssima no desenvolvimento infantil. Então, faz sentido a idéia de que sua ausência esteja relacionada a transtornos alimentares, por exemplo, opina a psicóloga Maria Rosa Spinelli, da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (ABMP). “Décadas atrás, a participação do casal no dia-a-dia das crianças, e não só a do pai, era muito maior”, ressalva a psicóloga Solange Lopes de Souza, da ABMP. Hoje em dia o tempo livre dos pais é dedicado mais para atividades de lazer em benefício próprio. “E o tempo é um fator que conta muito na qualidade da convivência”, assegura Solange.

E, diante das novas configurações familiares, em que tempo de sobra é artigo de luxo, é preciso estar cada vez mais atento para as necessidades da criançada. Por isso, papai, quando o moleque quiser brincar e você estiver lendo o jornal, pense duas vezes antes de deixar o filhote na mão. Um dia sem entender e atender os apelos infantis poderá transformar seu pequeno em um jovem problemático, ou doente, ou um obeso. Saiba que os momentos que vocês desfrutarem juntos – acredite – vão fazer a diferença.

Motivação (Por Maria de Lurdes Fontana)

A partir deste sábado, estaremos publicando semanalmente, os artigos da Maria de Lourdes Fontana, para os mais íntimos, a Dudy. Seja bem-vinda!

Motivação

MOTIVAÇÃOFunção caracteristicamente sensorial, a motivação recebe dos sentidos as informações e condições que suscitam, conservam e dirigem o comportamento de homens e animais.

Motivação é o conjunto de fatores que impulsionam o comportamento do ser humano ou de outros animais para a realização de um objetivo. Manifesta-se como resposta a estímulos internos e externos. Os motivos podem ser classificados em primários, ou básicos, que não são aprendidos e são comuns tanto aos animais quanto aos homens (fome, sede, impulso sexual etc.); e secundários, ou aprendidos, que diferem de animal para animal e de pessoa para pessoa (desejo de realização, de poder etc.).

Historicamente os filósofos identificaram nos desejos e necessidades do homem os elementos fundamentais da personalidade. Foi, porém, a aplicação das teorias de Charles Darwin que fez progredir o estudo da motivação.

Os pesquisadores descobriram duas importantes correlações entre as idéias de Darwin e a motivação: a primeira refere-se ao fato de que o homem, como membro do reino animal, é parcialmente governado pelos instintos de sobrevivência e reprodução; a segunda mostra que, a exemplo do que ocorrem com as características físicas, as características comportamentais humanas também podem ser analisadas do ponto de vista da evolução.

Finalmente pode-se dizer que a motivação é o fato gerador de vida e que depende de cada indivíduo a busca e a realização para dar valor à própria vida.

Um motivo + Ação = MOTIVAÇÃO.

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

A Causa Verde traz lucro para as empresas (Por Daniela Matos)

A Revista Guia Exame de Sustentabilidade de novembro de 2009 traz uma série de reportagens sobre SUSTENTABILIDADE apontando inclusive a empresa Walmart como “Empresa Sustentável do Ano”.

pilaresEntre as reportagens destacamos a entrevista realizada com o consultor americano Andrew Winston com o título “COMO LUCRAR COM A NOVA ECONOMIA”. Andrew destaca que as empresas que pretendem adotar políticas verdes devem em primeiro lugar entender que ecoeficiência não é custo! Ele destaca que a mentalidade ultrapassada de que a adoção de práticas ambientais custa caro deve desaparecer, mas que para isso ainda há muito que se fazer.

Algumas práticas de sustentabilidade são exemplificadas:

  • Adotar tecnologias energéticas mais eficientes e econômicas, e;
  • Mudar as estruturas físicas da empresa para aumentar luminosidade natural, reuso da água, etc.

Como diz Andrew o mais importante nesta busca para a ecoeficiência é que as empresas dêem pequenos e contínuos passos para a sustentabilidade ganhando assim o meio ambiente a empresa lucrando.

Treinamento: Operação de Estação de Tratamento de Efluentes – Novembro e Dezembro de 2009

Operação de ETENesta semana que se inicia estamos divulgando mais um treinamento aberto oferecido pela Evolutiva Centro de Desenvolvimento Profissional na cidade de Caxias do Sul / RS:

  • Operação de Estação de Tratamento de Efluentes

Clique neste na figura ao lado e obtenha informações detalhadas sobre este treinamento.

Teremos uma turma, nos dias 30 de novembro, 01, 02, 03 e 04 de dezembro.

Maiores informações entrem em contato pelo telefone (54) 3025 2333 ou pelo e-mail evolutiva@evolutivadesenvolvimento.com.br.

Escolha Conjugal & Escolha Afetiva (Por Patrícia Prigol)

Muitos casais procuram ajuda por manifestarem conflitos na sua relação conjugal. Entende-se, aqui, a “relação conjugal” como sendo qualquer relação que se caracteriza pelo desejo manifestado de uma união entre os pares. A busca de auxílio nesta área resulta, muitas vezes, na observância da interferência (declarada ou implícita) das figuras parentais e da posição que o cônjuge possivelmente ainda ocupa em sua família de origem. É exatamente aí que reside a maior dificuldade apresentada por muitos casais que se sentem invadidos em sua privacidade e, com isso, não autorizados a viver, de fato, uma relação afetiva com o seu parceiro. Uma das possíveis causas é o vínculo que ainda se mantém com as famílias de origem numa relação de dependência ou subserviência (sujeição).

Outro exemplo é quando os pais do casal, numa relação disfuncional, mantêm seus filhos aprisionados e a serviço de suas motivações, muitas vezes, inconscientes. Como não se trata de uma avenida de mão única, podemos também compreender que os filhos – nesta posição – acreditam obter, obviamente, ganhos secundários. O “pagamento” ou o ganho secundário pode vir através da busca do amor e do reconhecimento de sua função na tríade estabelecida. Na verdade, permanecem nesta condição tentando ocupar um lugar na família buscando sentimento de pertencimento e inclusão. Entretanto, a frustração por não conseguirem tal feito torna-se inevitável.

Freqüentemente me deparo com filhos que vivenciaram fortemente o sentimento de rejeição e a falta de validação de uma das figuras parentais (pais), causando-lhes sérios problemas de auto-estima e insegurança. Colocam-se a serviço da neurose conjugal de seus pais na tentativa de reparar a rejeição, acreditando obter a atenção, o amor e o reconhecimento através do desempenho demonstrados na tríade.

O fato é que tentar constituir uma nova família mantendo-se aliançado a outra, implica na dificuldade de entregar-se na relação que pretendem dar continuidade. É preciso, contudo, divorciar-se dessa dinâmica familiar para poder assumir a relação desejada. E para que este divórcio possa acontecer, os filhos precisam entrar em contato com o “real”, enxergando suas famílias e as relações mantidas como são de fato. Todavia, enxergar os pais reais – e não àqueles idealizados – também pode levar a um sofrimento emocional por perceberem a trama a qual foram envolvidos ou permitiram que assim fosse.

Para divorciarem-se das famílias de origem é necessário entrar em contato com a própria rejeição que sofreram e o lugar que nunca ocuparam na família. Dizer não a estes papéis de sujeição e anulação também pode trazer alívio e uma nova possibilidade de se relacionar consigo mesmo e com o outro. Do contrário, os filhos permanecerão alvo de manipulações e chantagens emocionais originárias de seus antepassados. Há, portanto, apenas uma saída: enxergar sua verdadeira função na família de origem, fazendo a escolha mais adequada que diz respeito aos seus verdadeiros desejos e as suas reais necessidades, visando assegurar a concretização de seu Projeto de vida.

Cabe destacar que nem sempre essa tarefa – que consiste na separação-individuação – é tão simples assim de se cumprir. Muitos precisam de auxílio terapêutico para que o resultado seja alcançado.

Diva[5]Também é importante destacar que existe diferença entre escolha conjugal e escolha afetiva. Normalmente a primeira escolha é muito mais racionalizada (em busca do par ideal) enquanto na segunda a escolha se mostra muito mais fundamentada no afeto do casal. Obviamente que a primeira escolha implica num risco alto para o casal, já que a mesma se mostra parentalizada, ou seja, baseada em figuras parentais substitutas na tentativa de suprir as carências do passado. Não obstante, os casais mais conscientes, quando se deparam com o contrato firmado numa relação de parentela, acabam por sofrer a dolorosa falta em relação ao desejo de estabelecer uma relação homem-mulher de fato. O filme baseado no livro “Divâ”, de Martha Medeiros, mostra bem essas duas facetas no processo da escolha conjugal. A personagem Mercedes arrepende-se de ter casado com um “pai-substituto” e vai em busca de novas aventuras. Vale a pena conferir!

De tudo, resta-nos o alento de sempre encontrarmos uma saída para os nossos dilemas, buscando, sobretudo, o nosso bem-estar e a nossa realização pessoal.