A Relação do Homem com os animais pode representar um ganho na qualidade de vida das pessoas? (Por Patrícia Prigol)

untitledNunca se falou tanto em qualidade de vida como nos últimos tempos. Por esta razão, pesquisas científicas mostram que uma das alternativas encontradas para aliviar a tensão e promover qualidade de vida tem sido a convivência com os animais. Já existem, inclusive, algumas técnicas desenvolvidas por profissionais da área da saúde que visam aprofundar essa experiência de humanos interagindo com animais na busca do bem-estar e da satisfação das necessidades emocional-afetivas. O resultado dessas pesquisas revela que o convívio com animais é altamente benéfico.

A técnica desenvolvida, cinoterapia (terapia facilitada de cães) teve origem, aproximadamente, no século XVIII, na Inglaterra, onde foi descoberto que a presença do animal traz benefícios psicológicos, pedagógicos e sociais ao paciente, principalmente às crianças, pois o convívio com cães exerce efeitos benéficos no comportamento afetivo.

Sabe-se que, devido ao padrão de vida atual, muitos pais têm trabalhado fora durante o dia inteiro. Até mesmo a mulher, que antes cuidava da casa e da criação dos filhos, cada vez mais ganha espaço no mercado de trabalho, não tendo mais tanto tempo para o convívio diário com seus filhos. Atualmente os pais podem ficar absorvidos demais no frenesi da vida cotidiana para proporcionar aos filhos toda a atenção que eles precisam. Portanto, o estudo sobre o tema é de suma importância devido ao cenário atual, do mundo contemporâneo, em que as pessoas têm seu tempo cada vez mais limitado e o ritmo de vida cada vez mais estressante, levando-as a apresentar problemas de ordem psicológica.

Contudo, todos os avanços da ciência mostram que o convívio com outros animais que não somente o cão é considerado um dos melhores recursos terapêuticos. Os animais domésticos passaram a ser considerados importantes na sociedade por oferecer apoio emocional às pessoas. Para comprovar esta relação, foram realizadas diversas pesquisas científicas, obtendo várias informações relevantes para a Psicologia. Por exemplo, em 1999, Karen Allen (apud FARIA, 2004) cardiologista da Universidade de Nova York, agrupou 48 corretores do mercado financeiro (homens e mulheres) que apresentavam altos níveis de pressão arterial e estresse. Metades deles, escolhidos ao acaso, receberam um cão ou gato e passaram a morar juntos. Após um semestre o grupo “tratado” com animais de estimação tinha pressão arterial normal e o estresse reduzido à metade. Outros autores pesquisaram a sobrevivência de enfartados coronários possuidores ou não de animais de estimação. Nessa pesquisa, eles analisaram 92 pessoas. Destas 53 possuíam animais de estimação incluindo cães; neste grupo foi alcançado o índice de sobrevivência de 94%, após o infarto. No restante do grupo, que não possuía animais, o índice obtido caiu para 71%. Nos idosos, sabe-se que o animal proporciona a melhora da auto-estima devido ao contato físico e ao despertar do senso de responsabilidade. Pelo fato de terem que cuidar do bicho, as pessoas mais velhas passam a se sentir úteis. A introdução de animais em asilos é uma boa forma de recreação e socialização. (LIMA, 2005). Em muitos lugares, os animais são usados na recuperação de doentes, convalescentes e até presidiários. Na Europa, 30% das terapias de recuperação utilizam animais. Em San Francisco, nos Estados Unidos, existe um programa em que cães e gatos oferecem conforto a pacientes terminais de AIDS.

Podemos dizer, entretanto, que a relação das pessoas com seus bichos de estimação tornam-se danosa quando, por alguma necessidade, substituir outros vínculos que deveriam fazer parte de seu convívio. Significa afirmar que é hora de procurar ajuda psicológica quando não for mais possível estabelecer com outras pessoas uma relação afetiva e de convivência satisfatória, tentando compensar esta falta por meio dos animais. Tudo em excesso faz mal a saúde. Se os animais de estimação tomarem o lugar de outros vínculos que a pessoa deveria cultivar, de outras aquisições que deveria fazer, algo errado estará sendo sinalizado e a pessoa deverá ser encaminhada para ajuda psicológica ou para ajuda médica.

TreviPlam Engenharia tem seu Sistema de Gestão recertificado pelo SiAC – Nível A do PBQP-Habitat e pela NBR ISO 9001:2008!

Hoje, quinta-feira, em Santa Cruz do Sul / RS, depois de três dias de auditoria externa, nosso cliente TreviPlam Engenharia Ltda. Obteve para o seu Sistema de Gestão a recomendação / recertificação pelo SiAC – Nível A do PBQP-Habitat e upgrade pela NBR ISO 9001:2008.

Os serviços de auditoria externa foram realizados pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) com a condução da competente e experiente auditora, a Enga Helga Ferreira Martins (clique aqui), este profissional também atua com o BSI Certificadora de Sistemas de Gestão da Qualidade.

Ficamos muito contente em ter participado desta conquista!

Todas as áreas e obras foram auditadas nestes três dias (vide imagens, logo abaixo), sendo que nenhuma não-conformidade foi detectada!

Slide1Slide2

Slide3

A história da TreviPlam Engenharia esta intimamente relacionada com a trajetória de trabalho, persistência e paciência dos seus sócios e irmãos, os engenheiros civis João Luiz Trevisan e Pedro Paulo Trevisan.

A empresa possui a seguinte Política da Qualidade

screenshot005

À todos os profissionais, colaboradores e sócios que participaram desta conquista, agradecemos pelo apoio e comprometimento para com a empresa e seus objetivos da qualidade!

5 Lições de Segurança da Informação – Parte 3 (por Greg Shipley, Tyler Allison e Tom Wabiszczewicz)

Quebramos a lei do silêncio sobre brechas de dados para mostrar como agem os agressores – e como você pode impedí-los

Dando continuidade ao post anterior, segue as outras 2 últimas lições de Segurança da Informação:

4 – Confie, mas verifique

A quarta lição é simples, mas muitas vezes esquecida: revise sistemas terceirizados. Como mostra nosso exemplo de ponto de venda, segurança que combina diligência deve ser realizada por uma equipe interna ou por uma empresa de segurança de aplicativo terceirizada. Não se esqueça dos frutos mais baixos, mude as senhas padrão.

5 – Previna acidentes

Por fim, geralmente lidamos com empresas em que a equipe de TI destroi evidências, seja com ou sem intenção, ao reconstruir sistemas, apagar discos, limpar seções de banco de dados ou dar acesso aos sistemas comprometidos à terceiros. Isso tudo torna mais difícil encontrar o problema e pode destruir ou comprometer evidências que poderiam ser usadas em processos criminais.

Mantenha-se nos procedimentos básicos – nem que sejam tão básicos quanto “não fazer nada antes de checar o procedimento para resposta a incidentes”. Existem muitos materiais gratuítos, desde o guia NIST 800-61 até as orientações do guia “If Compromised” (“Se comprometido”) do Visa. Ambos os documentos pode ser encontrados facilmente em uma busca na web.

As brechas na segurança causam muitos problemas para as empresas e para os profissionais de TI envolvidos, mas o silêncio não é sempre a melhor opção. Remover o véu dos erros comuns ajuda as empresas a entender o que estão enfrentando.

Use a contabilidade a seu favor (Por Volnei F. de Castilhos)

“No mundo temos várias linguagens, porém a linguagem do mundo dos negócios é a contabilidade”.

Receitas – Despesas = Lucro ou Prejuízo

vs_contabilidade06Não existe gestão de uma empresa sem uma boa contabilidade. É ela que permite avaliar o resultado real da empresa. Se houve lucro, ótimo; se houve prejuízo é a contabilidade que poderá responder a algumas questões: Quais são as causas? Quem gastou a mais no mês do planejado?  Foram as vendas que não reagiram?

Uma boa contabilidade mostrará a evolução do patrimônio da empresa e se todas as operações realmente estão gerando lucro. Pois sem lucro a empresa perde a capacidade de investimento e pode ter sérios problemas com a Gestão do Capital de Giro (assunto que já foi publicado em outro artigo).

A importância da contabilidade na gestão é tão grande para qualquer empresa, independente do seu tamanho, que Dom João VI, em 1808, ao chegar ao Brasil disse: “Quero que minha real fazenda seja adotado e praticado o método contábil adotado universalmente para registrar e apurar os resultados  através das partidas dobradas”.

“A contabilidade nos dias atuais exerce um papel de vital importância na gestão da empresa, desde para cumprir as exigências legais impostas pelo Fisco, até mostrar o retorno do investimento feito pelo acionista. É necessário desvincular a visão que a contabilidade serve somente para pagar impostos. Podemos usá-la na boa gestão da empresa”, afirma o Volnei F. de Castilhos, consultor de empresas e mestre em Finanças pela UFRGS.

Foi-se os dias onde as decisões poderiam ser tomadas somente pela intuição ou avaliando o desempenho do passado. Hoje, uma boa contabilidade é o sustentáculo para o sucesso do negócio, reforça o professor.

A contabilidade se constitui no coração da empresa. É o melhor sistema de informações para o empresário acompanhar suas despesas e receitas, capacidade de investimento, que medidas adotar para recuperar a empresa ou indicar o que pode ser melhorado. As empresas de sucesso no mundo dos negócios não cansam de falar em seus pronunciamentos para o mercado sobre a importância de ter uma boa contabilidade, bons controles e uma visão de futuro do negócio.

Os balanços, a partir da estabilização da moeda, demonstram a real situação das empresas. Portando é imprescindível que o pequeno e médio comerciante tenha como seu grande parceiro um profissional contábil atualizado e ético para lhe mostrar o desempenho do seu negócio. A evolução mensal dos gastos, quanto os custos representam sobre o faturamento da empresa, quanto às despesas financeiras estão representando sobre o faturamento, qual o volume de custos fixos, porque se gastou mais nessa despesa sem ter uma previsão orçamentária, porque nossas receitas vêm caindo mês a mês e que medidas devemos tomar para não aumentarmos nossos custos?

Também o melhor planejamento tributário de uma empresa pode ser feito por uma boa contabilidade, avaliando-se as alternativas legais para reduzir a tributação. São algumas análises básicas e fundamentais para monitorar o comportamento das principais despesas que o empresário precisa acompanhar para não afetar o seu capital de giro. Recomenda-se que o pequeno comerciante que nunca usou os benefícios da contabilidade que não perca mais tempo e comece hoje mesmo olhando seu Balancete Mensal, Balanço e Demonstrativo de Resultado.

A chave do sucesso está na gestão dos números. A contabilidade mostrará se o negócio está sendo rentável, se o mesmo deve ser reavaliado ou até fechado.

Dica de leitura: Introdução à Contabilidade – Alexandre Assaf e Adriana Maria Procópio de Araújo – Editora Atlas.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

Como obter Energia e Vigor para o ano todo – Parte 2 (Por Patrícia Prigol)

Continuando o post da semana passada, vamos continuar falando sobre como obter ENERGIA e VIGOR para o ano todo:

qualidade de vida

Programa de QVT (Qualidade de Vida): Como sobreviver nesta “Selva” chamada Modernidade?

  • Comece por uma atividade física que faça parte da sua rotina diária. Você pode começar com uma consulta ao médico (especialista) em busca de uma avaliação da sua condição física. Não se esqueça de considerar seus gostos e interesses na hora de escolher a atividade física que melhor irá atender as todas as suas necessidades. Lembre-se que corpo e mente devem estar em sintonia, caso contrário, você não sustentará a escolha feita.
  • Procure intercalar a atividade física com atividades de relaxamento. Lembre-se: o cérebro precisa descansar. Para tanto é fundamental alongar o corpo e a mente diariamente. Alongar a mente? Sim, sua mente também precisa de descanso e relaxamento. Pratique diariamente meditação ou alguma atividade que auxilie a relaxar e limpar sua mente dos pensamentos e preocupações diárias. Esse exercício deve durar, pelo menos, 15 minutos.
  • Colocar corpo, cérebro e mente para descansar e “recarregar as baterias” significa se dar o direito de tirar uma boa soneca de, no máximo, 30 minutos durante o dia, preferencialmente após o almoço. É excelente para uma boa digestão e revigora suas forças para a segunda e a terceira etapa do dia. Procure um ambiente acolhedor para ficar bem “na sua presença” e lhe ofertar o descanso necessário. As empresas modernas já disponibilizam aos seus funcionários esse tipo de atividade e ambiente. Se o seu ambiente de trabalho não oferece essas condições, compre um colchonete e um travesseiro e leve para um espaço privativo. E relaxe! Sua saúde é sua responsabilidade!
  • Uma boa alimentação é fundamental para manter a qualidade de vida, a energia no dia-a-dia e fortalecer sua imunidade. Se precisar, busque orientação nutricional. Lembre-se que a mudança deve acontecer de dentro para fora! Isso para que você possa sustentar os resultados que pretende alcançar. Não basta conquistar a mudança, é preciso consolidá-la. Caso contrário, vira um clichê, tipo: “Minha dieta começa na segunda-feira ou a partir de 2010”.
  • Quebre a rotina possibilitando situações novas, mesmo que ocupem um curto espaço de tempo no seu dia. Quebrar a rotina, “sair da programação” pode surpreender seu cérebro e ajudar muito a recuperar sua capacidade criativa e as funções mais complexas, restabelecendo, com vigor, o foco nas tarefas desempenhadas.
  • Além de descansar o corpo, a mente e o cérebro, é imprescindível aprender a enfrentar o “novo”, o “desconhecido”. Um dos itens mais importantes na prevenção do stress é desenvolver a capacidade de adaptação à realidade. Significa aprender a lidar com as expectativas que depositamos no outro, seja este “outro” o trabalho, a família, os afetos, a sociedade, admitindo nossas fraquezas, fragilidades, limitações e, então, exercitando o perdão, sendo mais flexível e tolerante às frustrações inerentes a condição humana.
  • Se necessário, dispense relações disfuncionais! Assim como faxinamos nossa casa, nossos armários e gavetas. De tempos em tempos, pode ser interessante rever as relações que estabelecemos e, então, começar a faxina! Principalmente quando estiver mantendo relações desgastantes ou falidas há um bom tempo. Àquelas que somente destroem sua capacidade criadora, dispense-as! Se precisar de ajuda, inicie uma psicoterapia visando alcançar uma mudança de postura frente a esta realidade.
  • Busque o autoconhecimento. É preciso conhecer a si mesmo para poder fazer escolhas mais adequadas.
  • Procure manter noites bem-dormidas, aquelas em que você mesmo prepara o seu banho, o seu chazinho caseiro, a sua cama e o seu “cobertor de orelha”. Pratique sexo seguro, mas pratique sexo! Sexo realmente faz bem à saúde.
  • E o lazer? E as férias? E o encontro com os amigos, com a família, com as pessoas que amamos? É claro que é fundamental preservar este tempo para atender as necessidades psicológicas: de afeto, de estima, de pertencimento, de acolhimento, de aprimoramento no campo dos relacionamentos e de crescimento pessoal, além de contribuir efetivamente para o aumento da “rede de relacionamentos”. Somos seres gregários por natureza. Não podemos viver em ilhas. As trocas que fizemos com as pessoas podem trazer grandes aprendizados.
  • E acima de qualquer ganho econômico é bom perguntar a si mesmo, repetidas vezes durante o ano: “Afinal, quanto vale a minha vida?” “Quanto vale a minha saúde, o meu bem-estar, a minha felicidade?”.

Talvez devêssemos começar fazendo uma retrospectiva, avaliando e considerando o tempo que dedicamos à nossa pessoa e às nossas reais necessidades. E a última dica: escreva seu nome na sua agenda semanal. Assuma o compromisso da assiduidade e da responsabilidade para com a sua vida. O resto é mera conseqüência!

Dica de Filme – O Poderoso Chefão – Parte II

Poderoso chefão II

Na tentativa de realizar um trabalho tão competente e não menos impecável, Francis Ford Coppola entregou uma obra muito mais complexa, mas não abriu mão do escopo tenso e vigoroso de cenários e personagens que conquistou o mundo pela excelência apresentada na primeira parte da trilogia. A rigor, Coppola seguiu a mesma cartilha, mas inseriu fatos históricos reais e falou ainda mais sobre o amor pela família. No entanto, na arriscada opção de carregar duas histórias paralelas, apesar de acertar na montagem, Coppola deixou-as sem isometria alguma, deixando claro que teve problemas sérios com a montagem paralela.

Ademais, Coppola e companhia preparam inúmeras inovações para esta continuação do original. O diretor, por exemplo, investiu numa teia com maior número de personagens importantes, apostou novamente nas longas tomadas e ampliou o espaço de improviso do elenco. O roteiro, desta vez, tem mais o carimbo do autor do livro, Mario Puzo, do que o do próprio diretor, mas mantém a construção dramática com perfeição, arriscando-se um pouco mais ao apresentar novos personagens. O Poderoso Chefão – Parte II possui, dentre seus maiores méritos, a ousada e belíssima fotografia de Gordon Willis, novamente procurando por novas e inovadoras alternativas, criando uma atmosfera ainda mais obscura e utilizando abundantemente tomadas em contraluz.

poderoso_chefao2_02

Tudo é claramente construído com o intuito de agravar e acentuar a trajetória icônica de Michael Corleone, um verdadeiro líder de grupo, que toma conta de tudo com voz e autoridade, ganhando respeito e confiança de todos. Obviamente falamos aqui de um homem que agia fora da lei, mas que evidentemente trabalhava seguindo rigorosos códigos éticos para o bem de sua família. Fazendo uma analogia, podemos mudar a família Corleone por uma organização. Michael é o centro de tudo, o superior que dita às coordenadas do grupo. Em meio a percalços, naturais a todo tipo de trabalho coletivo, o famíia Corleone vai evoluindo em sua “missão”, munida de muita organização e empenho – claro, com medidas explicitamente incorretas.

Como todo bom líder, Michael ensina, motiva, acompanha, sugere, inspira. O líder é o parâmetro de trabalho que os elementos da equipe buscam se espelhar, e Michael Corleone desempenha uma importante função neste sentido – novamente frisando, através de métodos política e eticamente incorretos. Líder não é quem manda, é quem auxilia quem ensina sua forma de trabalho, sua visão, para que, assim, o grupo consiga se adequar.

5 Lições de Segurança da Informação – Parte 2 (por Greg Shipley, Tyler Allison e Tom Wabiszczewicz)

Quebramos a lei do silêncio sobre brechas de dados para mostrar como agem os agressores – e como você pode impedí-los

Dando continuidade ao post anterior, segue as outras 2 lições de Segurança da Informação:

2 – Complemente com controles secundários

Controles secundários como firewall interno, criptografia ou software de monitoramento de banco de dados podem ajudar as equipes de seguranças emitindo avisos ou impedir ataques quando os agressores contornarem os controles primários. 

Infelizmente, raramente vemos implementação eficaz de controles secundários. 

Por exemplo, existem empresas que distribuem uma linha complementar de firewalls dentro da rede para isolar melhor sistemas críticos, o que é uma prática que encorajamos, no entanto, é comum encontrar firewalls internos com configurações de política falha que simplesmente permitem tráfego total, ou com regras complicadas que ninguém entende por falta de documentação. Nós tivemos alguns casos em que o firewall interno teria impedido o ataque se tivesse sido configurado corretamente.

As empresas inteligentes irão identificar onde podem usar segmentação para isolar melhor sistemas ou dados confidencias e críticos, e criarão controles de sistemas secundário e terciário baseados na segmentação. É perguntando “O que nos prejudicaria mais caso fôssemos comprometidos?” Então, os fabricantes podem adicionar camadas de segurança ao redor de sistemas que armazenam designs de produtos e linhas de controle. Um serviço pode segmentar sistemas de controle. Um processador de pagamento ou comercial deve ser focado no sistema que processa pagamentos.

Mas não pare após implementar os controles secundários e esqueça-os. Tome cuidado com as políticas que facilitam operações gerais, mas neutralizam absolutamente os valores do controle para redução de riscos. Configure, documente e monitore esses controles. Dedique recursos para examinar os relatórios desses sistemas de controle com freqüência e observe mudanças ou atividades anormais. 

Se feito certo, esses controles complementares podem te salvar; se feito errado, prejudicam o ambiente enquanto oferecem uma falsa sensação de segurança. 

3 – Conheça seus limites 

A terceira lição é entender os limites do seu sistema de segurança. Nós temos antivírus, firewalls, sistemas de detecção de intrusos em redes e hosts, autenticação, ICP, VPNs, NAC, rastreador de vulnerabilidades, ferramentas de prevenção de perda de dados, informação de segurança, plataformas de gerenciamento de eventos – e mesmo assim, as brechas ainda resistem. 

Isso porque os controles não acompanham os progressos dos agressores. Nós trabalhamos em vários casos em que sistemas com antivírus completamente atualizados falharam e não detectaram cavalos-de-tróia ativos, key loggers e sniffers (farejadores). Muitos dos ciclos de desenvolvimento de assinatura de antivírus ainda funcionam com base em uma suposição antiga de que um pedaço de malware vai se espalhar e permitir que o desenvolvedor tome consciência dele e construa uma nova assinatura. Os agressores usam pacotes para esconder o malware dos antivírus. 

Rastreadores de vulnerabilidade também não estão em dia com as novas vulnerabilidades e não podem rastrear os aplicativos de forma eficaz. Detecção de intrusos e prevenção sofre do mesmo mal que os antivírus. 

O que a equipe de TI deve fazer? Para começar, identifique o nível de segurança de uma tecnologia – e só. Não espere que seu antivírus encontre malware comum. Use rastreadores de vulnerabilidade apenas como um teste secundário para garantir que seu sistema de gerenciamento está funcionando. Acredite que seu firewall irá bloquear scans automáticos, mas que um agressor habilidoso conseguirá ultrapassar a área protegida. 

Sistemas de detecção de intrusos e prevenção podem ser úteis às vezes, mas descobrimos que os dados de Netflow do roteador e os relatórios das permissões do firewall oferecem uma visão melhor do caminho percorrido pelos agressores e ajudam a medir a extensão da brecha. 

Do ponto de vista operacional, considere implementar tecnologia de gerenciamento de eventos para entender a atividade dos sistemas múltiplos ou, pelo menos, implemente gerenciador centralizado de relatórios para ajudar a pesquisar, revisar e armazenar relatórios. 

Considere também a habilidade e a motivação do seu adversário e quais controles podem ser necessários para detectar sua presença. Entender sua capacidade é extremamente importante. 

No próximo post, continuaremos apresentando as outras 2 lições aprendidas.

A importância de Custos na Gestão das Empresas (Por Volnei F. de Castilhos)

crisefinanceira2A função de Custos dentro das empresas viveu duas fases no Brasil. A primeira fase até o ano de 1994 e após com a estabilização da moeda.

Até o ano de 1994 era comum observar-se nas empresas a forma de fazer custos era arbitrária, onde se apurava o valor do “possível” custo de fabricação ou o preço de aquisição no comércio, e multiplica-se por 2,00, por 3,00, ou por 4,00 sem levar-se em conta se o cliente tinha condições de pagar esse preço ou não.

O pensamento em muitos segmentos empresariais não era ganhar no negócio principal da empresa e sim buscar ganhos fora da realidade no mercado financeiro, aplicando o dinheiro. 

Essa fase do Brasil, fez com que o País não se preocupasse com gestão e planejamento. 

Até esse momento, a inflação escondia a incompetência da gestão das empresas e a tradicional fórmula de fazer custos era: PREÇO DE VENDA = CUSTO + MARGEM DE LUCRO.

O nosso país até então pouco acostumado com gestão, planejamento e a ter bons controles no dia a dia não tinha uma visão do quanto é importante ter um custo correto.

Com a estabilização da moeda, a partir do Plano do Real em 1994, ter custos corretos para formação de preço de venda tornou-se imprescindível para ter a rentabilidade do negócio.

Porém, na gestão empresarial os executivos se defrontam com o desafio da gestão estratégica de custos num cenário cada vez mais competitivo.

E esse cenário transformou-se na maior parte dos ramos de atividades a quebra do paradigma de custos, onde o MERCADO inverteu a tradicional fórmula de custos para determinar que o PREÇO de VENDA na maioria das situações seja determinado pelo MERCADO e a margem de lucro seja incluída não pela margem de lucro pretendida e sim “O QUANTO O MERCADO PODE PAGAR “.  

Para a pequena ou média empresa nos dias atuais a importância de gerenciar corretamente seus custos tornou-se função primordial para a sobrevivência do negócio.

Nas indústrias os departamentos de engenharia desenvolveram a viabilidade dos produtos antes do seu lançamento e inclusive tentando prever o ciclo de vida dos produtos. 

Nos dias atuais o pequeno empresário defronta-se com a concorrência desleal, com o mercado informal e caso não tenha um preço competitivo para atuar no mercado poderá ter sérios problemas na gestão.

Além de calcular corretamente seus preços de vendas e não ficar fora da competição global, todas as empresas precisam diariamente pensar no que fazer no seu negócio para reduzir custos.

As margens de lucro estão cada vez menores e a estrutura para uma empresa se manter no mercado e atender todas as exigências legais é cada vez maior.

Os concorrentes até então locais, hoje são internacionais. Encontram-se produtos de qualidade razoável com preços às vezes inexplicáveis.

A escolha do regime tributário adequado também exerce relevante importância na gerência de preços.  Num país onde carga tributária é uma das maiores do mundo, saber se o Lucro Real, Presumido, Arbitrado ou o SUPERSIMPLES é a melhor opção torna-se vital para apurar custos.

Ao deparar-se com problemas de margem de lucro, em muitas situações o gestor pensa em aumentar o faturamento para melhorar resultado. Caso seus custos estejam incorretos ao invés de melhorar a rentabilidade o mesmo estará aumentando o prejuízo.

A preocupação com os custos variáveis e a evolução dos custos fixos de qualquer empresa, deve ser uma preocupação diária na gestão das empresas.

Uma das maiores implicações dos custos fixos reside nos critérios adotados para sua alocação aos preços de venda gerando, na maioria das vezes, enormes distorções e perda de competitividade, quando rateados de modo inadequado.

O acompanhamento da evolução dos custos gerais das empresas deve ser feita de forma permanente, pois a rapidez da tomada de decisão no mercado torna-se um fator diferencial para a empresa. 

Também deverão ser observados os fatores mercadológicos na formação dos preços e o volume de capital de giro necessário para criar políticas diferenciadas de preços.   

Dica de leitura: Contabilidade de Custos – Eliseu Martins – Editoria Atlas.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

Como obter Energia e Vigor para o ano todo – Parte 1 (Por Patrícia Prigol)

Você sabe o que é “stress”?

stress_oneÉ uma reação normal e esperada do organismo que se coloca em “prontidão” ou em estado de alerta na tentativa de enfrentar a situação que se apresenta de forma ameaçadora ou conflitante.

Desde os tempos antigos nossos ancestrais já experimentavam uma grande quantidade de adrenalina, hormônio produzido em excesso por conta das ameaças sofridas.

Quando nos sentimos ameaçados, uma espécie de dispositivo é acionado pelo cérebro que acaba por preparar todo o organismo para enfrentar a realidade.

A necessidade de adaptação do homem ao ambiente se dá por meio de um arsenal químico que altera inúmeras funções no organismo produzindo a “sensação de stress”. Essa sensação é experimentada através do aumento da pressão arterial, taquicardia (quando o coração bate aceleradamente), sudorese (aumento do suor), queda da temperatura (especialmente mãos e pés), enfim, quando o organismo altera seu equilíbrio e seu metabolismo na tentativa de eliminar o conflito.

A diferença que encontramos entre o homem do passado e o homem da atualidade é que os nossos ancestrais viviam “queimando os excessos produzidos pelo organismo”, eliminando as toxinas. Essa era a saída encontrada, o que implicava em constantes fugas e em atividade física permanente.

O homem moderno é sedentário por natureza. São poucas as pessoas que conseguem permanecer num programa de qualidade de vida que envolva, por exemplo, atividade física regular. Hoje, lutar pela nossa sobrevivência é planejar nosso futuro com responsabilidade e sabedoria, entendendo que as escolhas que fizemos podem determinar o rumo da nossa história. 

Na semana que vêm, continuamos este assunto!

Boa semana para vocês!