O Fluxo de Caixa na Gestão Financeira (Por Volnei F. de Castilhos)

cash_flowPara o bom andamento de qualquer negócio, a saúde financeira é o ponto primordial para o sucesso. Saber vender, ter uma boa política de crédito, calcular o preço de venda correto e planejar a gestão financeira é essencial e para isso toda a empresa precisar ter um fluxo de caixa.

O que é o Fluxo de Caixa?

O Fluxo de Caixa é o instrumento essencial para a administração do disponível e sucesso da empresa, em termos de planejamento e controles financeiros. É o instrumento mais preciso e útil para levantamentos financeiros a curto e longo prazos. Essa ferramenta permitirá a um pequeno, médio ou grande empresário ter uma visão clara da época em que ocorrerão os recebimentos e pagamentos de caixa, através da projeção das entradas e saídas, decorrentes da atividade operacional da empresa para o período desejado.

Para honrar suas obrigações com terceiros, o empresário precisa saber se na data do vencimento terá dinheiro disponível para saldar o compromisso. O gestor financeiro no dia a dia estará voltado para o disponível, ou seja, os saldos de caixa, bancos, aplicações financeiras e para suas exigibilidades (pagamentos de fornecedores, salários, impostos e demais obrigações).

O fluxo de caixa consiste na representação dinâmica da situação financeira de uma empresa, considerando todas as fontes de recursos e todas as aplicações em itens do ativo. É o instrumento de planejamento financeiro que corresponde às estimativas de entradas e saídas de caixa em certo período de tempo projetado.

Entre os objetivos básicos do fluxo estão:

  • Facilitar a análise e o cálculo na seleção das linhas de crédito a serem obtidas junto às instituições financeiras;
  • Programar os recebimentos e pagamentos de caixa de forma criteriosa, permitindo determinar o período em que ocorrerá a carência de recursos ou quando haverá sobras para poder aplicar no mercado financeiro;
  • Permitir o planejamento de desembolsos de acordo as melhores datas de recebimentos de recursos;
  • Proporcionar a comunicação entre os vários departamentos da empresa para verificar a melhor hora de fazer gastos ou investimentos;
  • Planejar as necessidades nos períodos de atividades sazonais da empresa;
  • Fixar o nível de caixa, em termos de capital de giro;
  • Auxiliar na análise dos valores a receber e estoques, para que se possa julgar a conveniência em aplicar nesses itens ou não;
  • Estudar um programa saudável de empréstimos ou financiamentos, e;
  • Analisar a viabilidade de serem comprometidos os recursos pela empresa.

Causas da falta de recursos nas empresas:

  • Expansão descontrolada das vendas, implicando um maior volume de compras e custos pela empresa;
  • Insuficiência de capital próprio e utilização de capitais de terceiros em proporção excessiva, em conseqüência, aumentando o grau de endividamento da empresa;
  • Ampliação exagerada dos prazos de vendas pela empresa, para conquistar clientes;
  • Aquisições de compras em volume desproporcional ao volume de vendas projetadas, exigindo maiores disponibilidades de caixa;
  • Diferenças acentuadas nos prazos de recebimentos e pagamentos em função dos prazos de vendas e compras;
  • Baixa rotação dos estoques e nos processos de fabricação;
  • Altos custos financeiros com bancos devido a falta de planejamento, aumento de inadimplência  ou descontrole nos gastos;
  • Custo fixo desproporcional a estrutura da empresa,e;
  • Financiamento de imobilizados com recursos do capital de giro da empresa.

Em mais uma crise de Mercados Internacionais a palavra de ordem foi “CAIXA FORTE e CORTAR CUSTOS sem REDUZIR INVESTIMENTO”.  Como estamos se aproximando do final do ano novamente, no período em que estamos revisando nossos planejamentos, precisamos pensar em fortalecer o FLUXO DE CAIXA para 2010.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

80 anos de sabedoria (Por Patrícia Prigol)

IMG_6592Normalmente escrevo sobre temas relacionados à Psicologia. Contudo resolvi abrir um espaço, nesta coluna, entendendo que ao escrever sobre a experiência de vida de uma pessoa que completará 80 anos, pode nos servir de um exemplo que ilustra as mudanças comportamentais vividas na maturidade. Com o aumento da perspectiva de vida, uma nova identidade social vem sendo construída nas últimas décadas promovendo a inclusão de pessoas da maturidade em todos os segmentos da sociedade. O exemplo de hoje se chama: Clari Ferraro. Sua sabedoria e simplicidade revelam as vicissitudes e os dilemas vividos por muitos:

Minha tia, tia Clari, vai completar 80 anos de vida em setembro do corrente ano. Fui surpreendida – embora não fosse surpresa alguma, por conhecê-la -, com alguns recados deixados na caixa postal do meu celular. Ao retornar a ligação, tia Clari anuncia: “Vou fazer 80 anos e você é minha convidada. Vou reunir parentes e amigos. Uma festa simples, na chácara. Não precisa se preocupar com o trabalho. O almoço vai acontecer num domingo. Não quero presente, quero a presença de todos. Meus filhos comentaram que eu deveria ir a um restaurante e comemorar lá o meu aniversário. Mas não concordei com a idéia. Gosto de dar a festa para os meus convidados. Há pouco tempo mudei de residência. Não moro mais numa casa, moro num apartamento e troquei muitas coisas velhas por coisas novas. Não tenho muito dinheiro guardado. Minhas reservas se foram. Na verdade gastei quase tudo nesta mudança porque queria coisas boas, de qualidade mesmo! Mesmo sem muita reserva em caixa vou dar esta festa. Então, está feito o convite. Te espero lá”.

É bom lembrar que a tia Clari vem comemorando seu aniversário há muitos anos. É algo que realmente lhe dá prazer.

Sabe aqueles momentos que você, por um segundo, um curto espaço de tempo, retorna ao passado e como num flash-back recorda todos os bons momentos vividos ao lado das pessoas que você ama? Lembrei dos meus avós paternos e do amor incondicional que experimentei através deles. Foi um momento nostálgico, mas cheio de boas lembranças e de muita saudade. Não podia deixar este momento ir embora. Então convidamos minha tia para almoçar na casa dos meus pais. Queríamos saber mais dessa emocionante história de vida. Aliás, essa é uma das fases mais bonitas e interessantes na vida das pessoas, pois elas não se preocupam com o que os outros vão pensar a seu respeito. Soltam a língua e o verbo, falam o que pensam e como se sentem, sem vergonha ou medo algum. Como era de se esperar, tia Clari levou os álbuns de fotografia para recordar os bons momentos e os momentos de grande superação. A história da tia Clari não foi nada fácil, não foi um “mar-de-rosas”. Embora ela soubesse, com enorme sabedoria, lidar com os espinhos para ficar com as rosas passou por momentos de grande turbulência. Neste momento, ao relembrar as passagens da tia Clari, tive a certeza absoluta da influência dessa família na minha formação e na minha escolha profissional. Fui construindo a psicóloga que sou hoje através da experiência vivida nesses vínculos e em outros também. Recebi, como legado desta família, o respeito e o amor ao próximo, sem distinção ou discriminação.

A lucidez da tia Clari, reflexo da consciência que tem a respeito de si mesma e do outro, se mantém intacta, regada a muita leitura, é bom que se diga, pois tia Clari lê muitos livros, o que faz com que sua capacidade perceptiva, sua inteligência racional e emocional sejam exercitadas, preservando as funções mais complexas de sua mente, mantendo-se não somente atualizada, mas tornando-a mais próxima da realidade da mulher na contemporaneidade.

Ah! Outro segredinho da tia Clari em relação a sua longevidade e alegria de viver? Sim, ela tem muitos amigos, conversa bastante, joga carta e “general”, faz crochê para pessoas carentes, mora sozinha apesar de ter um filho-vizinho que a acompanha sempre. Cuida das tarefas domésticas mesmo com séria deficiência nos joelhos e articulações. Lava sua própria roupa. Mantém tudo limpo e arrumado. É vaidosa. Vive com a unha pintada e batom na boca. É mãe e avó exemplar. Ajuda no enxoval dos netos e se diverte nas festividades da família.

Quem faz as compras da casa, o rancho? A tia Clari! Ela anda de ônibus, circula por tudo. De bengala, é claro! Só não sai à noite sozinha. Dorme tarde, normalmente depois da meia-noite, para poder assistir os programas de televisão que gosta. Adora uma partidinha de futebol, vibra como se estivesse no estádio. Briga com o juiz, chama ele de… (bem, deixa pra lá!). Tia Clari viajou muito. Durante mais de 10 anos excursionou e se divertiu nas viagens que fez. Agora está um pouco “caseira” embora participe das festas, dos chás beneficentes e das reuniões que promove em seu apartamento para um bom carteado!

O que dizer para uma pessoa que completará 80 anos e que serve de exemplo de vida para todos nós? Apenas uma simples frase, porém, repleta de amor e consideração: Parabéns tia Clari! Meu amor por ti e pela família Prigol será eternizado! E a todos que lêem a minha coluna, especialmente este artigo, é bom que se diga: existem pessoas que simplesmente passam pela nossa vida, outras deixam grandes ensinamentos. A vida da tia Clari exemplifica o que Carlos Drumont de Andrade escreveu um dia:

“A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”!

Os níveis da Consciência (Por Vicente Rubino)

RobertFuddBewusstsein17JhA cerca de um bom tempo, tinha interesse em iniciar uma seqüência de artigos, desenvolvendo uma “idéia” sobre a consciência!

As coincidências ou para mim os destinos, fizeram com que eu localizasse em minhas “caminhadas” pela internet, um artigo sensacional sobre os níveis da consciência, elaborado pelo meu amigo e colega de consultoria, o Vicente Rubino. Agradeço a ele, pois a partir deste artigo, irei iniciar o desenvolvimento de outros artigos, valeu Rubino!

Segue o link, para que possam acessar / desfrutar deste artigo!

As lições da Crise (Por Volnei F. de Castilhos)

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A crise gerou oportunidades?

Estamos iniciando o mês de setembro e qual foram as lições de mais uma crise?

  • Falávamos que o Caixa era o Rei! As empresas precisam ter um valor de capital de giro próprio para conseguir sair bem crise (vide artigo anterior, clicando neste link).  Mas, é somente nos períodos de crise que precisamos se preocupar com os nossos recursos?
  • Que Gestão de Pessoas tinha que ser estratégico. As pessoas nos ajudariam a pensar em alternativas para as vendas.  Pensemos só na crise que as pessoas precisam se preocupar com o talento humano ?
  • Que todos precisavam criar, reter e fidelizar CLIENTES. O Cliente é o Rei! Quer dizer que antes o cliente não era importante?  Que lá nas nossas empresas continuávamos atendendo mal e tudo bem.
  • Que vai sobreviver quem somente INOVA. Certo, mas nos planejamentos estratégicos as verbas para criar e melhorar os produtos atuais não eram importantes.
  • Que não poderíamos esquecer da Qualidade. Mas qualidade não precisa ser revisado diariamente nas empresas?  Sem qualidade não há clientes interessados em comprar nossos produtos. Os nossos colaboradores precisam estar preocupados em melhorar os processos e ter QUALIDADE SEMPRE, não somente nos momentos de crise. Mas o que fazer?  Quem não tem um programa formalizado o que fazer?  Busque um bom consultor. Às vezes dizemos que temos condições de fazermos sozinho, mas a prática mostra que num primeiro momento o profissional de fora é isento e as cobranças serão feitas com datas e planos de ações.
  • E os nossos custos?  Bom, custos como as áreas acima é estratégico. Você imagina estar aumentando faturamento e não estar sobrando dinheiro no caixa da empresa?  Além de controlar os custos internos, na formação do preço de venda, não podemos errar, pois o dinheiro da venda mal calculado gera falta de caixa.
  • Inadimplência Controlada.  Bom, isso significa que quando não tem crise podemos vender sem ter uma preocupação em avaliar bem a concessão de crédito.
  • E o Marketing?   Pode ser bem usado sempre. Quem são nossos clientes, qual  nosso foco?
  • Existe gestão sem uma boa Contabilidade?  Por que muitas empresas olham a Contabilidade somente para fins fiscais e deixam de aproveitar a contabilidade como instrumento de gestão. Não se esqueça de ter bons controles internos. Faça Planejamento Tributário.
  • E nossos investimentos em tecnologia, produtos novos e melhores processos?  Sabemos que é uma empresa é um conjunto de boas idéias e investimentos permanentes em melhorar tudo sempre.
  • A crise passou!  As lições de quem acompanhou as crises das décadas de 80, 90 e a década atual, e a crise que está chegando ao fim, foi a pior de todas?  A atual crise de confiança Internacional dos mercados foi maior que a das décadas de 80, considerada a década perdida.
  • A atual crise gerou muitas oportunidades de Mercado. Mas antes de tudo não deixe para reavaliar a sua empresa e estar pensando sempre em treinar suas pessoas, motivá-las, conquistá-las e tratá-las como colaboradoras. Quando sua empresa estiver superada a CRISE, busque CRIAR, PENSAR NO FUTURO, PLANEJAR e conquistar novos mercados.
  • Não esqueçamos agora de PLANEJAR mais, fale mais com seus funcionários, quando trabalhar a atualização do seu Planejamento Estratégico para 2010, veja o mercado sempre com bons olhos e ele é nos ajuda a REPENSAR NOS EMPRESAS DIARIAMENTE.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

O ofício de ser psicólogo (Por Patrícia Prigol)

1188258715No dia 27 de agosto, ou seja, semana passada, foi comemorado o “Dia do Psicólogo”. Data significativa se considerarmos este ofício uma vocação, um “Dom” que se revela a partir das experiências / vivências do psicólogo durante o seu desenvolvimento e formação de sua personalidade.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), em 1999, comemorou 100 anos de Psicologia no Brasil. Entretanto, sabemos que a psicologia se desenvolveu ainda no fim do século XIX, como fruto da filosofia através das concepções sobre o homem encontradas nos grandes sábios da época como Hipócrates, Platão e Aristóteles. Sendo que o desenvolvimento posterior da psicologia, através das teorias da personalidade, se deu por meio das contribuições de inúmeros pensadores como: Tomás de Aquino, Bentham, Comte, Hobes, Kierkegaard, Nietzsche e Maquiavel, que viveram nos séculos intermediários, isto é, entre os clássicos e a nossa época, cujas idéias ainda podem ser encontradas no pensamento contemporâneo. Haja vista a grande propagação do livro e do filme “Quando Nietzsche Chorou”, revelando a outra face da psicologia e seus efeitos na relação terapêutica através das lentes do filósofo Nietzsche e do Dr. Breuer, médico e parceiro de Freud em seus estudos psicanalíticos.

Além das contribuições dos pensadores da época, devemos considerar a tradição iniciada no campo da medicina com Charcot, Janet e, principalmente, Freud, Jung e McDougall, os quais contribuíram muito no desenvolvimento desta ciência. Desde então, inúmeras descobertas foram feitas neste campo de infinito conhecimento e prática analítica.

Esta breve introdução leva-nos à compreensão da importância do nosso papel através das contribuições da psicologia que visam promover a saúde integral das pessoas, ajudando no desenvolvimento e na evolução da humanidade. Uma ciência que objetiva “entender” para “atender” as reais necessidades do nosso tempo. Nossas angustias, nossos medos, nossa própria inquietude humana nos remete a reflexão e a introspecção em busca da harmonia e do equilíbrio para nossa existência. Um eterno questionamento, ou um eterno ponto de interrogação, que nos coloca (assim deveria ser) como objeto de estudo e pesquisa para desenvolvermos novas competências e um domínio (em termos de conhecimento) das mais profundas motivações inconscientes que nos fazem cada vez mais humanos (mortais), porém, cada vez mais livres das nossas próprias amarras, trazendo-nos entendimento, sabedoria e individuação. Desta forma, podemos dizer que o principal instrumento de trabalho do psicólogo é a própria pessoa dele, com toda a sua bagagem de conhecimento (acadêmico e também de sua própria história de vida), tendo consciência de que a razão da psicologia existir está fundamentalmente entrelaçada num contínuo investimento (psíquico e afetivo) que se faz no vínculo terapêutico, na relação psicólogo-paciente, psicólogo-cliente. Esta relação, quando bem trabalhada, de modo ético e profissional, traz importante resultado (benefício) em termos de aprendizado. Neste contexto, torna-se imprescindível compreender que o principal instrumento de trabalho também deve ser o principal objeto de estudo e análise, pois quanto melhor (mais “resolvido”) o psicólogo estiver com suas questões e conflitos internos, mais bem preparado estará para ajudar o outro em suas necessidades.

Estudo, pesquisa e autoconhecimento através da análise constante a que somos submetidos, mais um “quantum” de energia e de desejo depositados em forma de investimento no nosso ofício, na nossa profissão, com certeza, resultará em ganhos reais que ultrapassam os ínfimos objetivos da cultura de massa da nossa sociedade. Uma cultura que valoriza apenas o poder e os ganhos materiais num eterno “faz-de-conta” que somos felizes. Desempenhar bem o nosso papel nos dará a certeza de que escolhemos um caminho seguro na direção da nossa própria evolução.

Compulsão à Internet – Parte 3 (Por Patrícia Prigol)

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Possibilidades de tratamento para Transtorno de Adicção à Internet em diversos países:

BRASIL: É bom lembrar que o profissional capacitado para estabelecer um diagnóstico diferencial, nestes casos, é o psiquiatra juntamente com o psicólogo ou psicoterapeuta já que, ambos, são necessários para um tratamento complementar. A associação de medicamentos, a psicoterapia e a terapia ocupacional são de extrema relevância para os casos de adicção, estejam eles relacionados à Internet ou a outro efeito adictivo. Há necessidade, também, de se constituir equipe interdisciplinar que atenda a demanda de cada caso. Respeitam-se, cientificamente, as peculiaridades de cada caso, considerando a estrutura psíquica e de personalidade do adicto, bem como seu funcionamento dinâmico visando estabelecer um plano terapêutico que venha a comportar as reais necessidades do paciente. No Brasil, Centros de Reabilitação, Comunidades Terapêuticas e Clínicas Multidisciplinares são disponibilizadas para as pessoas, além de fornecerem apoio à família do dependente, esta última, funcionando, na maioria das vezes, como co-dependente ou co-participante da disfunção apresentada em seu membro.

ALEMANHA – O país tem um acampamento para crianças que passam tempo demais na internet. O local também oferece computadores, mas seu uso é restrito. As crianças são estimuladas a passar tanto tempo quanto possível ao ar livre. A licença para uso diário de computador está limitada a 30 minutos.

CHINA – No final do ano passado, o governo chinês criou uma clínica para cuidar de pessoas viciadas em internet. Entre os métodos de tratamento aplicados estão acupuntura, meditação, esporte e apoio psicológico. Em alguns casos, são usadas agulhas de acupuntura que dão pequenos choques elétricos no paciente.

CORÉIA DO SUL – O governo se diz preocupado com o intenso uso de games on-line no país, que conta com clínicas especializadas para tratar dos doentes. O número de pessoas que procuraram ajuda por serem viciadas em games, no final de 2005, chegou a 7.649.

ESTADOS UNIDOS – Uma das primeiras clínicas para adictos em internet foi criada em 1996, pela psiquiatra Maresha Orzack, que a batizou de Clínica da Dependência dos Computadores, no hospital McLean de Harvard (Massachusetts). Além disso, foi nos Estados Unidos que surgiu o nome para o vício: Internet Addiction Disorder. Atualmente, a luta dos psicólogos americanos é conseguir incluir o problema na relação oficial de distúrbios mentais.

HOLANDA – O país tem um centro de tratamento para pessoas viciadas em games. O programa de reabilitação pode durar de quatro a oito semanas e inclui, entre outras atividades, terapia, excursões em grupo, palestras sobre comportamento, medicamentos e visitas às pessoas viciadas que não conseguem deixar suas casas.

Dica de Filme – Ensaio Sobre a Cegueira

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Todo mundo sabe que Fernando Meirelles vem namorando a obra de Saramago desde meados de 1995. Todo mundo também sabe que, terminada a metragem da tão esperada adaptação, o tempo, com seus ensinamentos naturais, funcionou a favor do diretor da obra-prima do cinema nacional. Já com certa experiência e prestígio internacional, Meirelles teve êxito no seu projeto mais ambicioso. Cheio de arrojos e acertos visuais, Ensaio Sobre a Cegueira entra para o hall das maiores metáforas que o cinema já produziu. Calcado no premiado livro do escritor português José Saramago, o filme conta uma história sobre a sociedade em que vivemos, a maneira como ela se porta para com o próximo e, de forma crua e realista, mostra o ser humano e o seu lado animal, aquele que vive sempre à espreita.

Um retrato minucioso de um grupo de pessoas lutando por um único objetivo – neste caso a sobrevivência, mas podemos (e devemos) claramente criar um paralelo, uma linha tênue com outra situação: a de uma organização empresarial. A fome, tal como mostrada no filme, é o que impulsiona os cegos. Em uma organização, o objetivo deve ser parte do consciente coletivo, algo tratado por todos com seriedade e determinação. Com isso, tanto os cegos do filme de Meirelles quanto os trabalhadores da vida real, apostando ainda em suas mentes criativas, tendem a alcançar a plenitude. Afinal, em terra de cego quem um olho é rei.

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O livro de Saramago conseguia ser revoltante, nojento, repulsivo, incrível, chocante, absurdo, brilhante. O ávido leitor poderia sentir tudo isso e ainda se sentir reconfortado, afinal, por mais pessimistas que o livro possa ser, Saramago não deixa escapar uma mensagem de paz em seu desfecho. No longa-metragem de Fernando Meirelles há uma clara predominância do pessimismo, porém o grau de impacto não é tão forte. Apesar do diretor de O Jardineiro Fiel ter privilegiado e seguido à risca a narração, o filme ganha quando mostra a decadência e os conflitos dos cegos sem pudor, despido de qualquer senso falso-moralista (exatamente como está no livro).

A sinopse pode ser lida sem problemas já que o próprio título conta um pouco do filme. Em tempo: o filme conta a história de uma inesperada epidemia de cegueira que se passa numa cidade sem nome. Mas não estamos diante de uma cegueira comum. Os “enfermos” passam a enxergar um clarão branco “como se várias luzes fossem acesas ao mesmo tempo”, diz um personagem. A trama acompanha desde o primeiro homem a ficar cego, chegando a quarentena que é para onde os cegos são enviados. Tratados como animais e vivendo num ambiente inabitável, eles criam suas próprias regras e passam a “sobreviver”. Certo dia o sistema falha e todos saem. Para onde? Ninguém sabe…

O fato é que, dentre outras questões, Saramago discute sobre a humanidade e o coletivo – ou como o homem pode alcançar a plenitude através do trabalho em equipe e do próprio esforço. Além do mais, está em jogo e pode ser posta à prova a existência de cada um dentro de um ambiente. A lei, que diz que o mais forte sobrevive, pode ser aplicada ao coletivo – no caso de você, prezado leitor, o coletivo são seus colegas de trabalho. Juntos e preparados, obviamente uma equipe poderá render, deixando o líder satisfeito e, o grupo, também.

Gerenciando o Capital de Giro (Por Volnei F. de Castilhos)

noticias_investimentoDando continuidade ao 1º post que publicamos, hoje gostaria de falar sobre Capital de Giro, mais precisamente como gerenciá-lo em nosso “dia-a-dia”.

Você sabia que a má gestão do capital giro é responsável pelo fechamento de 90% das empresasaté 4 anos de abertura (Dados obtidos de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas)

E por que isso acontece?

O empreendedor abre a empresa, e sem notar se preocupa com as vendas, com a produção, e para conquistar mercado, abre demasiadamente o seu prazo de vendas sem ter capital de giro para financiar esse prazo.

Quais as contas que compõem o Capital de Giro?

São as contas do caixa, bancos, aplicações, estoques, clientes e demais contas do ativo circulante, ou seja, são os valores que estão em constante circulação.

O capital de giro deve ser prioridade de qualquer empresa, independente do seu porte.

A preocupação com as finanças da empresa deve ser uma prioridade diária para o gestor.

Um bom planejamento financeiro e uma equipe motivada são o segredo para o sucesso de qualquer negócio!

Quais são as causas que podem ocasionar a falta do Capital de Giro das empresas?

Abaixo, apresentamos as principais causas, avalie cada uma delas e verifique / avalie se estas não são as causas que atualmente encontra-se em sua empresa.

  1. Irregularidade nas vendas da empresa: a empresa não consegue manter um nível constante de faturamento.
  2. Índice de Devolução de Vendas muito alto: falta conferência na saída da mercadoria, preenchimento dos pedidos não é conferido por outras pessoas ou os produtos não tem a qualidade adequada para o cliente.
  3. Inadimplência descontrolada: a empresa vende e alguém não acompanha diariamente quem pagou e quem não pagou.  O volume de recursos em atraso por data de vencimento é bem importante não deixar aumentar e encaminhar depois de um tempo para uma agência de cobrança.
  4. Investimentos exagerados em Estoques: estoque parado na empresa significa dinheiro parado. Isso gera a necessidade em muitas vezes de se buscar recursos em bancos para saldar fornecedores.  Acompanhamentos estatísticos ajudam o comerciante para não exagerar nas compras.
  5. Descasamento entre o prazo médio de recebimento e pagamento: a empresa nem nota em muitas vezes que a abertura do prazo das vendas, deve ter a mesma evolução no prazo de fornecedores.  A área financeira precisa monitorar mensalmente o acompanhamento de seus prazos.
  6. As contas bancárias da empresa são usadas pela família: deve haver uma separação dos gastos da empresa e os gastos pessoais da família que trabalha na empresa. Como a realidade no Brasil é de empresas familiares e isso não é um problema, se houver limites de gastos da família compatíveis com o faturamento da empresa.  A melhor alternativa é determinar um valor mensal de retiradas para os sócios, compatíveis com o fluxo de caixa da empresa.
  7. Investimentos em Imobilizados com recursos do capital de giro: muitas empresas usam seus recursos do capital de giro para construções ou compras de equipamentos. Deve-se sempre buscar recursos para construções ou compra de máquinas com o uso de linhas de financiamento de longo prazo. Nos dias atuais o custo é baixo e os prazos para pagamento são bons, além de o empresário ter a opção de carência para começar a pagar os financiamentos.
  8. Não acompanhar mensalmente a evolução dos gastos: é importante criar o hábito de verificar as variações mensais dos gastos e se possível ter metas sempre para reduzir os mesmos.
  9. Falta de uma política de concessão de crédito: pessoas especializadas precisam avaliar quanto cada cliente pode comprar. É importante determinar o valor máximo que cada cliente pode comprar.  Atualização dos dados é fundamental para uma possível cobrança judicial do cliente.
  10. Preços de vendas mal calculados: fazer preços na forma antiga, ou seja, multiplicando o custo de aquisição por 2, 3 ou multiplicadores que não contemplam todos os componentes de custos da empresa.
  11. Abertura mal planejada de filiais: a empresa começa a ter um faturamento bom e sem um estudo de planejamento, alguém resolve abrir filiais demandando novos investimentos.
  12. Não impor limites no valor das compras mensais: planejar quanto e como comprar são fundamentais na gestão do capital de giro. O lucro de qualquer empreendimento começa com uma boa compra.
  13. Irregularidade trabalhista e tributária: ter profissionais qualificados para evitar reclamatórias trabalhistas ou multas tributárias podendo gerar gastos financeiras no

Compulsão à Internet – Parte 2 (Por Patrícia Prigol)

Continuando o artigo publicado na segunda-feira passada:

internetEntão, o que poderíamos considerar saudável e patológico no uso da Internet? Não podemos considerar patológica a pessoa que passa 8 horas navegando pela Internet em busca de conhecimentos, trabalhando, pesquisando, etc. Também não podemos considerar patológica a pessoa que, vivendo a sós, dedique maior tempo à Internet que outra que viva em companhia da família, assim como estudantes que passam a maior parte do dia pesquisando em vésperas de prova e assim por diante. Muito mais importante que o número de horas na Internet, importa saber por que a pessoa fica tantas horas on-line, em busca do quê e com que propósito.

Contudo, segundo a Doutora Kimberly Young da Universidade de Pittsburg, criadora do Center for On-Line Addictiom, a qual estabeleceu uma série de critérios para diagnosticar o Transtorno de Adicção à Internet: “a adicção à Internet é uma dificuldade no controle de seu uso, que corresponde ao que já conhecemos como dificuldade no controle dos impulsos, e que se manifesta como um conjunto de sintomas cognitivos e de conduta. Tais sintomas são conseqüentes ao uso excessivo da Internet, o que pode acabar gerando uma distorção de seus objetivos pessoais, familiares ou profissionais”.

Assim, a adicção à Internet deve ser considerada uma adicção especificamente psicológica (ou comportamental), assim como a adicção ao sexo, às compras, ao trabalho, aos jogos, e mesmo à televisão, tendo em vista características comuns à esses tipos perda do controle, tais como eventual síndrome de abstinência, uso excessivo, forte dependência psicológica, interferência na vida cotidiana, perda de interesse por outras atividades, etc. Em resumo, tal como em outras dependências, no uso compulsivo à Internet existe uma absoluta necessidade de realizar essa atividade e, em não se levando a cabo, experimenta-se ansiedade em níveis elevados.

Supostas Conseqüências do Uso Compulsivo da Internet:

  1. Mudanças drásticas nos hábitos de vida a fim de ter mais tempo para conectar-se.
  2. Diminuição generalizada da atividade física.
  3. Descaso com a saúde própria em conseqüência da atividade na Internet.
  4. Afastamento de atividades importantes a fim de dispor de mais tempo para permanecer conectado.
  5. Privação ou importantes mudanças do sono a fim de dispor de mais tempo para permanecer conectado.
  6. Negligência a respeito da atenção à família e amigos.