Exemplos de Kaizen.

Dando continuidade ao post anterior no qual apresentamos a conceituação de KAIZEN utilizando-se das palavras do “Senhor Kaizen”, o Sr. Masaaki Imai, gostaria de apresentar alguns comentários sobre a recente reportagem publicada pelo jornal Zero Hora no dia de hoje (04/07/10) sob o título de “Talento Recompensado”.

Não são as grandes idéias que fazem com que as organizações sem mantenham no mercado, mas sim, uma série de pequenas idéias vindas dos colaboradores que no dia-a-dia percebem as dificuldades como oportunidades de melhorias.

O texto do artigo “Talento Recompensado” reforça esta teoria, através de exemplos tais como da GM (Gravataí) que em 2009, distribuiu R$ 600.000,00 para uma economia que chegou a R$ 3.500.000,00. O melhor projeto , oriundo de uma idéia, no final do ano ganha um carro! Existe um média de 8 sugestões para cada colaborador nesta planta da GM!

Ainda no texto deste artigo, podemos constatar a confirmação da teoria referente a uma série de pequenas melhorias gera grandes resultados, ou seja, em um dos projetos vencedores reduziu em 8 segundos por carro o processo de controle de qualidade do setor de pintura dos automóveis. Pode até parecer pouco, mas o novo método apresentado representa duas horas a menos num dia de produção da GM, gerando uma economia de R$ 127.000,00!

Capturar2Segundo pesquisas realizadas pela Fundação Dom Cabral (FDC), aponta que os empresários brasileiros ainda se ressentem de um ambiente interno favorável à inovação, mas já encontram entre seus funcionários os principais aliados para a criatividade. A inovação é fundamental para a sobrevivência da organização, comenta o professor Carlos Arruda, da FDC.

 

Conforme dados colhidos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), em um processo de contratação, a competência CRIATIVIDADE só perde para a “capacidade de trabalhar em equipe”.

A coordenadora da Fundação Instituto de Administração (FIA), Ana Cristina Limongi, adverte que é necessário uma cultura de respeito e ética para implantar programas de participação no desenvolvimento de idéias.

Sem título

– O pagamento de um prêmio é polêmico porque indica uma monetarização do conhecimento. Hoje todos os programas são muito iguais – avalia.

Acesse o artigo na integra, clicando aqui.

Também sugerimos que analisem o conteudo dos seguintes artigos já publicados em nosso WeBlog (clique nos títulos):

  1. Você realmente inova no seu segmento ou simplesmente “melhora” o que já existe de inovador?, e;
  2. Programa de Idéias Criativas (PIC) na Sildre Plásticos e Matrizes Ltda.

Gostaríamos de receber as suas sugestões e comentários sobre estes assuntos!

A Arte de Atrair e Reter talentos, filosofia da empresa, objetivo da equipe de RH (Por Gislaine Argelim Barbosa)

Hoje em dia fala-se muito na atração e retenção de talentos dentro das empresas e também que o maior bem que a empresa possui são os seus colaboradores, por isso a importância de retê-los. Essas novas posturas vêm da evolução do homem dentro das organizações. A historia nos mostra essa evolução de cultura organizacional, mas ainda percebemos que existem pessoas que ainda não perceberam isso e acabam se tornando aquela “pedrinha no sapato”.

gestao93-1Bom, podemos deduzir que atrair talentos pode se tornar um desafio ou uma filosofia, depende muito do profissional de Gestão de Pessoas (ou Recursos Humanos ou na “pior” das hipóteses do “DePrê” … ou Departamento Pessoal), pois este setor é o primeiro caminho que o candidato irá trilhar na empresa. Através deste setor o candidato irá ter uma breve percepção da empresa ao qual ele está se candidatando e dependendo da postura dos profissionais deste setor o candidato poderá se encantar ou se decepcionar. Então podemos dizer que este é o primeiro passo para atrair de talentos, a conquista do profissional.

Sabemos que o desafio de atrair e reter talentos é global, pois profissionais capacitados está sendo uma mão de obra escassa, e “pelo andar da carruagem”, nos próximos anos será pior, alguns até dizem que faltará gente (Reportagem Revista VOCÊ S/A de Jan. 2010, clique aqui). O crescimento da economia causará grande impacto positivo no mercado de trabalho, fazendo com que as empresas abram vagas de trabalho. Bom para as empresas, grande oportunidade para quem está à procura de emprego e grande desafio para o setor de gestão de pessoas que terão que atrair os talentos e reter os que já estão na empresa, pois o assédio será grande.

Por isso o profissional desta área de RH, precisa ter habilidades e ferramentas que despertem nos colaboradores o desejo de estar na empresa. O setor de Gestão de Pessoas precisa ter todos os processos de RH muito bem estruturados e todos os projetos muito bem elaborados, pois a diretoria da empresa depende das informações que este setor trará em dados coletados no dia a dia da empresa para tomar as ações necessárias na retenção e atração dos talentos. Sem essa parceria fica complicado falar sobre atração e retenção de talentos.

O Setor de Gestão de Pessoas tem que conhecer muito bem a visão e missão da empresa para dar a seu grupo diretivo algumas estratégias que serão fundamentais para o alcance de seus objetivos. Por isso que hoje em dia focasse muito no RH ESTRATÉGICO.

Mas quais as ferramentas para se fazer a atração e retenção de pessoas dentro da empresa?

É simples, uma política de gestão de pessoas muito bem definida e transparente é fundamental, deixar claro os critérios de recrutamento e seleção por competência, ter um plano de Cargos, Carreira e Remuneração (post sobre o assunto, clique aqui) bem definidos, política de benefícios bem estruturada, programas de desenvolvimento, avaliação de desempenho com foco em competências dentre outros subsistemas de RH.

O fundamental é que os profissionais desta área realmente queiram ser pessoas, pois não existe gestão sem planejamento como não existe RH sem pessoas.

Fico à disposição de vocês!

Gislaine Argelim Barbosa

Email: gislaine@simplessolucoes.com.br

Nova onda de contratações aponta alta de salários e risco de rouba-rouba (Fonte: Revista Construção Mercado)

CapturarContinuando o post anterior, no qual falamos sobre a disputa por mão de obra no setor de construção civil, gostaríamos de convidá-los a analisar uma reportagem da Revista Construção Mercado, que alerta que com o aumento do volume de obras acontecerá uma aquecimento nas contratações de profissionais qualificados e trazendo os riscos de “rouba-rouba” de engenheiros e aumento de salários.

O aquecimento da demanda por profissionais já está resultando em ofertas salariais mais vantajosas e até superiores às experimentadas durante o boom de contratações de 2007. “Hoje, os engenheiros ganham cerca de 20% a 30% a mais do que ganhavam em 2007“, calcula Léa Fedelman, consultora da Michael Page (veja a tabela abaixo). Mas ela admite que o aquecimento não chegou ao nível observado há dois anos. “Hoje temos algo mais de 150 vagas em todo o Brasil; em 2007, tínhamos 100 vagas só em São Paulo”, lembra.

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Segundo ela, a movimentação no setor de RH é decorrente do cenário promissor da construção civil para os próximos anos. Léa distingue as áreas de grandes obras, incentivadas pela realização das Olimpíadas e da Copa, e do mercado imobiliário, motivada pelo projeto MCMV (Minha Casa, Minha Vida). Segundo ela, nos segmentos habitacional e comercial, o cenário é mais favorável para os gestores de obras e profissionais com habilidade em planejamento e orçamento. Ela identifica um engenheiro civil com pós-graduação em gerenciamento de projetos, como profissional ideal e explica: “o segmento de baixa renda – que tende a crescer por conta do plano MCMV – exige conhecimento em infraestrutura porque os projetos têm muitas torres e demandam a instalação de todos os serviços de arruamento e de desenvolvimento urbano“. Por outro lado, a área de grandes obras, gerida por escritórios de projetos técnicos de engenharia, demanda profissionais habilitados a assumirem gerências de contratos, que podem chegar à ordem dos R$ 500 milhões.

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Gestores de obras, especialistas em planejamento e orçamento, profissionais de novos negócios e com experiência em prospecção de terrenos compõem a lista dos perfis mais demandados.

i159462As contratações de operários também estão aquecidas. O vice-presidente de relações capital-trabalho do SindusCon-SP (Sindicato da indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Haruo Ishikawa, informa que o nível de contratação de 2009 já superou o pico alcançado em 2008. Segundo o executivo, o setor de construção emprega, atualmente, 2.300.000 trabalhadores, contra 2.194.000 contratados em setembro de 2008.

Para Ishikawa, os profissionais em falta no mercado são aqueles empregados na fase de acabamento das obras, tais como azulejistas, gesseiros, ceramistas e pintores, por conta da finalização dos empreendimentos iniciados antes do estouro da crise. Ishikawa considera, entretanto, a possibilidade de que nos próximos cinco ou seis meses venha a ocorrer uma carência de profissionais de início de construção. Para ele, caso haja uma demanda muito grande, os salários podem ser aumentados em 8% a 10% sobre o valor do piso.

Clique aqui e veja a reportagem na íntegra.

Os riscos de permanecer na zona de conforto (Por Patrícia Bispo)

Porradas039aEm nossas atividades de consultoria, no qual somos “agentes de mudança”, o desafio da intervenção / reestruturação / orientação torna-se mais desafiador quando a organização, ou seja, a empresa no qual nos contrata esta proliferada / contaminada por profissionais que não querem mudar, que querem “ficar no quadro” … ou melhor dizendo “ficar na zona de conforto”! Mas o que estes profissionais não querem perceber que de “conforto” esta “zona” não tem nada, na realidade deveria se chamar de “zona de risco”, alto risco melhor dizendo!

Hoje li um artigo muito bem elaborado pela Patrícia Bispo.

“Tudo vai bem, quando a tranqüilidade torna-se uma constante. Não há surpresas desagradáveis, a rotina no trabalho não exige muito do colaborador. Contudo, apesar de acreditar que está em uma situação confortável, ele não imagina que a chamada zona de conforto em nada é benéfica à sua carreira e pode comprometer seriamente o desenvolvimento profissional.”

Clique neste link e acesse na integra este artigo!

E você … esta na “zona de risco”?

Como preparar um Gestor da Qualidade (Por Ronaldo Costa Rodrigues)

CapturarAlgumas vezes, em minhas consultorias, os meus contatos / representantes dos clientes, me questionam sobre qual seria o perfil / competências adequados para o responsável pelo Sistema de Gestão pela Qualidade, ou seja, o Gestor da Qualidade. Recentemente li um artigo do meu colega Ronaldo Costa Rodrigues no qual faz analogia com um preparo de uma comida, um “prato” especial, achei muito boa a abordagem!

Segue o link do artigo!

Vagas retornam às Indústrias (Fonte: Jornal Pioneiro)

empregosOs empregos estão voltando, pelo menos em Caxias do Sul / RS! Esta notícia … eu li no Jornal Pioneiro, no sábado passado (17/10/09).

Mas a busca de profissionais qualificados é a premissa nestas ofertas, que chegam a um número superior de 1,8 mil oportunidades em Caxias do Sul! As empresas estão buscando funcionários que além de “vestir a camiseta … entrem em campo e joguem no time”

O artigo apresenta de forma detalhada em quais agências de recursos humanos estas vagas estão sendo oferecidas. Nossa “aliada”, a Evolutiva Centro de Desenvolvimento Profissional faz parte deste “cenário”, ofertando 600 vagas, nas funções de “processo de solda, montagem, pintura e operação de máquinas de estamparia”.

Acesse neste link, o artigo na integra.

Inovar para se manter no mercado!

culture-of-innovation1A maioria da empresas no qual presto serviços de consultoria são familiares de pequeno e médio porte, e quase em todas, o maior problema não é meramente qualidade ou gestão pela qualidade. O que presencio sempre é o desafio de INOVAR, sendo que para esta “ação” não necessariamente necessitamos de “dinheiro no caixa”, mas sim … se desprender da “zona de conforto” e criar uma cultura de inovação!

As empresas de grande porte, às vezes na sua essência familiares, mas já buscando a profissionalização da sua gestão, tudo é mais fácil, por exemplo: qualificar colaboradores, obter novas tecnologias, ampliar as áreas de produção, etc. … etc. … e etcetera!

Mas vamos retornar para o “universo” das empresas familiares de pequeno e médio porte, aquelas que necessitam de tudo isso que mencionamos no parágrafo anterior e principalmente garantir que os colaboradores irão ficar por muito tempo trabalhando em suas organizações, ou seja, “reter os talentos”!

Mas a “chave”, para estas empresas é sem dúvida INOVAR … para que não sejam sucumbidas pelos concorrentes e simplesmente MORRAM!

Mas, em alguns casos o “maior concorrente” é a própria empresa, através do medo dos seus “donos” de tomar atitudes, que necessariamente não iriam necessitar de altos volumes de recursos financeiros!

Mas vamos estudar os paradigmas destas empresas essencialmente familiares, por exemplo, muitos casos não existe a delegação aos seus subordinados e não trabalham com responsabilidades.

Grande parte de empresas familiares, o dono quer ver tudo, assinar tudo, contratar, demitir, sem ele a empresa fecha. Mas a agilidade e inovação nesses casos ficam extremamente comprometidas, já que tudo depende de uma única pessoa, sem ele nada anda, os profissionais não podem opinar e nem melhorar a forma de trabalho ou os processos que são arcaicos e do tempo em que não existia computador, quem dirá internet!

Os termos INOVAR e MELHORIA CONTÍNUA para estas empresas são considerados como obstáculos, verdadeiras barreiras e não como uma poderosa “ferramenta” para a gestão estratégica da organização!

É claro que todo dono de empresa que começou seu negócio pequeno e conseguiu se estabilizar ou crescer com os processos e métodos antigos, acabam não vislumbrando novos cenários e que profissionalizando as relações da empresa, poderá obter mais sucesso e dedicar seus esforços naquilo que ele realmente é bom, que é empreender.

É como um pai que vê os filhos crescerem e no momento que precisa solta-los para o mundo (fazer viagens, sair com os amigos para as festas, etc.), acaba não tendo coragem ou habilidade para liberá-los, mas nós que somos pais de duas meninas que daqui a pouco irão para a “aborrecência”, digo, não adianta segura-los, o melhor a fazer é orientá-los, passar os seus valores e premissas, solta-los aos poucos para que possa ir se familiarizando com as novas responsabilidades e com o novo mundo, acompanhá-los de perto para verificar se as decisões estão sendo tomadas de acordo com o que foi planejado, dialogar para corrigir erros e elogiar os acertos.
Assim poderemos agir com assertividade tanto no exemplo acima quanto nas empresas familiares, que em sua grande maioria são pequenas.

É importante ressaltar que as pequenas empresas necessitam de profissionais pró-ativos e com visão generalista, que entendam do negócio, mas também de pessoas, que conheçam os clientes e os fornecedores da organização.

Em minha experiência de 14 anos de consultorias, tive a oportunidade de acompanhar o crescimento de várias empresas e posso afirmar com certeza, que o que faz a diferença para as pequenas, é a pró-atividade de seus colaboradores, alinhado ao espírito de equipe com o empreendedorismo dos sócios.

Costumo resumir que o que as pequenas empresas mais precisam para se manter no mercado é: “Profissionais com Mente Inovadora + Força Criadora = SUCESSO”, elas necessitam ter em seu quadro de colaboradores, profissionais com esse espírito aguerrido que arregaçam as mangas e buscam alternativas baratas para que a empresa seja cada vez mais competitiva no mercado.

Como conseguir manter colaboradores comprometidos e “amando” o local onde trabalham, se existem outras empresas que possuem em suas cestas de benefícios, por exemplo: convênio médico, odontológico, seguro de vida, PLR, programas de treinamentos e bolsas em faculdades, colégios, etc.?

A resposta é simples, INOVAÇÃO, a todo o momento a empresa tem que estar inovando e procurando fechar parcerias com organizações que forneçam descontos ou outros atrativos para os colaboradores, exemplo disso são convênios com farmácias, supermercados, etc., a empresa não paga nada, apenas repassa o valor descontado do colaborador e o parceiro fornece desconto e prazo para pagamento ao colaborador.

Outra parceria que pode ser firmada é com faculdades, geralmente os cursos de graduação exigem estágios que podem ser cumpridos nas empresas, como por exemplo, estudantes de fisioterapia que podem uma vez por semana aplicar na empresa palestras de terapias ocupacionais como correção postural, etc.

São alternativas que as empresas precisam buscar para agregar valor ao ser humano e sem custo.

Outro ponto importante é a LIDERANÇA, em grande parte das pequenas empresas, o líder é aquele profissional que era muito bom tecnicamente ou é o mais velho de casa, mas será que ele está preparado para assumir uma equipe, assumir as responsabilidades e buscar resultados, com e através das pessoas? Podemos afirmar que raramente ele está preparado.

O líder moderno, seja ele um profissional que atua nas grandes ou pequenas empresas, tem que ser técnico e conhecer muito bem o trabalho operacional do seu setor, mas, além disso, tem que saber gerir pessoas, motivá-las, orientá-las, influenciá-las e proporcionar um ambiente agradável para aumentar cada vez mais os resultados.

Para as pequenas empresas os caminhos para a Inovação, são mais tortuosos, porem se a organização conseguir reunir um grupo de colaboradores comprometidos, uma liderança altamente eficaz em extrair resultados da equipe e os objetivos estiver claro para todos, as inovações surgem e afloram naturalmente, já que o organograma e as burocracias são bem menores nessas organizações.

Basta a formação de um time focado em ganhar, para que os resultados sejam os melhores a cada dia!

Para as pequenas empresas, inovar é uma questão de se manter no mercado cada vez mais predatório e que muda a cada minuto, não basta ser bom naquilo que a empresa faz hoje, é preciso pensar em se sustentar ao longo dos anos, buscar a melhoria contínua e essencialmente, estar antenado as mudanças que acontecem. Para isso, contar com seus colaboradores fará a diferença na hora da competição pelo cliente.

Recentemente, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter em um evento sobre empreendedorismo, realizado em Porto Alegre/RS, foi entrevistado por renomados executivos / empreendedores, e um deles lhe perguntou: “Qual o maior patrimônio de um empreendimento?” O Sr. Gerdau não hesitou em respondê-lo: “Há 20 ou 30 anos eu dizia, podem levar todos os meus ativos, mas não levem a minha equipe. Com eles posso fazer tudo melhor de novo. Com dinheiro, você compra todo o conhecimento. Menos as pessoas. Tenho paranóia nesse sentido. “Quando se investe em pessoas, não existe limite para os resultados.

Lembrem-se os colaboradores são os maiores ativos que a empresa tem!

Dica de Filme – Menina de Ouro

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Poucos cineastas do cinema contemporâneo têm um currículo tão regular como Clint Eastwood. O velhote, apesar de seus 78 anos, ainda anda fazendo coisa boa. O cineasta revelado por Sergio Leone conseguiu dirigir obras-primas durante sua carreira e, mais importante que isso, obras que acabaram servindo de inspiração e exemplo para jovens diretores, como é o caso do clássico western “Os Imperdoáveis” e do romanticamente dramático “As Pontes de Madison“, por exemplo. Essa estabilidade é acentuada ainda mais com obras mais recentes como “Sobre Meninos e Lobos” e os irmãos-gêmeos “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima“. Arriscando se queimar, Clint resolveu filmar um filme sobre boxe. Mas, aí que entra um pequeno erro de conceito. “Menina de Ouro” não é um mero filme sobre o esporte. Eastwood usa toda sua experiência para montar um cenário perfeito e discutir amor, amizade e confiança. E faz isso com autoridade.

Dizer que o legado do “Touro Indomável” de Scorsese poderia trazer problemas para o longa, seria algo natural, visto que o trabalho de Scorsese criou sobre os próximos filmes do gênero, uma espécie de paradigma. Não obstante, Clint foge completamente do estigma proposto por Scorsese, apelando para um tema universal e, inevitavelmente, político. Tudo bem, Clint Eastwood nunca foi um cineasta original e não foi com “Menina de Ouro” que ele se tornou um. Por outro lado, Clint pode contar um Paul Haggis inspirado, que escreveu um roteiro praticamente impecável. Haggis preferiu não esmiuçar todos os ensinamentos que o filme transmite (e eles são muitos), deixando essa parte para o espectador. Paul conseguiu fazer o público pensar, e isso foi fundamental para que o produto final do longa pudesse obter uma lição de moral silenciosa, mas que está lá.

O filme traz a cabo a estória do treinador de boxe Frankie Dunn (Clint Eastwood). Dunn está distante da filha há muito tempo porque ele mesmo é extremamente fechado em seus relacionamentos. Enquanto luta para mudar isso, chega em sua academia a jovem Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), que está determinada a ser treinada a ponto de se tornar uma boxeadora profissional. Mas, antes disso, ela precisa encontrar alguém que realmente acredite em seu potencial e é em Frank que ela vê essa pessoa.

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Apesar de não demonstrar, a estrutura básica do roteiro também fala sobre a importância da autoconfiança, do trabalho em equipe, da perseverança, e, claro, um pouco sobre criatividade. Quando Maggie conhece o professor Dunn, por exemplo, inicia ali um vínculo de amizade muito forte, terno. Isso tudo acaba ocasionando em outros fatores essenciais para o sucesso, como o trabalho em conjunto, algo que os dois parecem determinados a partilhar para alcançarem seus objetivos. Determinados, os dois deixam-se levar pela imaginação, traçando objetivos e metas a serem batidas. A partir daí, nota-se que as coisas começam a melhorar e então já está consolidado um trabalho bem executado.

Apesar do esforço despendido, a recompensa de saber que todo o esforço não foi em vão e que valeu ser persistente supera qualquer dificuldade. É uma sensação a que todos têm direito de experimentar, e é só querer e trabalhar para tanto.

Capacitação de Operários da Construção Civil

Dando continuidade aos posts / notícias sobre o crescimento do segmento da construção civil no Brasil, estamos divulgando uma proposta “inovadora” para o atual cenário de falta de mão-de-obra especializada nos “canteiros de obra”, ou seja, pedreiros, carpinteiros e mestres de obras.

Os cursos de Engenharia Civil e Arquitetura do Centro Universitário Metodista, do IPA, estão com as inscrições abertas para o projeto de extensão “Capacitação de Operários da Construção Civil”. O projeto da Coordenadoria de Extensão e Ação Comunitária visa a transferência de conhecimento da academia para operários(as) como pedreiros(as), carpinteiros(as) e mestres(as) de obra. A inscrição é gratuita e pode ser realizada na unidade DC Shopping (Rua Frederico Mentz, 1606), ou pelo telefone 51 3316.2003. A turma tem limite de 30 alunos(as) e as aulas começam com o preenchimento total das vagas.

O principal objetivo do projeto é a formação dos(as) trabalhadores(as) da construção civil, além do cumprimento da função humana da instituição para colaborar com a sociedade. As aulas serão ministradas na Unidade DC Shopping, nos laboratórios de Solo, Informática e Materiais de construção. O conteúdo aborda, num primeiro momento, noções básicas das áreas humanas e exatas, contemplando conceitos de cidadania, ética, organização e direito. Em seguida, são estudados princípios de matemática, física e economia.

O curso é constituído de três módulos com duração de seis meses e dois encontros por semana no turno da noite. Ao final, os(as) alunos(as) recebem um certificado para cada nível, bem como os(as) estudantes extensionistas recebem um certificado de atividades complementares.