Reação no campo! Vendas de máquinas reboca vagas!

Como é bom ler notícias otimistas sobre o mercado de trabalho e principalmente sobre as perspectivas de crescimento!

Li hoje no jornal Zero Hora, este tipo de notícia: o estímulo à compra de tratores e colheitadeiras para agricultura familiar e empresarial faz a indústria projetar mais trabalho!

Veja a notícia na íntegra, clicando neste link.

Aproveitando, segue abaixo, uma charge do Iotti, que foi publicada hoje, também na Zero Hora que traduz o nosso sentimento de liberação de angústia e renovação de esperança por tempos melhores para todos, trabalhadores e empresários!

Iotti-14-09-09

As lições da Crise (Por Volnei F. de Castilhos)

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A crise gerou oportunidades?

Estamos iniciando o mês de setembro e qual foram as lições de mais uma crise?

  • Falávamos que o Caixa era o Rei! As empresas precisam ter um valor de capital de giro próprio para conseguir sair bem crise (vide artigo anterior, clicando neste link).  Mas, é somente nos períodos de crise que precisamos se preocupar com os nossos recursos?
  • Que Gestão de Pessoas tinha que ser estratégico. As pessoas nos ajudariam a pensar em alternativas para as vendas.  Pensemos só na crise que as pessoas precisam se preocupar com o talento humano ?
  • Que todos precisavam criar, reter e fidelizar CLIENTES. O Cliente é o Rei! Quer dizer que antes o cliente não era importante?  Que lá nas nossas empresas continuávamos atendendo mal e tudo bem.
  • Que vai sobreviver quem somente INOVA. Certo, mas nos planejamentos estratégicos as verbas para criar e melhorar os produtos atuais não eram importantes.
  • Que não poderíamos esquecer da Qualidade. Mas qualidade não precisa ser revisado diariamente nas empresas?  Sem qualidade não há clientes interessados em comprar nossos produtos. Os nossos colaboradores precisam estar preocupados em melhorar os processos e ter QUALIDADE SEMPRE, não somente nos momentos de crise. Mas o que fazer?  Quem não tem um programa formalizado o que fazer?  Busque um bom consultor. Às vezes dizemos que temos condições de fazermos sozinho, mas a prática mostra que num primeiro momento o profissional de fora é isento e as cobranças serão feitas com datas e planos de ações.
  • E os nossos custos?  Bom, custos como as áreas acima é estratégico. Você imagina estar aumentando faturamento e não estar sobrando dinheiro no caixa da empresa?  Além de controlar os custos internos, na formação do preço de venda, não podemos errar, pois o dinheiro da venda mal calculado gera falta de caixa.
  • Inadimplência Controlada.  Bom, isso significa que quando não tem crise podemos vender sem ter uma preocupação em avaliar bem a concessão de crédito.
  • E o Marketing?   Pode ser bem usado sempre. Quem são nossos clientes, qual  nosso foco?
  • Existe gestão sem uma boa Contabilidade?  Por que muitas empresas olham a Contabilidade somente para fins fiscais e deixam de aproveitar a contabilidade como instrumento de gestão. Não se esqueça de ter bons controles internos. Faça Planejamento Tributário.
  • E nossos investimentos em tecnologia, produtos novos e melhores processos?  Sabemos que é uma empresa é um conjunto de boas idéias e investimentos permanentes em melhorar tudo sempre.
  • A crise passou!  As lições de quem acompanhou as crises das décadas de 80, 90 e a década atual, e a crise que está chegando ao fim, foi a pior de todas?  A atual crise de confiança Internacional dos mercados foi maior que a das décadas de 80, considerada a década perdida.
  • A atual crise gerou muitas oportunidades de Mercado. Mas antes de tudo não deixe para reavaliar a sua empresa e estar pensando sempre em treinar suas pessoas, motivá-las, conquistá-las e tratá-las como colaboradoras. Quando sua empresa estiver superada a CRISE, busque CRIAR, PENSAR NO FUTURO, PLANEJAR e conquistar novos mercados.
  • Não esqueçamos agora de PLANEJAR mais, fale mais com seus funcionários, quando trabalhar a atualização do seu Planejamento Estratégico para 2010, veja o mercado sempre com bons olhos e ele é nos ajuda a REPENSAR NOS EMPRESAS DIARIAMENTE.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

Perfil 2008 – Indústria Brasileira de Transformação de Material Plástico

CapturarA Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) fez estudo inédito sobre o setor de transformação do plástico.

Segundo informações da RAIS/MTE de 2007, o setor da transformação do plástico possui 11.329 estabelecimentos ativos, número que se manteve praticamente estável com relação a 2006 quando havia 11.263 empresas. (aumento de 0,5% – 66 novos estabelecimentos).

O setor apresenta um grande número de pequenas empresas.

As poucas grandes empresas detêm posições de destaque dentro do mercado e são altamente competitivas em termos de tecnologia e produtos diferenciados.

Das 11.329 empresas do setor, 94,3% são consideradas pequenas empresas (até 99 empregados), 5,29% são empresas de porte médio (até 499 empregados) e apenas 1% são empresas de grande porte (mais de 500 empregados)

Os dados relativos às formas jurídicas das empresas também fornecem o parâmetro de proporção do tamanho das empresas.

Verifica-se que 85% são de sociedade limitada, 1,2% são S.A (fechada) e 0,3% são S.A (aberta) e 11% são de empresários individuais.

Aproximadamente 85% das empresas transformadoras de material plástico, estão localizadas na região Sudeste e Sul do País.

O estado de São Paulo concentra 44,6% do total de estabelecimentos no Brasil (5.061 estabelecimentos).

No Rio Grande do Sul estão 11%; em Santa Catarina 8%; no Paraná, 8%; em Minas Gerais 7%, e no Rio de Janeiro, 5% do total de estabelecimentos brasileiros.

Conforme os últimos dados disponíveis (IBGEPIA-Empresa 2006) o setor em 2007 representava cerca de 3% do total das indústrias instaladas no Brasil.

Empresas do Setor Plástico:

  • 11.329 Empresas em 2007 (aumento 0,59% em relação ao ano anterior);
  • 94,3% das empresas são de micro e pequeno porte;
  • 85% das empresas brasileiras encontram-se nas regiões Sudeste e Sul do Brasil;
  • Produção de 4,8 milhões de toneladas de resinas termoplásticas em 2008;
  • Redução de 8,6% na produção de resinas termoplásticas em relação a 2007;
  • Consumo Aparente de 5,1 milhões de toneladas de resinas termoplásticas, e;
  • Aumento de 5,3% no consumo aparente de resinas termoplásticas em relação a 2007.

Uma das características do setor de transformação de material plástico é o fato de utilizar mão de obra intensiva.

As estimativas para 2008 indicam que o setor empregava 314.794 empregados diretos (RAIS/CAGED), representando um crescimento de 1,18% comparativamente a 2007 quando haviam 311.118 empregados no setor.

De 2007 para 2008 foram criados 3.676 novos empregos diretos, mesmo considerando os impactos da crise econômica, que puderam ser observados a partir de outubro de 2008, com a redução de postos de trabalho.

Do total de empregados no setor plástico, 81% estão diretamente alocados na área de produção, 15% atuam nas áreas administrativas e de marketing e os outros 4% dizem respeito aos proprietários e sócios. (IBGE: PIA)

Quanto ao nível de escolaridade da mão de obra empregada no setor plástico, verifica-se que 48,8% dos empregados não têm o ensino médio completo, 43,7% possuem o ensino médio, 3,1% estão cursando o ensino superior e 4,3% tem o nível superior completo. (RAIS 2007)

Os dados completos da pesquisa podem ser acessados através deste link.

Dica de Leitura – Revista Exame – Edição 948 – Voltamos a crescer

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Saiba de que forma a economia brasileira voltou a crescer

A nova Revista Exame está em circulação desde esta sexta-feira e sua reportagem de capa tem o seguinte título: “Voltamos a crescer”.

A recessão econômica dominou os últimos três trimestres (menos 1,8% e menos 1,6% no PIB, depois de queda de 3,6% no último trimestre do ano passado), mas Exame ouviu 360 das mais importantes empresas brasileiras e apurou que 54%, portanto a imensa maioria acha que nos próximos 12 meses, contando desde agora, o PIB crescerá entre 1% a 3%.

Exame aposta em 0,5% e 5% de crescimento para os dois últimos trimestres, o que quer dizer que já saímos dos quadrantes trimestrais anteriores de recessão. Os números para este ano continuarão balizados por dois trimestres ruins, mas ainda assim o PIB poderá ficar entre menos 1% a mais 0,5% (o governo já acha que será mais 0,5%).

Uma série de outras pesquisas demonstram o otimismo do mesmo universo de empresas (63% avisaram que não vão demitir ninguém mais este ano).

CLIQUE AQUI para ler a reportagem da Revista Exame.

Por que a Rossi vai da elite à classe E (Por: Ricardo Lacerda / Redação de AMANHÃ)

Semanas atrás, a Rossi lançou em Porto Alegre aquele que está sendo considerado o maior empreendimento imobiliário do Brasil, o Central Parque. Trata-se de um projeto orçado em R$ 600 milhões, que prevê a construção de um bairro completo num prazo de cinco a oito anos, com casas e prédios residenciais e comerciais voltados às classes A e B.

A seguir existem três links, de uma entrevista realizada pelo Programa Opinião Livre (Diego Casagrande):

Sem descuidar da elite, a construtora paulista anuncia agora que irá direcionar boa parte de sua atenção às classes C, D e E. Para isso, criou uma nova marca, a Rossi Ideal. Enquadrada nos moldes do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida“, do governo federal, a Rossi Ideal pretende chegar ao fim deste ano com 15 mil unidades construídas para famílias com renda até dez salários mínimos. “Já tínhamos linhas de produtos voltados para a baixa renda, mas estamos reforçando a atuação neste nicho”, explica Rodrigo Martins, diretor do segmento econômico da Rossi.

Porto Alegre, escolhida para abrigar o luxuoso Central Parque, também integra os planos da Rossi para a baixa renda – que prevêem a construção de casas e apartamentos com preços entre R$ 60 mil e R$ 130 mil. Segundo Martins, a empresa tem uma atuação bastante consolidada na Região Metropolitana da capital gaúcha, onde atua há dez anos: “Se não somos a maior construtora, com certeza estamos entre as duas maiores”.

Além de Porto Alegre, a atuação da Rossi no Sul também é forte no Paraná – especialmente em Curitiba, onde mantém parceria com o Grupo Thá há três anos. Já em Santa Catarina a presença ainda é tímida, mas deverá ganhar novo impulso, “principalmente no continente, onde estão as maiores demandas”, afirma Martins, excluindo pelo menos por enquanto investimentos na ilha de Florianópolis.

Atualmente, o Sul responde por cerca de 20% do mercado da construtora. “É um share [fatia de mercado] bastante representativo, semelhante ao das maiores regionais da empresa [que contemplam o Sudeste e parte do Nordeste]”.

Caixa: financiamento habitacional cresce 112% (Agência Estado)

Os financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal (CEF) somaram R$ 11,739 bilhões no acumulado de 2009 até a última segunda-feira (dia 18), valor 112% maior do que o registrado em igual período de 2008. Nesse intervalo, foram registrados 248,689 mil contratos, o que representa uma alta de 120% ante o verificado no período correspondente do ano passado. Segundo a Caixa, foram 2.703 contratos por dia útil, o correspondente a média diária de R$ 127 milhões.

A projeção de financiamento imobiliário da Caixa para este ano, divulgada antes do programa habitacional do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, era de R$ 27 bilhões. O vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, afirmou hoje que o total de financiamentos deve ficar acima desse valor, com o lançamento do programa, mas preferiu não estabelecer uma nova projeção. Segundo ele, o orçamento da Caixa será revisto no período de junho e julho. “Vamos fazer tudo que aparecer. A meta é contratar o máximo possível dentro do programa (Minha Casa, Minha Vida)”, afirmou.

A Caixa recebeu, até a última terça-feira (dia 19), 391 projetos enquadrados no programa “Minha Casa, Minha Vida”, o que corresponde a 71.496 unidades e a um Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 5,3 bilhões. Segundo a Caixa, o número de unidades em análise equivale a 7,15% do total previsto no programa.

Das unidades em avaliação, 26.008 são destinadas à faixa de até três salários mínimos de renda; 23.005 para o segmento de três a seis salários mínimos e 21 mil unidades para a faixa de até 10 salários mínimos. São 96 empreendimentos para o segmento de até três salários mínimos, 167 para a faixa intermediária e 128 para o segmento de maior renda dentro do programa.

Segundo Hereda, anteriormente ao programa, o estoque de projetos e de empreendimentos nas incorporadoras estava mais concentrado na faixa intermediária de renda do que na faixa mais baixa. “O número de unidades para a faixa de até três salários mínimos que temos em análise é muito significativo nesse contexto”, afirmou. “Não esperávamos uma mudança tão rápida no perfil das unidades.”

A instituição realiza, de hoje até o próximo domingo (dia 24), o 5º Feirão Caixa da Casa Própria, em São Paulo. Dos 110 mil imóveis oferecidos no feirão, 28,5 mil estão enquadrados no programa. Conforme a Caixa, até o momento, 18 Estados aderiram ao “Minha Casa, Minha Vida”.

MP

Hereda afirmou também que a participação de outros bancos como agentes financeiros do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, determinada ontem pela Câmara dos Deputados na aprovação da Medida Provisória (MP), é saudável. “Para a velocidade que o Brasil quer, quanto mais agentes melhor”, disse, referindo-se à pressa do governo na execução do programa.

Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a MP que cria o programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, mantendo as linhas básicas do programa e retirando da Caixa a condição de única operadora dos recursos do programa.

Hereda afirmou que esse já era o objetivo do governo desde o anúncio do programa. “Desde o início, outros bancos poderiam operar o programa. Foi uma decisão do governo”, afirmou. O executivo ressaltou que a Caixa tem a maior experiência e as melhores condições para a faixa de renda abrangida no programa. “Vamos fazer o máximo para o programa dar certo”, disse.

Emprego na construção cresce pelo terceiro mês seguido (Agência Estado)

 

Dando continuidade ao post anterior no qual informamos que o crédito habitacional em março deste ano cresceu 2,5% comparado com o mês anterior, surge a notícia que a empregabilidade na construção civil está mantendo o crescimento pelo terceiro mês consecutivo!

O emprego na construção civil brasileira cresceu 0,87% em março ante fevereiro, com a abertura de 18.341 novas vagas formais, segundo a pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Foi o terceiro mês consecutivo de expansão. Em fevereiro, houve crescimento de 0,2% e, em janeiro, aumento de 0,68%. Em nota, o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, informou que os resultados não significam recuperação da crise econômica, mas a construção dos empreendimentos lançados e das obras públicas contratadas antes da piora do cenário macroeconômico.

As contratações de obras foram reduzidas desde setembro de 2008. Já houve retomada nas contratações, mas em ritmo menor do que antes da crise. Na avaliação de Zaidan, o emprego pode crescer ainda durante alguns meses, mas a expansão só será mantida no segundo semestre “se os juros baixarem mais, se houver uma recuperação dos investimentos, se o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ tomar velocidade e se a arrecadação crescer permitindo que as contratações de obras públicas se intensifiquem nos níveis da União, dos Estados e dos municípios”.

O setor empregava, no fim de março, 2.121.690 trabalhadores. No primeiro trimestre, foram criadas 36.733 vagas formais, com expansão de 1,76% ante dezembro de 2008. Em 12 meses, foram contratados 173.115 trabalhadores, com crescimento de 8,88%.

No Estado de São Paulo, a construção civil contratou 6.710 trabalhadores com carteira assinada em março, com aumento de 1,12% ante fevereiro. O total de empregados formais na construção paulista era de 608,4 mil no fim do mês, com crescimento de 9,93% em 12 meses e de 2,7% ante dezembro de 2008. Na cidade de São Paulo, foram contratados em março 3.455 trabalhadores, o que representa expansão de 1,19%. No final de março, havia 293,6 mil empregados na construção na capital, 11% a mais que em março de 2008.

Dica de Aprendizado: Gestão Financeira em Tempos de Crise

Recebi um convite para participar de um treinamento, promovido pela CIC – Câmara de Indústria Comércio e Serviços de Caxias do Sul, que tem um título bem sugestivo para os tempos atuais: Gestão Financeira em Tempos de Crise.

Este treinamento será realizado no dia 19/05/2009, sendo ministrado pelo Sr. Volnei Ferreira de Castilhos.

O objetivo principal é analisar, através de conceitos teóricos e práticos, a importância da gestão estratégica do capital de giro como mecanismo de prevenção do equilíbrio financeiro da empresa. Também apurar mensalmente a metodologia dos conceitos da necessidade de capital de giro, o efeito tesoura e a sua repercussão na gestão financeira da empresa.

Maiores informações sobre este treinamento, assim como orientações para inscrições, vide este link.

Governo oficializa crédito para agronegócio (Agência Estado)

Dando continuidade aos nossos post “positivos”, recebemos a notícia, através da Agencia Estado, de que o Governo oficializou crédito para agronegócio. Serão destinados R$ 10 bilhões para financiamento de capital de giro para agroindústrias, indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas e cooperativas agropecuárias.

A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de criar uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiamento de capital de giro para agroindústrias, indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas e cooperativas agropecuárias entrou em vigor hoje, com a publicação da Portaria nº 203 no “Diário Oficial da União”.

Assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a portaria, com data de 7 de maio deste ano, repassa os R$ 10 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), encarregado de operar a linha de crédito levando em consideração os financiamentos contratados a partir de 16 de abril de 2009 e até 31 de dezembro de 2009.

A linha de crédito foi aprovada pelo CMN em reunião extraordinária no dia 18 de abril, com o objetivo de aliviar as dificuldades de crédito que afetaram os diversos setores exportadores do agronegócio, em conseqüência da crise financeira internacional. Um dos segmentos mais atingidos, de acordo com avaliação do Ministério da Agricultura, foi o de frigoríficos.

O número de trabalhadores demitidos nos maiores frigoríficos do País e nas empresas ligadas ao setor pode chegar a 100 mil, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec) e da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). E sete grandes frigoríficos pediram recuperação judicial.

Crédito habitacional mantém ritmo forte de expansão (Agência Estado)

Em março, o total da carteira de crédito destinado à habitação apresentou expansão de 2,5% ante o mês anterior, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central.

O crédito do sistema financeiro nacional destinado à compra de imóveis continua com ritmo aquecido. Em março, o total da carteira de crédito destinado à habitação apresentou expansão de 2,5% ante o mês anterior, elevando o total para R$ 64,137 bilhões, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central. É mais que o dobro da expansão registrada na carteira total de crédito, que em março cresceu 1% na comparação com fevereiro.

Em 12 meses, o total das operações de crédito habitacional apresenta expansão de 40,2%, quase o dobro do crescimento da carteira total de crédito do sistema financeiro, de 25% no mesmo período. Nas operações de crédito livre para as pessoas físicas, o financiamento imobiliário teve taxa de crescimento ainda maior, de 6% no mesmo período. Com a expansão, o montante total passou para R$ 3,679 bilhões. Em 12 meses, essa carteira cresceu 38,1%. No financiamento imobiliário com recursos livres a pessoas físicas chama a atenção o volume de novas operações (concessões) realizadas em março, que somou R$ 206 milhões em março. A cifra é 48,7% maior que a registrada em fevereiro e 44,7% maior do que o apurado 12 meses antes.

Bancos públicos

O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, prevê um crescimento de 14% no crédito total este ano, que deve atingir 44% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Ele destacou que há uma expansão moderada do crédito depois do travamento no mercado provocado pela crise financeira internacional. Segundo Altamir, embora esteja voltando à normalidade, o crédito ainda está concentrado nos bancos públicos.

De setembro de 2008 a março deste ano, o crédito nos bancos públicos cresceu 18,3%, enquanto nos bancos privados nacionais avançou 1,5%, e nos bancos privados estrangeiros, 3,5%, informou Altamir. “Para o crédito voltar à normalidade, esse crescimento precisa ser mais disseminado”, afirmou o chefe do Depec, enfatizando que o movimento de retomada do crédito precisa ocorrer nos bancos pequenos e médios, os que mais sofreram com a falta de liquidez. Nesse sentido, Altamir lembrou a criação do novo Recibo de Depósito Bancário (RDB), que permite captação de recursos nos bancos pequenos e médios com garantia de até R$ 20 milhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Segundo Altamir, citando dados da Cetip, neste mês, desde que começou essa nova modalidade de captação de recursos, foram levantados R$ 3,2 bilhões até o dia 21. Segundo ele, o RDB ainda vai surtir efeito nos indicadores de crédito.

Dados parciais

Altamir anunciou que o estoque da carteira de crédito com recursos livres apresentou em abril, até o dia 8, expansão de 1,4% na comparação com o fim de março. Essa expansão foi gerada pelas operações destinadas a empresas, que tiveram crescimento de 1,7%. No mesmo período, os empréstimos destinados às famílias cresceram 0,9%.

Ele também informou que o juro médio nessas operações permaneceu estável em 39,2% ao ano no período. Nas operações para as empresas, houve ligeiro aumento da taxa, de 0,1 ponto para 29% ao ano. Nos empréstimos para pessoas físicas, foi registrada queda de 0,1 ponto para 50% ao ano. Altamir também informou que o spread médio dessas operações permaneceu em 28,5 pontos porcentuais, mesmo patamar observado no fim de março. Nos financiamentos às pessoas jurídicas, houve elevação de 0,1 ponto para 18,1 pontos porcentuais. Para as famílias, houve trajetória contrária, com redução de 0,1 ponto, para 39,6 pontos porcentuais. Spread é a diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes.

Altamir avaliou que a tendência do spread é de redução nos próximos meses, principalmente para pessoa física. Isso acontece, segundo ele, porque a inadimplência nessas operações tende a permanecer estável com possibilidade de redução, “na medida em que a oferta de crédito cresce e os clientes passam a ter a possibilidade de rolar as dívidas passadas”. Segundo ele, as pessoas físicas endividadas devem procurar linhas como o crédito pessoal e o consignado para refinanciar seus compromissos, já que os bancos, principalmente os públicos e os grandes privados, têm aumentado a oferta de suas linhas.