Planejamento Estratégico, uma abordagem prática e objetiva – Parte 4 (Por Guilherme Chagas Pereira)

Planejamento Estratégico, uma abordagem prática e objetiva – Parte 4 (Por Guilherme Chagas Pereira)

Dando continuidade ao artigo / post anterior (clique aqui), no qual iniciamos a apresentação de como realizar um planejamento estratégico, utilizando-se do artigo elaborado pelo Guilherme Chagas Pereira (guilherme.pereira@avacorp.com.br)

Vamos continuar, falando sobre como responder a quarta pergunta, ou seja:

4. Como atingir?

Olhando novamente para figura que publicamos no primeiro artigo, adaptada do livro “Planejamento Estratégico Empresarial”, cujo autor é Mauricio Castelo Branco Valadares:

Capturar

Ao estabelecer todos os seus objetivos e metas, a empresa necessita responder então a quarta pergunta: como atingir? A resposta é simples, mas árdua de executar. A empresa deve estabelecer suas estratégias, ou melhor, suas ações estratégicas. Para a elaboração de suas ações estratégicas, deve-se procurar:

  • Alcançar os pontos fortes nas oportunidades do ambiente;
  • Neutralizar os pontos fortes de seus concorrentes;
  • Maximizar os pontos fracos dos concorrentes, e;
  • Ainda, a empresa deve buscar criar vantagens competitivas duradouras.

Mediante o término da formulação das estratégias, a empresa deve consolidar e registrar, de forma clara e acessível, o conjunto dos seus objetivos, metas e estratégias. Esta consolidação deve resultar em planos de ação (como estamos indo?) com indicadores de desempenho, prazos e status andamento dos mesmos e responsáveis pela execução.

Os planos de ação devem ser elaborados para cada área funcional da empresa (vendas, suprimentos, produção, distribuição, etc.).

Concluídos os planos de ação, é só colocar em prática o planejamento estratégico da empresa. Todavia, as intempéries do dia a dia, causam distorções entre o que foi planejado e o que está sendo efetivamente executado. Para tanto, deve-se acompanhar, corrigir ou ajustar as ações estratégicas (como corrigir?)para que a empresa possa atingir seus objetivos. O acompanhamento para a tomada de decisão passa a ser fundamental no dia a dia da empresa para corregir estas distorções.

O planejamento estratégico pode ser realizado de modo prático e objetivo. Todavia, para o êxito de qualquer planejamento é fundamental a participação dos colaboradores, afinal são eles que irão buscar os objetivos, metas e executar os planos de ação. Um sábio uma vez disse: “Se você não sabe aonde quer chegar, qualquer estrada que você tomar estará ótima. Se você sabe onde quer chegar, você irá buscar a estrada que o levará até lá da melhor maneira possível”.

Planejamento Estratégico, uma abordagem prática e objetiva – Parte 3 (Por Guilherme Chagas Pereira)

Dando continuidade ao artigo / post anterior (clique aqui), no qual iniciamos a apresentação de como realizar um planejamento estratégico, utilizando-se do artigo elaborado pelo Guilherme Chagas Pereira (guilherme.pereira@avacorp.com.br)

Vamos continuar, falando sobre como responder a terceira pergunta, ou seja:

3. O que queremos?

Olhando novamente para figura que publicamos no primeiro artigo, adaptada do livro “Planejamento Estratégico Empresarial”, cujo autor é Mauricio Castelo Branco Valadares:

Capturar

Uma vez conhecendo a si e ao seu mercado, a empresa deve responder a terceira pergunta: o que queremos? Para tanto, deve definir primeiramente os objetivos que deseja alcançar no futuro. Esses objetivos deverão ser quantificados e possuírem um prazo para a sua realização. Ao estabelecer seus objetivos, a empresa deve observar alguns aspectos como:

  • Ser condizentes com a missão, visão e princípios da empresa;
  • Serem específicos, mensuráveis e desafiadores;
  • Ter sistema de controle e avaliação para cada um dos objetivos, e;
  • Ter prioridades estabelecidas.

Para facilitar e monitorar cada um dos objetivos ao longo do prazo estabelecido. É recomendável o estabelecimento de metas. Por exemplo, se o objetivo da empresa for que todos os seus funcionários administrativos aprendam espanhol para atuarem no Mercosul, é recomendável o estabelecimento de metas intermediárias até a conclusão deste objetivo, tais como: os gerentes devem ter o espanhol básico terminado até 15/12/10; os supervisores em 30/01/11; e assim por diante.

Ao estabelecer todos os seus objetivos e metas, a empresa necessita responder então a quarta pergunta: como atingir?

No próximo artigo (clique aqui), iremos comentar sobre como responder a quarta pergunta, ou seja:

  • Como atingir?

A Agenda do Líder para 2010 (Fonte: Revista Amanha)

Capturar

Saiba como cruzar a nuvem de fatos e tendências capazes de alterar o cenário dos negócios em um ano muito promissor para o Brasil – e de cautela no resto do mundo, através da reportagem que foi veiculada na Revista Amanha deste mês de fevereiro de 2010. A reportagem foi elaborada pelo Andreas Müller.

Um cenário de contrastes desponta das análises de qualquer pessoa que se aventure a antever os fatos capazes de moldar 2010. Para o Brasil, a expectativa é de uma sólida retomada econômica depois de um ano de crescimento zero. Já para o mundo, é de estagnação e prudência após o auge da crise financeira. Desde agora, porém, é possível vislumbrar uma série de eventos com força suficiente para alterar a gangorra das expectativas e invalidar o planejamento de muitas empresas para 2010. Quais são eles? Quando vão ocorrer? Uma parte das respostas se desdobra no conteúdo desta “Agenda”, que agrupam os principais fatos esperados para o ano. Na “Agenda” estão não só as eleições e a Copa do Mundo, mas também alguns dos eventos e decisões que podem redesenhar a atual conjuntura econômica e colocar novas prioridades no caminho dos líderes empresariais. Dos juros norte-americanos às convenções ambientais da ONU, das preocupações em torno da política fiscal brasileira ao provável substituto de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central, saiba qual é a melhor rota para singrar este ano que tem tudo para ser bom – ao menos para o Brasil.

Clique aqui e veja a Agenda na sua íntegra!

Sugestão / Dica: utilize estas informações em suas “reuniões / encontros de acompanhamento de cenários” no  Planejamento Estratégico da sua empresa!

Planejamento Estratégico, uma abordagem prática e objetiva – Parte 2 (Por Guilherme Chagas Pereira)

Dando continuidade ao artigo / post anterior (clique aqui), no qual iniciamos a apresentação de como realizar um planejamento estratégico, utilizando-se do artigo elaborado pelo Guilherme Chagas Pereira (guilherme.pereira@avacorp.com.br).

Vamos continuar, falando sobre como responder a segunda pergunta, ou seja:

2. Como estamos?

Olhando novamente para figura que publicamos no primeiro artigo, adaptada do livro “Planejamento Estratégico Empresarial”, cujo autor é Mauricio Castelo Branco Valadares:

Capturar

O passo seguinte é avaliar qual a situação atual da empresa e de seu ambiente (mercado em que atua). Em outras palavras, é responder a segunda pergunta: como estamos? Esta avaliação é realizada através de duas análises, uma externa a empresa e outra interna.

A análise externa tem como objetivo avaliar o mercado em seu contexto atual e futuro. Para tanto, deve-se buscar caracterizá-lo através de três “quadros”:

  1. Quadro das ameaças e oportunidades;
  2. Contexto de negócios x produtos / serviços x mercados, e;
  3. Identificação dos valores dos clientes.

As ameaças são caracterizadas como forças, variáveis ou situações externas adversas à empresa, as quais criam barreiras ao desempenho e/ou ao crescimento. Uma ameaça pode ser uma tendência de alta de juros, inviabilizando um financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos e inibindo o crescimento econômico.

As oportunidades, ao contrário, são caracterizadas por forças, variáveis ou situações externas que favorecem a empresa no seu desenvolvimento e/ou crescimento. A queda de barreiras tarifárias de países do Mercosul é um exemplo de oportunidade de crescimento para a empresa, desde esta esteja em condições de atender a este mercado.

É importante salientar que a ameaça para uma empresa pode ser uma oportunidade para outra, dependendo de sua situação frente às circunstâncias do mercado e vice-versa.

No “quadro” de contexto do negócio x produto / serviço x mercado, é necessário avaliar quais são os mercados que se deseja atuar e quem são os consumidores do produto / serviço. É importante neste ponto, analisar o tamanho dos mercados, qual a sua participação nele e ainda qual a taxa de crescimento de cada um. Desta forma, evita-se competir em um mercado saturado para concentrar esforços em novos. Esta análise também permite um acompanhamento do desempenho em determinado locais de consumo.

A identificação dos valores dos clientes, o terceiro “quadro”, busca descrever melhor quem é o seu cliente e entender quais são suas principais características, peculiaridades, necessidades enfim, seus valores. Esta identificação ode ser feita de maneira simples e objetiva: pergunte ao seu cliente. Faça uma pesquisa por telefone, por e-mail ou mesmo pessoalmente, perguntando se ele está satisfeito com seus serviços, o que poderia melhorar e o que faria se fosse dono do seu negócio.

A análise interna tem por finalidade fazer um diagnóstico interno da organização, identificando os pontos fortes e fracos diante do conjunto de informações obtidas na análise externa.

Os pontos fortes são as características ou diferenças da organização que se sobressaem frente aos seus concorrentes.

Os pontos fracos são as características ou diferenças da organização que se inferiorizam frente aos seus concorrentes.

Estes pontos, fracos e fortes, devem ser avaliados a partir das funções empresariais, tais como, marketing e vendas, financeira, suprimentos, produção, distribuição, recursos humanos, informática, etc. Nesta avaliação devem ser analisados aspectos como posição dos pontos de venda, capacidade financeira para suportar as operações e a integração de suprimentos, produção e distribuição.

No próximo artigo (clique aqui), iremos comentar sobre como responder a terceira pergunta, ou seja:

  • O que queremos?

Planejamento Estratégico, uma abordagem prática e objetiva – Parte 1 (Por Guilherme Chagas Pereira)

A partir deste artigo / post iremos apresentar de uma forma prática e objetivo como realizarmos um planejamento estratégico prático e objetivo. Para tanto iremos publicar um artigo elaborado pelo Guilherme Chagas Pereira (guilherme.pereira@avacorp.com.br)

Segue a primeira parte deste artigo:

Você já parou para planejar suas ações para este ano, ou seja, 2010? E quanto a 2011, 2012 e 2013? Embora a necessidade de planejamento das ações empresariais seja uma afirmação antiga, poucas empresas de pequeno e médio porte, e até as de grande porte, trabalham suas estratégias de modo prático e objetivo.

Um bom planejamento empresarial, ou planejamento estratégico, deve responder a cinco perguntas básicas:

  1. Quem somos?
  2. Como estamos?
  3. O que queremos?
  4. Como atingir?
  5. E como estamos indo?

E ainda podemos acrescentar uma sexta pergunta que irá garantir as demais:

  1. Como corrigir?

Vamos utilizar a figura abaixo, adaptada do livro “Planejamento Estratégico Empresarial”, cujo autor é Mauricio Castelo Branco Valadares:

 Capturar

Vamos então iniciar a responder as seis perguntas, logo começaremos pela:

  • Quem somos?

A caracterização da empresa, ou seja, sua missão, visão e seus princípios são definidos como a razão de ser da empresa. Portanto, a missão de qualquer empresa passa por responder a uma pergunta essencial: qual é o nosso negócio?

Por negócio, entende-se aqui o campo de atuação da empresa no mercado consumidor. São comuns os equívocos de diversos empresários ao responderem a esta pergunta com foco no produto / serviços que oferecem. Normalmente, estes equívocos limitam a empresa em suas ações estratégicas. Para ampliar os horizontes de atuação, a definição do negócio deve ser orientada para o mercado.

Desta forma, uma empresa de serviços de armazenagem responderá que seu negócio é “logística de armazenagem” e não somente de armazenagem de produtos.

A partir da definição do negócio, os empresários definem a missão da empresa, a qual orientará as ações empresariais. Existem vários modelos de missão de empresas no Brasil. Como por exemplo, para uma prestadora de serviços logísticos pode-se citar o seguinte:

“Ser e ser reconhecida como uma empresa de prestação de serviços logísticos de excelência classe mundial”.

A visão passa a ser um complemento da missão, uma vez que tem por objetivo nortear a empresa no seu dia a dia. Por visão pode-se dar o seguinte exemplo:

“Ser um empresa top of mind para nossos clientes em 2013”.

Os princípios são os valores e as crenças empresariais que serão adotados para competir no mercado e exercer suas atividades no dia a dia. Por exemplo, ter foco no cliente, valorizar o capital humano, ter lucro, honestidade, etc.

No próximo artigo (clique aqui), iremos comentar sobre como responder a segunda pergunta, ou seja:

  • Como estamos?

A importância do orçamento empresarial como ferramenta de apoio a controladoria e ao planejamento estratégico – 1ª. Parte (Por Volnei F. de Castilhos)

“Planejamento é o processo de se decidir qual ação deverá ser tomada no futuro”

Como executamos qualquer ação em nossas vidas?

CapturarPara respondermos essa pergunta, começaremos por examinar como agem os seres inferiores aos humanos: os animais irracionais atuam por instinto, executando ações que lhes são determinadas por impulsos próprios, o que algumas vezes os protege de perigos e outras vezes os expõe a riscos da própria vida. Sua sorte, portanto, depende, quase que exclusivamente, de fatores externos, tendo em vista que seus atos não são refletidos previamente.

Já o ser humano saudável, na maioria das vezes, PENSA e EXECUTA, exatamente nesta ordem.

Assim, respondendo à pergunta acima, a maioria das ações que executamos, excluídas aquelas impostas por instintos que não controlamos, é precedida de reflexão e planejamento, mesmo nas tarefas mais simples.

Pensando, agora, nas empreitadas coletivas, imaginemos o que é necessário para colocar-se um carro de Fórmula 1 em ação: engenheiros especializados, sofisticados equipamentos, um piloto qualificado, conhecimento da pista de corrida, controle de peso do carro e outros inumeráveis quesitos.

Logo, o sucesso de quaisquer ações, sejam individuais ou coletivas, é mais facilmente alcançado quando há uma reflexão e programação prévias.

É importante ressaltar que os planos, por si, não garantem o êxito da empreitada, porém sem eles fica mais difícil e/ou mais custoso atingir-se o objetivo.

O orçamento empresarial é a ferramenta de gestão que descreve as manifestações escritas de quanto a empresa crescer suas vendas e quanto irá gastar com os custos de produção, as despesas operacionais e quanto precisará investir em Imobilizados para modernizar seu parque fabril, bem como a projeção do Balanço Patrimonial e do Demonstrativo de Resultado.

Os números que o orçamento irá trabalhar são retirados das metas definidas no Planejamento Estratégico.

No mínimo mensalmente esse acompanhamento deverá ser realizado uma análise do previsto x realizado.  Mais importante que planejar é controlar os resultados realizados e realizar ações corretivas para atingir os resultados planejados.

Ele é uma ferramenta flexível no caso de acontecer eventos econômicos que possam afetar o planejamento da empresa ou reavaliarmos investimentos previstos.

Para fazer o orçamento é definida uma equipe comprometida com os Resultados.

O planejamento deve constituir-se em um esforço coordenado, não sendo produto de uma só pessoa.

Os diversos orçamentos devem ser preparados pelos respectivos responsáveis de cada atividade da empresa, para que se obtenha um comprometimento com a sua consecução.

A consolidação dessas informações é feita, normalmente, por pessoas da área de Controladoria e responsáveis pelas várias áreas da empresa, exatamente para que todos tenham objetivos comuns: RESPEITO A FERRAMENTA ORÇAMENTO EMPRESARIAL.

No próximo artigo falaremos de como elaborar as Projeções do Orçamento.  

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

Promessas “vazias” para serem cumpridas em 2010!

QUINO o mesmo barcoRecentemente li um artigo do Sebastião de Almeida Júnior, publicado no website www.administradores.com.br, dedicado a quem trabalha para que o próximo ano, 2010, seja melhor do que o atual!

No artigo ele cita os riscos de promessas “vazias” na apresentação das estratégias para um novo ciclo de planejamento estratégico, com muita emoção e sem consistência, gerando descrédito junto aos colaboradores.

Em uma determinada sequencia de parágrafos, ele aborda com maestria que não podemos colocar a nossa empresa / planejamento estratégico por “água abaixo” em função de “ventos considerados favoráveis ou não”, ou seja, novas ameaças / oportunidades não identificadas na fase de SWOT.

Abaixo segue o link do artigo.

E você, o que acha destas considerações / alertas / recomendações do Sebastião de Almeida Júnior?

Aguardamos os comentários de vocês!