Achocolatado terá campanha de recall no Rio Grande do Sul (Fonte: Jornal Zero Hora – 06/10/2011)

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça informou nesta quinta-feira que a empresa Pepsico, responsável pela produção do achocolatado Toddynho, fará recall para recolhimento do produto. A campanha vale para o Toddynho Original 200ml, dos lotes L4 32 05:30 a L4 32 06:30, com validade até 19/02/2012. A empresa vai efetuar a troca por similar ou a restituição de valores.

Na semana passada, o DPDC enviou notificação à empresa Pepsico para que prestasse esclarecimentos sobre o produto após reclamação de pessoas com irritação e lesões na mucosa da boca após consumo do achocolatado.

A empresa confirmou que houve falha no envasamento de 80 unidades. Em um dos recolhidos, a análise de laboratório apontou pH impróprio para consumo, com valor de 13,3, alcalino, semelhante ao de produtos de limpeza como soda cáustica e água sanitária. O valor ideal seria até 7.

Em relação aos demais lotes, é aguardado o laudo da inspeção realizada na indústria produtora pela Vigilância Sanitária e pronunciamento da Anvisa. Até lá, a Vigilância Sanitária mantém a interdição cautelar de todos os lotes do produto no comércio distribuidor e varejista do Estado.

A campanha de recall abrange aproximadamente 80 unidades do produto, colocadas no mercado de consumo do Rio Grande do Sul. Mais informações podem ser obtidas com a empresa pelo telefone 0800 703 2222ou pelo site www.toddynho.com.br.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é dever do fornecedor efetuar o reparo ou a troca do produto ou serviço defeituoso a qualquer momento e de forma gratuita. Se houver dificuldade, a recomendação é procurar um dos órgãos de proteção e defesa do consumidor.

Ao menos 15 cidades do RS registraram problemas:

O Centro Estadual da Vigilância em Saúde (CEVS) divulgou na tarde desta quinta-feira novos dados sobre a notificação de pessoas que se sentiram mal após consumo do achocolatado Toddynho no Rio Grande do Sul. O número passou de 32 para 39 desde ontem. Além disso, aumentou de 12 para 15 o número de cidades onde foram registradas notificações.

Veja a lista:

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Um “guia de boas práticas de importação” publicado pelo FDA

O FDA publicou recentemente o draft de um guia para boas práticas de importação. A finalidade deste documento é definir algumas práticas que irão ajudar as empresas a estar em conformidade com as regulamentações americanas.

O documento original pode ser acessado no seguinte link: Guidance for Industry – Good Importer Practices – Draft Guidance

Também, realizamos uma tradução através do Google Tradutor no seguinte link.

Os Passos da Certificação ISO 22000

 

Dando continuidade ao post anterior, estamos dando seqüência, apresentando mais um artigo da Janice Garcia Machado.

A primeira pergunta que ouço nas empresas dispostas a implantar quaisquer sistemas de gestão é: “- Por onde começamos?”. Na ansiedade de rapidamente obter os benefícios, muitas vezes são atropeladas etapas significativas da construção do sistema. É preciso saber que especificamente na implantação dos sistemas de gestão para produção de alimentos seguros a “ordem dos fatores altera totalmente o produto”, ou seja, não é possível implantar algumas etapas, sem necessariamente ter já implementado as anteriores.

A resposta da pergunta anterior é tão relativa quanto às teorias de Einstein. Tudo dependerá da cultura empresarial: conhecimento e evolução já adquiridos, tempo que será dedicado e grau de envolvimento das pessoas. No caso das normas para segurança de alimentos, ainda há dois aspecto importantes: adequação da estrutura física e disponibilidade de recursos para essa adequação.

Inicialmente, sempre recomendo fazer um simples diagnóstico dessas questões. Questionários de investigação para certificação podem ser encontrados em vários sites, mas o melhor ainda é o Check List da ANVISA contido na Resolução 275. Embora inicialmente assustador pelo número de requisitos, esse será a informação mais honesta de diagnóstico, pois revelará o que legalmente deveria estar sendo cumprido por todas as empresas da cadeia produtiva de alimentos.

Os passos seguintes, obrigatoriamente nessa ordem, deverão ser:

  1. Estabelecer cultura organizacional fundamentada em Programas de Higiene e Sanitização;
  2. Adequar-se as Boas Práticas Agrícolas, de Fabricação ou Manipulação;
  3. Implantar a Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC).

Surpreendentemente, são apenas essas as etapas para a implantação de um sistema de gestão certificado pela norma ISO 22000. A dificuldade normalmente reside na primeira etapa. Infelizmente nossa cultura higiênico-sanitária é de um país subdesenvolvido. Provavelmente a maioria das residências desse nosso Brasil continental não possua as condições mínimas para fazer a limpeza e higiene, tanto pessoal, quanto da estrutura física doméstica. Independentemente das responsabilidades governamentais ou da formação familiar e/ou escolar, a verdade é que esses brasileiros entram no mercado de trabalho desconhecendo conceitos básicos de higiene e apenas repetem em suas empresas aquilo que trouxeram em sua cultura. Dessa forma, estaremos nos próximos artigos abordando cada um desses passos, com informações (dicas) do que fazer para melhor conduzi-los no ambiente empresarial.