Após sete horas de sessão na Assembleia Legislativa, os deputados da base aliada conseguiram aprovar, por 31 votos contra nove, o projeto do governo que cria a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) para administrar os pedágios no Rio Grande do Sul. A votação começou após as 15h e foi concluída somente às 22h, pois parlamentares governistas e da oposição se revezaram na tribuna para defender ou atacar a proposta.
A maior polêmica foi em torno da emenda protocolada no início da sessão pelo líder do governo, Valdeci Oliveira (PT), que encaminhou 20 modificações sugeridas pela bancada do PDT e acatadas pelo Palácio Piratini na manhã desta terça-feira (12) em reunião com o governador Tarso Genro (PT).
Para a oposição, a emenda se configurava, na prática, num substitutivo que alterava o projeto inicial já conhecido e, portanto, se recusava a votar sem ter tempo para detalhar melhor as mudanças.
As propostas do PDT, que foram aprovadas por 35 votos favoráveis e 12 contrários, impõem a exigência do modelo de pedagiamento comunitário no Rio Grande do Sul – ou seja, determina que o Estado deve gerir as praças. As modificações também ampliam o espaço da sociedade civil no conselho de administração da empresa e obrigam o governo a criar uma conta específica para administrar os recursos provenientes de cada pedágio, evitando que esse dinheiro vá para o caixa único do Estado.








