Como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos (Por Patrícia Prigol)

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Muitas teorias advogam a favor do processo de estruturação da psiqué e da personalidade do homem a partir da educação e das vivências através dos vínculos parentais. Outras sugerem que o ser humano, ao nascer, já é dotado de um quantum de energia em seu psiquismo rudimentar que poderíamos dizer que parte de seu “eu” já está nele contido. E que, com o passar do tempo, este ego rudimentar, ao ser desenvolvido, construiria uma identidade única, capaz de dar (ou não) conta de suas próprias necessidades emocionais.

No livro “O Drama da Criança Bem Dotada”, a autora Alice Miller descreve situações que remontam a história de muitos personagens (não fictícios) que sofreram as conseqüências de uma educação narcisista na medida em que os pais deixaram de reconhecer a criança em sua essência, substituindo-a por suas próprias necessidades (expectativas, interesses e motivações inconscientes). No livro que inclui em sua introdução uma chamada contundente: “como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos”, podemos perceber as intenções da autora que retrata, com fundamento e experiência, as agruras de uma vida emocional limitada por padrões pré-estabelecidos que reprimem o que há de mais puro na essência do ser humano: toda sua capacidade vital (sua pulsão de vida) que o faz criar, construir, inovar e vencer os desafios que se apresentam a cada momento.

Quantas pessoas procuram auxílio em psicoterapia para poder “se encontrar” e ouvir a sua própria voz interior, porque “deixaram de existir” há muito tempo. Anestesiados e quase falidos em si mesmos produzem sintomas de uma pessoa que está desfalecendo, morrendo aos poucos. Muitas vezes são jovens que já não sentem mais prazer em viver e que descrevem uma apatia e um cansaço que nem mesmo na velhice poderíamos encontrar.

A depressão é um dos transtornos mais freqüentes nos consultórios de Psicologia e de Psiquiatria que exemplifica perfeitamente a situação que apresentamos. Uma pessoa que deixou de viver – e o “deixar de viver” aqui é o mesmo que “deixar de sentir” – carrega um corpo físico e um corpo egóico construído com base nas necessidades do “outro” (um “falso self”), seguindo padrões que nem sempre desejou para si. Submissos a essa voz de comando interno (pois na fase adulta são os pais internalizados que podem ainda falar mais alto) acabam por se dividir entre os seus desejos e a necessidade de corresponder às expectativas alheias para sentirem-se amados e “protegidos emocionalmente” de seus próprios traumas, de suas “faltas”. Assim, podem permanecer neste estágio de subserviência e de controle para evitar o contato com a realidade. A realidade de quem, provavelmente, não se sentiu amado e respeitado em sua individualidade. A realidade que revela a ausência de pais que pudessem ter amado seu filho com base nas suas diferenças, na sua individualidade, ao invés de sobrepor a essa função suas próprias vontades e desejos narcisistas, de adultos que, na maioria das vezes, foram também castrados em seus desejos, depositando em seus filhos a expectativa de reparação de um passado sombrio e recheado de insatisfações e amarguras.

Solução para este conflito, nesta ambivalência entre o “eu” e o “tu”? Psicoterapia associada a uma dose cavalar de boa auto-estima a ponto de olhar para sua realidade e poder, assim, fazer a sua escolha, livre de pré-conceitos e de padrões que servem apenas para controlar e aprisionar as pessoas dentro de uma rede de manipulações e dominações perversas que não podem admitir a felicidade e a superação através do rompimento de mandatos e legados transgeracionais.

Do contrário, uma sociedade perversa como a nossa agradecerá, e muito, o trabalho das famílias que mantém seus filhos à mercê de um outro tipo de domínio e manipulação. Assim, muitos governantes são eleitos e desta forma sofremos os infortúnios causados pela nossa responsabilidade (ou irresponsabilidade?). É de se pensar…

Tensões cotidianas (Por Maria de Lurdes Fontana)

YOGA-PARA-CASAISQuem não se deparou com dias agitados e com tantas coisas a fazer…? O ambiente fica pesado, as tarefas ficam difíceis de “desenrolar”, o estresse aflora dando a impressão que falta tempo para organizar tudo. A síndrome do “não ter tempo” ou de querer fazer tudo ao mesmo tempo.

Parar, olhar, analisar e focar assuntos relevantes, é um grande começo para perceber que em muitas circunstâncias não vale a pena todo o desgaste físico e mental. Organizar-se é um ponto importante para saber separar o que é necessário fazer.

Muitas coisas não precisam ser resolvidas no mesmo dia. Relacionar assuntos e separar em ordem de prioridade, tornar mais leve e agradável o dia. É preciso um começo no firme propósito de dar-se conta que há uma solução naquilo que nos incomoda e atrapalha.

Em dias de forte pressão não é fácil organizar-se. O ser humano sob pressão reage de maneira diferente, dependendo da situação que se encontra.

Lições aprendidas e trocas de experiências com colegas e amigos, ajudam a acalentar a sensação de não ter feito nada, e dá a notória satisfação de que há mais pessoas passando pelas mesmas situações. Aliás, vivemos num mundo que não é permitido ter ociosidade. Somos encurralados por tantas ofertas disso e daquilo, e que em sua grande maioria, são desnecessárias. Há muito lixo virtual, com apelos de toda a sorte, tirando a livre iniciativa de escolha. E quando não se tem a possibilidade de escolha, termina o dia com a nítida impressão de não ter feito nada. Faz sentido dar sentido ao que fazemos.

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

Seja um Papai Noel neste ano!

Natal_CorreiosVocê já ouviu falar no Projeto “Papai Noel dos Correios”? Todo ano os Correios desenvolvem uma ação junto a 28 diretorias regionais (em todo Brasil) que visa a “adoção” de cartas de crianças carentes que escrevem para o Papai Noel pedindo presentes.

Qualquer pessoa comum pode ir até os locais em sua cidade onde as cartinhas estão, adotando uma carta, comprando o presentinho… Depois é só levar aos Correios e ele entrega gratuitamente. Essa não é a única forma de colaborar! Os Correios também aceitam ajuda na triagem das cartas.

No ano passado eu vi pedidos curiosos (para não dizer singelos / humildes), como lençóis, material escolar, pedido de emprego para o pai, arroz, comida, cesta básica, um bolo de aniversário!

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Essa situação, me fez lembrar uma atitude que meus pais faziam quando eu ainda nem existia, os meus pais iam a um orfanato e convidavam uma criança para passar o Natal na casa deles! Pequenos gestos … que ficam gravados para sempre na memória de uma criança e fazem com que o significado do Natal seja o verdadeiro … dar um “presente especial” para o verdadeiro aniversariante … o Menino Jesus!

Você vai se perguntar, mas só no Natal? Ou vai dizer: ajuda é só no Natal? É muito fácil uma pessoa que não tem nenhum tipo de privação fazer esse tipo de questionamento. Imagine não ter nada nem no Natal? Muitos canais de “ajuda” ocorrem nessa época do ano mesmo e essas pessoas precisam recorrer a esses e criar oportunidades, ainda que seja assistencialista. Aliás, antes de questionar algum projeto, pergunte-se o que você tem feito pelo mundo? Por outras pessoas? Cada pessoa pode procurar vários canais que realizam trabalhos sociais durante todo o ano com vários tipos de pessoa, não só no Natal. Então, antes de alguém encher o saco, trabalhe em algo social ativamente ao invés de ficar sentado, questionando e esperando que as coisas aconteçam! Atitude! A responsabilidade é de todos! O projeto mesmo sendo pontual é muito bacana!

Maiores informações acessem o link do projeto, clique aqui!

No Rio Grande do Sul, podemos buscar maiores informações através dos seguinte telefones: (51) 3220-8461 / 3220-8798 / 3221-7272 /9282-3200. Em outros estados da federação, clique neste link.

Oceanos cooperam com a redução de CO2 (Por Tatiana Wegner Ypsilanti)

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Os oceanos têm grande importância na regulagem do nosso clima, absorvendo cerca de 25% de todo o dióxido de carbono gerado pela humanidade.

Infelizmente os oceanos “estão sofrendo”, ou seja, não estão mais dando conta de acompanhar o aumento das emissões. A conseqüência poderá ser desastrosa para o clima no futuro do planeta!

Isso é o que indica agora uma pesquisa recente, feita nos Estados Unidos da América, publicada na Revista Nature nesta quinta-feira (19/11/09). O artigo “Reconstruction of the history of anthropogenic CO2 concentrations in the ocean”, de Samar Khatiwala e outros, pode ser liido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Samar Khatiwala, da Universidade Columbia, e colegas estimaram que os oceanos absorveram um recorde de 2,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis em 2008. Mas, com o aumento na quantidade total de emissões, a proporção absorvida pelos oceanos desde 2000 caiu em cerca de 10%.

Enquanto trabalhos anteriores haviam atribuído a mudança à diminuição do ozônio na estratosfera e a alterações na circulação oceânica induzidas pelas mudanças climáticas, a nova pesquisa sugere que o motivo é mais simples: os oceanos chegaram ao limite, tanto físico como químico, de sua capacidade de absorver o dióxido de carbono.

“Quanto mais dióxido de carbono, mais ácido fica o oceano, reduzindo a capacidade de manter o CO2”, disse Khatiwala. “Por causa dessa conseqüência, com o tempo o oceano se torna um repositório menos eficiente do carbono antrópico. A surpresa é que podemos estar diante das primeiras evidências disso, talvez combinado com a circulação mais lenta por causa do aumento nas emissões.”

Segundo o estudo, o acúmulo de carbono industrial nos oceanos aumentou enormemente na década de 1950, à medida que os oceanos passaram a tentar acompanhar o ritmo acelerado das emissões em todo o mundo.

As emissões continuaram a crescer e, no ano 2000, atingiram tal volume que os oceanos passaram a absorver menos CO2 proporcionalmente, ainda que o total em peso tenha continuado a aumentar. Hoje, segundo a pesquisa, os oceanos mantêm cerca de 150 bilhões de toneladas de carbono industrial, um terço a mais do que em meados da década de 1990.

Pai ausente … filho doente (Por Patrícia Prigol)

pai-ausenteSegundo matéria publicada na revista “Saúde do mês de outubro, pesquisas provam que a figura paterna é tão importante para a criança que, quando ela se sente sistematicamente relegada a segundo plano, acaba com problemas de saúde. Um exemplo que complementa os resultados da pesquisa foi trazido pela psicóloga Alaíde Degani de Cantone, coordenadora do Centro de Pesquisas e Estudos em Psicologia e Saúde, em São Paulo, que observou meninas que tinham engravidado com 15 ou 16 anos, chegou a uma conclusão preocupante: as adolescentes podem usar a gravidez como forma de compensar uma família sem a estrutura adequada, que não forneceu a elas a atenção necessária durante a infância. “Em geral essas meninas se referem aos pais como figuras ausentes e fracas”, diz a psicóloga. “Com a gestação a garota buscaria, inconscientemente, uma resolução para o seu desamparo como filha”, completa.

Mas, o que é um pai ausente? Não, não é aquele que se separou e, por isso, não vê os filhos todos os dias. “Trata-se da figura paterna que pouco ou nada contribui para a formação e a educação dos filhos, independentemente do fato de morar ou não na mesma casa”, esclarece a psicóloga.

E como participar do desenvolvimento da molecada? A especialista dá algumas dicas: “Participe dos momentos importantes, felizes ou não, procure compreender a criança nos seus momentos mais adversos, orientando-a e propondo alternativas para a vida”.

No artigo anterior, no Jornal Ponto Inicial, abordávamos a relação mãe-filho e os efeitos da simbiose na vida da criança e na vida do “adulto”. Aqui, a presença do pai e o exercício de sua função maior – que é ocupar o seu lugar na família – na relação conjugal, desempenhando seus papéis, também fundamentam o tema abordado, a importância do pai na vida do filho. O pai é, sim, imprescindível na vida da criança. É também responsável pelo desenvolvimento saudável (ou não) da criança. No que diz respeito à simbiose, por exemplo, a presença do pai, no estabelecimento da lei (os limites que determina nas relações familiares), faz com que esta relação simbiótica seja rompida e que cada um ocupe o seu lugar na família. E isso contribui significativamente para o desenvolvimento da criança e de sua auto-estima. Dessa forma, ao se ver separadamente da mãe, consegue construir a sua própria identidade.

As pesquisas mais recentes revelam que além dos efeitos no psiquismo e no desenvolvimento de uma personalidade saudável a partir do exercício da função paterna, a saúde de modo geral também pode ficar comprometida se a criança não encontrar no pai essa função. A pediatra Melissa Wake, do Royal Children’s Hospital, em Melbourne, na Austrália, acaba de realizar uma pesquisa com quase 5 mil crianças entre 4 e 5 anos. Ela descobriu que a incidência de sobrepeso e obesidade na garotada em idade pré-escolar tem relação direta com a negligência dos papais. Por que isso acontece? Ninguém sabe ainda. “Aguardamos novas investigações para chegar a conclusões definitivas”, diz a especialista. “Mas a mensagem principal é que não devemos culpar só as mães pelos quilos a mais dos filhos”, afirma. Mesmo que elas sejam as responsáveis pela alimentação da garotada, como acontece em muitas famílias.

Assim, médicos e psicólogos dedicados ao estudo da psicossomática – área que tenta desvendar a interação entre a saúde psíquica e os problemas físicos – acreditam que os resultados da pesquisa australiana são prova contundente de que a figura paterna é importantíssima no desenvolvimento infantil. Então, faz sentido a idéia de que sua ausência esteja relacionada a transtornos alimentares, por exemplo, opina a psicóloga Maria Rosa Spinelli, da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (ABMP). “Décadas atrás, a participação do casal no dia-a-dia das crianças, e não só a do pai, era muito maior”, ressalva a psicóloga Solange Lopes de Souza, da ABMP. Hoje em dia o tempo livre dos pais é dedicado mais para atividades de lazer em benefício próprio. “E o tempo é um fator que conta muito na qualidade da convivência”, assegura Solange.

E, diante das novas configurações familiares, em que tempo de sobra é artigo de luxo, é preciso estar cada vez mais atento para as necessidades da criançada. Por isso, papai, quando o moleque quiser brincar e você estiver lendo o jornal, pense duas vezes antes de deixar o filhote na mão. Um dia sem entender e atender os apelos infantis poderá transformar seu pequeno em um jovem problemático, ou doente, ou um obeso. Saiba que os momentos que vocês desfrutarem juntos – acredite – vão fazer a diferença.

Para motivar, enfie um prego! (Por Vitor Marques)

PregosHoje li um artigo sensacional, do Vitor Marques em seu Blog: “Motivação, Cri”s”e, Profissionalismo”. O artigo faz uma analogia entre buscar constantemente a motivação e conselho dos “velhos mestres da terra”, ou seja, o caboclo / caipira.

Depois de lerem e refletirem sobre o seu conteúdo … comecem a “enfiar e … também receber pregos”!

Segue o link do artigo!

Trabalho voluntário no currículo vitae (www.voluntariosonline.org.br)

trabalhovoluntarioEm 2001 a ONU instituiu o Ano Internacional do Voluntariado, o que fez com que o trabalho voluntário despertasse a atenção de profissionais, empresas e consumidores à responsabilidade social.

Pesquisas como as feitas pelo Instituto Ethos e pelo Jornal Valor Econômico revelam que uma parte dos consumidores – 22% – já optaram ou deixaram de optar por empresas (ou produtos) em razão da sua responsabilidade social.

Na União Européia, em 2009, um novo modelo de currículo vitae foi lançado, no qual o trabalho voluntário o integra, para que assim as características pessoais do candidato sejam avaliadas – capacidade de entrega a uma causa, domínio de línguas estrangeiras, dinâmica e mobilidade, por exemplo.

No Brasil, a importância dado ao trabalho voluntário realizado pelo candidato a uma vaga varia de acordo com a cultura da empresa, ou seja, esse item é avaliado positivamente por empresa que consideram esses valores.

Apesar dos bons olhos sobre o voluntariado, a prática desse tipo de trabalho ainda não é considerada um fator de desempate entre candidatos, podendo até chamar a atenção do empregador, mas não sendo um item decisivo.

Ainda que não seja um critério de seleção, a prática voluntária traz benefícios ao candidato e pode contar como experiência profissional. Algumas empresas já incentivam internamente esse tipo de atividade entre os funcionários e são essas que têm possibilidade de dar maior peso para a prática no processo seletivo.

Com essa nova perspectiva, além do cumprimento com a responsabilidade, o voluntário pode ser “melhor visto” em entrevistas de seleção e ser beneficiado como aluno enriquecendo seu currículo, já que algumas Faculdades as atividades voluntárias desenvolvidas por pelo menos seis meses geram um certificado e podem contar como horas de estágio, obrigatório para alguns cursos de graduação, como é o que acontece na Faculdade Privada de Salvador, na Bahia, onde os alunos dão aulas gratuitas a jovens carentes da uma comunidade na capital baiana.

A Causa Verde traz lucro para as empresas (Por Daniela Matos)

A Revista Guia Exame de Sustentabilidade de novembro de 2009 traz uma série de reportagens sobre SUSTENTABILIDADE apontando inclusive a empresa Walmart como “Empresa Sustentável do Ano”.

pilaresEntre as reportagens destacamos a entrevista realizada com o consultor americano Andrew Winston com o título “COMO LUCRAR COM A NOVA ECONOMIA”. Andrew destaca que as empresas que pretendem adotar políticas verdes devem em primeiro lugar entender que ecoeficiência não é custo! Ele destaca que a mentalidade ultrapassada de que a adoção de práticas ambientais custa caro deve desaparecer, mas que para isso ainda há muito que se fazer.

Algumas práticas de sustentabilidade são exemplificadas:

  • Adotar tecnologias energéticas mais eficientes e econômicas, e;
  • Mudar as estruturas físicas da empresa para aumentar luminosidade natural, reuso da água, etc.

Como diz Andrew o mais importante nesta busca para a ecoeficiência é que as empresas dêem pequenos e contínuos passos para a sustentabilidade ganhando assim o meio ambiente a empresa lucrando.

Escolha Conjugal & Escolha Afetiva (Por Patrícia Prigol)

Muitos casais procuram ajuda por manifestarem conflitos na sua relação conjugal. Entende-se, aqui, a “relação conjugal” como sendo qualquer relação que se caracteriza pelo desejo manifestado de uma união entre os pares. A busca de auxílio nesta área resulta, muitas vezes, na observância da interferência (declarada ou implícita) das figuras parentais e da posição que o cônjuge possivelmente ainda ocupa em sua família de origem. É exatamente aí que reside a maior dificuldade apresentada por muitos casais que se sentem invadidos em sua privacidade e, com isso, não autorizados a viver, de fato, uma relação afetiva com o seu parceiro. Uma das possíveis causas é o vínculo que ainda se mantém com as famílias de origem numa relação de dependência ou subserviência (sujeição).

Outro exemplo é quando os pais do casal, numa relação disfuncional, mantêm seus filhos aprisionados e a serviço de suas motivações, muitas vezes, inconscientes. Como não se trata de uma avenida de mão única, podemos também compreender que os filhos – nesta posição – acreditam obter, obviamente, ganhos secundários. O “pagamento” ou o ganho secundário pode vir através da busca do amor e do reconhecimento de sua função na tríade estabelecida. Na verdade, permanecem nesta condição tentando ocupar um lugar na família buscando sentimento de pertencimento e inclusão. Entretanto, a frustração por não conseguirem tal feito torna-se inevitável.

Freqüentemente me deparo com filhos que vivenciaram fortemente o sentimento de rejeição e a falta de validação de uma das figuras parentais (pais), causando-lhes sérios problemas de auto-estima e insegurança. Colocam-se a serviço da neurose conjugal de seus pais na tentativa de reparar a rejeição, acreditando obter a atenção, o amor e o reconhecimento através do desempenho demonstrados na tríade.

O fato é que tentar constituir uma nova família mantendo-se aliançado a outra, implica na dificuldade de entregar-se na relação que pretendem dar continuidade. É preciso, contudo, divorciar-se dessa dinâmica familiar para poder assumir a relação desejada. E para que este divórcio possa acontecer, os filhos precisam entrar em contato com o “real”, enxergando suas famílias e as relações mantidas como são de fato. Todavia, enxergar os pais reais – e não àqueles idealizados – também pode levar a um sofrimento emocional por perceberem a trama a qual foram envolvidos ou permitiram que assim fosse.

Para divorciarem-se das famílias de origem é necessário entrar em contato com a própria rejeição que sofreram e o lugar que nunca ocuparam na família. Dizer não a estes papéis de sujeição e anulação também pode trazer alívio e uma nova possibilidade de se relacionar consigo mesmo e com o outro. Do contrário, os filhos permanecerão alvo de manipulações e chantagens emocionais originárias de seus antepassados. Há, portanto, apenas uma saída: enxergar sua verdadeira função na família de origem, fazendo a escolha mais adequada que diz respeito aos seus verdadeiros desejos e as suas reais necessidades, visando assegurar a concretização de seu Projeto de vida.

Cabe destacar que nem sempre essa tarefa – que consiste na separação-individuação – é tão simples assim de se cumprir. Muitos precisam de auxílio terapêutico para que o resultado seja alcançado.

Diva[5]Também é importante destacar que existe diferença entre escolha conjugal e escolha afetiva. Normalmente a primeira escolha é muito mais racionalizada (em busca do par ideal) enquanto na segunda a escolha se mostra muito mais fundamentada no afeto do casal. Obviamente que a primeira escolha implica num risco alto para o casal, já que a mesma se mostra parentalizada, ou seja, baseada em figuras parentais substitutas na tentativa de suprir as carências do passado. Não obstante, os casais mais conscientes, quando se deparam com o contrato firmado numa relação de parentela, acabam por sofrer a dolorosa falta em relação ao desejo de estabelecer uma relação homem-mulher de fato. O filme baseado no livro “Divâ”, de Martha Medeiros, mostra bem essas duas facetas no processo da escolha conjugal. A personagem Mercedes arrepende-se de ter casado com um “pai-substituto” e vai em busca de novas aventuras. Vale a pena conferir!

De tudo, resta-nos o alento de sempre encontrarmos uma saída para os nossos dilemas, buscando, sobretudo, o nosso bem-estar e a nossa realização pessoal.

“A um clique de distância”, seja um voluntário “on-line”!

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Há um ano, o Instituto Voluntários em Ação, uma ONG de Florianópolis, colocou em prática uma forma inovadora de pôr em contato instituições que precisam de voluntários e pessoas dispostas a ajudar. Trata-se do website http://www.voluntariosonline.org.br.

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Como funciona: o website indica organizações para as quais se pode fazer trabalho voluntário. São 362 entidades cadastradas, de onze estados brasileiros. O interessado pode refinar a sua busca tanto pelo estado em que fica a instituição como por sua respectiva área de atuação. O website também possibilita que se prestem serviços “on-line” para a entidade escolhida!

A quem se destina: as pessoas que querem ajudar uma instituição, mas não sabem por onde começar. Os serviços “on-line” são uma opção para quem não tem tempo de se deslocar até a organização.

Quantos voluntários já encaminhou: 7.000, em um ano de atuação.

Por que vale a pena recorrer a esse serviço: além do fato de direcionar a pessoa, o website faz o cadastro de instituições que dispõem de toda a documentação legal em ordem. Ou seja, são sérias e idôneas.