Falta pouco para um novo acordo mundial sobre mudanças climáticas – 15ª. Conferência das Partes em Copenhagen (Por Daniela de Matos – www.essencialambiental.com.br)

COP15-logo-smallA 15.ª Conferência das Partes (COP-15) acontece entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, em Copenhagen, Capital da Dinamarca. O encontro é considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais, pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto, vigente de 2008 a 2012. 

Uma atmosfera de expectativa envolve a COP-15, não só por sua importância, mas pelo contexto da discussão mundial sobre as mudanças climáticas. Aparecem aí questões como o impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para se estabelecer metas de redução de emissões e as bases para um esforço global de mitigação e adaptação; os oito anos do Governo Bush, que se recusou a participar das discussões e do esforço de combate á mudança do clima; a chegada de Barack Obama ao poder nos EUA, prometendo uma nova postura; os recentes estudos científicos, muitos deles respaldados pelo IPCC – Grupo Intergovernamental de Mudanças Climáticas que escreveu seu último relatório sobre o clima em Junho de 2008 – e econômicos, com destaque para o Relatório Stern o qual relata um estudo encomendado pelo Governo Britânico sobre os efeitos na economia mundial das alterações climáticas nos próximos 50 anos, realizado pelo economista Britanico do Banco Mundial Sr. Nicholas Stern.

O objetivo brasileiro em Copenhague é conseguir que os países desenvolvidos cortem, até 2020, suas emissões para um nível entre 25% e 40% abaixo do de 1990. Já os países em desenvolvimento devem trabalhar com um “um desvio significativo do crescimento normal de suas emissões”, diz o negociador-chefe do Brasil em Barcelona, Luiz Alberto Figueiredo Machado, do Itamaraty.

Veja na Tabela a seguir as propostas de alguns dos principais países no contexto mundial.

Países Sua meta ou proposta
União Européia Compromisso de reduzir as emissões de CO2 até 2020 em até 20% abaixo do nível de 1990. Se os outros países acompanharem, eles se comprometem em aumentar esta redução em até 30%.
USA Planejam até 2020 uma redução de 17%, porém baseada no ano de 2005. Em comparação com 1990 significa uma redução de somente 6%.
Japão Concordaram em reduzir os gases do efeito estufa até 2020 em no mínimo 15% em relação ao ano de 2005 o que representa uma redução de somente 8 ou 9% em base ao ano 1990. Além disso, no Protocolo de Kioto o Japão já havia acordado em reduzir 6% de suas emissões.
China Pequim não quer até o momento aceitar nenhum tipo de acordo com relação a redução de CO2.
Índia Também a Índia já deixou claro mais de uma vez que o pais não quer assumir nenhum compromisso formal de redução de CO2.
Austrália O país discute propostas do governo para que até 2020 a emissão de CO2 se reduza a 5% em comparação a 2000. Se outros países também se comprometerem na redução eles se comprometem em reduzir até 15% no mesmo período.

Fontes:

  • http://www.portalodm.com.br;
  • http://pt.wikipedia.org;
  • www.jornalfloripa.com.br, Ciência – Thursday, November 05, 2009, e
  • http://www.spiegel.de – publicado em 09/11/2009.

Baixa Auto-estima influencia relações afetivas (Por Patrícia Prigol)

Amor-Minimize-as-Crises-e-Evite-a-SeparacaoMuitos casais procuram ajuda de especialistas para resolverem seus conflitos. Em muitos casos encontramos, no estabelecimento da união, uma história fundamentada na busca da satisfação de necessidades primárias. Ou seja, é comum nos depararmos com contratos conjugais firmados nas bases do relacionamento parentalizado. São “filhos” que procuram nos seus parceiros o que em seu desenvolvimento emocional-afetivo não teriam encontrado de forma satisfatória.

Histórias de grande privação afetiva baseada na escassez de recursos (estímulos) necessários à satisfação das necessidades psicológicas repercutem consideravelmente na formação da auto-imagem do indivíduo. A conseqüente baixa auto-estima motiva, invariavelmente, as escolhas afetivas que serão feitas no transcorrer da sua vida.

Cabe destacar que a construção de uma auto-imagem positiva se dá por meio do reconhecimento e da conseqüente validação do potencial da criança. Para que isso aconteça, é necessário que o adulto responsável consiga aceitá-la e respeitá-la na sua essência, preservando o seu lugar na família. Desta forma ele interfere (positivamente ou negativamente) na observância e no atendimento de suas necessidades de estima, de pertencimento e de validação. É assim que a criança consegue se reconhecer e construir sua auto-imagem. Esse processo torna a pessoa não somente capaz de identificar suas capacidades, mas, sobretudo, capaz de reconhecer-se na totalidade aprendendo a cuidar de suas necessidades psicológicas e a preservar o que há de mais importante nessa primeira lição de vida: o amor por si mesma e o respeito à sua individualidade.

A pessoa que aprendeu a se amar provavelmente não terá grandes dificuldades para fazer escolhas afetivas funcionais. Significa que a construção de sua auto-imagem, baseada na sua auto-estima, se fundamenta no amor-próprio que foi aprendido (e apreendido) por meio da aceitação e valorização de sua pessoa no início de sua vida. Essa primeira grande aquisição desenvolverá novos recursos (internos) capazes de prover suas necessidades afetivas na vida adulta, tornando-a auto-sustentável. Chamamos essa aquisição de individuação. É quando o adulto se torna capaz de bancar a si mesmo e a seu projeto de vida. Uma boa auto-estima faz com que a pessoa reconheça que não é o outro o responsável direto pela satisfação de suas necessidades e, sim, sua própria capacidade de prover a si mesma que manterá seu nível de satisfação e a conseqüente realização pessoal.

Muitas pessoas que apresentam problemas de auto-estima, portanto, não aprenderam a cuidar bem de si mesmas, dependem ainda da aceitação, da aprovação, do olhar de reconhecimento do outro sobre suas próprias necessidades. Daí a vulnerabilidade, a dependência, a sujeição, o “domínio” da outra pessoa sobre sua vida, sobre seus sentimentos e sobre seu estado de infelicidade. Muitas escolhas conjugais não se baseiam em escolhas afetivas e, sim, na necessidade de reparar os danos da auto-estima causados no passado. São filhos buscando em seus parceiros o representante do passado para, então, oferecer-lhe o que não teria “conquistado”: o amor-parentalizado. Neste sentido é comum nos depararmos com pessoas que se submetem a relações disfuncionais por não se verem capazes de cuidar bem de si mesmas. Por isso tantos casamentos fracassados, tantas relações disfuncionais que se perpetuam vida afora… Porque os casais, apesar do sofrimento e da constante frustração, não conseguem, nem mesmo, a separação-individuação.

Saída para esse impasse? Uma boa dose de psicoterapia que pode se dar em diversas modalidades para que o casal encontre, de fato, uma saída que não seja a anulação de suas capacidades e do seu potencial, mas a observância, o reconhecimento e o fortalecimento da sua auto-estima repercutindo na mudança do contrato conjugal. Transformar uma relação parentalizada numa relação afetiva é possível. Basta um pouco de coragem e ajuda necessária para transformar essa realidade.

Sustentabilidade na pequena empresa é possível?

sustentabilidade empresarialEstou elaborando um ajuste / revisão na Política da Qualidade de um cliente, mais precisamente em seus objetivos para a qualidade, com a finalidade de buscar um objetivo vinculado aos sócios desta empresa, estava imaginando em vincular a “lucratividade”, mas percebi que este “objetivo” é muito pequeno! Sim, somente pensar na lucratividade não garante a sustentabilidade das empresas! Assim pensei em elaborar um objetivo vinculado a “ser sustentável”.

 

Este conceito esta “na moda”, mas como sempre mal interpretado ou a grande maioria implementado “pela metade”!

Realizei algumas buscas, através do “santo Google” e me deparei com um texto muito bem elaborado e com uma abordagem bem prática. Acredito que irei conseguir, através deste artigo, deste autor, conscientizar os sócios desta empresa, nosso cliente, a assumir na íntegra o “valor” deste conceito.

O texto / artigo foi elaborado pelo Luiz Henrique de Paiva José (clique no nome deste profissional para buscar maiores informações deste profissional).

Segue o artigo na íntegra:

Sustentabilidade na pequena empresa.

Estamos muito acostumados a ouvir sobre sustentabilidade nas empresas. Na realidade, sustentabilidade é uma das palavras da moda no mundo corporativo, e nem sempre é aplicada de uma forma correta.

Então vamos começar por aí: o que é uma empresa sustentável? Eu a definiria da seguinte forma: é a empresa que continua gerando lucros para seus acionistas sem causar impactos negativos aos outros stakeholders (partes interessadas) da empresa. Parece simples demais? Pois É muito simples.

Sejamos claros: uma empresa é feita para gerar lucro para seus donos ou acionistas (alguém discorda?). Os outros stakeholders são os funcionários, os clientes, os concorrentes, o governo, o meio ambiente, a comunidade em torno da empresa, etc. Portanto, se a organização consegue atingir seu objetivo principal (o lucro), mantendo impactos positivos para todos aqueles que participam direta ou indiretamente das atividades da empresa, ela se sustentará por longo prazo.

Bom, agora que esclarecemos o que é sustentabilidade, como isto se aplica à sua pequena empresa? Não cometa o erro de pensar que sustentabilidade se aplica somente às grandes corporações… estas somente “aparecem” mais porque possuem um alcance maior e portanto têm impacto em um número maior de pessoas. Lembre-se que seu empreendimento tem um impacto local, e que deve ser sustentável em seu ambiente.

Para tornar sua pequena empresa sustentável, pense nos seguintes aspectos:

1. Sustentabilidade Ambiental:

  • O lixo de sua empresa é reciclado?
  • Os resíduos gerados (em caso de pequenas indústrias) são tratados e despejados adequadamente?
  • Sua empresa apóia iniciativas ecológicas locais?
  • Caso seu bairro não possua iniciativas ecológicas, sua empresa as cria?

2. Sustentabilidade Social:

  • Seus funcionários recebem um salário justo e um tratamento digno?
  • As condições e segurança no trabalho na empresa são adequadas?
  • Sua empresa apóia programas sociais locais?

3. Sustentabilidade Cultural:

  • Sua empresa está bem encaixada no perfil do bairro ou da região?
  • Sua empresa apóia programas culturas no bairro?
  • O tipo de atividade exercida é adequada para a região na qual a empresa está?
  • Os valores culturais dos funcionários são os mesmos que os do empreendedor?

4. Sustentabilidade Econômica:

  • A empresa consegue gerar lucro atuando de forma legal?
  • As negociações com os fornecedores são levadas de forma justa?
  • Os clientes recebem o valor pelo qual estão pagando ou são enganados com falsa propaganda?
  • A concorrência é feita de forma ética?

Aplicando o conceito de sustentabilidade em seu empreendimento, você não só poderá ver o crescimento da empresa e dos lucros no longo prazo, como se sentirá bem ao ver os impactos positivos que causa ao seu redor.

Auto-estima influencia a qualidade de vida (Por Patrícia Prigol)

dicas-de-como-elevar-sua-auto-estima

A auto-estima de uma pessoa inclui a avaliação subjetiva que ela faz de si mesma como sendo essencialmente positiva ou negativa, em algum grau e baseada nas suas vivências (as experiências que trouxeram um significado importante na formação de sua auto-imagem), além do reconhecimento das suas capacidades e limitações.

Uma boa auto-estima faz com que a pessoa esteja conectada com a realidade e assim possa identificar as possibilidades e oportunidades que levarão ao alcance de seus objetivos. As pessoas que possuem uma boa auto-estima estão, normalmente, muito mais focadas em seus objetivos e em resultados do que em situações ou fatos.

Sabe-se, contudo, que esse sentimento é construído a partir das experiências que se tem no decorrer do desenvolvimento da pessoa. E os acontecimentos que podem aparecer durante esse processo são, também, determinantes para que a pessoa tenha ou não uma boa auto-estima. Sendo assim, a auto-estima pode ser constituída como uma característica permanente da personalidade ou como uma condição psicológica temporária, ligada aos acontecimentos que surgem na vida e que podem lhe afetar de maneira positiva ou negativa.

A pessoa pode também “perder” temporariamente sua boa auto-estima quando influenciada por situações que a afetaram negativamente. Pessoas com baixa auto-estima apresentam, em sua fala, um discurso carregado de negativismo, acompanhado de uma desqualificação de seu potencial e capacidades. Geralmente enxergam mais os impedimentos do que as oportunidades apresentadas pela vida. Decorrentes a essas características estão muitos problemas emocionais que limitam a vida das pessoas. Os vínculos podem se mostrar empobrecidos na medida em que ela se sente incapaz de estabelecer relações saudáveis e produtivas. Suas escolhas são afetadas, tendo, na maioria das vezes, dificuldade de relacionamento com seu parceiro. Problemas com a auto-estima também provocam conflitos entre cônjuges repletos de ciúmes, disputas de poder, competição e rivalidade. Também são comuns disfunções sexuais e transtornos alimentares relacionados ao caso.

O tratamento mais indicado para esses casos é a psicoterapia. Existem técnicas diferentes, entretanto, cabe a cada pessoa informar-se a respeito para poder encontrar o tratamento apropriado às suas necessidades. Os casos de quem tem procurado a ajuda de profissionais para tratamentos e o perfil dessas pessoas é bem variado. Homens e mulheres possuem problemas relacionados ao amor próprio.

Manter-se atento aos próprios pensamentos e ações tomados diariamente, pode ser um excelente caminho para que a pessoa identifique quando apresentar dificuldades ao lidar com sua rotina e suas adversidades. Quando a tolerância à frustração diminui, significa que é o momento para procurar ajuda e resgatar o equilíbrio perdido. Monitorar pensamentos, estados de humor e atitudes tomadas é um caminho seguro e eficiente no combate tanto do estresse, quanto da baixa auto-estima.

No ambiente profissional, quem possui boa auto-estima tende a ser mais seguro e adaptativo ao ambiente. São pessoas mais flexíveis diante de conflitos de ordem interpessoal que necessitam de resoluções baseadas em habilidades pessoais. Assim, possuem mais chances de serem promovidas pelo desenvolvimento de suas competências ou de tolerar frustrações neste processo. Uma pessoa que se valoriza, além de render mais no trabalho, não perde o foco em seu projeto de vida. Por isso tem mais probabilidade de sucesso. 

Alguns casos de baixa auto-estima ocorrem por pressão demais ou desvalorização no emprego. Um exemplo é o assédio moral, que afeta fortemente os indivíduos. Os danos causados levam muitas pessoas a quadros de depressão, tendo de recorrer a ajuda médica e psicológica a até intervenções hospitalares.

Campanha “Saco é um saco”

Recebemos um e-mail da WWF-Brasil, convidando-nos para aderir na campanha “Saco é um saco”, vide “cartaz” abaixo:

Cartaz wwf saco e um saco

Muito criativo … acessei o website da campanha (www.sacoeumsaco.com.br) e o conteúdo é riquíssimo em informações.

A campanha é do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da WWF-Brasil e diversas organizações e empresas!

Neste “cartaz” existe um convite “legal” para avaliar o “quanto” iremos deixar de marca, ou seja, pegada em nosso planeta! Acesse este link e você poderá participar e principalmente se conscientizar, é a nossa “pegada ecológica”!

Também apresenta uma ampliação dos princípios dos “3Rs” (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) … para o Recusar! Vide neste link, um artigo no Blog da campanha sobre este assunto!

Pessoal, vamos fazer a nossa parte! 4Rs nos sacos plásticos!

A relativização e a fragmentação da ética e dos valores em nossa sociedade e na vida de nossas crianças (Por Patrícia Prigol)

direitospcdVivemos numa sociedade que propõe a relativização e a fragmentação da ética e dos valores. Tudo passou a ser relativo. As próprias leis que deveriam determinar o limite entre o que é permitido e saudável para uma sociedade e o que não é, também se mostram frágeis na medida em que os recursos disponibilizados pela própria lei permite ao infrator ou criminoso uma defesa ou uma condenação branda. O que vemos, a exemplo (ou mau exemplo), através dos meios de comunicação é essa “banalização” e essa fragmentação dos fatos e acontecimentos.

Não podemos esquecer que esse “caos” que assistimos diariamente pelas diversas mídias exprime e imprime as nossas vivências e as mudanças em nossa sociedade. Por isso, falar sobre os efeitos danosos e positivos dos meios de comunicação, como a própria televisão, é ir além do que se vê. É poder analisar o momento que nossa sociedade está vivendo.

Nossa sociedade revela a ausência de uma “totalidade” que nos daria uma noção mais clara dos limites entre a normalidade e o patológico. Tudo passou a ser relativizado. Dá-se “jeito prá tudo” e todas as ações têm uma justificativa plausível. Isso também está sendo passado através dos meios de comunicação, revelando a fragilidade que nossas crianças se encontram. Podemos dizer, assim, que vivemos um quadro de patologia social.

A criança precisa encontrar um espaço para discussão e análise do que se passa nas entrelinhas e na subjetividade de toda informação que recebe. Os pais precisam estar atentos ao que a criança assiste e precisam ajudá-la a pensar. É tarefa dos pais e educadores desenvolver o espírito crítico na criança. Esse espírito crítico vai fazer com que ela aprenda a selecionar os “conteúdos” apresentados, incluindo a própria Internet.

Vale lembrar – e usar como referência – o que dizíamos antigamente às crianças, de que elas não deveriam aceitar “balinhas e docinho” de estranhos. Hoje, devemos continuar usando esse argumento para mostrar à criança que ela também não deve aceitar todos os “convites” e as propostas feitas pela televisão e pela Internet, pelos amigos e pela sociedade.

Penso que a saída para essa pós-modernidade que ainda viveremos é enfatizar aos jovens a idéia de critério e hierarquia. E essa é uma missão extremamente difícil, pois estamos indo, dessa maneira, contra o movimento que a sociedade propõe: a relatividade das coisas. Ou seja, tudo se equivale. Na relatividade não existem diferenças, não existem regras, tudo é permitido e compreendido (aceito). Ex: “Posso obedecer ou não ao sinal de trânsito e dá na mesma, o negócio é levar vantagem em tudo”. E o pior dessa relativização e fragmentação da história dos acontecimentos é que, muitas vezes, os pais se encontram nessa mesma posição, contribuindo e reforçando o “vale-tudo” da nossa sociedade.

A questão é complexa, pois se alguns pais se mostram “contaminados” com o meio em que vivem, como poderiam passar, de forma firme e hierárquica, os limites baseados nos valores da ética e da moral que determinam o equilíbrio necessário à vida da criança? Segundo a professora titular de filosofia contemporânea Scarlett Marton, da Universidade de São Paulo, na matéria apresentada pela Revista Cláudia no mês de junho, sobre “O mal, o bem e a gente”, “… a idéia de que é preciso ter uma visão de conjunto do processo histórico e da sociedade, uma concepção do homem e da inserção social, histórica e cultural, caiu em desuso e foi substituído por algo fragmentário. Por exemplo, as coletâneas e artigos substituem livros com começo, meio e fim; na medicina, a proliferação de especialistas torna inoperante o clínico geral; em artes e entretenimento, o tempo da TV é mais fragmentado que o do cinema, e o do videoclipe mais fragmentado que o da TV”. Sofremos esse impacto no cotidiano. E a sensação de não ter tempo para dar conta de toda demanda e digeri-la produz o estresse, a síndrome de Burnout e tantas outras doenças reativas que levam as pessoas a experimentar uma sensação de “vazio” e de falta. Vivemos a experiência do “tempo picotado”. E sem a visão de conjunto, fica difícil ter discernimento para estabelecer critérios e prioridades.

As estratégias para o ano de 2010 (Por Volnei F. de Castilhos)

0062Já estamos entrando no último trimestre de 2009 e o que talvez traga algumas reflexões são os cenários para o ano de 2010.

É o ano de eleições presidenciais. Bem, nos planejamentos estratégicos precisamos acreditar em um ano melhor. Talvez não tenhamos o crescimento que obtivemos em 2007, mas será um ano bom para nossas empresas.

Com certeza, melhor do que 2009.  O ano de 2009 foi um ano de muito aprendizado!

As eleições sempre causam apreensões em relação ao nível de investimentos que nossas empresas farão ou deixarão de fazer.

Estamos com a menor taxa de juros SELIC dos últimos tempos, apesar de ainda ser considerada uma das maiores taxas de juros de mundo.

Precisamos pensar positivamente, sonhar, mas documentar nossos sonhos em estratégias, ações e buscar as suas realizações ao longo de 2010.

A grande importância de planejar com todos nossos colaboradores e compartilhar nossas ações para melhorar os resultados das empresas para o ano de 2010.

Os temores, crises, dificuldades, tudo isso para nós brasileiros, moldados com crises desde a década de 80, talvez essa tenha sido uma das menores.

Crise é aprendizado. Também nos lembra novamente que não precisa ter crise para pensarmos em PLANEJAMENTO, em investir mais nas pessoas e buscar sempre novos mercados e novas oportunidades.

O importante nesse momento é reavaliar nossos mercados, rever nosso foco estratégico, entender ainda mais as necessidades de nossos clientes e acima de tudo INOVAR.

Dificilmente algum negócio sobreviverá sem que haja investimentos em novas linhas de produção, em qualidade, em pessoas e uma preocupação constante com reduzir custos.

Quem ainda não pensou no planejamento estratégico para a sua empresa, essa é a hora de implantar uma das ferramentas mais utilizadas no mundo da gestão.

Não vamos perder tempo, pois nosso concorrente não perde oportunidades para ampliar seu mercado.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

Separação / Individuação (Por Patrícia Prigol)

parqueSomos seres gregários por natureza, portanto, temos que admitir que pertencer a um determinado grupo, no princípio, tornou-se uma questão de sobrevivência. A estória de Benjamin Button, personagem vivido por Brad Pitt no cinema, não se sustenta na vida real. Nascer velho e morrer na tenra infância, infelizmente (ou felizmente) não é a nossa condição. Nascemos totalmente dependentes do nosso núcleo familiar e nada podemos fazer para mudar esta realidade.

Assim, o meio em que vivemos durante alguns anos pode contribuir ou dificultar o desenvolvimento de nossas capacidades. Existem inúmeros fatores que influenciam diretamente o nosso desenvolvimento. Crenças, mitos, valores e princípios, hábitos e costumes compõem um cenário cultural de legados e mandatos que podem se perpetuar por diversas gerações. Este padrão de comportamento e de mentalidade que circula pelos vários “núcleos familiares” (várias gerações), imbuído, muitas vezes, de conflitos não-resolvidos, pode penetrar os porões do nosso inconsciente influenciando nossas escolhas e nossa caminhada.

Segundo a teoria psicanalítica, nosso inconsciente é uma espécie de “caixa-preta” (semelhante à caixa-preta de um avião) que registra as manifestações e ocorrências durante o nosso percurso, as quais nem sempre conseguimos acessar. Outras teorias afirmam, ainda, que carregamos – muito antes de nascer – certa bagagem que vai se apresentando ao longo da nossa vida. Contudo, não podemos negar a pré-disposição genética, constitucional e hereditária que, aliada ao meio em que vivemos, fará grande diferença em nossa trajetória.

O fato é que, se nascemos completamente dependentes, precisamos de uma família ou de progenitores capazes de dar conta da nossa sobrevivência durante a nossa infância, capazes de nos auxiliar numa árdua tarefa que se remete à “construção de nós mesmos”. Precisamos de um “outro” para nos construirmos. Mas o que fazer quando este “outro” (figura parental) fracassa nessa função primordial seja por incapacidade, negligência ou omissão? Vimos, anteriormente, que nossa bagagem, ao nascer, não está completamente vazia, que podemos encontrar algumas saídas para as nossas privações. São as chamadas “figuras substitutas” que podem nos assessorar quando nossa família fracassa na sua função. Estas figuras podem estar entre os nossos pares, os nossos iguais. É por isso que a criança usa o lúdico (com outras crianças também) na tentativa de resolver os seus “dilemas” e preencher suas lacunas.

Porém, haveria alguma conseqüência danosa para àqueles que necessitariam de um caminho alternativo? É comprovado que uma das conseqüências é gerada pela dúvida, a qual se manifesta dentro de cada “sobrevivente”. Dúvida em relação a capacidade de poder viver fora dessa dinâmica psicológica que os levaria a perpetuar sua história de privações e negligência. São estes os pacientes que se queixam de menos-valia, de sentimento de inferioridade e baixa auto-estima.

Como superar esta dúvida cruel? Seria possível romper com este “cordão” que os une à dinâmica de suas famílias de origem? Um dos caminhos trilhados na superação destes obstáculos está em poder se ver separadamente do contexto em que viveram. Enxergando-se de fora do círculo familiar, rompendo com mandatos e legados trazidos de outras gerações, as pessoas tendem a reencontrar o equilíbrio perdido, a segurança necessária para a construção da sua própria história de vida, não mais dependendo da bagagem dos antepassados para “sobreviver”. Separação-individuação representa um resgate da individualidade perdida.

A hora de ir embora (Fonte: Zero Hora)

CapturarEm diversas oportunidades, durante as minhas atividades de consultoria, alguns profissionais me perguntam sobre qual o melhor momento para “ir embora” da empresa no qual atualmente eles estão trabalhando. Questionam se existe um “tempo padrão” de permanência nas empresas e outras questões deste tipo.

A cerca de 18 anos atrés, quando eu estava na iniciativa privada, como funcionário contratado, escutei de um colega mais experiente de que o “tempo padrão” limite de permanência seria até 5 anos. Eu sempre usei esse conselho como base para as minhas respostas junto a estes profissionais desmotivados ou angustiados com a suas situações nestas empresas.

Mas finalmente agora tenho como arriscar em dar a resposta / conselho mais adequado para estes questionamentos, pois recentemente li um artigo no jornal Zero Hora, no qual descrevia que temos que pensar em nossa carreira como um “ciclo produtivo”, ou seja, não existe tempo máximo de permanência. A carreira deve ser pensada como um ciclo produtivo de um profissional e a sua satisfação em estar produzindo!

A função exercida e a idade do profissional são variáveis que interferem nessa fase. Quem ocupa cargos gerenciais e tem idade mais avançada demanda um tempo maior até a sensação de dever comprido. Já a chamada Geração Y – os nascidos na década de 1980 -, tem uma média de dois anos e meio de estabilidade.

Neste artigo, que li, existe uma explicação muito boa sobre as “fases” da nossa carreira profissional, vale a pena refletir sobre esta abordagem!

Bom … segue o link do artigo, aproveitem a leitura e aguardo os comentários de vocês sobre estes assuntos!