Auto-estima influencia a qualidade de vida (Por Por Patrícia Prigol)

auto-ajuda-aprenda-ter-poder-decisao-460x345-brA auto-estima de uma pessoa inclui a avaliação subjetiva que ela faz de si mesma como sendo essencialmente positiva ou negativa, em algum grau e baseada nas suas vivências (as experiências que trouxeram um significado importante na formação de sua auto-imagem), além do reconhecimento das suas capacidades e limitações.

Uma boa auto-estima faz com que a pessoa esteja conectada com a realidade e assim possa identificar as possibilidades e oportunidades que levarão ao alcance de seus objetivos. As pessoas que possuem uma boa auto-estima estão, normalmente, muito mais focadas em seus objetivos e em resultados do que em situações ou fatos.

Sabe-se, contudo, que esse sentimento é construído a partir das experiências que se tem no decorrer do desenvolvimento da pessoa. E os acontecimentos que podem aparecer durante esse processo são, também, determinantes para que a pessoa tenha ou não uma boa auto-estima. Sendo assim, a auto-estima pode ser constituída como uma característica permanente da personalidade ou como uma condição psicológica temporária, ligada aos acontecimentos que surgem na vida e que podem lhe afetar de maneira positiva ou negativa.

A pessoa pode também “perder” temporariamente sua boa auto-estima quando influenciada por situações que a afetaram negativamente. Pessoas com baixa auto-estima apresentam, em sua fala, um discurso carregado de negativismo, acompanhado de uma desqualificação de seu potencial e capacidades. Geralmente enxergam mais os impedimentos do que as oportunidades apresentadas pela vida. Decorrentes a essas características estão muitos problemas emocionais que limitam a vida das pessoas. Os vínculos podem se mostrar empobrecidos na medida em que ela se sente incapaz de estabelecer relações saudáveis e produtivas. Suas escolhas são afetadas, tendo, na maioria das vezes, dificuldade de relacionamento com seu parceiro. Problemas com a auto-estima também provocam conflitos entre cônjuges repletos de ciúmes, disputas de poder, competição e rivalidade. Também são comuns disfunções sexuais e transtornos alimentares relacionados ao caso.

O tratamento mais indicado para esses casos é a psicoterapia. Existem técnicas diferentes, entretanto, cabe a cada pessoa informar-se a respeito para poder encontrar o tratamento apropriado às suas necessidades. Os casos de quem tem procurado a ajuda de profissionais para tratamentos e o perfil dessas pessoas é bem variado. Homens e mulheres possuem problemas relacionados ao amor próprio.

Manter-se atento aos próprios pensamentos e ações tomados diariamente, pode ser um excelente caminho para que a pessoa identifique quando apresentar dificuldades ao lidar com sua rotina e suas adversidades. Quando a tolerância à frustração diminui, significa que é o momento para procurar ajuda e resgatar o equilíbrio perdido. Monitorar pensamentos, estados de humor e atitudes tomadas é um caminho seguro e eficiente no combate tanto do estresse, quanto da baixa auto-estima.

No ambiente profissional, quem possui boa auto-estima tende a ser mais seguro e adaptativo ao ambiente. São pessoas mais flexíveis diante de conflitos de ordem interpessoal que necessitam de resoluções baseadas em habilidades pessoais. Assim, possuem mais chances de serem promovidas pelo desenvolvimento de suas competências ou de tolerar frustrações neste processo. Uma pessoa que se valoriza, além de render mais no trabalho, não perde o foco em seu projeto de vida. Por isso tem mais probabilidade de sucesso. 

Alguns casos de baixa auto-estima ocorrem por pressão demais ou desvalorização no emprego. Um exemplo é o assédio moral, que afeta fortemente os indivíduos. Os danos causados levam muitas pessoas a quadros de depressão, tendo de recorrer a ajuda médica e psicológica a até intervenções hospitalares.

Como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos (Por Patrícia Prigol)

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Muitas teorias advogam a favor do processo de estruturação da psiqué e da personalidade do homem a partir da educação e das vivências através dos vínculos parentais. Outras sugerem que o ser humano, ao nascer, já é dotado de um quantum de energia em seu psiquismo rudimentar que poderíamos dizer que parte de seu “eu” já está nele contido. E que, com o passar do tempo, este ego rudimentar, ao ser desenvolvido, construiria uma identidade única, capaz de dar (ou não) conta de suas próprias necessidades emocionais.

No livro “O Drama da Criança Bem Dotada”, a autora Alice Miller descreve situações que remontam a história de muitos personagens (não fictícios) que sofreram as conseqüências de uma educação narcisista na medida em que os pais deixaram de reconhecer a criança em sua essência, substituindo-a por suas próprias necessidades (expectativas, interesses e motivações inconscientes). No livro que inclui em sua introdução uma chamada contundente: “como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos”, podemos perceber as intenções da autora que retrata, com fundamento e experiência, as agruras de uma vida emocional limitada por padrões pré-estabelecidos que reprimem o que há de mais puro na essência do ser humano: toda sua capacidade vital (sua pulsão de vida) que o faz criar, construir, inovar e vencer os desafios que se apresentam a cada momento.

Quantas pessoas procuram auxílio em psicoterapia para poder “se encontrar” e ouvir a sua própria voz interior, porque “deixaram de existir” há muito tempo. Anestesiados e quase falidos em si mesmos produzem sintomas de uma pessoa que está desfalecendo, morrendo aos poucos. Muitas vezes são jovens que já não sentem mais prazer em viver e que descrevem uma apatia e um cansaço que nem mesmo na velhice poderíamos encontrar.

A depressão é um dos transtornos mais freqüentes nos consultórios de Psicologia e de Psiquiatria que exemplifica perfeitamente a situação que apresentamos. Uma pessoa que deixou de viver – e o “deixar de viver” aqui é o mesmo que “deixar de sentir” – carrega um corpo físico e um corpo egóico construído com base nas necessidades do “outro” (um “falso self”), seguindo padrões que nem sempre desejou para si. Submissos a essa voz de comando interno (pois na fase adulta são os pais internalizados que podem ainda falar mais alto) acabam por se dividir entre os seus desejos e a necessidade de corresponder às expectativas alheias para sentirem-se amados e “protegidos emocionalmente” de seus próprios traumas, de suas “faltas”. Assim, podem permanecer neste estágio de subserviência e de controle para evitar o contato com a realidade. A realidade de quem, provavelmente, não se sentiu amado e respeitado em sua individualidade. A realidade que revela a ausência de pais que pudessem ter amado seu filho com base nas suas diferenças, na sua individualidade, ao invés de sobrepor a essa função suas próprias vontades e desejos narcisistas, de adultos que, na maioria das vezes, foram também castrados em seus desejos, depositando em seus filhos a expectativa de reparação de um passado sombrio e recheado de insatisfações e amarguras.

Solução para este conflito, nesta ambivalência entre o “eu” e o “tu”? Psicoterapia associada a uma dose cavalar de boa auto-estima a ponto de olhar para sua realidade e poder, assim, fazer a sua escolha, livre de pré-conceitos e de padrões que servem apenas para controlar e aprisionar as pessoas dentro de uma rede de manipulações e dominações perversas que não podem admitir a felicidade e a superação através do rompimento de mandatos e legados transgeracionais.

Do contrário, uma sociedade perversa como a nossa agradecerá, e muito, o trabalho das famílias que mantém seus filhos à mercê de um outro tipo de domínio e manipulação. Assim, muitos governantes são eleitos e desta forma sofremos os infortúnios causados pela nossa responsabilidade (ou irresponsabilidade?). É de se pensar…

Pai ausente … filho doente (Por Patrícia Prigol)

pai-ausenteSegundo matéria publicada na revista “Saúde do mês de outubro, pesquisas provam que a figura paterna é tão importante para a criança que, quando ela se sente sistematicamente relegada a segundo plano, acaba com problemas de saúde. Um exemplo que complementa os resultados da pesquisa foi trazido pela psicóloga Alaíde Degani de Cantone, coordenadora do Centro de Pesquisas e Estudos em Psicologia e Saúde, em São Paulo, que observou meninas que tinham engravidado com 15 ou 16 anos, chegou a uma conclusão preocupante: as adolescentes podem usar a gravidez como forma de compensar uma família sem a estrutura adequada, que não forneceu a elas a atenção necessária durante a infância. “Em geral essas meninas se referem aos pais como figuras ausentes e fracas”, diz a psicóloga. “Com a gestação a garota buscaria, inconscientemente, uma resolução para o seu desamparo como filha”, completa.

Mas, o que é um pai ausente? Não, não é aquele que se separou e, por isso, não vê os filhos todos os dias. “Trata-se da figura paterna que pouco ou nada contribui para a formação e a educação dos filhos, independentemente do fato de morar ou não na mesma casa”, esclarece a psicóloga.

E como participar do desenvolvimento da molecada? A especialista dá algumas dicas: “Participe dos momentos importantes, felizes ou não, procure compreender a criança nos seus momentos mais adversos, orientando-a e propondo alternativas para a vida”.

No artigo anterior, no Jornal Ponto Inicial, abordávamos a relação mãe-filho e os efeitos da simbiose na vida da criança e na vida do “adulto”. Aqui, a presença do pai e o exercício de sua função maior – que é ocupar o seu lugar na família – na relação conjugal, desempenhando seus papéis, também fundamentam o tema abordado, a importância do pai na vida do filho. O pai é, sim, imprescindível na vida da criança. É também responsável pelo desenvolvimento saudável (ou não) da criança. No que diz respeito à simbiose, por exemplo, a presença do pai, no estabelecimento da lei (os limites que determina nas relações familiares), faz com que esta relação simbiótica seja rompida e que cada um ocupe o seu lugar na família. E isso contribui significativamente para o desenvolvimento da criança e de sua auto-estima. Dessa forma, ao se ver separadamente da mãe, consegue construir a sua própria identidade.

As pesquisas mais recentes revelam que além dos efeitos no psiquismo e no desenvolvimento de uma personalidade saudável a partir do exercício da função paterna, a saúde de modo geral também pode ficar comprometida se a criança não encontrar no pai essa função. A pediatra Melissa Wake, do Royal Children’s Hospital, em Melbourne, na Austrália, acaba de realizar uma pesquisa com quase 5 mil crianças entre 4 e 5 anos. Ela descobriu que a incidência de sobrepeso e obesidade na garotada em idade pré-escolar tem relação direta com a negligência dos papais. Por que isso acontece? Ninguém sabe ainda. “Aguardamos novas investigações para chegar a conclusões definitivas”, diz a especialista. “Mas a mensagem principal é que não devemos culpar só as mães pelos quilos a mais dos filhos”, afirma. Mesmo que elas sejam as responsáveis pela alimentação da garotada, como acontece em muitas famílias.

Assim, médicos e psicólogos dedicados ao estudo da psicossomática – área que tenta desvendar a interação entre a saúde psíquica e os problemas físicos – acreditam que os resultados da pesquisa australiana são prova contundente de que a figura paterna é importantíssima no desenvolvimento infantil. Então, faz sentido a idéia de que sua ausência esteja relacionada a transtornos alimentares, por exemplo, opina a psicóloga Maria Rosa Spinelli, da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (ABMP). “Décadas atrás, a participação do casal no dia-a-dia das crianças, e não só a do pai, era muito maior”, ressalva a psicóloga Solange Lopes de Souza, da ABMP. Hoje em dia o tempo livre dos pais é dedicado mais para atividades de lazer em benefício próprio. “E o tempo é um fator que conta muito na qualidade da convivência”, assegura Solange.

E, diante das novas configurações familiares, em que tempo de sobra é artigo de luxo, é preciso estar cada vez mais atento para as necessidades da criançada. Por isso, papai, quando o moleque quiser brincar e você estiver lendo o jornal, pense duas vezes antes de deixar o filhote na mão. Um dia sem entender e atender os apelos infantis poderá transformar seu pequeno em um jovem problemático, ou doente, ou um obeso. Saiba que os momentos que vocês desfrutarem juntos – acredite – vão fazer a diferença.

Escolha Conjugal & Escolha Afetiva (Por Patrícia Prigol)

Muitos casais procuram ajuda por manifestarem conflitos na sua relação conjugal. Entende-se, aqui, a “relação conjugal” como sendo qualquer relação que se caracteriza pelo desejo manifestado de uma união entre os pares. A busca de auxílio nesta área resulta, muitas vezes, na observância da interferência (declarada ou implícita) das figuras parentais e da posição que o cônjuge possivelmente ainda ocupa em sua família de origem. É exatamente aí que reside a maior dificuldade apresentada por muitos casais que se sentem invadidos em sua privacidade e, com isso, não autorizados a viver, de fato, uma relação afetiva com o seu parceiro. Uma das possíveis causas é o vínculo que ainda se mantém com as famílias de origem numa relação de dependência ou subserviência (sujeição).

Outro exemplo é quando os pais do casal, numa relação disfuncional, mantêm seus filhos aprisionados e a serviço de suas motivações, muitas vezes, inconscientes. Como não se trata de uma avenida de mão única, podemos também compreender que os filhos – nesta posição – acreditam obter, obviamente, ganhos secundários. O “pagamento” ou o ganho secundário pode vir através da busca do amor e do reconhecimento de sua função na tríade estabelecida. Na verdade, permanecem nesta condição tentando ocupar um lugar na família buscando sentimento de pertencimento e inclusão. Entretanto, a frustração por não conseguirem tal feito torna-se inevitável.

Freqüentemente me deparo com filhos que vivenciaram fortemente o sentimento de rejeição e a falta de validação de uma das figuras parentais (pais), causando-lhes sérios problemas de auto-estima e insegurança. Colocam-se a serviço da neurose conjugal de seus pais na tentativa de reparar a rejeição, acreditando obter a atenção, o amor e o reconhecimento através do desempenho demonstrados na tríade.

O fato é que tentar constituir uma nova família mantendo-se aliançado a outra, implica na dificuldade de entregar-se na relação que pretendem dar continuidade. É preciso, contudo, divorciar-se dessa dinâmica familiar para poder assumir a relação desejada. E para que este divórcio possa acontecer, os filhos precisam entrar em contato com o “real”, enxergando suas famílias e as relações mantidas como são de fato. Todavia, enxergar os pais reais – e não àqueles idealizados – também pode levar a um sofrimento emocional por perceberem a trama a qual foram envolvidos ou permitiram que assim fosse.

Para divorciarem-se das famílias de origem é necessário entrar em contato com a própria rejeição que sofreram e o lugar que nunca ocuparam na família. Dizer não a estes papéis de sujeição e anulação também pode trazer alívio e uma nova possibilidade de se relacionar consigo mesmo e com o outro. Do contrário, os filhos permanecerão alvo de manipulações e chantagens emocionais originárias de seus antepassados. Há, portanto, apenas uma saída: enxergar sua verdadeira função na família de origem, fazendo a escolha mais adequada que diz respeito aos seus verdadeiros desejos e as suas reais necessidades, visando assegurar a concretização de seu Projeto de vida.

Cabe destacar que nem sempre essa tarefa – que consiste na separação-individuação – é tão simples assim de se cumprir. Muitos precisam de auxílio terapêutico para que o resultado seja alcançado.

Diva[5]Também é importante destacar que existe diferença entre escolha conjugal e escolha afetiva. Normalmente a primeira escolha é muito mais racionalizada (em busca do par ideal) enquanto na segunda a escolha se mostra muito mais fundamentada no afeto do casal. Obviamente que a primeira escolha implica num risco alto para o casal, já que a mesma se mostra parentalizada, ou seja, baseada em figuras parentais substitutas na tentativa de suprir as carências do passado. Não obstante, os casais mais conscientes, quando se deparam com o contrato firmado numa relação de parentela, acabam por sofrer a dolorosa falta em relação ao desejo de estabelecer uma relação homem-mulher de fato. O filme baseado no livro “Divâ”, de Martha Medeiros, mostra bem essas duas facetas no processo da escolha conjugal. A personagem Mercedes arrepende-se de ter casado com um “pai-substituto” e vai em busca de novas aventuras. Vale a pena conferir!

De tudo, resta-nos o alento de sempre encontrarmos uma saída para os nossos dilemas, buscando, sobretudo, o nosso bem-estar e a nossa realização pessoal.

Baixa Auto-estima influencia relações afetivas (Por Patrícia Prigol)

Amor-Minimize-as-Crises-e-Evite-a-SeparacaoMuitos casais procuram ajuda de especialistas para resolverem seus conflitos. Em muitos casos encontramos, no estabelecimento da união, uma história fundamentada na busca da satisfação de necessidades primárias. Ou seja, é comum nos depararmos com contratos conjugais firmados nas bases do relacionamento parentalizado. São “filhos” que procuram nos seus parceiros o que em seu desenvolvimento emocional-afetivo não teriam encontrado de forma satisfatória.

Histórias de grande privação afetiva baseada na escassez de recursos (estímulos) necessários à satisfação das necessidades psicológicas repercutem consideravelmente na formação da auto-imagem do indivíduo. A conseqüente baixa auto-estima motiva, invariavelmente, as escolhas afetivas que serão feitas no transcorrer da sua vida.

Cabe destacar que a construção de uma auto-imagem positiva se dá por meio do reconhecimento e da conseqüente validação do potencial da criança. Para que isso aconteça, é necessário que o adulto responsável consiga aceitá-la e respeitá-la na sua essência, preservando o seu lugar na família. Desta forma ele interfere (positivamente ou negativamente) na observância e no atendimento de suas necessidades de estima, de pertencimento e de validação. É assim que a criança consegue se reconhecer e construir sua auto-imagem. Esse processo torna a pessoa não somente capaz de identificar suas capacidades, mas, sobretudo, capaz de reconhecer-se na totalidade aprendendo a cuidar de suas necessidades psicológicas e a preservar o que há de mais importante nessa primeira lição de vida: o amor por si mesma e o respeito à sua individualidade.

A pessoa que aprendeu a se amar provavelmente não terá grandes dificuldades para fazer escolhas afetivas funcionais. Significa que a construção de sua auto-imagem, baseada na sua auto-estima, se fundamenta no amor-próprio que foi aprendido (e apreendido) por meio da aceitação e valorização de sua pessoa no início de sua vida. Essa primeira grande aquisição desenvolverá novos recursos (internos) capazes de prover suas necessidades afetivas na vida adulta, tornando-a auto-sustentável. Chamamos essa aquisição de individuação. É quando o adulto se torna capaz de bancar a si mesmo e a seu projeto de vida. Uma boa auto-estima faz com que a pessoa reconheça que não é o outro o responsável direto pela satisfação de suas necessidades e, sim, sua própria capacidade de prover a si mesma que manterá seu nível de satisfação e a conseqüente realização pessoal.

Muitas pessoas que apresentam problemas de auto-estima, portanto, não aprenderam a cuidar bem de si mesmas, dependem ainda da aceitação, da aprovação, do olhar de reconhecimento do outro sobre suas próprias necessidades. Daí a vulnerabilidade, a dependência, a sujeição, o “domínio” da outra pessoa sobre sua vida, sobre seus sentimentos e sobre seu estado de infelicidade. Muitas escolhas conjugais não se baseiam em escolhas afetivas e, sim, na necessidade de reparar os danos da auto-estima causados no passado. São filhos buscando em seus parceiros o representante do passado para, então, oferecer-lhe o que não teria “conquistado”: o amor-parentalizado. Neste sentido é comum nos depararmos com pessoas que se submetem a relações disfuncionais por não se verem capazes de cuidar bem de si mesmas. Por isso tantos casamentos fracassados, tantas relações disfuncionais que se perpetuam vida afora… Porque os casais, apesar do sofrimento e da constante frustração, não conseguem, nem mesmo, a separação-individuação.

Saída para esse impasse? Uma boa dose de psicoterapia que pode se dar em diversas modalidades para que o casal encontre, de fato, uma saída que não seja a anulação de suas capacidades e do seu potencial, mas a observância, o reconhecimento e o fortalecimento da sua auto-estima repercutindo na mudança do contrato conjugal. Transformar uma relação parentalizada numa relação afetiva é possível. Basta um pouco de coragem e ajuda necessária para transformar essa realidade.

A relativização e a fragmentação da ética e dos valores em nossa sociedade e na vida de nossas crianças (Por Patrícia Prigol)

direitospcdVivemos numa sociedade que propõe a relativização e a fragmentação da ética e dos valores. Tudo passou a ser relativo. As próprias leis que deveriam determinar o limite entre o que é permitido e saudável para uma sociedade e o que não é, também se mostram frágeis na medida em que os recursos disponibilizados pela própria lei permite ao infrator ou criminoso uma defesa ou uma condenação branda. O que vemos, a exemplo (ou mau exemplo), através dos meios de comunicação é essa “banalização” e essa fragmentação dos fatos e acontecimentos.

Não podemos esquecer que esse “caos” que assistimos diariamente pelas diversas mídias exprime e imprime as nossas vivências e as mudanças em nossa sociedade. Por isso, falar sobre os efeitos danosos e positivos dos meios de comunicação, como a própria televisão, é ir além do que se vê. É poder analisar o momento que nossa sociedade está vivendo.

Nossa sociedade revela a ausência de uma “totalidade” que nos daria uma noção mais clara dos limites entre a normalidade e o patológico. Tudo passou a ser relativizado. Dá-se “jeito prá tudo” e todas as ações têm uma justificativa plausível. Isso também está sendo passado através dos meios de comunicação, revelando a fragilidade que nossas crianças se encontram. Podemos dizer, assim, que vivemos um quadro de patologia social.

A criança precisa encontrar um espaço para discussão e análise do que se passa nas entrelinhas e na subjetividade de toda informação que recebe. Os pais precisam estar atentos ao que a criança assiste e precisam ajudá-la a pensar. É tarefa dos pais e educadores desenvolver o espírito crítico na criança. Esse espírito crítico vai fazer com que ela aprenda a selecionar os “conteúdos” apresentados, incluindo a própria Internet.

Vale lembrar – e usar como referência – o que dizíamos antigamente às crianças, de que elas não deveriam aceitar “balinhas e docinho” de estranhos. Hoje, devemos continuar usando esse argumento para mostrar à criança que ela também não deve aceitar todos os “convites” e as propostas feitas pela televisão e pela Internet, pelos amigos e pela sociedade.

Penso que a saída para essa pós-modernidade que ainda viveremos é enfatizar aos jovens a idéia de critério e hierarquia. E essa é uma missão extremamente difícil, pois estamos indo, dessa maneira, contra o movimento que a sociedade propõe: a relatividade das coisas. Ou seja, tudo se equivale. Na relatividade não existem diferenças, não existem regras, tudo é permitido e compreendido (aceito). Ex: “Posso obedecer ou não ao sinal de trânsito e dá na mesma, o negócio é levar vantagem em tudo”. E o pior dessa relativização e fragmentação da história dos acontecimentos é que, muitas vezes, os pais se encontram nessa mesma posição, contribuindo e reforçando o “vale-tudo” da nossa sociedade.

A questão é complexa, pois se alguns pais se mostram “contaminados” com o meio em que vivem, como poderiam passar, de forma firme e hierárquica, os limites baseados nos valores da ética e da moral que determinam o equilíbrio necessário à vida da criança? Segundo a professora titular de filosofia contemporânea Scarlett Marton, da Universidade de São Paulo, na matéria apresentada pela Revista Cláudia no mês de junho, sobre “O mal, o bem e a gente”, “… a idéia de que é preciso ter uma visão de conjunto do processo histórico e da sociedade, uma concepção do homem e da inserção social, histórica e cultural, caiu em desuso e foi substituído por algo fragmentário. Por exemplo, as coletâneas e artigos substituem livros com começo, meio e fim; na medicina, a proliferação de especialistas torna inoperante o clínico geral; em artes e entretenimento, o tempo da TV é mais fragmentado que o do cinema, e o do videoclipe mais fragmentado que o da TV”. Sofremos esse impacto no cotidiano. E a sensação de não ter tempo para dar conta de toda demanda e digeri-la produz o estresse, a síndrome de Burnout e tantas outras doenças reativas que levam as pessoas a experimentar uma sensação de “vazio” e de falta. Vivemos a experiência do “tempo picotado”. E sem a visão de conjunto, fica difícil ter discernimento para estabelecer critérios e prioridades.

Separação / Individuação (Por Patrícia Prigol)

parqueSomos seres gregários por natureza, portanto, temos que admitir que pertencer a um determinado grupo, no princípio, tornou-se uma questão de sobrevivência. A estória de Benjamin Button, personagem vivido por Brad Pitt no cinema, não se sustenta na vida real. Nascer velho e morrer na tenra infância, infelizmente (ou felizmente) não é a nossa condição. Nascemos totalmente dependentes do nosso núcleo familiar e nada podemos fazer para mudar esta realidade.

Assim, o meio em que vivemos durante alguns anos pode contribuir ou dificultar o desenvolvimento de nossas capacidades. Existem inúmeros fatores que influenciam diretamente o nosso desenvolvimento. Crenças, mitos, valores e princípios, hábitos e costumes compõem um cenário cultural de legados e mandatos que podem se perpetuar por diversas gerações. Este padrão de comportamento e de mentalidade que circula pelos vários “núcleos familiares” (várias gerações), imbuído, muitas vezes, de conflitos não-resolvidos, pode penetrar os porões do nosso inconsciente influenciando nossas escolhas e nossa caminhada.

Segundo a teoria psicanalítica, nosso inconsciente é uma espécie de “caixa-preta” (semelhante à caixa-preta de um avião) que registra as manifestações e ocorrências durante o nosso percurso, as quais nem sempre conseguimos acessar. Outras teorias afirmam, ainda, que carregamos – muito antes de nascer – certa bagagem que vai se apresentando ao longo da nossa vida. Contudo, não podemos negar a pré-disposição genética, constitucional e hereditária que, aliada ao meio em que vivemos, fará grande diferença em nossa trajetória.

O fato é que, se nascemos completamente dependentes, precisamos de uma família ou de progenitores capazes de dar conta da nossa sobrevivência durante a nossa infância, capazes de nos auxiliar numa árdua tarefa que se remete à “construção de nós mesmos”. Precisamos de um “outro” para nos construirmos. Mas o que fazer quando este “outro” (figura parental) fracassa nessa função primordial seja por incapacidade, negligência ou omissão? Vimos, anteriormente, que nossa bagagem, ao nascer, não está completamente vazia, que podemos encontrar algumas saídas para as nossas privações. São as chamadas “figuras substitutas” que podem nos assessorar quando nossa família fracassa na sua função. Estas figuras podem estar entre os nossos pares, os nossos iguais. É por isso que a criança usa o lúdico (com outras crianças também) na tentativa de resolver os seus “dilemas” e preencher suas lacunas.

Porém, haveria alguma conseqüência danosa para àqueles que necessitariam de um caminho alternativo? É comprovado que uma das conseqüências é gerada pela dúvida, a qual se manifesta dentro de cada “sobrevivente”. Dúvida em relação a capacidade de poder viver fora dessa dinâmica psicológica que os levaria a perpetuar sua história de privações e negligência. São estes os pacientes que se queixam de menos-valia, de sentimento de inferioridade e baixa auto-estima.

Como superar esta dúvida cruel? Seria possível romper com este “cordão” que os une à dinâmica de suas famílias de origem? Um dos caminhos trilhados na superação destes obstáculos está em poder se ver separadamente do contexto em que viveram. Enxergando-se de fora do círculo familiar, rompendo com mandatos e legados trazidos de outras gerações, as pessoas tendem a reencontrar o equilíbrio perdido, a segurança necessária para a construção da sua própria história de vida, não mais dependendo da bagagem dos antepassados para “sobreviver”. Separação-individuação representa um resgate da individualidade perdida.

Você é feliz? (Por Patrícia Prigol)

felicidadeNem sempre o que mais desejamos torna-se realidade. Existem inúmeras experiências/vivências registradas em nosso inconsciente e todas elas contêm uma boa carga afetiva. Por não conseguirmos, sozinhos, sem ajuda profissional, acessar determinados conteúdos (inconscientes), nossas escolhas acabam sofrendo forte influência. São as chamadas “motivações inconscientes” que determinam parte das nossas escolhas.

Podemos nos defender uma vida inteira daquilo que mais desejamos. O medo de sofrer, por exemplo, nos faz reprimir nossos desejos, armazenando-os nos porões do inconsciente. Quem dera pudéssemos anular tudo aquilo que mais tememos: nossos mais profundos desejos! Mas isso não é possível.

Na tentativa de buscar uma melhor adaptação à realidade (dos nossos desejos e das nossas “possibilidades”), os porões do inconsciente passam, de tempos em tempos, por uma espécie de faxina. Essa faxina pode se mostrar de várias formas: através das nossas atuações, como, também, por meio de um compromisso firmado entre a mente e o corpo, ao qual denominamos de “somatização”. As doenças, segundo a Psicossomática (Ciência que estuda essa inter-relação), revelam, na maioria das vezes, nossos conflitos internos e a nossa condição humana. Ou seja, “nada acontece por acaso!”

Não somos uma coisa ou outra. Somos um “todo” e todas as partes interagem entre si. Então, o que nos levaria a uma consciência maior? Sem sombra de dúvida, o auto-conhecimento é um dos mais importantes instrumentos que temos para assegurar a realização dos nossos desejos e a busca de um sentido maior para a nossa existência.

Muitas vezes me deparo com histórias de pacientes que revelam essa necessidade, em buscar um sentido maior para a sua vida. Na maioria das vezes, o medo é a mola precursora das escolhas que fazem. Em algum momento o desejo mais íntimo invade a sua consciência e esta, por sua vez, sinaliza o caminho a ser percorrido. Contudo, percebo que mesmo que tenham consciência do que desejam, muitos escolhem a direção contrária. Ou seja: era tudo o que desejavam, mas não era o que podiam naquele momento! “Algo” os impedia de prosseguir na direção de seus desejos.

No fundo todas as pessoas desejam uma única coisa na vida: ser feliz. Mas o que é a felicidade?  Como conquistá-la?

A maturidade – que vem com a experiência adquirida através das nossas escolhas – nos mostra a verdade, a nossa verdade! E esse caminho nos leva ao cumprimento de uma tarefa que é exigida a partir do momento que ingressamos na vida adulta: a individuação.

Tornar-se “indivíduo” no sentido da integralidade e da unificação do “SER” (e não do individualismo!) é tornar-se “único”, é sentir-se inteiro. É reconhecer todas as partes que compõem a si mesmo, sem distinções nem separações, sem se sentir uma metade em busca de uma outra.

Relações funcionais, pautadas no equilíbrio e na liberdade do “SER” permitem que você seja mais e não menos. Tornar-se inteiro o livrará da perversidade da anulação! Não é preciso, pois, anular-se para manter uma pseudo-realidade por não se sentir capaz de guiar a sua própria vida. Você é responsável pelas suas escolhas, por toda sua vida. É responsável, sim, pelo seu desenvolvimento e evolução, por absolutamente tudo que acontece com você. E não adianta negar a realidade atribuindo essa responsabilidade à alguém ou ao “Além”.

Portanto, decida-se! “Sê grande”, encontre a sua luz, assim como diz Fernando Pessoa, num de seus maiores poemas:

Para ser grande, sê inteiro nada teu exagera ou exclui.

Sê todas as coisas.

Põe quanto és no mínimo que fazes.

Assim, em cada lago a lua toda brilha.

Porque alta vive.

A Relação do Homem com os animais pode representar um ganho na qualidade de vida das pessoas? (Por Patrícia Prigol)

untitledNunca se falou tanto em qualidade de vida como nos últimos tempos. Por esta razão, pesquisas científicas mostram que uma das alternativas encontradas para aliviar a tensão e promover qualidade de vida tem sido a convivência com os animais. Já existem, inclusive, algumas técnicas desenvolvidas por profissionais da área da saúde que visam aprofundar essa experiência de humanos interagindo com animais na busca do bem-estar e da satisfação das necessidades emocional-afetivas. O resultado dessas pesquisas revela que o convívio com animais é altamente benéfico.

A técnica desenvolvida, cinoterapia (terapia facilitada de cães) teve origem, aproximadamente, no século XVIII, na Inglaterra, onde foi descoberto que a presença do animal traz benefícios psicológicos, pedagógicos e sociais ao paciente, principalmente às crianças, pois o convívio com cães exerce efeitos benéficos no comportamento afetivo.

Sabe-se que, devido ao padrão de vida atual, muitos pais têm trabalhado fora durante o dia inteiro. Até mesmo a mulher, que antes cuidava da casa e da criação dos filhos, cada vez mais ganha espaço no mercado de trabalho, não tendo mais tanto tempo para o convívio diário com seus filhos. Atualmente os pais podem ficar absorvidos demais no frenesi da vida cotidiana para proporcionar aos filhos toda a atenção que eles precisam. Portanto, o estudo sobre o tema é de suma importância devido ao cenário atual, do mundo contemporâneo, em que as pessoas têm seu tempo cada vez mais limitado e o ritmo de vida cada vez mais estressante, levando-as a apresentar problemas de ordem psicológica.

Contudo, todos os avanços da ciência mostram que o convívio com outros animais que não somente o cão é considerado um dos melhores recursos terapêuticos. Os animais domésticos passaram a ser considerados importantes na sociedade por oferecer apoio emocional às pessoas. Para comprovar esta relação, foram realizadas diversas pesquisas científicas, obtendo várias informações relevantes para a Psicologia. Por exemplo, em 1999, Karen Allen (apud FARIA, 2004) cardiologista da Universidade de Nova York, agrupou 48 corretores do mercado financeiro (homens e mulheres) que apresentavam altos níveis de pressão arterial e estresse. Metades deles, escolhidos ao acaso, receberam um cão ou gato e passaram a morar juntos. Após um semestre o grupo “tratado” com animais de estimação tinha pressão arterial normal e o estresse reduzido à metade. Outros autores pesquisaram a sobrevivência de enfartados coronários possuidores ou não de animais de estimação. Nessa pesquisa, eles analisaram 92 pessoas. Destas 53 possuíam animais de estimação incluindo cães; neste grupo foi alcançado o índice de sobrevivência de 94%, após o infarto. No restante do grupo, que não possuía animais, o índice obtido caiu para 71%. Nos idosos, sabe-se que o animal proporciona a melhora da auto-estima devido ao contato físico e ao despertar do senso de responsabilidade. Pelo fato de terem que cuidar do bicho, as pessoas mais velhas passam a se sentir úteis. A introdução de animais em asilos é uma boa forma de recreação e socialização. (LIMA, 2005). Em muitos lugares, os animais são usados na recuperação de doentes, convalescentes e até presidiários. Na Europa, 30% das terapias de recuperação utilizam animais. Em San Francisco, nos Estados Unidos, existe um programa em que cães e gatos oferecem conforto a pacientes terminais de AIDS.

Podemos dizer, entretanto, que a relação das pessoas com seus bichos de estimação tornam-se danosa quando, por alguma necessidade, substituir outros vínculos que deveriam fazer parte de seu convívio. Significa afirmar que é hora de procurar ajuda psicológica quando não for mais possível estabelecer com outras pessoas uma relação afetiva e de convivência satisfatória, tentando compensar esta falta por meio dos animais. Tudo em excesso faz mal a saúde. Se os animais de estimação tomarem o lugar de outros vínculos que a pessoa deveria cultivar, de outras aquisições que deveria fazer, algo errado estará sendo sinalizado e a pessoa deverá ser encaminhada para ajuda psicológica ou para ajuda médica.

Como obter Energia e Vigor para o ano todo – Parte 2 (Por Patrícia Prigol)

Continuando o post da semana passada, vamos continuar falando sobre como obter ENERGIA e VIGOR para o ano todo:

qualidade de vida

Programa de QVT (Qualidade de Vida): Como sobreviver nesta “Selva” chamada Modernidade?

  • Comece por uma atividade física que faça parte da sua rotina diária. Você pode começar com uma consulta ao médico (especialista) em busca de uma avaliação da sua condição física. Não se esqueça de considerar seus gostos e interesses na hora de escolher a atividade física que melhor irá atender as todas as suas necessidades. Lembre-se que corpo e mente devem estar em sintonia, caso contrário, você não sustentará a escolha feita.
  • Procure intercalar a atividade física com atividades de relaxamento. Lembre-se: o cérebro precisa descansar. Para tanto é fundamental alongar o corpo e a mente diariamente. Alongar a mente? Sim, sua mente também precisa de descanso e relaxamento. Pratique diariamente meditação ou alguma atividade que auxilie a relaxar e limpar sua mente dos pensamentos e preocupações diárias. Esse exercício deve durar, pelo menos, 15 minutos.
  • Colocar corpo, cérebro e mente para descansar e “recarregar as baterias” significa se dar o direito de tirar uma boa soneca de, no máximo, 30 minutos durante o dia, preferencialmente após o almoço. É excelente para uma boa digestão e revigora suas forças para a segunda e a terceira etapa do dia. Procure um ambiente acolhedor para ficar bem “na sua presença” e lhe ofertar o descanso necessário. As empresas modernas já disponibilizam aos seus funcionários esse tipo de atividade e ambiente. Se o seu ambiente de trabalho não oferece essas condições, compre um colchonete e um travesseiro e leve para um espaço privativo. E relaxe! Sua saúde é sua responsabilidade!
  • Uma boa alimentação é fundamental para manter a qualidade de vida, a energia no dia-a-dia e fortalecer sua imunidade. Se precisar, busque orientação nutricional. Lembre-se que a mudança deve acontecer de dentro para fora! Isso para que você possa sustentar os resultados que pretende alcançar. Não basta conquistar a mudança, é preciso consolidá-la. Caso contrário, vira um clichê, tipo: “Minha dieta começa na segunda-feira ou a partir de 2010”.
  • Quebre a rotina possibilitando situações novas, mesmo que ocupem um curto espaço de tempo no seu dia. Quebrar a rotina, “sair da programação” pode surpreender seu cérebro e ajudar muito a recuperar sua capacidade criativa e as funções mais complexas, restabelecendo, com vigor, o foco nas tarefas desempenhadas.
  • Além de descansar o corpo, a mente e o cérebro, é imprescindível aprender a enfrentar o “novo”, o “desconhecido”. Um dos itens mais importantes na prevenção do stress é desenvolver a capacidade de adaptação à realidade. Significa aprender a lidar com as expectativas que depositamos no outro, seja este “outro” o trabalho, a família, os afetos, a sociedade, admitindo nossas fraquezas, fragilidades, limitações e, então, exercitando o perdão, sendo mais flexível e tolerante às frustrações inerentes a condição humana.
  • Se necessário, dispense relações disfuncionais! Assim como faxinamos nossa casa, nossos armários e gavetas. De tempos em tempos, pode ser interessante rever as relações que estabelecemos e, então, começar a faxina! Principalmente quando estiver mantendo relações desgastantes ou falidas há um bom tempo. Àquelas que somente destroem sua capacidade criadora, dispense-as! Se precisar de ajuda, inicie uma psicoterapia visando alcançar uma mudança de postura frente a esta realidade.
  • Busque o autoconhecimento. É preciso conhecer a si mesmo para poder fazer escolhas mais adequadas.
  • Procure manter noites bem-dormidas, aquelas em que você mesmo prepara o seu banho, o seu chazinho caseiro, a sua cama e o seu “cobertor de orelha”. Pratique sexo seguro, mas pratique sexo! Sexo realmente faz bem à saúde.
  • E o lazer? E as férias? E o encontro com os amigos, com a família, com as pessoas que amamos? É claro que é fundamental preservar este tempo para atender as necessidades psicológicas: de afeto, de estima, de pertencimento, de acolhimento, de aprimoramento no campo dos relacionamentos e de crescimento pessoal, além de contribuir efetivamente para o aumento da “rede de relacionamentos”. Somos seres gregários por natureza. Não podemos viver em ilhas. As trocas que fizemos com as pessoas podem trazer grandes aprendizados.
  • E acima de qualquer ganho econômico é bom perguntar a si mesmo, repetidas vezes durante o ano: “Afinal, quanto vale a minha vida?” “Quanto vale a minha saúde, o meu bem-estar, a minha felicidade?”.

Talvez devêssemos começar fazendo uma retrospectiva, avaliando e considerando o tempo que dedicamos à nossa pessoa e às nossas reais necessidades. E a última dica: escreva seu nome na sua agenda semanal. Assuma o compromisso da assiduidade e da responsabilidade para com a sua vida. O resto é mera conseqüência!