O Campeão de Horas Extras – Parte 2 (Por Fernando Henrique da Silveira Neto)

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Dando continuidade ao post anterior, no qual convidamos a analisarem o artigo “O Campeão de Horas Extras” , elaborado pelo Fernando Henrique da Silveira Neto. Abaixo segue a segunda parte deste instigante assunto:

  • Medo de admitir que sua carga horária vai diminuir. Antes da revolução industrial, operários e escravos trabalhavam poucas horas por dia, camponeses trabalhavam apenas durante o plantio e colheita, ficando inativos pelo resto do ano. Diversas festas pagãs e depois cristãs preenchiam o resto do tempo. E tudo indica que, passada a fase industrial, retornamos a tempos parecidos com aqueles. A automação está acabando de tirar do homem o trabalho de fazer com as próprias mãos, e a informatização já está adiantada em seu trabalho de nos tirar parte também do pensar e decidir. O que nos restará senão criar ou usufruir? Muitos ainda não se deram conta disso e não sabem ainda o que fazer numa sociedade de lazer, com pouquíssimas horas de trabalho.
  • Pavor do desemprego. É verdade, muitos se sujeitam calados a toda e qualquer imposição no trabalho desde que não sejam demitidos. Acho difícil argumentar contra tal atitude, pois o instinto de preservação fala mais forte nesses momentos. E muitas empresas fazem esse jogo sujo com seu pessoal (não gostou, tem gente na fila de espera pronta para sentar no seu lugar). Mas conheço gente competente, que tem mais de um emprego garantido no mesmo dia em que pedir demissão de tais lugares, e se sujeita a isso porque não acredita em seus próprios talento e capacidade.
  • Certeza de que existem pessoas indispensáveis. Se eu não fizer, sei que ninguém conseguirá fazer, pois essa carga de trabalho só mesmo eu agüento. Quem mais faria isso? Se quiserem me substituir, vão ter que arranjar três para fazer o que faço, e eles não são loucos de me mandar embora agora (nem nunca!). Convencido de seus próprios argumentos, trabalha 14 horas por dias, muitas vezes aos sábados. Enquanto isso, seus chefes estão fazendo as contas: fulano custa tal e rende tanto, sem esquecer que gasta mais energia, mais material, mais equipamento, o risco é alto porque apenas um está fazendo o trabalho (e se ele adoecer?), a segurança precisa ter mais gente até mais tarde etc. etc. etc. E decidem que é melhor minimizar riscos, contratar gente nova, mais barata e que faça aquele trabalho dentro do horário do expediente. E dispensar o funcionário indispensável.
  • Aplicar o velho truque de esticar o trabalho. A idéia central é aumentar e valorizar o tempo de cada atividade, de modo que as horas do dia se esgotem e falte tempo para terminar as tarefas. Pronto, estão justificadas as horas extras. Pensam que isso é novidade. Engano. Nos idos de 1957, C. Northcote Parkinson escreveu o clássico A Lei de Parkinson, traduzido para o português pelo grande humorista Silveira Sampaio, e a primeira frase do Capítulo I diz que o trabalho aumenta a fim de preencher o tempo disponível para sua conclusão. Querem coisa mais atual quase 50 anos depois? Não sou dono da verdade e queria ser contestado, mas minha experiência de 20 anos trabalhando em muitas empresas com programas de Organização Pessoal e Tempo diz que apenas 1 em cada 5 profissionais precisa de 8 horas diárias efetivas de trabalho, e 1 em cada 20 realmente precisa fazer horas extras em períodos críticos, mas não necessariamente todos os dias.
  • A segurança no trabalho e a insegurança em casa. Coisa de polícia, assaltantes na rua e problemas da cidade grande? Nada disso. No trabalho eu sou gerente, diretor, executivo ou sei lá o quê, o fato é que mando e todos obedecem, tenho um poder que não é contestado e que exerço ao meu bel-prazer. Já em casa, meus filhos são adolescentes e sabem mais informática do que eu, lêem mais do que eu, navegam muito mais do que eu e estão a par de novidades que desconheço em absoluto. E eu preciso dialogar muito mais e convencê-los em vez de dar ordens. Minha mulher é preparada, e a opção de não trabalhar para criar os filhos precisa ser reconhecida e premiada (se é que eu sou um cara justo). Ou minha mulher trabalha e tenho também tarefas em casa que devo fazer e prestar contas. Meus pontos de vista são às vezes questionados, recebo conselhos de como me vestir e me portar, críticas de como tratei meu pessoal no escritório e de como conduzi os negócios. Ah, no trabalho é mais seguro!…

Você leu tudo até agora e conhece muita gente que se enquadra em cada um dos pontos acima, mas, graças ao bom Deus, você mesmo não se enquadra em nenhum deles. Que bom. Nas palavras do grande economista John Maynard Keynes, você está pronto para se encontrar com seu verdadeiro e constante problema, que é como empregar o tempo livre que a ciência e o conjunto de interesses terão ganho para que você viva bem, agradavelmente e com sabedoria. Keynes escreveu isso em 1930 para seus netos, como uma visão e antecipação do futuro. Só que esse tempo vislumbrado por ele é agora.

Mas, se você se enquadra em um ou mais pontos citados acima e ainda não está preparado para esquecer as horas extras, vamos lá, não desanime. Sempre é hora de pensar e mudar. Boa sorte!

O Porquê de Implementar um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado na NBR ISO 9001?

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Dez entre dez empresas optam pela implantação e certificação pela NBR ISO 9001 porque estão sofrendo pressão do mercado ou para ter um diferencial de marketing; em 20 anos não vimos uma empresa sequer se manifestar ( de forma honesta) que adotou a NBR ISO 9001 como ferramenta para melhoria do negócio (obviamente existem muitos empresários que após certo período, visualizam benefícios e adotam o sistema implantado como modelo de gestão e inserem no mesmo, atividades que a princípio nem era exigido pela norma). tal fato deve-se, a vários motivos, dentre os quais podemos destacar:

  • A estrutura da norma, versões 87 e 94 dificultava a visualização de tais benefícios, enfocando tão somente à garantia da qualidade, ou seja, a norma estabelecia requisitos que pudessem assegurar ao cliente, o recebimento de produtos dentro da especificação requerida; o enfoque de melhoria, de gestão do negócio, aparecia de forma bastante tímida e subjetiva em alguns poucos requisitos;
  • Pequena participação do corpo gerencial na implementação, certificação e manutenção do Sistema; repetindo, em muitas organizações certificadas, ISO 9001 se tornou um Sistema marginal, criado para ter o certificado e não para ajudar o negócio prosperar; via de regra, a pressão de clientes é recebida pelo Controle da Qualidade que é obrigado a responder inúmeros questionários de auto-avaliação e o responsável pela área se torna o “pai natural” da futura criança que está por nascer; a ISO 9001 acaba por ser um projeto de um departamento só, quase que um “patinho feio” cuja presença acaba sendo imposta aos demais departamentos da empresa; a diretoria enxerga o patinho como um mal necessário; inúmeras vezes em nossa atividade profissional ouvimos de diretores de empresas para “fazer somente o necessário” para se obter a certificação; além disso, a norma 94 pouco exigia da direção, bastando que a mesma execute e registre uma análise do sistema periodicamente;
  • Muitos consultores também costumam contribuir para que o “fazer somente o necessário” aconteça; a concorrência é bastante grande e cada vez mais, o mercado exige uma certificação em tempo recorde, fazendo com que os consultores ajam como “advogados que interpretam a lei”, e propondo as soluções mais fáceis do ponto de vista de atendimento aos requisitos, esquecendo de agregar valor ao processo; exemplo mais evidente é o processo de seleção de fornecedores baseados em questionário de auto-avaliação. Perguntamos: que valor isso agrega ao negócio? Respondemos: Nenhum, apenas cumpre um requisito normativo e gera um monte de papéis inúteis; não temos estatísticas a respeito, mas certamente mais de 80% das empresas certificadas adotam esta pratica para seleção de seus fornecedores.

Assim, para não se ter uma ISO 9001 somente na parede da recepção, sugerimos:

  • A direção da empresa precisa estar consciente que o Sistema a ser implantado não poderá ser um Sistema marginal, ele deverá ser parte da Gestão do Negócio, deverá interagir com os demais sistemas ( ex. gestão financeira); se você leitor, foi chamado pelo seu chefe para receber a missão de certificar sua empresa, questione se a direção está consciente que vai precisar trabalhar muito e participar do projeto; caso contrário a possibilidade de sucesso será bastante pequena; se a direção não tem a menor idéia do que vai acontecer, sugira que a mesma participe de um bom curso (as certificadoras realizam periodicamente); caso contrário, certamente a direção da empresa vai continuar promovendo reuniões com as gerencias para discutir assuntos do dia-a-dia e você será chamado uma vez por ano para falar de ISO 9001, como se o dia-a-dia não interagisse com o um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001; a empresa vai continuar comprando novos equipamentos, fazendo expansões, contratando novos profissionais e você, leitor, vai correr atrás, tentado documentar as mudanças, sem mesmo saber o motivo pelas quais as mesmas foram promovidas. Além disso, questione se a empresa está preparada estruturalmente para implantar um projeto desta natureza; pode parecer óbvio, mas a realidade demonstra que o óbvio não é observado por muitos gerentes; implementar um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001 vai exigir recursos e muitas vezes, dirigentes de empresas (principalmente, familiares) não estão dispostos a investir os recursos para fazer a coisa certa, postergando para um tempo indeterminado a disponibilização dos mesmos, gerando desmotivação de todos.
  • Além da direção, todos os demais colaboradores precisam saber que o projeto será implementado; tão logo a direção defina pela implantação de um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001, promova reuniões e palestras com os funcionários, enfocando a necessidade da participação de todos no projeto;
  • Finalmente, questione se você tem o perfil ideal para conduzir um projeto desta natureza; um coordenador de um projeto ISO 9001, além de autoridade, precisa ter livre trânsito dentro da empresa, ter habilidades para motivar pessoas e se auto-motivar, não se deixando abalar por dificuldades que certamente encontrará no caminho.

Se mesmo depois de todas as dificuldades apresentadas, ainda sua empresa decidir pela implementação Sistema de Gestão pela Qualidade baseado nos requisitos da NBR ISO 9001, parabéns!… e vamos ao trabalho.

O Campeão de Horas Extras – Parte 1 (Por Fernando Henrique da Silveira Neto)

Dando continuidade ao post anterior, no qual comentamos sobre o excesso de horas extras nas empresas brasileiras, gostaria de convidar a refletir sobre os reais motivos que fazem com que tenhamos esta “doença do trabalho”!

Para isso convido a analisar um artigo elaborado pelo Fernando Henrique da Silveira Neto, o nome do artigo é convidativo: “O Campeão de Horas Extras”. Abaixo segue a primeira parte deste instigante assunto:

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São nove e meia da noite e estou dobrando à direita na Paulista, saindo da Pamplona. Acabei de jantar e vou pegar a sessão de cinema das dez logo adiante. Enquanto percorro a avenida, lembro-me de Tom Jobim, que, parafraseando Fernando Sabino, dizia que a melhor visão que se podia ter de Nova Iorque era de maca! Sem ter uma maca à mão naquele momento, olho para cima para melhor apreciar os belos edifícios da Paulicéia e vejo muitos escritórios acesos, gente circulando com papéis na mão, salas com reuniões em andamento e a mesma cena se repetindo a cada novo prédio. Estou indo para o cinema, mas parece que já estou assistindo ao curta-metragem que antecede o filme principal. Um curta meio chato e repetitivo.

Comecei então a especular sobre que título dar ao curta ao vivo a que eu estava assistindo naquele instante. Que tal O campeão de horas extras, ou Vai trabalhar vagabundo II, ou 14 horas diárias de emoção, ou ainda Será que meu chefe já foi embora? Finalmente cheguei no cinema para assistir ao Buena Vista, bem mais interessante do que aquele curta que passa todas as noites na Paulista.

Até gostei de brincar com o assunto, mas ele é bem mais sério do que isso. Em seu recente livro O Futuro do Trabalho – Fadiga e ócio na sociedade pós-industrial, Domenico De Masi lembra que, antigamente, quanto mais rica, menos a pessoa trabalhava. Podia se dedicar a si, à família e aos amigos. Hoje, quanto mais rico, mais o homem trabalha. E não tem tempo para si próprio, para a família e muito menos para os amigos.

Por quê? Por que tanta gente trabalhando depois do expediente, lamentando-se que não consegue jantar fora, nem conversar com seus filhos, nem ir ao cinema de vez em quando? Por que há pais trabalhando até dez da noite, enquanto seus filhos estão desempregados?

São as exigências do mundo globalizado e de competição acirrada, dizem uns. É a busca de maior produtividade depois da reengenharia, que mandou metade do pessoal embora, dizem outros. É devido ao período de grandes mudanças pelo qual a empresa está passando no momento (argh…).

Pois eu digo que não é nada disso. Ao serem analisados com mais sensatez e sinceridade os reais motivos que levam as pessoas a ficar no trabalho depois do horário, não é difícil descobrir vários deles. Eis alguns:

  • Ausência de outros interesses na vida. Quantas vezes já fiquei surpreso numa conversa com a falta de interesse ou conhecimento de certas pessoas por outra coisa que não fosse seu trabalho. Teatro, cinema, viagens, livros, música, amigos, nada disso fazia parte do repertório delas. Aliás, minto: futebol alguns conheciam bem. Já basquete, vôlei, tênis, natação, atletismo…. Pessoas assim não precisam nem querem chegar em casa cedo. Para fazer o quê? Para ligar o computador e continuar trabalhando? O pior é que muitas delas medem os outros por si próprias e, se são gerentes e diretores, seguram seu pessoal até mais tarde, pois assim pelo menos vão ter companhia no escritório. E que tal disfarçar isso usando seu poder e convocando uma reunião de revisão de metas para as oito da noite?
  • Valorizar o fato de estar trabalhando em vez de resultados obtidos. Em muitas empresas, é comum se ouvir um já vai? Quando se sai no horário. Por que ninguém diz que bom para você, já terminou seu trabalho. O fato é que muitos até são eficazes, mas, por medo de sair no horário, ficam além do expediente para não serem vistos como não cooperativos ou não engajados no esforço de toda a equipe. Resultado: a saída se dá na hora em que o mais ineficaz da equipe termina seu trabalho ou está tão cansado que já não diz coisa com coisa e resolve ir embora. Assim, estão mantidas as aparências, ninguém destoa no time e a equipe parece coesa.
  • Falta de respeito pelo outro. Em frente à escola de seu filho há uma fila dupla de carros despejando crianças (é bom lembrar que elas estão num período de aprendizado), você reclama e não vê outra solução senão inaugurar a fila tripla para largar seu pimpolho. No metrô, os assentos destinados a gestantes e idosos estão cheios de rapazes e moças de cabeça baixa (ou fingindo cochilar), esperando para ver se aquela velhinha que entrou agora senta num lugar cedido por alguém que não eles. No supermercado, você aperta todos os pães com a mão que acabou de pegar garrafas de refrigerante para verificar os que estão mais frescos. Na fila do banco, torce para não chegar mais nenhuma pessoa de idade e ser logo atendida (e quando você for uma delas?) Por que então abrir exceções e respeitar o tempo dos outros?
  • Desestruturação ou desorganização dos processos e métodos pessoais de trabalho. Gosto de visitar o local de trabalho dos outros: sua mesa, sua tela de computador, seus arquivos e pastas. Quantos poderiam gastar metade ou 1/3 do tempo que gastam hoje se ao menos fossem mais organizados e disciplinados com essas coisas? A carteira de habilitação está vencida. Estão sempre no cheque especial, pois as contas estão em débito automático e o saldo vive negativo por falta de verificação periódica. E é claro que no trabalho o ritmo é o mesmo: virada hoje e amanhã para entregar aquele trabalho que ficou esquecido desde a semana passada e que está sendo agora cobrado com urgência pelo cliente (como é que eu fui esquecer logo disso, meu Deus?) Para quem gosta de adrenalina….
  • Crença nos valores da sociedade industrial em plena era pós-industrial. É bom lembrar novamente De Masi dizendo que com a revolução industrial, veio a migração para as cidades em busca de emprego, pois as indústrias eram rudimentares e absorviam muita mão-de-obra. E, para produzirem mais, os operários enfrentavam jornadas estressantes de 14 a 15 horas diárias. Mas na primeira metade do século XX o advento de técnicas científicas de gestão e de produtividade fez aumentar o volume produzido, diversificou a oferta e melhorou a qualidade dos produtos. E, na segunda metade daquele século, a eletrônica e a informática se incumbiram de ampliar tudo isso de forma mais limpa, mais rápida, mais barata e miniaturizada, e principalmente com muito menos gente trabalhando. Mas tem gente que ainda acha que trabalho e resultados devem representar também suor e muita carga horária.

Quase 80% dos brasileiros fazem horas extras, aponta Dieese.

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Em minhas pesquisas pela internet, localizei uma notícia extremamente preocupante, ou seja, que 80% dos brasileiros fazem horas extras! Uma pesquisa realizada pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

Vide a notícia na íntegra por este link.

E você o que acha desta situação?

Na mesma linha de pensamento, reduzir a jornada de trabalho geraria empregos de qualidade?

Vide um estudo, realizado, também pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) sobre esta situação, através deste link.

Iremos aguardar os comentários!

O desafio de liderar equipe com pessoas desinteressadas!

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Finalmente localizei um artigo que estava precisando ler … pois nesta “vida” de consultor organizacional, às vezes entramos em ambientes no qual a desmotivação e desinteresse esta impregnado, infelizmente, na “cultura organizacional” … e aí haja trabalho de auto-motivação para que nós consultores, agentes de mudanças não se contaminem com esta “energia negativa”.

Segue o link deste artigo que foi escrito por Felipe Suzin!

Como sobreviver … ou aproveitar ao máximo a era da informação?

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Comparado com a era anterior, a industrial no qual o acesso as informações era restrito a um pequeno grupo de privilegiados, atualmente na era da informação, existe um excesso de informações!

As informações estão cada dia mais dinâmicas, são acessíveis a todos, são distribuídas de forma maciça, caótica. O desafio consiste em selecionar o que realmente é importante para o aprendizado – a diferença é saber aprender.

O que é aprender? Aprender é transformar sua maneira de SENTIR, PENSAR e AGIR; considerando que existe, pelo menos deveria existir uma seqüência lógica destes “três” elementos, ou seja, primeiro eu sinto, ou seja, percebo algo … logo em seguida em penso, ou seja, raciocino … e finalmente eu ajo, ou seja, eu tomo uma atitude!

Na categoria SENTIR estão nossas emoções e sentimentos. Uma pessoa pode ser ensinada a sentir inveja diante de outra que possua certa habilidade, característica ou um objetivo considerado de valor. Pode haver outra cultura, entretanto, que a posse dessa característica ou objeto não seja vista como invejável. Os modos de sentir podem mostrar-se inadequados e o indivíduo pode querer aprender outros modelos, mudando, portanto.

Na categoria PENSAR incluem-se suas idéias, visões de mundo, modelos (idealização sobre como as coisas são ou funcionam), conceitos, paradigmas. Por exemplo, você pode pensar algo sobre o consumidor: as pessoas nunca vão deixar de ir ao supermercado. Essa idéia pode revelar-se coerente ou não com a realidade. Nós adquirimos um conjunto de modos de pensar por meio dos relacionamentos familiares, sociais e da escola. Muitas vezes o mundo se transforma e não mudamos a maneira de vê-lo.

Na categoria AGIR estão nossos comportamentos, hábitos, condutas. Tudo isso tem relação com nossos pensamentos (PENSAR) e sentimentos (SENTIR)!

Além do excesso de informações, somam-se algumas “barreiras” ao aprendizado, tais como:

  • A resistência natural do indivíduo à mudança, que traz desconforto e medo;
  • O ambiente que segura qualquer tentativa de mudança – isto é, o medo de outros indivíduos que resistem à mudança e tentam enquadrar o mais ousado
  • A desinformação – o indivíduo não se expõe a novas informações e mantém modos limitados de sentir, pensar e agir por não ter confronto. Muitas vezes ele não descobre nem mesmo coisas que seriam boas para si mesmo
  • O ceticismo, que tem várias origens, até emocionais. Ele pode fazer que o mesmo indivíduo que está cercado pela tecnologia e se beneficia dela a cada minuto não acredite na ciência
  • O desinteresse, a falta de curiosidade, a desmotivação – que podem também ter várias origens.

O que podemos fazer para aproveitar ao máximo a “era da informação”?

Podemos:

  • Combater rigorosamente o comodismo e as respostas fáceis.
  • Em vez de ficar buscando loucamente informações dispersas, procure ler textos mais extensos (livros e bons artigos), que são fundamentais para a formação de conceitos que facilitarão e orientarão posteriormente a busca e assimilação das informações. Lembre-se de que não adianta ter muita informação se não soubermos utilizá-la.
  • Buscar sempre a informação, mesmo sem ter objetivos imediatos a atingir com ela.
  • Adquira a humildade dos sábios, que nunca acreditam que sabem tudo e sempre estão dispostos a ouvir mais e a dizer menos.
  • Valorizar as oportunidades de mudança: contatos, eventos, viagens, desafios.
  • Deixar a competitividade de lado, que ela não combina com uma atitude de busca do saber: em vez de tentar provar que você está certo ou que o outro está errado, entre numa linha de cooperação que todos aprenderão mais.
  • Deixar de lado os preconceitos – contra pessoas, correntes filosóficas ou religiosas, métodos, linhas de atuação.

Por que você, “Dono” da empresa, quer um Sistema de Gestão pela Qualidade certificado?

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Quando percebemos que a empresa irá utilizar o Sistema de Gestão pela Qualidade para melhorar os seus processos internos e não meramente para atender as exigências contratuais de um cliente, por exemplo, que esta exigindo que eles “tenham o certificado da ISO 9001”?

Hoje li e analisei um artigo do Emanuel Edwan de Lima, no qual ele desenvolve uma linha de raciocínio bem objetiva / clara, no qual apresenta dois grupos de empresas:

  • As que necessitam de uma certificação baseada na ISO 9001 somente para a legitimação externa, ou seja, para atender um órgão de fomento ou a um cliente específico, e;
  • Aquelas que implantam um sistema de gestão especialmente para a legitimação interna, ou seja, para a melhoria de seus processos e de suas operações.

Reserve um tempo para ler e analisar este artigo através deste link.

Aguardaremos as respostas de vocês, com relação a nossa pergunta inicial:

  • Por que você, “Dono” da empresa, quer um Sistema de Gestão pela Qualidade certificado?

Mulheres, mercado, trabalho e empreendedorismo na terra dos homens. (Por Gislaine Angelim Barbosa)

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Há muito tempo se houve dizer sobre o mercado de trabalho para as mulheres e essa disputa acirrada com os homens. Como todos sabem, há anos as mulheres disputam “um lugar ao sol” com os homens, a história nos mostra que a mulher conseguiu vir para o mercado de trabalho nas guerras mundiais, pois teve que assumir a posição do homem, deste marco para cá, ela vem batalhando por sua independência financeira. No inicio foi muito mais difícil que agora, mas elas estão conseguindo demonstrar que tem a mesma capacidade que o homem para conseguir resolver problemas e alcançar metas.

Pelo que vemos, nos tempos atuais, o mercado de trabalho continua sendo muito mais difícil para mulher do que para o homem, por mais que as pessoas queiram eliminar essa situação, algumas até tentam justificar que está menor, mas sabemos que ainda existe muito preconceito e discriminação para o sexo feminino, só quem passa por esta situação sabe descrever certinho o que se sente. As mulheres também almejam o sucesso, um emprego produtivo com boa remuneração. Mas nem todas conseguem sucesso, nem mesmo emprego. Ainda existe um pensamento errôneo de que existem atividades que a mulher não consegue exercer, como se elas fossem bonecas de porcelanas, possível de quebrar a qualquer esforço, não podem se sujar, não pode levantar pesos etc., mas esquecem que as tecnologias e a capacidade de resolver problemas são iguais em ambos os sexos. Basta à pessoa realmente querer fazer e estar comprometida. Mas toda essa discussão só poderá assumir outro patamar se houver a mudança no comportamento, ou mesmo a mudança cultural, que só acontecerá com o esforço e o trabalho bem realizados das mulheres. Por mais que seja difícil, e algumas até achar que seja injusto, somente elas poderam mudar esse cenário, mudar esses pensamentos. E como elas podem fazer isso? Através do esforço, dedicação, criatividade e comprometimento. As mulheres tem uma arma muito forte, “a capacidade de se motivar sempre com pequenas coisas”. Todos sabem que a pessoa motivada pode ir muito mais longe quando todos dizem que não dá mais, para a pessoa motivada não existem barreiras intransponíveis, o que existe é foco, criatividade e atitude. A mulher é um exemplo de motivação, pois ela consegue dar conta de trabalhar oito horas dia e ainda chegar em casa e cuidar de sua família, ou seja, fazem dupla jornada de trabalho e são pouco reconhecidas por isso. Muitos acham que é obrigação da mulher, falam de direitos iguais, porém a mulher não consegue quebrar a barreira de que o “Lar” é de obrigação dela, elas ainda possuem os afazeres domésticos, então como isso pode ser direitos iguais? Cada estado, região, cidade ou município, tem sua cultura e isso deve ser respeitado, porém alguns conceitos tem que ser evoluídos, já que o mundo modificou e alguns critérios também mudaram. Mas cabem as mulheres demonstrar e modificar algumas teorias. Elas precisam demonstrar todo seu potencial.

O que faz a diferença no mercado de trabalho é a capacidade de negociar, agilidade nas resoluções de problemas e a humildade. Algumas mulheres conseguiram sua colocação no mercado de trabalho, com muito esforço, batalharam e conseguiram abrir seu próprio negocio, se tornando empreendedoras. Elas se qualificaram para se destacar no mercado de trabalho. Seguindo regras simples, porém eficazes, dentre as ditas acima encaixa também a perseverança e a dedicação. E assim as mulher estão conseguindo expor sua capacidade no mercado de trabalho, antes dominado pelos homens e agora sendo conquistado pelos mais comprometidos, perseverantes e criativos, dentre eles a mulher.
Por: Gislaine Angelim Barbosa – Psicologa. (giz_barbosa@hotmail.com)

A Relação Pai e Filho nas Empresas Familiares (Por Stephen Kanitz)

 

Em minhas atividades de consultoria, principalmente em empresas consideradas familiares, onde a presença da 2ª. ou 3ª. geração esta atuante ou procurando o seu espaço … percebo uma grande dificuldade / desafio!

Sendo que o crescimento / sustentabilidade destas empresas … ficam na dependência de um “processo de transição de gerações”, tornando a vida / carreira profissional dos colaboradores uma eterna dúvida!

Recentemente, localizei um excelente artigo, escrito no website do Stephen Kanitz que apresenta de forma clara, orientações de como o “filho do dono” deve buscar espaço na organização / empresa, clique neste link para ler o referido artigo.