Síndrome de Burnout: Sinais que podem identificar o problema

Dando continuidade ao post anterior, no qual falamos sobre a Síndrome de Burnout, gostaríamos neste post de apresentar os principais sinais que podem identificar este problema, assim como orientações de como tratá-lo.

Principais Sinais:

Físicos: fadiga constante e progressiva; dores musculares, distúrbios do sono, enxaquecas, perturbações gastrointestinais, transtornos cardiovasculares e disfunções sexuais.

Psíquicos: falta de atenção e de concentração, alterações de memória e tentativa de suicídio.

Defensivos: tendência ao isolamento, sentimento de impotência, perda do interesse pelo trabalho e lazer, absenteísmo, ironia, cinismo (em especial nos profissionais de saúde).

Comportamentais: negligência, irritabilidade, perda da iniciativa, resistência a mudanças.

Como tratá-lo:

O método tradicional envolve o uso de medicamentos associado a sessões de psicoterapia.

Mas alguns hábitos também podem trazer benefícios importantes para o paciente:

Pratique meditação ou relaxamento.

Faça exercícios regularmente.

Estabeleça um ritmo de trabalho que não prejudique sua vida social.

Não se sobrecarregue com responsabilidades. Delegue tarefas.

Desenvolva a espiritualidade.

7 lições para manter a harmonia na empresa – Por Michelle Veronese

O chefe distribui as ordens aos gritos, um funcionário revida falando mais alto, um terceiro reclama da má-educação da equipe, um quarto rebate com críticas a outro colega… Convenhamos, ninguém merece trabalhar num lugar assim! Se você quer passar longe desse perigo, é bom ficar atento a alguns erros que podem prejudicar a convivência entre os colegas de trabalho.

A psicóloga Clarissa de Franco, professora da pós-graduação em RH da Faculdade Anchieta, em São Paulo, ensina quais são essas armadilhas e explica como escapar delas.

1. Concentre-se nas suas atividades… mas não se isole

“É preciso concentrar-se nas próprias atividades, mas estar atento ao outro, cooperando sempre que possível. Se um funcionário permanece dentro de seu mundo de expectativas, metas, tarefas, passando a enxergar os parceiros apenas como agregados do ambiente de trabalho, sua visão tende a subjugar a importância da equipe com um todo.”

2. Interaja com os colegas… mas seja discreto

“Se estamos conectados ao ambiente, é menos provável que cometamos erros. No entanto, se um funcionário olha demais para o lado, buscando saber o que os colegas estão fazendo, a hora em que estão chegando, qual o salário deles… isso também gera problemas, pois ele está se tornando invasivo e indiscreto.”

3. Seja observador… mas não procure falhas no vizinho

“Cada um deve possuir consciência de seus limites e deveres e nunca devemos apontar as falhas de um colega em tom de fofoca ou de modo comparativo, dizendo, por exemplo, que ‘fulano não faz isso e eu tenho que fazer’.”

4. Converse… mas não vá direto ao chefe

“Se você tem um problema com um colega, tente solucioná-lo com o próprio antes de levar a questão à chefia. Caso contrário, você poderá ser visto como fofoqueiro, antipático e até traidor.”

5. Discuta a relação… mas pondere suas palavras

“Na hora de abrir o jogo com o colega, fique atento ao modo como fala e ao conteúdo do que é dito. É preciso certificar-se de que o outro está acompanhando seu raciocínio e, ao mesmo tempo, ter certeza de aquele diálogo está sendo travado em benefício da empresa e de todos que lá convivem, e não por uma questão de orgulho ou desavença pessoal.”

6. Ouça… e também reflita sobre o seu papel

“Na conversa, não critique apenas. Ouça, aceite críticas e procure refletir honestamente sobre o que está sendo dito. Às vezes, podemos descobrir que quem precisa mudar somos nós e não os outros.”

7. E, acima de tudo, coopere com os colegas

“O que importa, dentro de uma empresa, é cada qual realizar suas tarefas do modo mais positivo possível, buscando um clima de parceria e cooperatividade. O time só vence quando cada jogador tem consciência de seu papel, garra e precisão para desempenhá-lo corretamente e generosidade para passar a bola na hora certa para quem estiver melhor posicionado. Vaidade, com certeza, só atrapalha o resultado final.”

Segue as minhas considerações adicionais, ou seja, do Hélio Rocha, a Harmonia deve ser completa, não somente no ambiente de trabalho, vide a figura abaixo, nos próximos posts, continuaremos este assunto!

Síndrome de Burnout: Quando a energia acaba!

Dando continuidade aos artigos semanais da Patrícia Prigol:

Segundo matéria apresentada na Revista “Psicologia, Ciência e Profissão”, Diálogos, uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil, entidade que estuda o estresse, apontou que cerca de 30% dos trabalhadores no País são vítimas do Burnout. Outro estudo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, mostrou que 48% dos empregados na área sofrem com algum sintoma e 25% dos professores apresentam a síndrome completa.

Desde 1999, o Ministério da Saúde reconhece a síndrome como uma doença do trabalho. Na gíria inglesa, a palavra Burnout serve para explicar algo que deixou de funcionar por falta de energia. O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo “combustão”. Ou seja, a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço tanto no trabalho quanto em outras situações. Na saúde o termo é usado para definir um esgotamento físico e mental crônico causado pelo trabalho.

Os primeiros sintomas foram identificados pelo psiquiatra Herbert Freudenberg, ainda em 1970, em profissionais que lidavam com pacientes psiquiátricos. Um sentimento de fracasso e exaustão causado pelo excessivo desgaste de energia os atingiu, afastando-os das tarefas cotidianas.

A enfermidade acomete principalmente profissionais que lidam diretamente com pessoas. Nessa categoria estão incluídos professores, policiais e trabalhadores da saúde como médicos, enfermeiros, assistentes sociais e também os psicólogos, expostos a situações de extrema pressão, jornadas exaustivas, responsabilidade e frustração. Uma das explicações para que o Burnout seja mais comum em profissionais que cuidam de pessoas diz respeito à impotência, cobrança e frustração da vida diária. À exemplo, um professor, médico ou psicólogo recém-formado, motivado e com elevada expectativa, pode não encontrar na profissão o que esperava. Isso, associado à sensação de impotência, pode ser determinante para levar à síndrome. Os “workaholics”, pessoas aficcionadas pelo trabalho, também fazem parte desse grupo de risco, sugeitos a síndrome. As vítimas de Burnout podem manifestar agressividade, hostilidade e outros sentimentos que comprometem o convívio social e familiar.

Contudo, é importante saber que a síndrome é diferente do estresse. Este não tem necessariamente origem no trabalho e demanda medidas mais simples. Um bom período de férias pode, por exemplo, melhorar uma situação de estresse. No caso do Burnout, ao contrário, as férias tendem a piorar o quadro, pois o indivíduo se mantém ligado ao trabalho e sofre com a possibilidade de retornar. Portanto, é necessário fazer uma intervenção mais ampla com o apoio de médicos e psicólogos. O grande desafio da Medicina e da Psicologia, nestes casos, é diagnosticar e combater adequadamente o Burnout. Exames clínicos e testes psicológicos ajudam no diagnóstico. O tratamento, geralmente, é multidisciplinar e tem dupla abordagem, com o uso de fármacos e acompanhamento psicoterapêutico para melhorar a auto-estima. Também é necessária uma mudança na relação do paciente com o seu trabalho. Ele precisa reavaliar o espaço que essa atividade ocupa na sua vida e adotar hábitos mais saudáveis: dedicar mais tempo à família, ao lazer, ao esporte, a práticas religiosas e técnicas de relaxamento.

Cabe destacar, ainda, que um outro obstáculo a ser superado é o baixo investimento em programas voltados para a saúde do trabalhador. Apenas 5% das companhias oferecem programas de qualidade de forma regular a seus funcionários. Como se vê, falta muito o que fazer nesta área.

Artigos da Psicóloga Patrícia Luiza Prigol!

A partir desta semana, estaremos periodicamente sendo agraciados com os textos da Psicóloga Patrícia Luiza Prigol, uma profissional com 12 anos de experiência, seus artigos são publicados, por exemplo, nos seguintes meios: coluna no Jornal Ponto Inicial e no Jornal Corpus, do Grupo Comunicando.

Todas as segundas-feiras teremos o seu ponto de vista, sobre temas relacionados com a Psicologia Organizacional. Com vocês, Patrícia Luiza Prigol:

Ao abrir um espaço de comunicação direta com os visitantes do WeBlogSimples Soluções” firma-se uma parceria fundamentada na “responsabilidade social que permeia as necessidades do leitor na contemporaneidade. É com este compromisso que se apresentam informações e considerações a respeito do comportamento humano nas organizações e no cotidiano, considerando, prioritariamente, a experiência adquirida e o conhecimento construído ao longo dos anos.

Nunca se ouviu falar tanto em “responsabilidade social” como nos últimos tempos. Com o advento da globalização as empresas foram as primeiras a manifestarem-se diante deste conceito implantando ações que pudessem dar a real dimensão política-histórica à época. Com o passar do tempo, compreendendo melhor a prática deste princípio, as empresas e a sociedade em geral começaram a dar os primeiros passos em direção à chamada modernização. Modernização não mais de processos, de tecnologia avançada, de hardware ou software, mas – parafraseando Ênio Resende, autor em Psicologia Organizacional – do “humanware” que passa a ter considerável importância na atualidade.

Este espaço – dedicado a publicação de artigos ligados a área da Psicologia – pretende falar diretamente ao leitor sobre as mudanças comportamentais presenciadas em nosso contexto. Objetiva a troca de idéias fazendo uso dos avanços tecnológicos que permitem, com maior rapidez, que as informações sejam processadas. A idéia é estabelecer uma relação próxima, de intimidade com o leitor, dinâmica e atual, contendo dados, informações e considerações baseadas na realidade do dia-a-dia das pessoas, utilizando-se de uma linguagem clara, direta e acessível a todos.

Esta, na verdade, é a nossa responsabilidade social: informar, esclarecer, orientar, questionar, refletir e fazer sentir para reconhecer a si mesmo, o outro e o mundo em que vivemos. Um mundo em constante evolução, veloz e extremamente dinâmico, que nos impulsiona inevitavelmente a uma mudança de mentalidade e de comportamento. O objetivo desta parceria não é dar respostas aos questionamentos e, sim, descobrir caminhos, rotas possíveis ou alternativas para aprendermos a lidar melhor com este momento de transição que exige, no mínimo, posicionamento e enfrentamento para preservação da nossa identidade e do nosso bem-estar na coletividade.

Dados para contato:

Patrícia Luiza Prigol – Psicóloga Clínica – CRP 07/08744

E-mail: patricia_prigol@pop.com.br

Fones: (54) 3028.4383 e (54) 8121.8088