Você é um dependente online da rede?

Você que utiliza a internet nas suas tarefas diárias, em casa e no trabalho, se considera um dependente online da rede?

Recentemente, li uma reportagem muito bem elaborada no jornal Zero Hora (clique aqui) sobre este assunto, o título é bastante sugestivo: “Sempre Ligado – Como lidar com a dependência online”.  Na reportagem o repórter relata que a crescente influência das redes sociais e demais ferramentas relacionadas à internet esta aumentando, no mundo real, uma quantidade de pessoas sobrecarregadas pela tecnologia moderna. Sendo que a insistência em se manter conectado e fazer múltiplas tarefas ao mesmo tempo, provoca desgaste físico e mental, resultando em um quadro similar ao de um transtorno de hiperatividade.

Ao longo do texto, apresenta exemplos recentes de duas pessoas conhecidas na mídia que ao perceberem esta dependência tomaram atitudes consideradas drásticas, ou seja, se “desconectaram da rede”, neste caso específico do twiter, o migroblog.

A dependência online, geralmente atinge pessoas com alguma predisposição psicológica para trabalhar demais, manterem-se informadas ou em contato com outros usuários todo o tempo. Os efeitos adversos podem surgir na forma de insônia, sonolência diurna, cansaço ou ansiedade.

Qualidade de vidaAo lado, apresentamos de forma resumida, o que nós, dependentes online podemos fazer para lidar com a sobrecarga de atividades proporcionadas pela internet, de tal forma a usufruir dessa tecnologia sem prejuízo de algumas áreas importantes do cotidiano, ou seja:

  • Relações Sociais;
  • Trabalho;
  • Saúde Física, e;
  • Saúde Mental.

 

 

 

No texto desta reportagem, também existe um convite para “testarmos” o nosso nível de dependência online, clique neste link e faça a sua auto-avaliação.

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CapturarTambém na mesma página desta reportagem, o repórter Eduardo Lorea faz um comentário sobre este assunto polêmico, apresentando uma “solução” para nós dependentes online, ou seja, se conectar em páginas da internet que possuem as “últimas notícias”, como um dos exemplos o blog Update or die (“atualizar ou morrer”, em tradução livre).

 

 

 

 

Não poderia deixar de comentar que já publicamos diversos artigos sobre este assunto pela nossa colaboradora, a Psicóloga Patricia Prigol. Acesse através dos links abaixo os três artigos:

Síndrome Pós-Férias (Por Patrícia Prigol)

sindromeSegundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), associação internacional que estuda métodos de prevenir e tratar o estresse, cerca de 35% dos trabalhadores evidenciam dificuldades de adaptação ao trabalho quando regressam de suas férias.

É esperado que nos primeiros dez dias, após o período das férias, algum desconforto ou algum grau de dificuldade de adaptação à rotina se mostre. Para Madalena Lobo, psicóloga clínica especializada em perturbações de ansiedade, esta síndrome, é, no fundo, uma “versão mais alargada da sensação que as pessoas sentem Domingo à noite, de ter que voltar ao trabalho”.

Nesse período, algumas ações específicas podem auxiliar o relógio biológico a voltar a funcionar de acordo com a programação. Depois do período de adaptação, se o desconforto persistir, é indicado procurar um especialista.

Os sintomas que caracterizam a síndrome pós-férias são: irritação, agressividade, ansiedade, tristeza, desmotivação, cansaço, insônia e falta de concentração. Algumas pesquisas revelam que as pessoas com menos de 40 anos são mais suscetíveis à síndrome.

Para evitar maiores desconfortos é importante planejar a volta das férias. Portanto, a volta das férias deve ser gradativa para que a pessoa possa adaptar-se à nova rotina. É bom lembrar que o organismo, quando entra em férias, tende a obedecer ao máximo o seu próprio ritmo. E todos nós temos um ritmo peculiar. Em férias, o relógio biológico reorganiza suas funções de sono e de secreção de hormônios, entre outras, daí a melhora no bem-estar. Ao voltar para o trabalho, ou para a rotina, o corpo sente a mudança e responde acentuando diversos tipos de mal-estar, caracterizando um quadro de estresse.

Do ponto de vista da Psicologia, as férias sevem também como um período de reorganização da vida da pessoa. Algumas expectativas podem ser levantadas nesse momento. No entanto, nem todas as pessoas conseguem, de fato, colocar em prática o que se propuseram no período de férias, o que pode trazer frustração e ansiedade ao mínimo contato com a realidade.

Assim, o impacto da volta das férias pode ser positivo ou negativo. Depende muito do modo como cada pessoa encara a sua realidade. Se a pessoa está satisfeita com o seu trabalho, se encontra realização e gratificação no que faz, provavelmente não sofrerá tanto no período de adaptação à rotina. Seu desconforto poderá, então, recair sobre outras áreas que – com o trabalho – serão restringidas. É provável que o tempo com os amigos seja reduzido ao retornar das férias, assim como o prazer que a pessoa experimentou nas suas relações sociais. Prá isso algum ajuste será necessário. Ao retornar das férias, aumentar os encontros com os amigos e momentos em família pode ser ou representar uma boa saída nos primeiros dias de trabalho, até acostumar-se com o ritmo normal. Além disso, a partilha das aventuras com os amigos é um “ritual de transição” que ajuda a atenuar a síndrome pós-férias. Quando se regressa, não se aterrissa imediatamente na realidade.

Para sofrer menos na volta das férias:

  • Procure não retornar das férias às vésperas do trabalho ou das aulas.
  • Tente adaptar seu organismo ao novo padrão, tentando, por exemplo, dormir uma hora mais cedo.
  • Mudar os hábitos de alimentação e integrar uma atividade física regular pode ajudar muito a combater os sintomas da síndrome.
  • Evitar longas jornadas de trabalho.
  • Se sentir falta de apetite no horário tradicional das refeições, faça um lanche mais leve, mas não deixe de se alimentar.
  • Tente encontrar novas motivações no seu trabalho e em outras áreas de sua vida.
  • Mesmo que tenha poucas horas de lazer, aproveite bem. Leia vá ao cinema, pedale ou saia com os amigos.

O tratamento para a síndrome pós-férias: quando a pessoa não consegue, por conta própria, a adaptação necessária, muitas vezes é imprescindível procurar ajuda médica. O tratamento pode ser administrado com o uso de antidepressivos e ansiolíticos. Se precisar, procure ajuda médica e psicológica. A sua saúde agradece e o bom convívio com os colegas, a família e os amigos também!

Patrícia Luiza Prigol

Psicóloga Clínica

CRP 07/08744

Sua equipe esta desmotivada? Como saber … existem “indicadores”?

inteligencia-emocionalAlgumas vezes, quando vou realizar atividades de consultoria … percebo através de “indicadores” se a equipe esta desmotivada, ontem li um artigo muito legal sobre este assunto. A autora apresenta 15 indicadores de uma equipe desmotivada.

Vale a pena ler e refletir este artigo, clique aqui e veja este artigo na íntegra!

E a sua empresa possuem estes “indicadores”? Caso positivo, o que você esta fazendo para controlar e eliminar estes “indicadores”?

Deixe aqui os seus comentários!

A imagem de si mesmo (Por Maria de Lurdes Fontana)

medoSe pararmos para pensar sobre a importância da imagem que fazemos de nós mesmos diante dos outros. Ou ainda a imagem que o outro faz da gente…, e então, qual é o significado disso?

Por que é importante?  Se analisarmos do ponto de vista que não vivemos sem o contato com o outro. E se na nossa condição de humanos, evoluídos, fazer parte de um processo de melhoria continua, de aprendizado contínuo e do aprender a aprender, sem sombra de duvida eu sempre irei precisar do retorno do outro.

E a partir da premissa de que somos condicionados pela rotina e que se não dermos abertura para o novo, não temos muitas chances de melhorar a imagem que temos de nós mesmos e nem tampouco dos outros.

É preciso estar atento as mudanças externas, mas sobremaneira é muito importante observar as mudanças que podemos fazer interiormente.

Nada se muda se não vem de “dentro”. Talvez num primeiro momento, seja necessário buscar ajuda para avaliar como estamos e o que queremos mudar. Aliás, a construção da imagem de si mesmo é algo tão dinâmico que muda constantemente, e pessoas que nos rodeiam são nossa maior fonte de informação.

É preciso conhecer-se, aliar-se a seus pares de confiança, de parceria e confidencialidade e aprimorar, exercitar e assimilar as mudanças que entenderem como necessárias.

Lembrando que a Vida é para ser vivida e não sofrida. Desvencilha-se de hábitos que comprometem a auto-imagem, além de ser saudável, melhora a auto-estima, aproximam pessoas e aumenta o prazer em viver.          

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfontana@brturbo.com.br

Temperamento explosivo? Saiba como lidar e até transformá-lo a seu favor (Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney)

temperamentoexplosivoExistem pessoas que são naturalmente competitivas, estressadas, ansiosas e até mesmo agressivas, comportamentos que, conforme especialistas, se trabalhados, podem até ser positivos no ambiente de trabalho. Entretanto, quando essas características passam do limite e a pessoa passa a adotar uma postura intimidatória, de enfrentamento, é melhor ligar o sinal amarelo.

De acordo com o gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa, o temperamento explosivo torna-se prejudicial quando o profissional começa a ter dificuldades para lidar com as próprias emoções. Nessas horas, diz ele, é preciso parar, refletir e tentar reverter a situação.

“Uma dica que pode mostrar ao profissional que ele está com este tipo de problema é o andamento das relações interpessoais. Se a pessoa percebe que está sendo excluída dos eventos sociais, por exemplo, ela deve repensar a própria postura. Contudo, se a dificuldade for grande, vale procurar a ajuda de um coach ou mesmo de um terapeuta”, diz.

O que leva à explosão?

O estresse do dia a dia, juntamente com algumas situações que podem ocorrer no ambiente de trabalho, podem levar uma pessoa à explosão. Dentre estas situações, a vice-presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Sâmia Simurro, destaca o ambiente hostil, a injustiça, o assédio moral, a falta de reconhecimento, de autonomia para tomar algumas decisões, e até mesmo de comunicação clara.

“A pessoa precisa saber claramente o que o chefe espera dela. Trabalhar em um ambiente hostil e constantemente engolir sapos podem fazer com que, uma hora, a pessoa se manifeste de maneira agressiva”.

Entretanto, antes de chegar a esta situação, diz ela, é preciso tentar resolver a situação, procurando, por exemplo, conversar sobre o motivo com a pessoa causadora do estresse. Porém, caso isso não resolva e acabe acontecendo a explosão, Raffa orienta ao profissional que ocorra à famosa desculpa.

“Somos humanos e momentos de raiva podem ocorrer com qualquer um. Se houver o exagero, um pouco de humildade não faz mal e o melhor a fazer é pedir desculpas. Contudo, antes que isso ocorra, é melhor tentar conversar e reverter a situação”.

A raiva é sempre má?

Como já dito anteriormente, contudo, se bem trabalhada, a raiva pode trazer resultados positivos ao profissional, que podem se traduzir em aumento de criatividade e produtividade.

Assim, diz Raffa, algumas situações podem ser utilizadas como estímulos para que o profissional melhore. Porém, para que isso aconteça, acrescenta Sâmia, ele precisa adotar uma postura conciliatória e desenvolver a assertividade.

Além disso, diz ela, é importante que o profissional saiba se observar, seja honesto em suas colocações e diga claramente o que pensa e deseja.

Ainda no que diz respeito à transformação da raiva em algo positivo, dizem os especialistas, o líder pode ajudar, administrando conflitos, estimulando um ambiente tranquilo e conhecendo cada membro da equipe para saber como e quando intervir.

“É importante entender que a liderança é o modelo. Na maior parte das vezes, o clima da equipe reflete a postura do líder”, finaliza Sâmia.

Relação Homem-Mulher propõe mudança dos papéis na vida conjugal e familiar (Por Patrícia Prigol)

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Sem sombra de dúvida, está havendo uma significativa mudança nos papéis desempenhados pelo homem e pela mulher na vigência do matrimônio ou na vigência de uma sociedade afetiva.

Nos últimos tempos, percebemos, notoriamente, a evolução da sociedade na revisão de atribuições e conceitos delegados ao homem e à mulher, a começar pela “instituição casamento”. Atualmente são várias as configurações familiares apresentadas em nossa sociedade. À exemplo: casais que se formam a partir de um ou mais divórcios incluindo filhos destas relações; casais, homossexuais, que adotam crianças ou que estão concebendo filhos biológicos através de métodos de fertilização; homens e mulheres que firmam uma sociedade afetiva (e/ ou um compromisso real pelo vínculo estabelecido), porém, que preferem morar em casas separadas preservando, contudo, a individualidade de cada um e a permanência da imprevisibilidade na relação; enfim, são inúmeras as configurações familiares que atualmente a sociedade nos apresenta.

Embora algumas pessoas pensem o contrário, observamos, frequentemente, a busca de maior autenticidade nas relações e vínculos firmados. Estes, baseados no sentimento e no desejo genuíno de uma vida conjugal e familiar alicerçda na realização afetiva ou, em outros termos, no amor e na reciprocidade de sentimentos e objetivos pessoais comuns ao casal.

Com a inclusão da mulher no mundo do trabalho e a sua contínua luta para que direitos iguais sejam assegurados, a relação conjugal, na sua formatação anterior, vem sofrendo significativas mudanças em seu conceito e um novo olhar para a relação homem-mulher se fizeram em nosso meio. A própria Psicanálise precisou rever sua teoria a respeito do vínculo mãe-filho e o desempenho da função parental na vida da criança a partir desta nova concepção. 

Para a Psicanálise, independentemente da configuração familiar, o que realmente importa é que os papéis de homem e de mulher, de pai e de mãe se mostrem bem definidos no contexto familiar, ou seja, que a individualidade de todos seja preservada para que todas as funções esperadas na família possam ser desempenhadas de um modo claro e efetivo. Portanto, não nos preocupamos com o gênero masculino e feminino, damos importância para o desempenho da função paterna e materna, mesmo que sejam dois homens ou duas mulheres desempenhando as funções de pai e de mãe.

Não há mais lugar em nossa sociedade os casamentos fundamentados em relações aparentes ou superficiais, alimentados apenas por representações sociais.  O lugar conquistado pela mulher na sociedade contemporânea mudou as bases do contrato afetivo. Passando a prover suas necessidades básicas, a mulher deixou de valorizar tão somente o homem-provedor, promovendo uma mudança radical na relação homem-mulher. O homem-provedor é artigo de luxo ou um “artigo em extinção”. 

Este novo papel da mulher, segundo o psicanalista David Zimerman, contribuiu fundamentalmente para que o homem colaborasse mais intimamente com algumas tarefas domésticas; com uma atitude de partilhar com a companheira problemas, projetos e decisões; com um convívio mais próximo e intenso com os filhos e como um novo modelo de identificação que vai além daquele papel do “machão autoritário” ou do homem-provedor que atendia apenas as necessidades básicas de sua família.

Ao contrário da mentalidade arcaica e primitiva, que em algum segmento da nossa sociedade ainda reside, essa nova concepção de relacionamento homem-mulher permite que as pessoas sejam mais e não menos. E que as relações perdurem por mais tempo nas bases de um relacionamento funcional.

Patrícia Luiza Prigol – patricia_prigol@pop.com.br

Psicóloga Clínica

CRP 07/08744

Pais e Filhos (Por Maria de Lurdes Fontana)

Por mais que se fale, comente e se discuta a relação entre pais e filhos, o assunto é sempre atual e instigante.

Os pontos de vistas entre pais e filhos, são divergentes, e não poderia ser de outra forma. A comunicação entre as partes é sempre tão envolvente com fator emocional exacerbado e nem sempre é amigável.

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Nossa experiência como pais tem mostrado que não há outra maneira de aproximação senão pela parceria do diálogo. Do saber reconhecer que há limites, há respeito, reciprocidade e o exercício do papel que cabe a cada um.

Pais não são amigos dos seus filhos. São Pai e Mãe. Os amigos estão fora de casa. Saber reconhecer e perceber as atitudes no agir como Pais, é o princípio da amabilidade e da confiança. Talvez pela culpa de não “estar” com seu filho, muitos pais competem com os amigos dos filhos por entenderem que os mesmos ficam mais tempo com eles do que com a família. O importante não é a quantidade de tempo, mas a qualidade deste tempo.

O exercício do poder dos pais é baseado na troca, nas discussões dos pontos de atrito e ao fechamento, uma espécie de “combinado” entre as partes e repetidamente falar sobre o assunto. Dar e receber retorno dos assuntos por mais banais que pareçam. Aliás, assuntos banais são os mais apropriados para aproximação entre Pais e Filhos. Fazer perguntas, ao invés de retrucar com respostas mal devolvidas. Conversar em vez de gritar e/ou xingar. Silenciar e pensar acerca do que está se passando. Observar e admirar.

Dar elogios fundamentados para fazê-los crescer com confiança e de vez enquanto deixar que “sofram”. Os pais sofrerão juntos, criando elo de segurança, em que o filho pode sair, mas sempre voltará ao lar, seu porto seguro!

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fntanadudyfontana@brturbo.com.br

Definindo o Índice de Valores Humano. Participe desta idéia!

Dando continuidade ao artigo no qual comentamos sobre a nova Competência denominada CHAVE (Conhecimentos, Habilidades, Atitudes, Valores e Emoções), clique aqui para ler novamente, no ano de 2009, o PNUD (Programa das Nações Unidas) realizou uma consulta pública, onde meio milhão de brasileiros responderam à pergunta: “o que é preciso para a vida melhorar?”. De acordo com a pesquisa, a população não espera somente melhores condições financeiras, e sim, a promoção de valores de vida, éticos e humanos, essenciais ao desenvolvimento e que possibilitam uma convivência mais harmoniosa entre as pessoas.

Para saber mais sobre esses valores, o PNUD iniciou, neste ano, os trabalhos para calcular o IVH brasileiro. IVH é o Índice de Valores Humanos, um indicador que já foi levantado em países como México, França e Portugal, refletindo as expectativas, sonhos e ambições da população e procurando estabelecer quais os valores humanos mais relevantes na vida de cada grupo de pessoas.

A pesquisa para calcular o IVH do Brasil está sendo realizada pelo PNUD até a segunda quinzena de março, por meio de pesquisadores e pelo site www.mostreseuvalor.org.br, onde os visitantes poderão responder a perguntas como: “qual o valor mais importante para a sua vida?”, “o que você está disposto a fazer por ele?” e “a quem isso vai beneficiar?”. Clique aqui e participe!

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Até o momento, o indicador utilizado para medir e avaliar o bem estar de uma população é o IDH (Indicador de Desenvolvimento Humano), calculado a partir de três dimensões: renda, educação e expectativa de vida. O IVH pretende ser uma evolução do IDH, ao levar em consideração as particularidades de cada sociedade, suas demandas e prioridades, fazendo com que a qualidade de vida das pessoas não seja medida apenas por uma somatória de indicadores econômicos e sociais.

O levantamento do IVH brasileiro servirá para o diagnóstico de vulnerabilidades socioeconômicas, possibilitando um melhor estabelecimento de políticas públicas e a realização de estratégias empresariais mais eficientes e coerentes à realidade do país, em áreas como educação, saúde, segurança, habitação, assistência social e cultura.

Economia e Vida (Por Maria de Lurdes Fontana)

Tema deste ano da Campanha da Fraternidade tem o objetivo de chamar a atenção ao consumo exacerbado e a inversão de valores e aos princípios da vida.

vidaJá faz muito tempo que o ser humano busca na cultura do Ter como uma condição de vida e conseguir conviver com os demais, num mundo cheio de invejas, preconceitos e que valoriza as aparências. O homem precisa preencher sua vida com algo. E há muito, o vazio e a insatisfação sobrecarrega as mentes e não há como ficar por muito tempo sem buscar alternativas que preencham as chamadas razões e motivos para suprir os desgastes da jornada.

Para viver necessita-se muito pouco. Apenas três refeições diárias e muita água (sabe-se que muitos não têm nem isso no seu dia-a-dia). Roupas para se vestir na condição de sentir-se confortável e nada mais. Mas ao contrário, vemos o corre-corre diário de pessoas com muitas sacolas nas mãos. Acumulam tantas peças de vestuário, que muitas vezes são esquecidas no fundo do armário.

O apego lhes impede de dar a alguém que poderia servir-lhes com muito orgulho e necessidade. Poderíamos pensar que há sobras financeiras, mas ao contrário há falta de recursos e muitos débitos vencidos e a vencer, por conta da falta de consciência e de planejamento.

Perguntas como: Eu preciso disso? É necessário? É importante? Aflora o desejo diante da necessidade e aí precisam dar-se conta de que não tem como servir a dois senhores.

A vida é o ar, o doar, é amar. E a economia é saber usar para nunca faltar.                  

Até o próximo sábado!

Maria de Lourdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

Compromisso com o clima. (Por Tatiana W. Ypsilanti)

CapturarNo dia 31 de janeiro de 2010, dia em que finalizou o prazo para os países colocarem no Acordo de Copenhague as metas e detalhes de seus programas de redução de emissões, foi a oportunidade para que as nações que pressionam por um acordo do clima demonstrem que estão falando realmente sério sobre essa questão. Isso significa que o prazo acabou para os países declararem por escrito o que eles irão fazer para manter o mundo fora do nível de perigo (dois graus centígrados). Para grande parte dos países isso significa aumentar enormemente os compromissos assumidos até o dia de hoje.

Os países emergentes – Grupo BASIC, composto pelo Brasil, África do Sul, Índia e China  se encontraram em Nova Delhi no final de janeiro para fazerem programas de mitigação voluntária no âmbito do Acordo.

Parece que até ontem (08/02/10), 92 países já aderiram ao Acordo de Copenhague. Juntos, eles respondem por 80,6% das emissões globais. Isso quer dizer que, se todos cumprirem as metas apresentadas, conseguiremos reverter a atual tendência de aquecimento do planeta?

Para Gaines Campbell, especialista em clima do Vitae Civilis que acompanhou a COP15 durante todo tempo, as metas não são ousadas o suficiente e apontam para um aumento médio da temperatura do planeta em torno de 4 graus centígrados. Mas para o Trevor Houser, do Peterson Institute for International Economics, as metas apresentadas podem, sim, ficar dentro do limite de 2 graus estabelecidos pelo Acordo como teto para o aumento da temperatura do planeta.

Creio que ainda surgirão muitas negociações, pontos de vista e ideias sobre o clima, mas se ninguém quiser realmente assumir compromisso, nunca chegaremos a meta almejada e nem mesmo próximos dela. Se todos cumprirem suas promessas, o clima e o planeta inteiro agradecerão.

Fico à disposição de vocês!

Tatiana W. Ypsilanti

Email: tatiana@essencialambiental.com.br

Consultora Ambiental – www.essencialambiental.com.br