Compulsão à Internet – Parte 3 (Por Patrícia Prigol)

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Possibilidades de tratamento para Transtorno de Adicção à Internet em diversos países:

BRASIL: É bom lembrar que o profissional capacitado para estabelecer um diagnóstico diferencial, nestes casos, é o psiquiatra juntamente com o psicólogo ou psicoterapeuta já que, ambos, são necessários para um tratamento complementar. A associação de medicamentos, a psicoterapia e a terapia ocupacional são de extrema relevância para os casos de adicção, estejam eles relacionados à Internet ou a outro efeito adictivo. Há necessidade, também, de se constituir equipe interdisciplinar que atenda a demanda de cada caso. Respeitam-se, cientificamente, as peculiaridades de cada caso, considerando a estrutura psíquica e de personalidade do adicto, bem como seu funcionamento dinâmico visando estabelecer um plano terapêutico que venha a comportar as reais necessidades do paciente. No Brasil, Centros de Reabilitação, Comunidades Terapêuticas e Clínicas Multidisciplinares são disponibilizadas para as pessoas, além de fornecerem apoio à família do dependente, esta última, funcionando, na maioria das vezes, como co-dependente ou co-participante da disfunção apresentada em seu membro.

ALEMANHA – O país tem um acampamento para crianças que passam tempo demais na internet. O local também oferece computadores, mas seu uso é restrito. As crianças são estimuladas a passar tanto tempo quanto possível ao ar livre. A licença para uso diário de computador está limitada a 30 minutos.

CHINA – No final do ano passado, o governo chinês criou uma clínica para cuidar de pessoas viciadas em internet. Entre os métodos de tratamento aplicados estão acupuntura, meditação, esporte e apoio psicológico. Em alguns casos, são usadas agulhas de acupuntura que dão pequenos choques elétricos no paciente.

CORÉIA DO SUL – O governo se diz preocupado com o intenso uso de games on-line no país, que conta com clínicas especializadas para tratar dos doentes. O número de pessoas que procuraram ajuda por serem viciadas em games, no final de 2005, chegou a 7.649.

ESTADOS UNIDOS – Uma das primeiras clínicas para adictos em internet foi criada em 1996, pela psiquiatra Maresha Orzack, que a batizou de Clínica da Dependência dos Computadores, no hospital McLean de Harvard (Massachusetts). Além disso, foi nos Estados Unidos que surgiu o nome para o vício: Internet Addiction Disorder. Atualmente, a luta dos psicólogos americanos é conseguir incluir o problema na relação oficial de distúrbios mentais.

HOLANDA – O país tem um centro de tratamento para pessoas viciadas em games. O programa de reabilitação pode durar de quatro a oito semanas e inclui, entre outras atividades, terapia, excursões em grupo, palestras sobre comportamento, medicamentos e visitas às pessoas viciadas que não conseguem deixar suas casas.

Compulsão à Internet – Parte 2 (Por Patrícia Prigol)

Continuando o artigo publicado na segunda-feira passada:

internetEntão, o que poderíamos considerar saudável e patológico no uso da Internet? Não podemos considerar patológica a pessoa que passa 8 horas navegando pela Internet em busca de conhecimentos, trabalhando, pesquisando, etc. Também não podemos considerar patológica a pessoa que, vivendo a sós, dedique maior tempo à Internet que outra que viva em companhia da família, assim como estudantes que passam a maior parte do dia pesquisando em vésperas de prova e assim por diante. Muito mais importante que o número de horas na Internet, importa saber por que a pessoa fica tantas horas on-line, em busca do quê e com que propósito.

Contudo, segundo a Doutora Kimberly Young da Universidade de Pittsburg, criadora do Center for On-Line Addictiom, a qual estabeleceu uma série de critérios para diagnosticar o Transtorno de Adicção à Internet: “a adicção à Internet é uma dificuldade no controle de seu uso, que corresponde ao que já conhecemos como dificuldade no controle dos impulsos, e que se manifesta como um conjunto de sintomas cognitivos e de conduta. Tais sintomas são conseqüentes ao uso excessivo da Internet, o que pode acabar gerando uma distorção de seus objetivos pessoais, familiares ou profissionais”.

Assim, a adicção à Internet deve ser considerada uma adicção especificamente psicológica (ou comportamental), assim como a adicção ao sexo, às compras, ao trabalho, aos jogos, e mesmo à televisão, tendo em vista características comuns à esses tipos perda do controle, tais como eventual síndrome de abstinência, uso excessivo, forte dependência psicológica, interferência na vida cotidiana, perda de interesse por outras atividades, etc. Em resumo, tal como em outras dependências, no uso compulsivo à Internet existe uma absoluta necessidade de realizar essa atividade e, em não se levando a cabo, experimenta-se ansiedade em níveis elevados.

Supostas Conseqüências do Uso Compulsivo da Internet:

  1. Mudanças drásticas nos hábitos de vida a fim de ter mais tempo para conectar-se.
  2. Diminuição generalizada da atividade física.
  3. Descaso com a saúde própria em conseqüência da atividade na Internet.
  4. Afastamento de atividades importantes a fim de dispor de mais tempo para permanecer conectado.
  5. Privação ou importantes mudanças do sono a fim de dispor de mais tempo para permanecer conectado.
  6. Negligência a respeito da atenção à família e amigos.

Compulsão à Internet – Parte 1 (Por Patrícia Prigol)

cumpulsão a internetNão sabemos, até o momento, se os problemas apresentados em relação ao uso da internet serão clinicamente significativos no futuro ou serão irrelevantes. O que se tem observado é que seu uso (compulsivo) pode estar presente em diversas psicopatologias. Às vezes aparecendo como condição primária a essas patologias, às vezes aparecendo como condição secundária. Na condição secundária temos, por exemplo, a adicção ao jogo e ao sexo. No outro caso, como condição primária temos a possibilidade de uma nova descrição psicopatológica, ou seja Adicção à Internet!

Como não há, ainda, uma classificação diagnóstica específica para esses casos, é mais sensato utilizar a denominação “compulsão à Internet” aos usuários que, além de preencherem critérios de adicção, recorrem à Internet para jogos, bate-papo e pornografia. Uma diferenciação no comportamento do usuário da Internet se faz necessária para àqueles que, em contrapartida, fazem uso desta ferramenta como um importante meio de trabalho, além de uma vasta fonte de informação. Portanto, há a necessidade de diferenciarmos o lazer, o trabalho e a informação da adicção, propriamente dita.

Com todos esses cuidados, os partidários da classificação desta síndrome definem o dependente como a pessoa que se utiliza excessivamente da Internet gerando uma distorção de seus objetivos pessoais, familiares e/ ou profissionais. Se uma pessoa passa horas e horas conectada, negligenciando responsabilidades e necessidades familiares, pessoais e profissionais de forma reiterada, podemos estar diante de uma situação de adicção. Mesmo assim, não está claro se a compulsão à Internet deva ser considerada uma patologia própria ou se ela representa apenas um sintoma de algum outro estado emocional subjacente.

Portanto, não é de se estranhar que tenham surgido diversas hipóteses sustentando existir um uso patológico da Internet, e que tal uso, para alguns estudos, têm como resultado o desenvolvimento de transtornos emocionais ainda não classificados nos manuais diagnósticos (DSM-IV, CID-10). Para outros, o contrário, ou seja, alguns transtornos emocionais e de personalidade é que favoreceriam a adicção à Internet. Ex: pessoas que possuam determinadas patologias podem desenvolver compulsão à Internet. São os casos de:

  • Fobia Social ou Transtorno de Ansiedade Social;
  • Transtorno da Personalidade por Evitação ou Personalidade de Esquiva, e;
  • Transtorno da Personalidade Dependente.

Sabe-se, contudo, que outras psicopatologias também podem estar associadas ao uso compulsivo à Internet. Dentro da categoria das dependências sem substância, que podem ser comparadas à comportamentos compulsivos, a única reconhecida nas classificações oficiais (CID-10 e DSM-IV) é o Jogo Patológico. Entretanto, o uso por compulsão à Internet, bem como o excesso de exercício físico (Vigorexia), de trabalho, o Sexo Compulsivo, a Compulsão às Compras, a Compulsão Alimentar, alguns incluídos nos Transtornos do Controle de Impulsos, são quadros que devem ser mais bem estudados pelas importantes implicações na vida cotidiana.

Alguns autores, os mais pessimistas, citam fatores sociais e culturais envolvidos neste processo, afirmando que o acelerado avanço tecnológico representa uma enorme ameaça ao convívio social, desestimulando e inibindo o desenvolvimento de competências e habilidades no trato social e familiar, no relacionamento interpessoal, os quais deveriam ser preservados se considerarmos as conseqüências danosas para àqueles que apresentam uma tendência ao isolamento e à solidão. Um exemplo notório deste comportamento limitador se vê através das mudanças na arquitetura dos ambientes e na engenharia civil. As residências são projetadas, desenhas, de acordo com esse movimento que propõe “ilhas de convivência”. A proposta das ilhas-dormitórios se apresenta numa espécie de “moradia individualizada”, dando a impressão de completa independência que, por sua vez, alimentaria uma fantasia onipotente e um sentimento de grandiosidade, os quais não se sustentariam no plano real. Para alguns autores, essas ilhas se traduzem em grandes fortalezas, onde ninguém entra e ninguém sai, uma espécie de simbiose na relação que se estabelece com o objeto compulsivo. A sensação que seus membros podem experimentar é de máxima proteção, o que limitaria, ainda mais, o contato com a realidade (interna e externa).

Hoje encontramos, em cada espaço das residências, toda a tecnologia à disposição das pessoas. Não haveria mais motivação para buscar a conexão pessoal já que uma simples tecla poderia aparentemente sustentar tal necessidade. A “sala de estar”, por exemplo, já não se mostra atraente para a família. A disposição tecnológica surpreendentemente monta mini-residências em cada quarto que compõe a ilha de cada membro da família, o que pode dificultar a interação e a função que pais e filhos deveriam desempenhar nos vínculos estabelecidos. Esses mesmos pais passam também muitas horas no trabalho (são os chamados workaholics) além daquelas horas que o ganho de dinheiro justificaria, ou diante da televisão, no bar, etc.

Distintos estudos sustentam que o uso da Internet poderia causar um impacto negativo em nossas relações sociais habituais, em nosso espaço cotidiano, levando-nos, por exemplo, a perder parte de nosso círculo social, a diminuir o tempo de comunicação familiar ou a incrementar o sentimento de solidão (Kiesler, 1999 – Kraut, 1998). Assim sendo, alguns autores têm postulado a existência de um Transtorno de Adicção a Internet, representado pela sigla TAI (IAD, de Internet Addictiom Disorder). Também foi usado o termo Uso Compulsivo de Internet ou Uso Patológico da Internet, com a sigla UPI (PIU, de Pathological Internet Use) (Young e Rodgers, 1998). Essa nova nosografia alcançou status científico a partir de um trabalho da Dra. Kimberly Young em 1996 (Estallo Marti, 1997).

José Luis Muñoz Mora faz uma colocação interessante em seu artigo. Diz que, enquanto o álcool, a maconha e a cocaína podem ser consideradas drogas que facilitam o contacto social, a adicção à Internet seria uma patologia que se desenvolve em pessoas de vocação solitária. Acreditamos que seriam, além de pessoas solitárias, também não desejosas do convívio interpessoal. Trata-se de uma opção de postura social, compensada e gratificada pela Internet, pois são comuns os traços de introversão na personalidade de informáticos compulsivos. Assim, a socialização e a comunicação interpessoal virtuais parecem constituir os elementos básicos do efeito adictivo da Internet para um grande número de internautas, manifestando-se através do intercambio dos chats, do correio eletrônico, participação em grupos de discussão, conversações em tempo real. Para outro grupo, a busca de prazeres sexuais negados pela realidade concreta tem sido o ponto chave, aparecendo sob a forma da busca continuada e excessiva de material erótico e pornográfico, podendo resultar em importantes disfunções sexuais.

Na segunda-feira da semana que vêm, continuaremos a explorar este assunto.

Não sabemos, até o momento, se os problemas apresentados em relação ao uso da Internet serão clinicamente significativos no futuro ou se serão irrelevantes. O que se tem observado é que seu uso (compulsivo) pode estar presente em diversas psicopatologias. Às vezes aparecendo como condição primária à essas patologias, às vezes aparecendo como condição secundária. Na condição secundária temos, por exemplo, a adicção ao jogo e ao sexo. No outro caso, como condição primária ao comportamento compulsivo, temos a possibilidade de uma nova descrição psicopatológica da Adicção à Internet.

Governo vai negociar inclusão de aquecimento solar no Programa Minha Casa, Minha Vida

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O uso de sistemas de aquecimento solar nas casas do programa Minha Casa, Minha Vida pode começar a sair do papel. A utilização de placas solares, que chegou a ser cogitada como item obrigatório dos projetos, será opcional e deve chegar a apenas uma parte das 1 milhão de casas que o governo pretende construir.

Semana passada, mais precisamente no dia 22 de julho, o governo criou um grupo de trabalho para definir os critérios para instalação dos aparelhos e apressar as negociações com as construtoras para que as placas sejam incluídas ainda nas primeiras casas do programa. O grupo tem representantes dos ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia, das Cidades, além da Caixa Econômica Federal, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e empresários do setor. Vide neste link, a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a coordenadora de Energia e Meio Ambiente da Secretaria e Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Vânia Soares, o grupo de trabalho deve se reunir com as empreiteiras na primeira quinzena de agosto.

“Como os projetos estão na etapa inicial, é importante ter uma conversa com as maiores empresas de construção civil para incentivá-las a dar essa contribuição. As empresas poderão rever os projetos ou incluir os aquecedores em novas propostas. Acredito que não haverá muita complicação”, disse.

Segundo Vânia, a inclusão do sistema de aquecimento solar nas casas populares tem custo médio de R$ 1,2 mil, dependendo da região do país. “Não vai afetar o valor da prestação. As empresas receberão subsídios e em alguns casos haverá doação dos equipamentos”.

O grupo de trabalho não definiu metas ou número mínimo de unidades habitacionais que deverão receber o sistema de aquecimento solar. A iniciativa vai depender das construtoras ou das prefeituras, que podem sugerir a inclusão das placas solares nos projetos. “A Caixa está autorizada a financiar quantos projetos aparecerem”, disse Vânia. Na primeira etapa, a coordenadora acredita que até 100 mil casas poderão receber o equipamento.

De acordo com Vânia, o uso de energia solar para aquecimento de água reduz o consumo de energia elétrica em cerca de 30%. Ela disse ainda que o sistema poderá ser instalado em casas ou edifícios.

O grupo de trabalho também estuda como oferecer capacitação para os engenheiros e arquitetos da Caixa – responsáveis pela análise dos projetos das empreiteiras – e para os futuros moradores, para fazer a manutenção e limpeza dos equipamentos.

Um Brinde para ir além!

Este é o título de uma matéria publicada pela Revista Psique e escrita pelo psicólogo e pedagogo Josef David Yaari, presidente do Instituto Pro-Líbera, entidade voltada para que cada pessoa se libere das amarras das ideologias ou doutrinas por meio de seminários, encontros e cursos, além de dar apoio a famílias e grupos operativos.

jumpyz0Assim dei início a uma profunda e impactante leitura, ecoando dentro de mim as experiências vividas na clínica e na minha vida pessoal. Houve ressonância! Era como se o colega estivesse extraindo o meu pensar e o meu sentir a respeito de assuntos e conteúdos polêmicos, porém, extremamente pontuais. Afirmar, por exemplo, que o ser humano vive em busca do “algo a mais” ou de uma motivação profunda que daria sentido para sua vida, não é nenhuma novidade. Mas estabelecer uma relação entre o prazer do sexo, do estômago e dos jogos de poder com a busca do sentido real que “abriria os canais para os diversos universos, os diversos patamares de nossa consciência, – existentes, mas não perceptíveis ao senso comum ou à cultura de massa” – foi realmente imprescindível para que eu pudesse compartilhar com vocês esta pretensa reflexão.

Podemos dizer que estamos vivendo uma fase de transição diante desse movimento social que busca, a qualquer custo, o prazer efêmero das sensações e do sentimentalismo inúteis para a nossa evolução. Esta fase transitória nos remete à transcendência, que é a capacidade de superar os limites normais, o que é esperado por meio desses jogos de prazer e de poder. Neste sentido, o autor inicia sua matéria com alguns questionamentos surpreendentemente intrigantes:

Afinal, vivemos pra quê? O que, de fato, é a nossa mais profunda motivação? Para que e para onde se move a nossa alma? É verdade que o que queremos, no fundo de tudo, é o prazer e o poder?

Neste sentido, percebemos que ainda se faz necessário o uso de determinados “rituais de passagem” para transcendermos a esses limites, do que é perceptível aos olhos do corpo físico. Rituais que incluem não somente as tradições e as chamadas “religiões”, mas toda e qualquer crença ou ideologia que convida as pessoas a experimentarem uma “morte simbólica”. É a morte do desejo pelo desejo, do sexo pelo sexo, da comida pela comida, do poder pelo poder.

Quando experimentamos o gozo do desejo efêmero e inútil, percebemos que nosso esforço foi em vão porque, em seguida, experimentamos uma espécie de “vazio” ou a “falta de”. Uma experiência de morte provocada pela falência de um outro desejo, mais profundo, mais intenso, mais real. Como disse o psicólogo Josef: “É o encontro com Thanatos (na mitologia grega, o deus da Morte) depois de viver o Eros (na mitologia grega, o deus da Vida) em todos os aspectos possíveis. Exatamente por isso ocorrem os rituais da morte simbólica nas tradições, no sentido de provocar o desapego, a possibilidade de superar suas próprias amarras”. Quando nos libertamos de tudo aquilo que, de alguma forma, nos aprisiona, das expectativas que tentamos corresponder para pertencer a esta ou aquela “tribo” (ou tradição), experimentamos o gozo real da liberdade conquistada por um processo de individuação. É quando encontramos a nós mesmos, transcendendo o mundo do sensacionalismo ou das emoções baratas e supérfluas que, muitas vezes, estão à serviço de organizações perversas que manipulam e controlam o nosso “querer”, a nossa liberdade de expressão e de escolha.

Assim, de forma contundente, o psicólogo afirma: “… em todos os nossos atos, seja aparentemente pelo poder, seja pelo prazer, estamos querendo exercer uma identidade que se supera e, daí, compartilhar o que conquistamos”.

Ou seja, celebrar nossas conquistas é poder tornar-se um SER único, integrado, indivisível, e, então, incorruptível!

Minha Casa, Minha Vida exige que os projetos contemplem acessibilidade

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Segundo o Ministro das Cidades Marcio Fortes “Antigamente, os arquitetos e os cursos de arquitetura não consideravam os problemas de acessibilidade dos portadores de deficiências. Hoje, todos os programas do Ministério das Cidades, inclusive o Minha Casa, Minha Vida, já exigem que os projetos contenham as adequações necessárias e acessibilidade a esse segmento da população”. Ele afirmou que os programas de produção de moradias, por exemplo, passaram a incluir adaptações nos projetos, como rampas e portas largas, para atender aos cadeirantes.

Acesse este link, para que possam baixar a documentação técnica da CEF.

O ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, lembrou nesta segunda-feira (27/07/2009), durante o Seminário Acessibilidade à Cidadania, no Rio de Janeiro, que os programas habitacionais do governo Federal atualmente contemplam as necessidades dos portadores de deficiências. O evento foi promovido pelo Grupo O Dia de Comunicação para discutir a necessidade de se conscientizar a população e encontrar soluções para garantir a locomoção e o acesso à informação para todos.

A mudança está relacionada ao Decreto 5.296, de 2004, que trata da promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Atendendo ao decreto, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elaborou norma com os critérios e parâmetros técnicos necessários para a adequação de projetos, construções, instalações e adaptações de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

O MCidades trabalha na implementação do Decreto junto com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a ABNT e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). O Ministério também estimula e apoia governos municipais e estaduais a garantir acesso para pessoas com restrição de mobilidade aos sistemas de transportes, equipamentos urbanos e a circulação em áreas públicas pelo Programa Brasileiro de Acessibilidade Urbana, o Brasil Acessível.

Mobilidade – Segundo o ministro, há R$ 1 bilhão do FGTS disponível para renovação das frotas de ônibus no país, desde que os veículos sejam adaptados aos portadores de deficiência e pessoas com mobilidade reduzida. “Em Porto Alegre, a Trensurb, empresa de trens urbanos vinculada ao Ministério das Cidades, tem uma estação-modelo no que diz respeito ao atendimento a portadores de deficiências auditiva e visual”, afirmou.

Ministério das Cidades

Assessoria de Comunicação

Mitos e verdades sobre a Gripe A

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Recebemos por e-mail, uma informação muito importante sobre os cuidados que devemos ter com relação a Gripe A (H1N1), inclusive traz dados novos sobre o comportamento e atitude que devemos ter caso os sintomas apareçam conosco ou com os colaboradores em geral.

Segue o link:

Mitos e verdades sobre a Gripe A (Fonte: Secretaria Municipal da Saúde e infectologista Lessandra Michelim, coordenadora da Infectologia do Hospital Geral)

Perguntas e Respostas sobre a Gripe H1N1 (Gripe Suína)

Á título de utilidade pública segue perguntas e respostas sobre a Gripe H1N1, a popularmente “gripe suína”, que estão sendo enviadas pela rede de computadores, por e-mail:

1 – Quanto tempo dura vivo o vírus H1N1 numa maçaneta ou superfície lisa?

Até 10 horas.

2 – Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?

Torna o vírus inativo e o mata.

3 – Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?

A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4- É fácil contagiar-se em aviões?

Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5 – Como posso evitar contagiar-me?

Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6 – Qual é o período de incubação do vírus?

Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7 – Quando se deve começar a tomar o remédio?

Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8 – De que forma o vírus entra no corpo?

Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9 – O vírus é mortal?

Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10 – Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11 – A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?

Não porque contém químicos e está clorada.

12 – O que faz o vírus quando provoca a morte?

Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13 – Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?

Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14 – Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?

De 0%, porque fica-se imune ao vírus H1N1.

15 – Onde encontra-se o vírus no ambiente?

Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17 – O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?

Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

18 – Qual é a população que está atacando este vírus?

De 20 a 50 anos de idade.

19 – É útil a máscara para cobrir a boca?

Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20 – Posso fazer exercício ao ar livre?

Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21 – Serve para algo tomar Vitamina C?

Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22 – Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?

A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23 – O virus se move?

Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24 – Os mascotes contagiam o vírus?

Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

25 – Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?

Não.

26 – Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?

As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27 – O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?

Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28 – Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?

Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29 – Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?

Não serve para nada.

30 – As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?

SIM.

31 – Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?

NAO.

32 – O que mata o vírus?

O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33 – O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?

O isolamento.

34 – O álcool em gel é efetivo?

SIM, muito efetivo.

35 – Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?

Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36 – Este vírus está sob controle?

Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37 – O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?

A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38 – Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?

SIM.

39 – As crianças com tosse e gripe têm influenza?

É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40 – Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?

Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41 – Posso me contagiar ao ar livre?

Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42 – Pode-se comer carne de porco?

SIM, pode e não há nenhum risco de contágio.

43.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?

Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

Um dos principais Transtornos do Humor: o Transtorno Bipolar

bipolarAntigamente era chamado de Psicose Maníaco-Depressiva (PMD). Hoje, devido aos avanços da psiquiatria, a Bipolaridade é classificada como um dos principais transtornos do humor, podendo ser denominada de Transtorno Bipolar ou, comumente, de Transtorno Afetivo Bipolar. Assim, identificamos os sintomas na pessoa que experimenta mudanças extremas no seu estado de humor, nas cognições e no comportamento. Este transtorno caracteriza-se por episódios alternados de depressão e mania (euforia), recorrentes.

É a intensidade e a severidade dos sintomas presentes no transtorno que o diferencia das tão comuns “mudanças de humor” pelas quais passamos quase todos os dias.

Alguns sintomas comuns na fase depressiva do Transtorno Bipolar:

  • Diminuição acentuada do interesse ou do prazer.
  • Sensação de esgotamento e fadiga constante (letargia e prostração).
  • Alterações na memória (esquecimentos), na atenção e concentração.
  • Alterações de peso e apetite.
  • Insônia ou hipersônia (sono excessivo).
  • Sentir-se sem valor ou culpa excessiva por perceber que seu ritmo diminui consideravelmente.

Alguns sintomas comuns na fase maníaca (da euforia):

  • Sensação de bem-estar e energia em excesso.
  • É comum a presença de várias idéias e pensamentos que “invadem a mente”, levando a um aumento de ações e até mesmo de novos empreendimentos.
  • Envolvimento excessivo em atividades que implicam em risco.
  • Envolvimento excessivo no trabalho.
  • Diminuição da necessidade de dormir (pode passar a noite acordado e trabalhar no dia seguinte sem sentir-se fadigado).
  • Auto-estima e grandiosidade excessivas.
  • Pode apresentar episódios de compulsão: à compras, ao sexo, à alimentação, ao esporte, às drogas.
  • É freqüente o uso de bebidas alcoólicas na tentativa de aliviar ou minimizar os sintomas.

O chamado Transtorno Bipolar pode ser incluído em duas categorias:

  • O Transtorno Bipolar do Tipo I, no qual acontecem episódios maníacos (de euforia) graves que se caracterizam, por vezes, pela presença de sintomas psicóticos, necessidade de hospitalização ou prejuízo acentuado no convívio social ou ocupacional e familiar.
  • O Transtorno Bipolar Tipo II, no qual os episódios depressivos se alternam apenas com hipomanias, ou seja, com episódios eufóricos leves.

A causa do Transtorno Bipolar ainda não é conhecida. Ele é considerado um transtorno de caráter multifatorial. Contudo, sabe-se que existe uma predisposição biológica (genética) que é herdada, à qual são somados fatores ambientais, resultando no aparecimento dos sintomas.

O diagnóstico do Transtorno Bipolar é feito por especialistas (psiquiatras) e no tratamento são usados estabilizadores de humor, antidepressivos e neurolépticos (antipsicóticos). A utilização destes medicamentos e a combinação dos mesmos são feitas de acordo com as necessidades de cada caso e a decisão é tomada em conjunto, utilizando-se de entrevista clínica e, às vezes, da presença de familiares, podendo incluir a avaliação psicológica em casos de atendimento por profissional desta área.

Além do tratamento com medicamentos, recomenda-se psicoterapia, pois inúmeras pesquisas comprovam a eficácia nesta associação. Geralmente o transtorno bipolar dura a vida toda, sendo que o paciente pode obter alta nos processos psicoterápicos, contudo, não costuma obter alta da medicação. Justifica-se tal prescrição devido aos fatores biológicos (genéticos e hereditários) e conseqüente disfunção bioquímica. Se o transtorno não for devidamente tratado, sérios prejuízos podem ocorrer, nos vínculos familiares, na vida social e na estabilidade econômica do indivíduo. Uma vez que não existem meios para evitar que o transtorno se desenvolva, quanto antes ele for identificado, maiores serão as chances de minimizar estes prejuízos e até mesmo de controlá-los.