Em 2025 o Brasil será a sexta população de idoso do Mundo (Por Patrícia Prigol)

Não há mais como negar esta realidade se considerarmos que o envelhecimento é um fenômeno mundial que vem acontecendo nos últimos trinta anos. No Brasil, segundo a projeção estatística da Organização Mundial da Saúde, entre 1950 e 2025 a população de idoso crescerá dezesseis vezes contra cinco da população total. A proporção de idosos passará de 7,5% em 1991 para cerca de 15% em 2025, que é a mesma proporção dos países europeus. Com este aumento o Brasil estará, em termos absolutos, com a sexta população de idoso do mundo. Neste sentido, não há outra saída para a sociedade a não ser apreender uma nova linguagem que possa incluir as pessoas da maturidade (ainda denominadas “Terceira Idade”) no mercado de trabalho, nas atividades sociais e no convívio das famílias. O “velho” de antigamente não é mais o velho de hoje que, inclusive, em muitos casos, serve de exemplo de qualidade de vida e produtividade repercutindo consideravelmente no PIB (produto interno bruto) do nosso país.

Uma sociedade que se encaminha para o envelhecimento deve aprender a se relacionar com o idoso. A convivência dos jovens com pessoas da terceira idade também pode contribuir muito no processo da inclusão. A criança de hoje, logo, será o idoso de amanhã! Comprovamos uma mudança nesta direção: a terceira idade está muito mais atenta aos movimentos sociais e as mudanças que ocorrem na atualidade. Os idosos de hoje são adeptos às inovações que os jovens propõe e não ficam constrangidos ao se matricularem, por exemplo, num curso pré-vestibular ou ingressar na Universidade, ainda que seja a da “Terceira Idade!” Buscam a realização de sonhos e desejos que foram substituídos por outras necessidades num dado momento de suas vidas. Participam também de eventos e apresentações que os jovens apreciam. Portanto, não existe mais esta separação: o que faz parte do “mundo dos jovens” e o que faz parte do “mundo da terceira idade”. Não raro encontramos pessoas muito jovens que apresentam um perfil psicológico enraizado no “velho dos anos 50”. Estamos falando de horizontalidade nesta questão da inclusão e não mais de verticalidade.

Os mais sábios, na “Idade da Maturidade”, desenvolvem uma habilidade ímpar de “escuta” e um “olhar’ curioso a respeito do que se passa ao seu redor. Tendem a ampliar as relações que estabelecem e os limites do espaço que ocupam na vida. São estes espíritos desbravadores que tendem a viver mais e melhor. Eles chegam à maturidade com o espírito da juventude!

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Podemos dizer que não existem ocupações específicas para o “idoso’ na contemporaneidade. Não há limites neste aspecto, a não ser àquilo que, por orientação médica, em função de suas condições físicas e psicológicas, lhe for sugerido. A agenda dessas pessoas é, na maior parte das vezes, mais cheia do que a de um adulto na fase do empreendimento. Eles fazem atividades físicas, dançam, participam de eventos culturais (sendo eles os protagonistas), trabalham de forma remunerada, estudam, se separam, casam de novo e, alguns, ainda têm filhos na maturidade. É preciso mudar a mentalidade da nossa sociedade. O velho de hoje não vem acompanhado da “cadeira do vovô”, da bengala que o limitava a sair de casa (por vergonha!), das roupas escuras e fechadas até o pescoço esperando a morte chegar! Hoje, as pessoas da maturidade ainda trabalham, estudam, se divertem e fazem sexo. Através desses bons exemplos preparamos nossos jovens e nossa sociedade para uma nova identidade social: a da integralidade por meio da inclusão e não mais da divisão ou separação por meio da discriminação e do preconceito.

Prosperidade (Por Maria de Lurdes Fontana)

Vem do latim prosperitate que significa abundância, fartura. Muitos confundem prosperidade com dinheiro e propriedades.

A prosperidade é a evolução tendo como principal valor a busca de conhecimento, aprendizagem, questionamentos e ensinamentos.

LeisDaProsperidade

O ser humano tende sempre buscar o melhor para si e consequentemente vive entre a dor e o prazer. A busca de prazer em viver, ajudar os outros, a crescer a evoluir e acima de tudo ser agradecido.

A constatação do papel de cada um, na sua missão e qual é o seu propósito de vida, é que determina o quanto de prosperidade o individuo possui.

Para muitos a prosperidade é vista como princípio econômico de medida e quantidade. Embora se possa afirmar que para ser próspero o individuo tenha que buscar o seu bem-estar. E requer não somente a satisfação de necessidades básicas. Mas o mínimo necessário das condições físicas, ambientais e sociais, na integração e promoção à vida e de uma relativa permanência entre o sentido do Ser em detrimento do Ter.

Portanto a prosperidade exige atitudes internas de mudança, de melhoria contínua, de valorização de si mesmo, de atitudes, de ética e principalmente que seja pró-ativo junto a sua família, seu trabalho e sua comunidade. Nem sempre nos damos conta das pérolas que nos rodeiam.

A prosperidade começa onde termina o egoísmo.

Até o próximo sábado!

Maria de Lourdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

A nova competência … antes era CHA … agora é CHAVE

Recentemente li um artigo sensacional do professor Eugenio Mussak (eugenio@ssdi.com.br) comentando sobre a nova competência, necessária na gestão das organizações, onde antes tínhamos fórmula do CHA (Conhecimento, Habilidades e Atitude) … agora buscamos a C H A V E !

Segue abaixo na íntegra a sua valiosa contribuição.

A nova competência (por Eugenio Mussak)

Competência, que tanto buscamos, pode ser definida como a capacidade de entregar os resultados desejados com a menor utilização de recursos, incluindo, entre esses, o tempo. Possuir competência é a condição para competir, para manter-se no jogo dos negócios, vivo no mercado de trabalho.

11915334805015dpJá diziam, enfáticos, nossos avós: “Quem não tem competência não se estabelece!”. Esse assunto ganhou status de método a partir dos estudos de David McClelland nos anos 70, e nas organizações adotou-se universalmente a fórmula do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), ou, como preferem alguns, Saber, Poder e Querer. Considerando que essa equação é um produto, se um dos três for nulo, o resultado final será competência zero. Mas o tempo passa e os conceitos vão sendo aprimorados. Na competência 2.0 deste século, o CHA vira CHAVE. E a chave da competência ampliada é o acréscimo de duas letras, dois conceitos e duas preocupações.

O “V” representa Valores. Em uma sociedade que se diz digna, preocupada com o social e responsável com o futuro, não temos como não incluir uma lista de valores na análise da qualidade dos resultados alcançados. De que adianta produzir sem sustentabilidade, competir sem ética e conquistar sem moral? Assim como atualmente dizemos que só será líder aquele que liderar para o bem e só será competente aquele que produzir sem ferir a ética, o interesse de todos. Um profissional competente sem valores deixa de ser competente.

E o “E” da CHAVE significa Entorno, o ambiente onde a competência encontra as condições para ser exercida. Esse é o único elemento que está mais fora do que dentro do indivíduo. O cirurgião não opera sem o centro cirúrgico, sem a anestesia e o bisturi. O executivo precisa da estratégia, dos recursos, da equipe.

Eis a grande responsabilidade das organizações: formar pessoas competentes e fornecer-lhes o cenário para que atuem. Essa visão ampliada de competência coloca ordem na casa do mundo moderno e abre espaço para a construção de um futuro em que os resultados não serão obtidos a qualquer custo. Só assim poderemos dizer aos nossos netos: “Quem não tem competência não se enobrece!”.

Fico à disposição de vocês!

Gislaine Argelim Barbosa

Email: gislaine@simplessolucoes.com.br

Como anda o seu salário? (Fonte: Você S/A)

135-carreira001-630x290Dando continuidade ao post anterior, no qual comentamos sobre importância de realizarmos uma Pesquisa Salarial no inicio da elaboração do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, gostaria de aproveitar este momento para indicar uma leitura de uma reportagem de capa da Revista Você S/A (Edição 135 – Setembro de 2009) no qual considero extremamente esclarecedora sobre este tema, ou seja, remuneração / salário.

A reportagem apresenta de uma forma clara e objetiva as tendências de remuneração para 130 cargos em pequenas, médias e grandes companhias.

Os dados, e principalmente as tabelas salariais em cada área (finanças, seguros, bancos, indústria, vendas / marketing e tecnologia) são extremamente esclarecedores para comparações com as “pesquisas salariais” que serão necessárias e elaboração do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração.

Clique aqui e tenha acesso a reportagem na íntegra!

Na composição de uma Politica Salarial, devemos considerar também, o Custo de Vida em cada região! A reportagem também esclarece e alerta sobre este tema, veja abaixo o ranking de custo de vida nas principais capitais do Brasil.

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Fico à disposição de vocês!

Gislaine Argelim Barbosa

Email: gislaine@simplessolucoes.com.br

Empregos de futuro! (Fonte: Veja)

Dando continuidade ao post que publicamos sobre “O ano Zero da Economia Limpa e As 200 melhores e piores profissões do mundo!” … recentemente li um reportagem da Revista Veja (Edição 2145 – número 52 – 30/12/2009), comentando sobre as oportunidades / profissões criadas por um mundo atento ao zelo contra o aquecimento global!

São 10 profissões / empregos de futuro:

  1. Agricultor;
  2. Técnico Florestal;
  3. Portador de MBA em negócios verdes;
  4. Fabricante de turbina eólica;
  5. Biólogo conservacionista;
  6. Desenvolvedor de sistemas de sustentabilidade;
  7. Urbanista;
  8. Reciclador;
  9. Instalador de energia solar;
  10. Empreiteiro da eficiência energética

Acesse todo conteúdo desta reportagem, clicando neste link.

O ano Zero da Economia Limpa (Fonte: Veja)

capa380Recentemente li uma séria de reportagens sobre as perspectivas para os próximos anos sobre “economia limpa”. As reportagens foram publicadas pela Revista Veja (Edição 2145 – número 52 – 30/12/2009).

Aqui fica um recado para as empresas desenvolverem produtos / serviços com foco na “economia limpa”!

Nesta série de reportagens / estudos, a equipe de jornalista da Revista Veja, apresenta as 10 ideias e posturas de um novo mundo!

Seguem abaixo, os links para que possamos refletir sobre o que queremos sobre sustentabilidade para os próximos anos!

  1. Ecodesign
    O apagar das luzes da lâmpada de Edison
    Emissão zero em cidade nos Emirados Árabes
  2. Carros elétricos
     A chegada dos primeiros modelos de grandes montadoras
  3. Executivos verdes
    O perfil do líder moderno dentro das empresas
  4. Energias renováveis
    O vento é limpo mas ainda custa caro
  5. Logística reversa
    A reciclagem de resíduos já é bom negócio
  6. Responsabilidade
    Apagar o passivo ambiental vale dinheiro
  7. Propaganda
    A militância (e a polêmica) na publicidade
  8. Globalização 2.0
    A era da cidadania global
  9. Capital natural
    Está na hora de cobrar pelos recursos naturais
  10. Créditos de carbono
    Falta ainda saber quanto custa poluir

A seguir copiamos na íntegra o texto introdutório para esta série de 10 reportagens:

Svante Arrhenius era um desconhecido físico sueco quando, em 1896, fez um alerta: se a humanidade continuasse a emitir dióxido de carbono na atmosfera no mesmo ritmo que fazia desde a alvorada da Revolução Industrial, em 1750, a temperatura média do planeta subiria de maneira dramática, em decorrência do efeito estufa.

Pouca gente escutou o apelo de Arrhenius em seu tempo, um período sem carros, sem megalópoles, com apenas 1,2 bilhão de pessoas no mundo. Quase ninguém seguiu seu raciocínio na maior parte do século seguinte. Foi assim até que novas evidências científicas surgiram, além das catástrofes naturais. E nos anos 1960 brotou uma ideia romântica, utópica e alternativa de preservação da natureza. Ela hoje entrou na corrente principal do pensamento ocidental, ajudou a transformar os processos de produção industrial e moldou o perfil dos líderes empresariais que conduzem o capitalismo no século XXI. Há muito ainda a ser feito. Evidentemente, é um frágil equilíbrio, mas trata-se, agora, de agir já para pagar menos depois.

Um relatório produzido em 2006 pelo economista inglês Nicholas Stern, então no Banco Mundial, indica que investir imediatamente, a cada ano, 1% do PIB global pode evitar perdas de até 20% desse mesmo PIB até 2050. É informação que os líderes reunidos na COP15, em Copenhague, neste mês, tinham com nitidez. Esses números não os fizeram avançar muito, em uma cúpula que entrará para a história pelos tímidos resultados que ofereceu. Não há problema. Existe uma mensagem clara: os estados não se entendem, escorregam na burocracia e em interesses egoístas, mas a iniciativa privada saiu na frente. As empresas e a sociedade já fazem mais e melhor que os governos no combate ao aquecimento global. Eles ainda patinam para entregar sua principal – se não única – contribuição, a de definir um quadro institucional estável e favorável à livre-iniciativa, à inovação e ao empreendedorismo.

A seguir, VEJA faz um amplo painel dos lançamentos de produtos, das ideias e das posturas que, a partir de 2010, começarão a delinear mais claramente o cotidiano baseado na economia limpa.

Vocês conhecem o NOTIVISA?

Nesta segunda e terça-feira, desta semana, tivemos a oportunidade de acompanhar na Instramed, nosso cliente, a inspeção da ANVISA para renovação do certificado das Boas Práticas de Fabricação (RDC 59).

Durante os intervalos desta inspeção, um dos profissionais da ANVISA lembrou-nos da existência do NOTIVISA para utilizarmos nas notificações para a ANVISA. Sou sincero em externar a minha surpresa diante desta informação, ou seja, não tinha conhecimento deste “portal” na internet!

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Refletindo sobre este assunto, percebi que existem outras pessoas e empresas que desconhecem este assunto, também! Logo estou aproveitando este post para disseminar este “canal de comunicação” com a ANVISA. Qualquer pessoa pode fazer uso do NOTIVISA, inclusive nós … cidadões!

Mas vamos então explicar o que é o NOTIVISA. É um sistema informatizado na plataforma web para receber as notificações de:

  • Eventos Adversos (EA): entendido como qualquer efeito não desejado, em humanos, decorrente do uso de produtos sob vigilância sanitária, e;
  • Queixas Técnicas (QT): entendida como qualquer notificação de suspeita de alteração / irregularidade de um produto / empresa relacionada a aspectos técnicos ou legais, e que poderá ou não causar dano à saúde individual e coletiva.

Estas notificações devem estar relacionados com os produtos sob vigilância sanitária, abaixo listados:

  • Medicamentos;
  • Vacinas e Imunoglobulinas;
  • Pesquisas Clínicas;
  • Artigos Médico-Hospitalares;
  • Equipamento Médico-Hospitalar;
  • Kit Reagente para Diagnóstico In Vitro;
  • Cosméticos, Produtos de Higiene Pessoal ou Perfume;
  • Uso de Sangue ou Componentes;
  • Saneantes, e;
  • Agrotóxicos.

Para buscar maiores informações sobre o NOTIVISA, clique aqui!

Legislação Brasileira – Aplicação de Multas Ambientais (Por Daniela de Matos)

Na última edição da Revista “FEPAM em Revista” – Vol. 3 – N.01 – Janeiro a Julho de 2009 (clique aqui para acessar), o técnico da FEPAM, Mauro Gomes de Souza discute a situação da questão legal na aplicação de multas e sanções. A Legislação Brasileira de Meio Ambiente estabelece multas entre R$ 50,00 e R$ 50.000.000,00. Um valor extremamente amplo que gera uma série de perguntas como o autor coloca:

a)     Como aplicar esta penalização de forma não arbitrária?

b)    Como fazer com que uma determinada infração tenha um valor de multa semelhante, se aplicado por um ou por outro fiscal ambiental?

resp_s_ambientalEstas perguntas geraram uma discussão na FEPAM e esta publicou, em 18/12/2008, a Portaria nº 65/2008, que estabelece, de modo objetivo e quantificado, quais as motivações, os agravantes e as atenuantes que devem ser levados em conta no momento do cálculo do valor da multa a ser aplicada, sem deixar de levar em conta a situação econômica do infrator e a gravidade da infração. A Portaria ajuda a entender melhor como as multas são calculadas e a diminuir a interpretação dos fiscais no momento da aplicação das multas. Esta Portaria pode ser acessada na íntegra, páginas eletrônicas da FEPAM, em http://www.fepam.rs.gov.br/legislacao/arq/Portaria065_2008.pdf.

Fico à disposição de vocês!

Daniela de Matos

Email: daniela@essencialambiental.com.br

MSN: danidematos@pop.com.br

Engenheira Química / Consultora Ambiental – www.essencialambiental.com.br

Qual é a importância das “identificações” e como elas surgem no tratamento psicoterápico? (Por Por Patrícia Prigol)

O fenômeno da Identificação é considerado um conceito de especial importância na psicanálise, porque, por meio dele, o sujeito se constitui e se transforma, assimilando parcial ou totalmente os aspectos, atributos ou traços das pessoas mais íntimas que o cercam. Isso está de acordo com a morfologia da palavra “identifica”, que significa “tornar idem”, ou seja, “igual” ao seu modelo. A personalidade constitui-se e diferencia-se por uma série de identificações, havendo muitas formas de processar a identificação, como as que seguem:

  1. Com a figura amada e admirada – é a forma que estabelece as identificações mais sadias, estáveis e harmônicas;
  2. Com a figura idealizada – costuma ser frágil, custa ao sujeito o preço de um esvaziamento de suas capacidades e uma pequena tolerância às frustrações;
  3. Com a figura odiada – configura o que se conhece como “identificação com o agressor”;
  4. Com a figura perdida – é a base dos processos melancólicos;
  5. Com a figura atacada – o que, particularmente, o psicanalista  David Zimerman denomina como “identificação com a vítima”, e;
  6. Com os valores que foram impostos pelos pais e educadores em geral.

terapia2Em psicoterapia de orientação psicanalítica o sujeito é estimulado a estabelecer uma relação transferencial – por meio do vínculo terapêutico – para que essas identificações possam emergir a fim de transformar os comportamentos disfuncionais apreendidos e internalizados por ele. Essa transformação se dá através da interpretação desses conteúdos e das intervenções que o psicoterapeuta faz durante as sessões na tentativa de ajudar o sujeito a ressignificar (dar novos significados) à sua conflitiva (suas vivências e/ou seus traumas originados a partir do processo da identificação).

Dependendo da fase em que o sujeito se encontra no tratamento psicoterápico e do nível transferencial estabelecido – no vínculo terapêutico -, as identificações (citadas acima) poderão se fazer presentes e atuantes a ponto de mobilizar sentimentos e emoções que, se não forem devidamente interpretados (trabalhados), provavelmente as resistências se intensificarão a ponto do sujeito interromper ou tentar interromper seu tratamento.

Contudo, nem sempre a interrupção do tratamento se dá pela falta de interpretação correta do psicoterapeuta a respeito de tais conteúdos ou pela resistência do sujeito em admitir a presença destes (falta de enfrentamento com relação às emoções e sentimentos que se encontravam reprimidos ou suprimidos pelos mecanismos de defesa utilizados), mas, também, pela ausência do real desejo em tratar efetivamente suas “feridas emocionais” causadas pelo conflito manifestado.

Cabe destacar que são inúmeros os aspectos e conteúdos que se manifestam por meio do vínculo terapêutico num processo transferencial. A própria “simbiose”, é um exemplo, na tentativa de ser transferida (processo inconsciente do sujeito) para a relação terapêutica. Nesse caso, o que pode ilustrar bem a possível interrupção de um tratamento pelo sujeito é quando ele não encontra na figura do psicoterapeuta a “mãe” ou a função que sempre buscou por meio da figura materna, não conseguindo, portanto, estabelecer uma relação de dependência em seu tratamento. É quando ele “fracassa” na tentativa de se sentir totalmente protegido pela figura do terapeuta. Quando a própria interpretação desse “desejo” se faz, o sujeito, então, não suporta a frustração diante da impossibilidade de realização do seu desejo mais primitivo, ao contrário do que costuma fazer: persistir em contrair vínculos de natureza simbiótica. Assim, o sujeito interrompe seu tratamento, obviamente, “culpando” ou responsabilizando o psicoterapeuta pelo seu próprio fracasso. Nesse caso, o sujeito se recusa a encontrar no ambiente limites e frustrações que o fariam passar do princípio do prazer para o princípio da realidade.

Por isso é importante avaliar inicialmente tanto a psicopatologia apresentada quanto o nível de motivação do sujeito. A psicoterapia consiste, portanto, em ajudar no processo de transformação para que o sujeito ultrapasse os limites que o mantiveram aprisionados no processo da identificação, principalmente aqueles que contribuem para sua estagnação ou para a limitação de sua capacidade (de seu poder de realização).