Tributos, Confisco e Limitações ao Poder de Tributar (Por Ivo Ricardo Lozekam)

A partir desta post, teremos a oportunidade de ter a presença do Ivo Ricardo Lozekam com os seus artigos.

É contador e tributarista, atua como consultor de empresas na área tributária e fiscal.

Membro do IBPT, Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – Curitiba – PR.

Possui especialização – MBA em Gestão Tributária pela Faculdade INPG – São José dos Campos – SP.

Realizou vários cursos de Aperfeiçoamento em Gestão Empresarial da Tributação, especificamente no que se refere a gestão dos Impostos Indiretos na dinâmica dos negócios empresariais.

Atualmente executa alguns trabalhos personalizados de planejamento tributário notadamente para clientes dos ramos metal-mecânico, construção civil e transportes internacionais.

Abaixo, segue o seu primeiro artigo:

Tributos, Confisco e Limitações ao Poder de Tributar

angeli_tributosNos remotos tempos de nossa história, consta que os perdedores das guerras eram obrigados a entregar seus bens ou parte deles para os vencedores. Assim iniciaram-se as cobranças dos chefes de Estado de parte da produção dos seus súditos. 

Os coletores de impostos visitavam regularmente as aldeias para colher parte da produção.  Sabe-se da violência aplicada, caso a aldeia por algum motivo não tivesse produção a contento para ofertar ao rei. A aldeia era saqueada, suas casas eram queimadas, mulheres sofriam abuso, e outras barbáries.

A época do Império Romano além dos pilares do direito moderno estabeleceram-se os pilares do sistema de tributação atualmente utilizado, inclusive as tributações sobre a produção, o consumo e sobre o patrimônio das pessoas.

Na época do Brasil Colônia, era estabelecido que um quinto de toda a produção brasileira era devido a Portugal, o que originou a expressão até hoje utilizada “quinto dos infernos” objeto da inconfidência mineira, com seu histórico mártir Tiradentes.

O tributo nunca foi simpático aos contribuintes, tendo sua imposição sida causa de diversas revoltas ao longo da história.

A Revolução Francesa e a Americana, decorreram em grande parte do descontentamento do povo diante opressão fiscal.

Estes e outros históricos conflitos conduziram a afirmação definitiva de que os impostos, sem dúvida não podem ser exigidos sem que haja o prévio consentimento da maioria dos componentes da sociedade.

Nossa Constituição Federal, em seu Título VI, Capítulo I, Seção II, tem o Capítulo intitulado LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR.

Estabelece a Carta Magna brasileira que:

 – Os tributos não podem ser cobrados de forma retroativa.

 – Os templos de qualquer culto, assim como livros e jornais não tem tributação.

– Ao estabelecer tributo, deve ser respeitada a capacidade contributiva do contribuinte, observando o direito de propriedade. Ou seja, o tributo deve ser razoável e proporcional, do contrário não será tributo, será um CONFISCO.

Ocorre que a legislação ordinária Brasileira, ao criar tributos, estabelecer a base sobre os quais vão incidir, bem como suas alíquotas, não tem observado em uma parcela significativa dos casos, estes princípios constitucionais.  

Ao contribuinte não resta outra alternativa, senão a de recorrer ao poder judiciário, para que este se pronuncie de forma a respeitar os princípios constitucionais das LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR.

É sabido que grande parte da morosidade da justiça brasileira, é devida ao fato de que, a mais da metade dos processos que emperram o judiciário, tratam-se de disputadas travadas entre governo e contribuintes, em questões tributárias.

Continua no próximo post.

Fico à disposição de vocês!

Ivo Ricardo Lozekam

Email e MSN: ivoricardo@terra.com.br

Consultor de Empresas na Área Tributária

Membro do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário

Estresse de Fim de Ano (Por Por Patrícia Prigol)

42-15528410Nesta época, de fim de ano, a retrospectiva dos “melhores e piores” momentos vividos faz com que muitos entrem em contato com um sentimento de tristeza e pesar do que não foi conquistado durante o ano (as metas que não foram atingidas), levando, em alguns casos, a uma frustração que pode se tornar mais intensa e difícil de se lidar. A permanência neste estado de frustração pode levar a um sentimento de tristeza maior (ou melancolia) caracterizando, muitas vezes, um episódio depressivo na vida da pessoa. Este “estado de melancolia” pode surgir quando já não se consegue mais dar conta das emoções e dos sentimentos que acabam por paralisar as ações ou atrapalhar a rotina. É quando a rotina começa a pesar demais e aquilo que antes fazia parte do dia-a-dia, toma uma proporção maior e uma densidade tal que a pessoa sente-se incapaz de enfrentar.

O “espírito natalino”, muitas vezes, leva as pessoas a um mergulho ao passado, uma espécie de “resgate dos valores humanos” e de tudo aquilo que passa a ter um significado e um sentido maior em suas vidas. É normal, portanto, ficar mais sensível à época, pois ao “retornar à casa” , resgata-se um passado que representa a trajetória do sujeito: suas escolhas e o caminho trilhado até o momento. As lembranças tomam espaço em meio a rotina das pessoas, levando-as a experimentarem sentimentos que ainda estão presentes e que, nem sempre, são simples de serem recordados.

Porém, há uma boa notícia em meio a essa turbulência de emoções: o ser humano precisa conectar-se, entrar em contato com a sua essência, com tudo aquilo que o define “humano” e, mais, que faz com que ele se dê conta do que é, e não de como está. Esta é a principal diferença do momento depressivo ou da depressão situacional: as emoções natalinas poderão ajudar as pessoas a reencontrarem-se novamente, internamente, para depois compartilhar com o outro as suas verdadeiras conquistas, os seus verdadeiros achados.

Por tudo isso, cabe lembrar que apesar de nos “deprimirmos” um pouco no Natal, o Ano Novo logo chega para brindarmos quem verdadeiramente somos e tudo aquilo que ainda poderemos conquistar. Para alimentar a esperança em dias melhores, num futuro próximo que nos remeta ao recomeço, as novas possibilidades, a um novo caminho.

E para aqueles que, por ocasião, perceberem que as emoções ou o sentimento de tristeza maior (melancolia) começar a atrapalhar a rotina de forma expressiva, cabe salientar que o mais importante é reconhecer que é hora de pedir ajuda. Se não conseguir, por alguma razão, pedir ajuda diretamente ao profissional da área da saúde mental, que possa, então, solicitar este auxílio a um familiar ou amigo mais próximo para que este venha interceder, ajudando a pessoa a buscar um tratamento que traga não somente o alívio dos sintomas, mas a compreensão de suas possíveis causas. É enfrentando a realidade que a pessoa poderá ser ainda mais feliz.

Para encerrar o ano, escolhi uma mensagem de Fernando Pessoa e dedico a mesma para todos os leitores da minha coluna, parceiros e amigos nesta caminhada:

“Há tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações.

Cansaço de Final de Ano (Por Maria de Lurdes Fontana)

clip_image001É comum chegar nesta fase do ano, e as pessoas sentirem-se cansadas, desanimadas, com agenda cheia de compromissos e tarefas. O sentimento de que há necessidade de fazer tudo antes que termine o ano.

Os mais experientes dizem que a velocidade do tempo hoje é maior do que no passado. Os rituais sejam comerciais ou religiosos permanecem quase sempre os mesmos.

O comportamento muda em face ao espanto da corrida dos anos.

O comércio faz a sua parte, no sentido de auxiliar as pessoas na escolha dos presentes, para pais, filhos, netos, amigos e até os secretos. Infinidade de opções com o intuito de que ninguém fique sem presentes. É o lado cruel do consumismo de coisas que nem sempre necessárias, mas não importa é Natal.

Há certa sensação de cansaço e a esperança de que isso passe na passagem de um ano para o outro.

Talvez para muitos, é um tempo de melancolia, tristeza, e sensação de vazio. Não poderia ser diferente. É um rito de passagem entre a alegria do nascimento e a esperança de um novo começo de “outro” ano.

Expectativas frustradas decorrentes de fatos não planejados. Situações ocorridas que nem sequer foram planejadas. Infortúnios da vida inerentes ao ser humano.

A corrida exagerada em ganhar tempo, imaginando que quando maior a velocidade maior é o rendimento. E consequentemente maior é o cansaço.

Talvez estejamos nos sentindo assim: cansados por buscar tanto e ter um resultado menor ou igual de um tempo mais calmo, cauteloso e sóbrio.

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

2 mil casas de Plásticos e Fibra de Vidro para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (Fonte: Jornal do Comércio)

A MVC, empresa controlada pelo grupo Artecola (56%), com participação da Marcopolo (44%) produzirá duas mil unidades do modelo construtivo Casa Prática em 2010, contando com o estímulo do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Em novembro deste ano, a MVC obteve a homologação da CEF (Caixa Econômica Federal) para um lote 500 unidades da Casa Prática para empreendimentos de pequeno porte. O processo de homologação do sistema construtivo Casa Prática – que usa uma estrutura sanduíche de lâminas de plástico reforçado com fibra de vidro – começou há cerca de dois anos.

Clique neste link e acesse a notícia na íntegra, veiculada no Jornal do Comércio.

Também acesse este link para obter maiores informações sobre o modelo construtivo Casa Prática.

E a sua empresa construtora, esta inovando nos processos construtivos, aproveitando as oportunidades que o mercado está oferecendo de financiamentos?

“Um exército de um homem só” não funciona, pelo menos na Gestão pela Qualidade!

Hoje tirei um tempo da minha agenda de trabalho para publicar alguns posts que no meu ponto de vista são “recados” para os nossos cliente, afim de estimular uma reflexão de final de ano / ciclo.

Quando auxiliamos na implementação de um Sistema de Gestão pela Qualidade, por exemplo baseado na ISO 9001, sempre temos alguns desafios … para não dizer de forma negativa “obstáculos”. Um dos primeiros desafios é definir em conjunto com o cliente, quem será o Gestor do Projeto …. ou seja o Coordenador no Sistema de Gestão pela Qualidade … e depois explicar que naturalmente este profissional escolhido será nomeado Representante da Direção, para este desafio já apresentamos / publicamos alguns artigos e sintetizamos em um post único (clique neste link para ter acesso).

Mas o maior desafio é deixar claro para este “escolhido” e para o cliente, ou seja, o dono da empresa que este trabalho não pode ser realizado sozinho … ou seja, não é um “exército de um homem só” que irá implementar … certificar e manter o Sistema de Gestão pela Qualidade … cabe a uma Gestão Participativa este desafio, formando um Grupo Gestor ou Comitê da Qualidade. Parafraseando o famoso livro do Moacyr Scliar: O Exército de um Homem Sóe a famosa música do Engenheiros do Hawaii, “Exército De Um Homem Só” …

oded-baliltyE aproveitando os insights do meu amigo e colega Ronaldo Costa Rodrigues, para auxiliar os nossos clientes e principalmente Gestores da Qualidade a não seguirem por este caminho sem volta de fazer tudo sozinho, gostaria de sugerir a leitura do artigo “Um exército emprestado”, clique neste link e desfrute destes ensinamentos valiosos!

Promessas “vazias” para serem cumpridas em 2010!

QUINO o mesmo barcoRecentemente li um artigo do Sebastião de Almeida Júnior, publicado no website www.administradores.com.br, dedicado a quem trabalha para que o próximo ano, 2010, seja melhor do que o atual!

No artigo ele cita os riscos de promessas “vazias” na apresentação das estratégias para um novo ciclo de planejamento estratégico, com muita emoção e sem consistência, gerando descrédito junto aos colaboradores.

Em uma determinada sequencia de parágrafos, ele aborda com maestria que não podemos colocar a nossa empresa / planejamento estratégico por “água abaixo” em função de “ventos considerados favoráveis ou não”, ou seja, novas ameaças / oportunidades não identificadas na fase de SWOT.

Abaixo segue o link do artigo.

E você, o que acha destas considerações / alertas / recomendações do Sebastião de Almeida Júnior?

Aguardamos os comentários de vocês!

ISO lança uma pesquisa: “The ISO Survey of Certifications 2008”

Capturar

Continuando um post anterior, recebemos, pelo newsletter da ISO, o comunicado de um lançamento de uma pesquisa “The ISO Survey of Certifications 2008”. A pesquisa revela um forte aumento no uso das normas de segurança alimentar e segurança da informação.

As certificações ISO 22000:2005, no apresenta os requisitos para os sistemas de gestão para segurança alimentar, dispararam mais de 96% ao longo do ano de 2008. Ao mesmo tempo, a certificação ISO / IEC 27001:2005, que apresenta os requisitos para os sistemas de segurança da informação, aumentou mais de 20%.

Apesar da crise financeira que começou em 2007 e se espalhou para a maioria dos países e setores da economia em 2008, a pesquisa revela a atividade de certificação em torno de uma ou mais das normas ISO de gestão do sistema em 176 países (175 países em 2007). No texto introdutório desta pesquisa, revela “de que o uso destas normas ISO se tornaram ferramentas essenciais da economia do mundo, mesmo em tempo de crise. Também é possível que as organizações utilizem os sistemas de gestão para apoiar os seus objetivos ainda mais durante uma crise.”

As principais conclusões são as seguintes:

ISO 9001:2008 (gestão da qualidade)

A pesquisa de 2008 considerou a junção da ISO 9001:2000 e ISO 9001:2008, porque a nova edição não inclui quaisquer novas exigências em relação à edição anterior que substitui.

A ISO 9001, que apresenta os requisitos para os sistemas de gestão da qualidade, está agora firmemente estabelecida como a aplicação a nível mundial para a prestação de garantias sobre a capacidade de satisfazer os requisitos de qualidade e aumentar a satisfação dos clientes em relações fornecedor-cliente.

Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 982.832 certificados ISO 9001 (2000 e 2008) foram emitidos em 176 países. Esta quantidade de certificados representa um aumento de 31.346 (+3%) em relação a 2007, quando o total foi de 951,486 em 175 países. Empresas do segmento de serviços têm aumentado a sua quota de certificações, com a contabilidade dos prestadores de serviços por 40% de todos os certificados ISO 9001, em comparação com 32% em 2007.

ISO 14001:2004 (gestão ambiental)

ISO 14001:2004, que apresenta os requisitos para os sistemas de gestão ambiental, confirma a sua relevância global para as organizações que pretendem operar de forma ambientalmente sustentável.

Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 188.815 certificados ISO 14001:2004 foram emitidos em 155 países. O total de 2008 representa um aumento de 34.243 (+22%) em relação a 2007, quando o total foi de 154.572 em 148 países. Empresas do segmento de serviços representaram 34% das certidões, comparado a 29% em 2007.

ISO / TS 16949:2002 (gestão da qualidade para fornecedores automotivos)

ISO / TS 16949:2002 apresenta os requisitos para a aplicação da norma ISO 9001:2000 pelos fornecedores do setor automotivo. Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 39.320 certificados ISO / TS 16949:2002 foram emitidos em 81 países. O total de 2008 representa um aumento de 4 122 (+12%) em relação a 2007, quando o total foi de 35.198 certificados em 81 países.

ISO 13485:2003 (gestão da qualidade para os dispositivos médicos)

ISO 13485:2003 apresenta os requisitos de gestão da qualidade para o setor dos dispositivos médicos para efeitos de regulação. Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 13.234 certificados ISO 13485:2003 foram emitidos em 88 países. O total de 2008 representa um aumento de 249 (+2%) em relação a 2007, quando o total foi de 12 985 em 84 países e economias.

ISO / IEC 27001:2005 (gestão da segurança da informação)

A ISO / IEC 27001:2005 apresenta os requisitos para os sistemas de informação de gestão de segurança. No final de 2008, pelo menos 9.246 certificados ISO / IEC 27001:2005 foram emitidos em 82 países. O total de 2008 representa um aumento de 1 514 (+20%) em relação a 2007, quando o total era de 7 732 em 70 países.

Os prestadores de serviços representam, de longe, a maior parte dos certificados, 94% (acima de 90% em 2007).

ISO 22000:2005 (gestão da segurança alimentar)

A ISO 22000:2005 apresenta os requisitos para os sistemas de gestão da segurança alimentar. Embora a pesquisa de 2007 não forneceu informação detalhada sobre a certificações ISO 22000:2005, que deu um total bruto global. A pesquisa de 2008 permite uma comparação através de país por país para 2007 e 2008.

Até o final de dezembro de 2008, pelo menos 8.102 certificados ISO 22000:2005 foram emitidos em 112 países. O total de 2008 representa um aumento de 3 970 (+96%) em relação a 2007, quando o total foi de 4.132 em 93 países e economias.

Mais informações

ISO disponibiliza gratuitamente as principais conclusões desta pesquisa no site da ISO, através do seguinte link.

Mais informações, podem ser encontradas em “The ISO Survey of Certifications 2008”, que é um conjunto de brochura e CD, cujo valor é 50 francos suíços. Está disponível a partir do seguinte link

Segue o link com as informações originais.

Vale a pena analisar os dados, e tirar as suas próprias conclusões. Iremos aguardá-las, registrem aqui!

Fontes alternativas de energia (Por Daniela de Matos)

mb_etanol_santacruzComo comentado no último post deste WeBlog, a busca de energias alternativas vem crescendo e o Brasil está evoluindo muito nesta questão. O país é um dos pioneiros na utilização do etanol como combustível, levando esta tecnologia e know-how para outros países que estão apostando nesta alternativa energética.

A cidade de Caxias do Sul/RS também esta atuando neste campo como mostra a reportagem do Jornal Pioneiro de 12 de dezembro de 2009:

Onde cita que a Universidade de Caxias do Sul (UCS) pretende assinar ainda este ano um acordo de colaboração com Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A parceria visa ao desenvolvimento de um processo mais econômico para a obtenção das enzimas responsáveis pela quebra do bagaço e da palha de cana-de-açúcar, liberando açúcares para a produção de etanol por fermentação.

Com estas novas alternativas energéticas poderemos contribuir para uma menor emissão de CO2 e diminuição do aquecimento global, objetivo desejado por todos conforme discutido esta semana na Conferência Sobre Mudanças Climáticas de Copenhague (COP15).

Eu gosto é do espelho! Transtorno da Personalidade Narcisista (Por Patrícia Prigol)

narcisoSegundo o psicanalista David E. Zimerman, no livro Psicanálise em Perguntas e Respostas, Verdades, Mitos e Tabus, certo narcisismo faz parte da etapa evolutiva de todo ser humano podendo se prolongar ao longo de toda vida com características absolutamente normais e sadias, porquanto estão representando um bom nível de autoestima, uma expressão de a pessoa gostar de si mesma uma vaidade e um orgulho próprio pelo reconhecimento de seus valores e progressos reais. Em contrapartida, existe uma alta probabilidade de que as manifestações narcisistas fiquem tão exacerbadas que adquiram uma característica patológica, com transtornos no pensamento e na conduta, como retratam os seguintes aspectos:

Acentuado egocentrismo do sujeito: tudo e todos devem girar em torno do “seu umbigo”.

Dificuldades em ter consideração e amor pelas outras pessoas: o narcisista somente ama a quem o ama de forma incondicional.

O orgulho normal se transforma em arrogância e prepotência.

A tolerância à frustração é baixíssima.

No entanto, os transtornos narcisistas podem se manifestar por outra faceta: a de uma fragilidade tal que qualquer frustração deixa o sujeito aniquilado; a autoestima dele é altamente instável, de modo que oscila rapidamente de um polo para outro (sou o melhor ou sou o pior; sou o mais bonito ou sou o mais feio, etc.).

Em relação ao tratamento psicanalítico, com alguns pacientes, a análise fracassa porque o narcisismo exagerado os leva a provar que nem a análise e muito menos o analista conseguem algo com ele (na base do “comigo ninguém pode”). Entretanto, outros pacientes com transtorno narcisista de personalidade que têm uma parte de seu psiquismo disposta a fazer mudanças, às vezes, conseguem resultados analíticos altamente gratificantes.

A caracterização da personalidade narcisista, apresentada por David E. Zimerman nos auxilia a compreender melhor o perfil psicológico dessas pessoas e sua dinâmica de funcionamento, tanto para identificação de um possível quadro patológico quanto para o manejo com esses indivíduos que, muitas vezes, fazem parte do nosso convívio, seja no âmbito do trabalho, na família e/ou nas relações sociais.

Geralmente identificamos um narcisista quando este não aceita ser contrariado, demonstrando expressiva dificuldade para lidar com a diversidade de opiniões e com as diferentes escolhas que as pessoas podem fazer. Mostram-se muito aborrecidos quando um pensamento ou atitude contrária à deles se faz presente. Eles tentam mascarar sua dificuldade através de uma crença mística ou religião. Assim, os narcisistas encontram uma justificativa para o seu insucesso nas relações, normalmente projetando ou transferindo sua incapacidade para os outros. O exemplo: as outras pessoas é que fracassam em atender às suas expectativas. São, para o narcisista, de pouca inteligência ou de pouca confiabilidade.

O ponto fraco do narcisista é, portanto, a dificuldade em estabelecer vínculos reais, baseados numa relação que denominamos de mão dupla, onde a empatia se mostra presente numa postura de respeito e consideração ao outro. Assim, as relações para o narcisista normalmente se mostram superficiais, baseadas numa avenida de mão única, onde as principais manobras acontecem por meio do poder de manipulação e persuasão, ou pelo poder de coerção e intimidação. Se você pensar e agir diferentemente da vontade de um narcisista, prepare-se: será imediatamente descartado!

Para aqueles que convivem com pessoas narcisistas, a dificuldade está em preservar sua individualidade, seus interesses e motivações. Todo narcisista se mostra invasivo e dominador. E normalmente se relaciona com pessoas que possuem baixa autoestima (ou o contrário, dependendo da sua dinâmica psicológica) para poder exercer fascínio e domínio sobre elas. Muitos narcisistas apresentam uma atuação perversa na medida em que não pensam duas vezes se suas manobras poderão ferir ou magoar a pessoa “amada”.  Existe um único grande amor para o narcisista: o seu próprio espelho. E todo espelho que refletir outra imagem, que não a dele, será substituído com frieza e falta de pudor. Colocar-se no lugar do outro? Para o narcisista é algo que não condiz com a sua capacidade. Por isso muitos não se tratam, porque não se veem com nenhuma limitação e não percebem que essa autoestima exacerbada pode lhes trazer sério prejuízo. O que ocorre frequentemente é o fato daqueles que convivem com esta personalidade precisarem de ajuda psicológica para aprender a se preservar e a preservar o seu espaço, sem se deixar afetar negativamente por este funcionamento.