Separação / Individuação (Por Patrícia Prigol)

parqueSomos seres gregários por natureza, portanto, temos que admitir que pertencer a um determinado grupo, no princípio, tornou-se uma questão de sobrevivência. A estória de Benjamin Button, personagem vivido por Brad Pitt no cinema, não se sustenta na vida real. Nascer velho e morrer na tenra infância, infelizmente (ou felizmente) não é a nossa condição. Nascemos totalmente dependentes do nosso núcleo familiar e nada podemos fazer para mudar esta realidade.

Assim, o meio em que vivemos durante alguns anos pode contribuir ou dificultar o desenvolvimento de nossas capacidades. Existem inúmeros fatores que influenciam diretamente o nosso desenvolvimento. Crenças, mitos, valores e princípios, hábitos e costumes compõem um cenário cultural de legados e mandatos que podem se perpetuar por diversas gerações. Este padrão de comportamento e de mentalidade que circula pelos vários “núcleos familiares” (várias gerações), imbuído, muitas vezes, de conflitos não-resolvidos, pode penetrar os porões do nosso inconsciente influenciando nossas escolhas e nossa caminhada.

Segundo a teoria psicanalítica, nosso inconsciente é uma espécie de “caixa-preta” (semelhante à caixa-preta de um avião) que registra as manifestações e ocorrências durante o nosso percurso, as quais nem sempre conseguimos acessar. Outras teorias afirmam, ainda, que carregamos – muito antes de nascer – certa bagagem que vai se apresentando ao longo da nossa vida. Contudo, não podemos negar a pré-disposição genética, constitucional e hereditária que, aliada ao meio em que vivemos, fará grande diferença em nossa trajetória.

O fato é que, se nascemos completamente dependentes, precisamos de uma família ou de progenitores capazes de dar conta da nossa sobrevivência durante a nossa infância, capazes de nos auxiliar numa árdua tarefa que se remete à “construção de nós mesmos”. Precisamos de um “outro” para nos construirmos. Mas o que fazer quando este “outro” (figura parental) fracassa nessa função primordial seja por incapacidade, negligência ou omissão? Vimos, anteriormente, que nossa bagagem, ao nascer, não está completamente vazia, que podemos encontrar algumas saídas para as nossas privações. São as chamadas “figuras substitutas” que podem nos assessorar quando nossa família fracassa na sua função. Estas figuras podem estar entre os nossos pares, os nossos iguais. É por isso que a criança usa o lúdico (com outras crianças também) na tentativa de resolver os seus “dilemas” e preencher suas lacunas.

Porém, haveria alguma conseqüência danosa para àqueles que necessitariam de um caminho alternativo? É comprovado que uma das conseqüências é gerada pela dúvida, a qual se manifesta dentro de cada “sobrevivente”. Dúvida em relação a capacidade de poder viver fora dessa dinâmica psicológica que os levaria a perpetuar sua história de privações e negligência. São estes os pacientes que se queixam de menos-valia, de sentimento de inferioridade e baixa auto-estima.

Como superar esta dúvida cruel? Seria possível romper com este “cordão” que os une à dinâmica de suas famílias de origem? Um dos caminhos trilhados na superação destes obstáculos está em poder se ver separadamente do contexto em que viveram. Enxergando-se de fora do círculo familiar, rompendo com mandatos e legados trazidos de outras gerações, as pessoas tendem a reencontrar o equilíbrio perdido, a segurança necessária para a construção da sua própria história de vida, não mais dependendo da bagagem dos antepassados para “sobreviver”. Separação-individuação representa um resgate da individualidade perdida.

Balanced Scorecard (Por Volnei F. de Castilhos)

kaplan-norton1Devido às novas tendências de gestão, surgiu a necessidade de criar um instrumento de avaliação e gerenciamento destas informações de performance. Após estudos profundos e testes realizados em diversas empresas que hoje em conseqüência são sucesso em seus setores, KAPLAN e NORTON entre outros especialistas em negócios, com o apoio da HARVARD Business School, criaram o Balanced Scorecard (BSC).

Para Kaplan e Norton (1997) o ideal seria que o atual modelo de contabilidade financeira fosse ampliado, que incorporasse a avaliação dos ativos intangíveis e intelectuais de uma organização, como produtos e serviços de qualidade, colaboradores motivados e habilitados, processos internos eficientes e clientes fiéis e satisfeitos. O complemento das medições financeiras com avaliações sobre o cliente identifica processos internos que devem ser aprimorados e analisa as possibilidades de aprendizado e o crescimento, assim como investimentos em recursos humanos, sistemas de capacitação que poderão mudar substancialmente todas as atividades.

Segundo Kaplan e Norton (1997) o BSC complementa as medidas financeiras ocorridas no passado com medidas que ocorrerão futuramente. As medidas e objetivos derivam da estratégia da organização e focalizam o desempenho organizacional dentro de quatro perspectivas: financeira, do cliente, dos processos internos e de aprendizagem e crescimento.

De acordo com Herrero (2005) as perspectivas podem ser descritas da seguinte forma:

  • Financeira: demonstra se a execução da estratégia está contribuindo para a melhoria do patrimônio líquido da empresa, principalmente do lucro líquido, o retorno sobre o investimento, à geração de caixa e a criação de valor econômico;
  • Cliente: avalia se as metas articuladas com relação à satisfação do cliente, conquista de novos clientes, retenção de clientes e conquista de novos mercados estão trazendo resultados para a empresa, através de algumas medidas como, tempo de entrega, qualidade, custo e desempenho do produto;
  • Processos Internos: identifica se os principais processos definidos pela empresa estão gerando valor e se os objetivos da empresa estão sendo atingidos, e;
  • Aprendizagem e Crescimento: verifica se a aprendizagem, obtenção de novos conhecimentos, tecnologias, e a competência do indivíduo, estão viabilizando as três perspectivas anteriores.

“Para construir um sistema de mensuração que descreva a estratégia, precisamos de um modelo geral de estratégia” (KAPLAN e NORTON, 2004, p. 06). O BSC oferece esse modelo para descrição de estratégias que agregam valor, focando assim às quatros perspectivas dessa ferramenta.

Segundo Kaplan e Norton (2004) o desempenho financeiro é o critério definitivo para o sucesso da organização, por isso a estratégia deverá descrever como a organização pretende promover esse crescimento, o qual trará valor sustentável aos acionistas. Os clientes é o principal componente da melhora do desempenho financeiro, por esse motivo a perspectiva de clientes deverá definir uma proposta de valor para o segmento de clientes-alvo, a qual se torna o elemento central da estratégia. Os processos internos agregam valor para os clientes, por isso o desempenho dos processos internos é um indicador de tendência de melhorias, as quais causam impacto nos clientes e nos resultados financeiros. E finalmente os ativos intangíveis criam valor sustentável para a organização, as melhorias nos resultados de aprendizagem e crescimento servem de indicadores para os processos internos, clientes e financeiro.

Os objetivos das quatro perspectivas interligam-se uns com os outros numa cadeia de relações de causa e efeito. O desenvolvimento e o alinhamento dos ativos intangíveis induzem a melhorias no desempenho do processo, que, por sua vez, impulsionam o sucesso para os clientes e acionistas (KAPLAN e NORTON, 2004, p.7).

De acordo com Kaplan e Norton (2006) essas perspectivas estão interligadas por uma cadeia de relações causa e efeito. No momento em que é concedido um programa de treinamento para aprimorar as habilidades dos empregados (perspectiva de aprendizado e crescimento) influencia para a melhoria dos serviços aos clientes (perspectivas dos processos internos) o que resulta em maior satisfação e lealdade dos clientes (perspectiva dos clientes) e, por fim, aumenta à receita e as margens que influencia na perspectiva financeira.     

Por esse motivo criou-se um sistema de informação que possibilita a toda a empresa conhecer estas informações e o mais importante saber aproveitá-la. Neste sistema todo o funcionário é muito importante para seu sucesso, seja ele, mais alto executivo até a função de mais baixo escalão.

De acordo com Kaplan e Norton (2004) o mapa estratégico é a representação visual das relações existentes entre os componentes da estratégia de uma organização, é tão importante quanto o BSC para os executivos. Os mapas estratégicos é produto da evolução das quatro perspectivas do BSC, acrescenta alguns detalhes que ilustra a dinâmica temporal da estratégia, também adiciona maior grau de detalhes o que aumenta a clareza e o foco. Por esse motivo, o mapa estratégico fornece uma maneira uniforme e consistente de descrever a estratégia, a qual facilita a definição e o gerenciamento dos objetivos e indicadores.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos

Mestre em Finanças (UFRGS)

Professor da Fundação Getúlio Vargas

Consultor Financeiro

volneifc@terra.com.br

A hora de ir embora (Fonte: Zero Hora)

CapturarEm diversas oportunidades, durante as minhas atividades de consultoria, alguns profissionais me perguntam sobre qual o melhor momento para “ir embora” da empresa no qual atualmente eles estão trabalhando. Questionam se existe um “tempo padrão” de permanência nas empresas e outras questões deste tipo.

A cerca de 18 anos atrés, quando eu estava na iniciativa privada, como funcionário contratado, escutei de um colega mais experiente de que o “tempo padrão” limite de permanência seria até 5 anos. Eu sempre usei esse conselho como base para as minhas respostas junto a estes profissionais desmotivados ou angustiados com a suas situações nestas empresas.

Mas finalmente agora tenho como arriscar em dar a resposta / conselho mais adequado para estes questionamentos, pois recentemente li um artigo no jornal Zero Hora, no qual descrevia que temos que pensar em nossa carreira como um “ciclo produtivo”, ou seja, não existe tempo máximo de permanência. A carreira deve ser pensada como um ciclo produtivo de um profissional e a sua satisfação em estar produzindo!

A função exercida e a idade do profissional são variáveis que interferem nessa fase. Quem ocupa cargos gerenciais e tem idade mais avançada demanda um tempo maior até a sensação de dever comprido. Já a chamada Geração Y – os nascidos na década de 1980 -, tem uma média de dois anos e meio de estabilidade.

Neste artigo, que li, existe uma explicação muito boa sobre as “fases” da nossa carreira profissional, vale a pena refletir sobre esta abordagem!

Bom … segue o link do artigo, aproveitem a leitura e aguardo os comentários de vocês sobre estes assuntos!

Evolutiva Centro de Desenvolvimento Profissional realiza Aliança Estratégica com a Simples Soluções

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A partir deste mês de outubro, a cidade de Caxias do Sul / RS oportunizará para as empresas e seus trabalhadores uma nova opção, para a busca da qualificação, requisito essencial para as organizações manter-se competitivas no mercado e os trabalhadores conquistarem uma colocação no mercado de trabalho. Identificando esta necessidade na região, a Evolutiva Serviços em Recursos Humanos, que atua há 16 anos na área de gestão de pessoas, inaugura o seu Centro de Desenvolvimento Profissional, que oferecerá treinamentos diferenciados para os segmentos da indústria, comércio e serviços, nas modalidade aberta, ou seja, nas suas instalações (salas de treinamentos) ou “in company” (para grupos fechados em empresas).

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– O objetivo é apoiar as áreas de RH (Desenvolvimento) das empresas em suas demandas / necessidades de treinamento e desenvolvimento (T&D), assim como auxiliar os trabalhadores / profissionais a conseguirem um melhor desempenho em suas atividades – comenta Viviane Dambros, Diretora da Evolutiva Centro de Desenvolvimento Profissional.

A Simples Soluções está apoiando esta nova proposta através da divulgação e principalmente na elaboração / realização dos treinamentos de acordo com as demandas. Ainda neste mês de outubro estaremos divulgando a relação dos primeiros treinamentos na modalidade “aberto”.

Para maiores informações sobre a programação dos treinamentos, entrem em contato através do telefone: 54 32220783 ou e-mail: evolutiva@evolutivarh.com.br.

A Simples Soluções sente-se honrada em participar deste projeto diferenciado!

Você é feliz? (Por Patrícia Prigol)

felicidadeNem sempre o que mais desejamos torna-se realidade. Existem inúmeras experiências/vivências registradas em nosso inconsciente e todas elas contêm uma boa carga afetiva. Por não conseguirmos, sozinhos, sem ajuda profissional, acessar determinados conteúdos (inconscientes), nossas escolhas acabam sofrendo forte influência. São as chamadas “motivações inconscientes” que determinam parte das nossas escolhas.

Podemos nos defender uma vida inteira daquilo que mais desejamos. O medo de sofrer, por exemplo, nos faz reprimir nossos desejos, armazenando-os nos porões do inconsciente. Quem dera pudéssemos anular tudo aquilo que mais tememos: nossos mais profundos desejos! Mas isso não é possível.

Na tentativa de buscar uma melhor adaptação à realidade (dos nossos desejos e das nossas “possibilidades”), os porões do inconsciente passam, de tempos em tempos, por uma espécie de faxina. Essa faxina pode se mostrar de várias formas: através das nossas atuações, como, também, por meio de um compromisso firmado entre a mente e o corpo, ao qual denominamos de “somatização”. As doenças, segundo a Psicossomática (Ciência que estuda essa inter-relação), revelam, na maioria das vezes, nossos conflitos internos e a nossa condição humana. Ou seja, “nada acontece por acaso!”

Não somos uma coisa ou outra. Somos um “todo” e todas as partes interagem entre si. Então, o que nos levaria a uma consciência maior? Sem sombra de dúvida, o auto-conhecimento é um dos mais importantes instrumentos que temos para assegurar a realização dos nossos desejos e a busca de um sentido maior para a nossa existência.

Muitas vezes me deparo com histórias de pacientes que revelam essa necessidade, em buscar um sentido maior para a sua vida. Na maioria das vezes, o medo é a mola precursora das escolhas que fazem. Em algum momento o desejo mais íntimo invade a sua consciência e esta, por sua vez, sinaliza o caminho a ser percorrido. Contudo, percebo que mesmo que tenham consciência do que desejam, muitos escolhem a direção contrária. Ou seja: era tudo o que desejavam, mas não era o que podiam naquele momento! “Algo” os impedia de prosseguir na direção de seus desejos.

No fundo todas as pessoas desejam uma única coisa na vida: ser feliz. Mas o que é a felicidade?  Como conquistá-la?

A maturidade – que vem com a experiência adquirida através das nossas escolhas – nos mostra a verdade, a nossa verdade! E esse caminho nos leva ao cumprimento de uma tarefa que é exigida a partir do momento que ingressamos na vida adulta: a individuação.

Tornar-se “indivíduo” no sentido da integralidade e da unificação do “SER” (e não do individualismo!) é tornar-se “único”, é sentir-se inteiro. É reconhecer todas as partes que compõem a si mesmo, sem distinções nem separações, sem se sentir uma metade em busca de uma outra.

Relações funcionais, pautadas no equilíbrio e na liberdade do “SER” permitem que você seja mais e não menos. Tornar-se inteiro o livrará da perversidade da anulação! Não é preciso, pois, anular-se para manter uma pseudo-realidade por não se sentir capaz de guiar a sua própria vida. Você é responsável pelas suas escolhas, por toda sua vida. É responsável, sim, pelo seu desenvolvimento e evolução, por absolutamente tudo que acontece com você. E não adianta negar a realidade atribuindo essa responsabilidade à alguém ou ao “Além”.

Portanto, decida-se! “Sê grande”, encontre a sua luz, assim como diz Fernando Pessoa, num de seus maiores poemas:

Para ser grande, sê inteiro nada teu exagera ou exclui.

Sê todas as coisas.

Põe quanto és no mínimo que fazes.

Assim, em cada lago a lua toda brilha.

Porque alta vive.

Formando multiplicadores do Sistema Gestão pela Qualidade na Sildre Plásticos e Matrizes, através da MASP!

Neste sábado, dia 03/10/09, concluímos a 1ª. fase da qualificação de cerca de 25 colaboradores da Sildre Plásticos e Matrizes, nosso cliente, nos conceitos da MASP (Metodologia para Análise e Solução de Problemas).

Foto do Treinamento de MASP - Set e Out 09

Em três encontros, ou seja, nos sábados pela manha, com uma carga horária total de 12 horas, apresentamos os conceitos de Problemas (Efeitos, Perdas e Causas), o mecanismos mental do Sentir, Pensar e Agir, e o uso das Ferramentas para o Aprimoramento da Qualidade (FAQ´s). Através de exercícios práticos, os participantes tiveram a oportunidade de compreender a importância destes assuntos na detecção, análise e solução dos problemas da rotina do dia-a-dia.

Desejamos sucesso à todos os participantes deste treinamento / aprendizado!

O tempo (não) passa (Por Dulce Magalhães)

QUINTADIMENSAO2Li um artigo muito instigante sobre a quarta dimensão, sim o nosso mundo não é tridimensional, existe uma quarta dimensão no qual infelizmente não aproveitamos em sua totalidade, esta dimensão chama-se o TEMPO!

O artigo foi elaborado pela Dulce Magalhães e publicado no Portal Amanhã.

Recomendo a sua leitura, principalmente para aquelas pessoas que não percebem … quando o tempo passa. Neste artigo, a autora alerta que na realidade temos que perceber esta dimensão, e somente não percebemos porque estamos acostumados com o Mundo Físico e … esquecemos que existe o Mundo Quântico!

Clique neste link, e desfrute desta leitura!

“Livro de Ordem” na Construção Civil agora é obrigatório!

346727_pr_01O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA, por meio da Resolução no 1.024, de 21/08/09, instituiu o Livro de Ordem, que passa a ser de uso obrigatório nas obras e serviços de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e demais atividades ligadas ao sistema CONFEA / CREA. O Livro de Ordem, também conhecido como “Caderneta de Obras”, constituirá a memória escrita de todas as atividades relacionadas com a obra e servirá de subsídio para comprovar autoria de trabalhos e garantir o cumprimento de ordens técnicas, dirimir dúvida sobre ordem técnica, avaliar motivos de eventuais falhas técnicas, gastos imprevistos e acidentes de trabalho.

Neste link, poderão ter acesso ao conteúdo na íntegra da referida resolução para que possam estudar a sua aplicabilidade em suas organizações.

Para aquelas organizações no qual o sistema de gestão pela qualidade é certificado pela NBR ISO 9001:2008 e/ ou SiAC, a aplicação deste novoregistro da qualidade” é obrigatório, pois é um requisito regulatório do segmento, logo é importante, antes de criar um novo registro da qualidade para atender esta resolução, avaliar se atuais registros da qualidade não podem ser adaptados, ou seja, a possibilidade de que o Livro de Ordem atenda outras exigências do atual sistema de gestão pela qualidade. Resumindo, não criar mais um formulário sem aplicabilidade prática!

O atual sistema de gestão pela qualidade no qual você trabalha / atua já possui um registro da qualidade que atende plenamente ou parcialmente estas exigências contidas nesta resolução do CONFEA? Aguardaremos os seus comentários.

Preparando um Macro-Fluxograma (Por Ronaldo Costa Rodrigues)

Li um artigo muito bem elaborado, pelo Ronaldo Costa Rodrigues, sobre elaboração de Macro-Fluxograma, elemento obrigatório para atender o requisito 4.1 da ISO 9001:2008. Além de apresentar de forma prática este assunto, ele nos recomenda a utilização de um aplicativo gratuito para criação de fluxograma, o BizAgi Process Modeler, clique neste link para ter acesso a este aplicativo.

Segue o link do artigo elaborado pelo Ronaldo Costa Rodrigues.

De carona, pequenas empresas se tornam globais (Fonte: Agência Estado)

A internacionalização de companhias brasileiras está abrindo portas para pequenas e médias empresas no exterior. Como fornecedoras ou prestadoras de serviços, elas pegam carona no boom de investimentos internacionais de grandes grupos.

Além de ajudar a conquistar clientes lá fora, algumas parcerias acabam estimulando as pequenas a buscar certificações técnicas e se tornarem mais ágeis e competitivas também no mercado doméstico.

A empresa especializada na instalação de canteiros de obras, a Canteiro Construções Racionalizadas, de Santa Isabel (SP), deu o primeiro passo de sua internacionalização em 2004, ao firmar um contrato com a Construtora Odebrecht. Desde então, já montou seus espaços em empreendimentos na Venezuela, República Dominicana e Angola. Cinco anos depois, o faturamento com projetos internacionais representa 20% do total da companhia, conta um dos sócios, Sérgio Boff.

O país africano, que passa por intensa reconstrução, após o fim da guerra civil que durou mais de duas décadas, tem papel de destaque nesse resultado. Ali, a empresa já espalhou seus canteiros por uma área de 50 mil metros quadrados. A parceria com a Odebrecht ajudou a dar visibilidade para a Canteiro Construções Racionalizadas, que está expandindo sua atuação em Angola. Há dois anos, a Canteiro passou a fornecer para outros clientes no país. “Estando lá, ficou mais fácil fazer os contatos”, acredita Boff. Entre os novos clientes, estão grupos locais e nacionais como Engepar e Atlantis.

Outra companhia que aproveitou a internacionalização de grandes grupos para buscar novos mercados foi a carioca PCE Projetos e Consultorias de Engenharia, que faz projetos de engenharia. Fornecedora de empresas como Odebrecht e Andrade Gutierrez, a companhia está presente em obras no Peru, Bolívia, República Dominicana e Honduras, conta o diretor Paulo Roberto Pereira. “Às vezes, a parceria funciona melhor do que a criação de uma sede no exterior”, afirma.

Os contratos internacionais, que respondem por 15% do faturamento da PCE, também trazem segurança para a empresa. “Quando das coisas vão mal no Brasil, eles funcionam como seguro”, afirma.

Milton Torrecilhas, diretor da empresa de componentes elétricos PJ, de São Paulo, também vê a internacionalização como uma garantia de faturamento. “Com as vendas externas, posso correr atrás de novos negócios e fortalecer outras áreas no mercado doméstico.”

Filial

A empresa familiar, que fez sua primeira exportação há cinco anos, para atender uma obra de Odebrecht em Angola, resolveu investir para atender o mercado internacional. Há um ano e meio, abriu uma filial no Rio de Janeiro para facilitar o envio de produtos para o país africano, escoados pelo porto da capital fluminense. Pelo menos 10% do faturamento é obtido com as exportações.

As pequenas e médias empresas são maioria entre os fornecedores da Odebrecht no exterior. Elas representam 90% dos fornecedores de serviços e 60% dos de produtos. “Uma das principais vantagens em ter essas companhias como parceiras é a agilidade. Conseguimos tratar diretamente com o dono”, comenta Mauro Rehm, gerente geral da Odebrecht Logística e Exportação.

Exigências

Segundo o executivo, porém, nos contratos para exportação, os níveis de exigências são maiores. “Muitos exigem requisitos que as empresas que atuam apenas no mercado interno não têm.” Nesse caso, diz ele, a companhia auxilia os pequenos fornecedores a buscarem qualificação técnica, que incluem cuidados especiais com embalagens, entrega e atendimento. “Mas a empresa precisa ter, além de potencial, a vontade de se internacionalizar.”

Paulo Roberto Pereira, da PCE, conta que o primeiro contrato internacional obrigou a empresa a buscar certificações, como o ISO 9001. As auditorias também se tornaram uma constante na rotina da companhia. “A empresa passou a buscar um melhor controle de qualidade”, conta ele.