Inovar para se manter no mercado!

culture-of-innovation1A maioria da empresas no qual presto serviços de consultoria são familiares de pequeno e médio porte, e quase em todas, o maior problema não é meramente qualidade ou gestão pela qualidade. O que presencio sempre é o desafio de INOVAR, sendo que para esta “ação” não necessariamente necessitamos de “dinheiro no caixa”, mas sim … se desprender da “zona de conforto” e criar uma cultura de inovação!

As empresas de grande porte, às vezes na sua essência familiares, mas já buscando a profissionalização da sua gestão, tudo é mais fácil, por exemplo: qualificar colaboradores, obter novas tecnologias, ampliar as áreas de produção, etc. … etc. … e etcetera!

Mas vamos retornar para o “universo” das empresas familiares de pequeno e médio porte, aquelas que necessitam de tudo isso que mencionamos no parágrafo anterior e principalmente garantir que os colaboradores irão ficar por muito tempo trabalhando em suas organizações, ou seja, “reter os talentos”!

Mas a “chave”, para estas empresas é sem dúvida INOVAR … para que não sejam sucumbidas pelos concorrentes e simplesmente MORRAM!

Mas, em alguns casos o “maior concorrente” é a própria empresa, através do medo dos seus “donos” de tomar atitudes, que necessariamente não iriam necessitar de altos volumes de recursos financeiros!

Mas vamos estudar os paradigmas destas empresas essencialmente familiares, por exemplo, muitos casos não existe a delegação aos seus subordinados e não trabalham com responsabilidades.

Grande parte de empresas familiares, o dono quer ver tudo, assinar tudo, contratar, demitir, sem ele a empresa fecha. Mas a agilidade e inovação nesses casos ficam extremamente comprometidas, já que tudo depende de uma única pessoa, sem ele nada anda, os profissionais não podem opinar e nem melhorar a forma de trabalho ou os processos que são arcaicos e do tempo em que não existia computador, quem dirá internet!

Os termos INOVAR e MELHORIA CONTÍNUA para estas empresas são considerados como obstáculos, verdadeiras barreiras e não como uma poderosa “ferramenta” para a gestão estratégica da organização!

É claro que todo dono de empresa que começou seu negócio pequeno e conseguiu se estabilizar ou crescer com os processos e métodos antigos, acabam não vislumbrando novos cenários e que profissionalizando as relações da empresa, poderá obter mais sucesso e dedicar seus esforços naquilo que ele realmente é bom, que é empreender.

É como um pai que vê os filhos crescerem e no momento que precisa solta-los para o mundo (fazer viagens, sair com os amigos para as festas, etc.), acaba não tendo coragem ou habilidade para liberá-los, mas nós que somos pais de duas meninas que daqui a pouco irão para a “aborrecência”, digo, não adianta segura-los, o melhor a fazer é orientá-los, passar os seus valores e premissas, solta-los aos poucos para que possa ir se familiarizando com as novas responsabilidades e com o novo mundo, acompanhá-los de perto para verificar se as decisões estão sendo tomadas de acordo com o que foi planejado, dialogar para corrigir erros e elogiar os acertos.
Assim poderemos agir com assertividade tanto no exemplo acima quanto nas empresas familiares, que em sua grande maioria são pequenas.

É importante ressaltar que as pequenas empresas necessitam de profissionais pró-ativos e com visão generalista, que entendam do negócio, mas também de pessoas, que conheçam os clientes e os fornecedores da organização.

Em minha experiência de 14 anos de consultorias, tive a oportunidade de acompanhar o crescimento de várias empresas e posso afirmar com certeza, que o que faz a diferença para as pequenas, é a pró-atividade de seus colaboradores, alinhado ao espírito de equipe com o empreendedorismo dos sócios.

Costumo resumir que o que as pequenas empresas mais precisam para se manter no mercado é: “Profissionais com Mente Inovadora + Força Criadora = SUCESSO”, elas necessitam ter em seu quadro de colaboradores, profissionais com esse espírito aguerrido que arregaçam as mangas e buscam alternativas baratas para que a empresa seja cada vez mais competitiva no mercado.

Como conseguir manter colaboradores comprometidos e “amando” o local onde trabalham, se existem outras empresas que possuem em suas cestas de benefícios, por exemplo: convênio médico, odontológico, seguro de vida, PLR, programas de treinamentos e bolsas em faculdades, colégios, etc.?

A resposta é simples, INOVAÇÃO, a todo o momento a empresa tem que estar inovando e procurando fechar parcerias com organizações que forneçam descontos ou outros atrativos para os colaboradores, exemplo disso são convênios com farmácias, supermercados, etc., a empresa não paga nada, apenas repassa o valor descontado do colaborador e o parceiro fornece desconto e prazo para pagamento ao colaborador.

Outra parceria que pode ser firmada é com faculdades, geralmente os cursos de graduação exigem estágios que podem ser cumpridos nas empresas, como por exemplo, estudantes de fisioterapia que podem uma vez por semana aplicar na empresa palestras de terapias ocupacionais como correção postural, etc.

São alternativas que as empresas precisam buscar para agregar valor ao ser humano e sem custo.

Outro ponto importante é a LIDERANÇA, em grande parte das pequenas empresas, o líder é aquele profissional que era muito bom tecnicamente ou é o mais velho de casa, mas será que ele está preparado para assumir uma equipe, assumir as responsabilidades e buscar resultados, com e através das pessoas? Podemos afirmar que raramente ele está preparado.

O líder moderno, seja ele um profissional que atua nas grandes ou pequenas empresas, tem que ser técnico e conhecer muito bem o trabalho operacional do seu setor, mas, além disso, tem que saber gerir pessoas, motivá-las, orientá-las, influenciá-las e proporcionar um ambiente agradável para aumentar cada vez mais os resultados.

Para as pequenas empresas os caminhos para a Inovação, são mais tortuosos, porem se a organização conseguir reunir um grupo de colaboradores comprometidos, uma liderança altamente eficaz em extrair resultados da equipe e os objetivos estiver claro para todos, as inovações surgem e afloram naturalmente, já que o organograma e as burocracias são bem menores nessas organizações.

Basta a formação de um time focado em ganhar, para que os resultados sejam os melhores a cada dia!

Para as pequenas empresas, inovar é uma questão de se manter no mercado cada vez mais predatório e que muda a cada minuto, não basta ser bom naquilo que a empresa faz hoje, é preciso pensar em se sustentar ao longo dos anos, buscar a melhoria contínua e essencialmente, estar antenado as mudanças que acontecem. Para isso, contar com seus colaboradores fará a diferença na hora da competição pelo cliente.

Recentemente, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter em um evento sobre empreendedorismo, realizado em Porto Alegre/RS, foi entrevistado por renomados executivos / empreendedores, e um deles lhe perguntou: “Qual o maior patrimônio de um empreendimento?” O Sr. Gerdau não hesitou em respondê-lo: “Há 20 ou 30 anos eu dizia, podem levar todos os meus ativos, mas não levem a minha equipe. Com eles posso fazer tudo melhor de novo. Com dinheiro, você compra todo o conhecimento. Menos as pessoas. Tenho paranóia nesse sentido. “Quando se investe em pessoas, não existe limite para os resultados.

Lembrem-se os colaboradores são os maiores ativos que a empresa tem!

Sua empresa realmente precisa da certificação ISO 9001? (Por Joel Bueno da Costa Filho)

saudeGostaria de apresentar um artigo muito bem elaborado, pelo Sr. Joel Bueno da Costa Filho da empresa de consultoria organizacional chamada Decisão.

Responda às perguntas abaixo:

A) QUANTO AO RELACIONAMENTO COM OS CLIENTES

  1. Seus clientes têm exigido de sua empresa a certificação ISO 9001?
  2. Seus principais concorrentes possuem certificação ou estão se certificando no modelo ISO 9001?
  3. A empresa já perdeu clientes para concorrentes que possuem certificação ISO 9001?
  4. A empresa já perdeu concorrências para empresas certificadas ISO 9001?
  5. A empresa já foi vetada em concorrências por não possuir certificação ISO 9001?
  6. Sua empresa pretende exportar seus produtos para outros continentes, principalmente o mercado europeu?

Resultado: se você respondeu afirmativamente a pelo menos duas das questões neste bloco, recomendamos avaliar a estratégia de adoção de um Sistema de Gestão pela Qualidade certificado pela ISO 9001, pois você corre o risco de perder competitividade.

B) PROCESSOS INTERNOS

A organização enfrenta problemas com:

  1. Reclamações de clientes (inclusive PROCON)?
  2. Atraso no cumprimento de pedidos?
  3. Aumento da atividade de assistência técnica?
  4. Perda de produtividade?
  5. Aumento de custos operacionais fora de planejamento?
  6. Funcionários desmotivados?
  7. Falta de visão estratégica de curto e longo prazo?
  8. Dificuldade de medir desempenho das operações?
  9. Dificuldade em treinar os líderes para resultados?

Resultado: se você respondeu afirmativamente a pelo menos três destas questões, então deve avaliar a necessidade de adotar um Sistema de Gestão pela Qualidade certificado pela ISO 9001.

Compulsão à Internet – Parte 2 (Por Patrícia Prigol)

Continuando o artigo publicado na segunda-feira passada:

internetEntão, o que poderíamos considerar saudável e patológico no uso da Internet? Não podemos considerar patológica a pessoa que passa 8 horas navegando pela Internet em busca de conhecimentos, trabalhando, pesquisando, etc. Também não podemos considerar patológica a pessoa que, vivendo a sós, dedique maior tempo à Internet que outra que viva em companhia da família, assim como estudantes que passam a maior parte do dia pesquisando em vésperas de prova e assim por diante. Muito mais importante que o número de horas na Internet, importa saber por que a pessoa fica tantas horas on-line, em busca do quê e com que propósito.

Contudo, segundo a Doutora Kimberly Young da Universidade de Pittsburg, criadora do Center for On-Line Addictiom, a qual estabeleceu uma série de critérios para diagnosticar o Transtorno de Adicção à Internet: “a adicção à Internet é uma dificuldade no controle de seu uso, que corresponde ao que já conhecemos como dificuldade no controle dos impulsos, e que se manifesta como um conjunto de sintomas cognitivos e de conduta. Tais sintomas são conseqüentes ao uso excessivo da Internet, o que pode acabar gerando uma distorção de seus objetivos pessoais, familiares ou profissionais”.

Assim, a adicção à Internet deve ser considerada uma adicção especificamente psicológica (ou comportamental), assim como a adicção ao sexo, às compras, ao trabalho, aos jogos, e mesmo à televisão, tendo em vista características comuns à esses tipos perda do controle, tais como eventual síndrome de abstinência, uso excessivo, forte dependência psicológica, interferência na vida cotidiana, perda de interesse por outras atividades, etc. Em resumo, tal como em outras dependências, no uso compulsivo à Internet existe uma absoluta necessidade de realizar essa atividade e, em não se levando a cabo, experimenta-se ansiedade em níveis elevados.

Supostas Conseqüências do Uso Compulsivo da Internet:

  1. Mudanças drásticas nos hábitos de vida a fim de ter mais tempo para conectar-se.
  2. Diminuição generalizada da atividade física.
  3. Descaso com a saúde própria em conseqüência da atividade na Internet.
  4. Afastamento de atividades importantes a fim de dispor de mais tempo para permanecer conectado.
  5. Privação ou importantes mudanças do sono a fim de dispor de mais tempo para permanecer conectado.
  6. Negligência a respeito da atenção à família e amigos.

Conquistar a Geração Y é um desafio para as empresas

geracao Y

Dando continuidade ao post anterior (“Mistura” ou “Conflito” de Gerações nas organizações, qual é o seu caso?), nesta sexta-feira (14/08/2009) li no jornal Zero Hora, uma “continuidade” deste artigo.

O conteúdo deste artigo é um “manual” para que as empresas possam usufruir destes profissionais, também existe uma entrevista com a Eline Kullock, pesquisadora da Gerência Brasil da consultoria Stanton Chase International e presidente do Grupo Foco (consultoria de recursos humanos).

Segue o link deste artigo:

E a sua empresa esta preparada para conquistar a Geração Y?

Você realmente sabe administrar o seu negócio? (Por Volnei F. de Castilhos)

Dando continuidade ao post anterior, segue o primeiro artigo, publicado, do Volnei Ferreira de Castilhos.

imagesPara que a empresa obtenha o tão desejado sucesso, além de ter um bom produto, possuir diferenciais competitivos, investir em pessoas, ter um foco definido no mercado em que irá atuar, é necessário que ela possua bons controles. Infelizmente, grande parte dos empresários – sejam os que já estão no mercado ou os que estão abrindo um negócio – acredita que basta uma boa idéia e capital para investir. Que por ser um pequeno empreendimento não há a necessidade de um planejamento estratégico ou de uma boa contabilidade para tomar decisões.

E este é o maior equívoco (prova disso é que uma recente pesquisa do SEBRAE revela que metade das micro e pequenas empresas fecham antes mesmo de completar dois anos). Independentemente do tamanho da empresa, o planejamento é essencial para a manutenção e crescimento do negócio.

Algumas recomendações e sugestões de relatórios e controles para organizar as finanças da empresa:

1)     Ter uma política de concessão de crédito nas vendas a prazo, bem definida;

2)     Agilidade para acompanhar e cobrar os recursos das vendas a prazo que estão em atraso;

3)     Possuir um relatório de controle de contas a receber;

4)     Ter um relatório de inadimplência, contendo os dias de atraso por faixas de valores;

5)     Desenvolver um relatório de duplicatas a pagar;

6)     Controlar o tempo que demora em vender todos os estoques;

7)     Ter um planejamento de compras em sintonia com as metas de vendas;

8)     Fazer levantamentos periódicos no inventário, com objetivo de prevenir fraudes, desvios, roubos e não manter estoques desnecessários;

9)     Ter relatórios que determinem o valor justo do preço de venda;

10)  Apurar corretamente os custos da empresa;

11)  Separar os custos da empresa em variáveis e fixos e observar suas evoluções mensais;

12)  Acompanhar a evolução dos custos fixos em relação à evolução do faturamento da empresa;

13)  Acompanhar a evolução das despesas operacionais da empresa;

14)  Ter relatórios que mostrem a margem de contribuição dos produtos;

15)  Ter uma boa contabilidade gerencial para tomada de decisão;

16)  Avaliar o impacto dos Custos Financeiros nas operações da empresa;

17)  Não fazer nenhum investimento sem verificar o comportamento e a disponibilidade financeira da principal ferramenta da Gestão Financeira das Empresas: o Fluxo de Caixa.

18)  Usar recursos de longo prazo para investimentos em construção e imobilizados com o objetivo de não sacrificar o capital de giro da empresa.

Dica de Livro: Guia Prático de Administração Financeira – Robert Assef – Editora Campus

Volnei Ferreira de Castilhos: volneifc@terra.com.br

Novo colunista, Volnei Ferreira de Castilhos!

A partir deste post, estaremos publicando todas as quartas-feiras, os artigos do Volnei Ferreira de Castilhos, a seguir apresentamos o seu Mini-CV:

  • Contador, Pós Graduado pela Fundação Getúlio Vargas, Mestre em Finanças pela UFRGS;
  • Atualmente é Professor da Fundação Getúlio Vargas;
  • Foi Professor da Universidade de Caxias do Sul – UCS por 13 anos;
  • Consultor de Empresas nas áreas:  Financeira, Planejamento, Controladoria, Profissionalização de Empresas Familiares e Reestruturação de Empresas;
  • Consultor de Finanças Pessoais;
  • Auditor do CDL de Caxias do Sul;
  • Foi Gerente Administrativo-Financeiro e Controller de empresas de médio e Grande Porte em Caxias do Sul, e;
  • Membro do Conselho Fiscal da Sociedade Criança Feliz.

Segue a conta de e-mail do Volnei Ferreira de Castilhos: volneifc@terra.com.br

Obras públicas na Prefeitura de Fortaleza terão melhor qualidade, e nas outras prefeitura quando irão exigir, também qualidade?

CapturarRecebi uma notícia “espetacular”, a Prefeitura de Fortaleza assinou ontem (10/08/09) um acordo setorial com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-CE) e com a Associação das Empresas de Construção (Aconpec) pela melhoria da qualidade das obras públicas no município. O objetivo é certificar o maior número de pequenas, médias e grandes construtoras e empresas prestadoras de serviços no Qualifor, programa municipal cujas diretrizes foram definidas pelo governo Federal, com base no Programa de Melhoria da Qualidade Programa Brasileiro da Qualidade do Habitat (PBQP-H).

Leia a notícia na íntegra clicando neste link.

E as outras Prefeituras no Brasil, quando irão adotar este mesmo nível de exigência?

“Mistura” ou “Conflito” de Gerações nas organizações, qual é o seu caso?

geraçãoLi no jornal Zero Hora, no caderno de Empregos e Oportunidade, neste domingo passado (09/08/2009), um artigo muito interessante, que descreve os desafios das organizações em ter em seu quadro de colaboradores, profissionais de várias gerações. Para algumas organizações que não estão preparadas para esta realidade, ocorre inevitavelmente o “conflito”, mas aquelas que sabem aproveitar em benefício do bem comum, ocorre a “mistura de gerações”!

Leia o artigo, clicando neste link, e avalie qual é o ambiente da organização no qual atualmente esta inserida, e principalmente em qual geração você se enquadra!

Você é da Geração X, Y ou …?