Economia e Vida (Por Maria de Lurdes Fontana)

Tema deste ano da Campanha da Fraternidade tem o objetivo de chamar a atenção ao consumo exacerbado e a inversão de valores e aos princípios da vida.

vidaJá faz muito tempo que o ser humano busca na cultura do Ter como uma condição de vida e conseguir conviver com os demais, num mundo cheio de invejas, preconceitos e que valoriza as aparências. O homem precisa preencher sua vida com algo. E há muito, o vazio e a insatisfação sobrecarrega as mentes e não há como ficar por muito tempo sem buscar alternativas que preencham as chamadas razões e motivos para suprir os desgastes da jornada.

Para viver necessita-se muito pouco. Apenas três refeições diárias e muita água (sabe-se que muitos não têm nem isso no seu dia-a-dia). Roupas para se vestir na condição de sentir-se confortável e nada mais. Mas ao contrário, vemos o corre-corre diário de pessoas com muitas sacolas nas mãos. Acumulam tantas peças de vestuário, que muitas vezes são esquecidas no fundo do armário.

O apego lhes impede de dar a alguém que poderia servir-lhes com muito orgulho e necessidade. Poderíamos pensar que há sobras financeiras, mas ao contrário há falta de recursos e muitos débitos vencidos e a vencer, por conta da falta de consciência e de planejamento.

Perguntas como: Eu preciso disso? É necessário? É importante? Aflora o desejo diante da necessidade e aí precisam dar-se conta de que não tem como servir a dois senhores.

A vida é o ar, o doar, é amar. E a economia é saber usar para nunca faltar.                  

Até o próximo sábado!

Maria de Lourdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

Ajuda contra enchentes. (Por Tatiana W. Ypsilanti)

Hoje em dia a frequência e gravidade das enchentes aumentaram no mundo inteiro, principalmente devido a grande poluição do meio ambiente. A enchente já virou rotina em alguns locais do mundo. Como se vê nas noticia atualmente, cidades como São Paulo vivem lutando contra este problema.

Capturar

Muitas mãos, muitos sacos, muita força,muito tempo: Construção de um muro de sacos de areia.

Foto: Torsten Bätge; Bundesanstalt Technisches Hilfswerk (Organização Técnica Nacional de Ajuda)

A próxima enchente com certeza vira e como se pode observar na foto, em algum lugar na Alemanha na ultima enchente, o velho saco de areia e ainda o melhor amigo do homem contra as enchentes.

Mas parece que ele já esta começando a perder seu lugar…

Em novembro de 2009, em uma feira sobre enchentes em Hamburgo, na Alemanha (Messe Acqua alta), surgiram varias inovações no sistema de ajuda contra enchentes. Entre elas, o uso de uma espécie de mangueira gigante parece ser genial.

Thomas Tjaden da empresa EU-Flood-Control (www.eu-floodcontrol.eu) ,que já participou na ajuda contra varias enchentes, declara: Um saco de areia precisa ser cheio e para isso e necessária a colaboração de muitas pessoas.  Sua empresa oferece a alternativa de um sistema de mangueiras. “Uma mangueira substitui 500 sacos de areia e eu posso carregar ela nas costas”. As mangueiras são cheias com a própria água da enchente ou com ajuda de hidrantes e tem um comprimento de 15 metros. “Em 30 minutos dois homens treinados podem construir uma barreira de 100 metros”.

Clique aqui e acesse um vídeo sobre a utilização desta tecnologia de contenção.

As mangueiras tem a vantagem de serem resistentes a produtos químicos. Thomas diz: “Nos vimos na enchente do Rio Elbe em 2002. Os sacos de areia que tiveram contato com a água contaminada tiveram que ser depois destinados corretamente. Os sacos foram queimados e a areia levada para aterros. Alem disso, durante a construção da barreira a ajuda de voluntários é grande, inclusive do exercito. Mas depois que a enchente termina quem leva todos os sacos embora?” A mangueira depois do uso e enxaguada e enrolada e fica pronta. E os custos? Em um único uso o custo da mangueira seria igual ao dos sacos de areia, mas e claro se descarta o custo de destino final e não se considera que a mangueira e reutilizável.

Bibliografia:  The Epoch Times Deutschland Nr. 45/09

http://www.epochtimes.de/articles/2009/11/27/521572.html

Fico à disposição de vocês!

Tatiana W. Ypsilanti

Email: tatiana@essencialambiental.com.br

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Avaliação de Desempenho e Avaliação de Competência, um breve comentário. (Por Gislaine Argelim Barbosa)

Dando continuidade aos nossos artigos no qual estamos desenvolvendo o assunto: Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (vide o último artigo, clicando aqui), hoje vamos comentar sobre as avaliações de desempenho e de competência.

hgNos tempos de hoje as empresas estão buscando formas de obter, reter e desenvolver talentos, para isso encontram nas avaliações uma forma de medir e ponderar as informações sobre seus colaboradores e sua equipe. São através destas avaliações que se analisam as atitudes e os comportamentos que os colaboradores estão exercendo dentro das suas organizações. A ponderação dos resultados das avaliações permite com que os gestores desenvolvam estratégias para a melhoria contínua dos seus processos. Existem vários tipos de avaliações, as mais conhecidas são conhecidas como:

  • Avaliação de Desempenho (90, 180 ou 360 graus), e;
  • Avaliação de Competências.

As empresas que possuem um sistema de gestão baseado na ISO 9001 acabam praticando no mínimo a Avaliação de Competências, pois é um dos requisitos exigido pela norma, mais precisamente o requisito 6.2.2 – Competência, treinamento e conscientização, que descreve a necessidade de determinar as competências necessárias, assim como praticar ações necessárias para atingir as competências ainda não alcançadas pelos seus colaboradores , avaliar a eficácia das ações executadas.

Mas as organizações que não possuem nos seus sistemas de gestão os requisitos da ISO 9001, mas que possuem interesse em ter um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (veja meus post anteriores, clicando aqui), precisarão destas duas “ferramentas”, no qual o grau de dificuldade para implementar não é difícil e apresenta um baixo investimento / custo para as empresas interessadas. Um dos principais benefícios da utilização destas duas avaliações é que auxilia os seus gestores fornecendo dados interessantíssimos que irão auxiliar em ações de desenvolvimento e melhorias em seus processos de produção, apoio e de gestão.

Mas qual é a diferença da Avaliação de Desempenho e da Avaliação de Competência?

Bom, por mais que não pareça esta diferença no momento que se desenvolve estas “ferramentas” de gestão, as duas são bem diferentes. A primeira visa coletar dados das atitudes, atividades, produção e relacionamento enquanto a outra avaliação vai trazer dados correlacionados a Conhecimento, Habilidades e Atitudes. O tão famoso CHA, ou agora atualmente falado CHAVE (veja o artigo que publiquei sobre este assunto, clicando aqui).

As duas avaliações são importantes, algumas organizações apenas as utilizam para “cumprir tabela”, mas para aquelas que querem ajustar as suas atividades, conseguem através destas avaliações dados que permitirão fazer um mapeamento das necessidades além de ter indicadores que permitirão promover um colaborador ou não. É importante saber que sem elas não tem como implementar o  Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, pois estas duas “ferramentas” de gestão são as fontes das informações que permitirão analisar o perfil do colaborador dentro da empresa. É interessante que as pessoas façam essas avaliações de 6 em 6 meses montando um histórico com seus resultados para poder analisar o desenvolvimento das atividades desenvolvidas dentro da empresa tanto para o gestor quanto para o colaborador.

Mas para chegar a montar uma estrutura adequada para estas duas avaliações, ou seja, de desempenho e de competências, algumas atividades fazem-se necessário, dentre elas:

  • Elaboração / revisão do “Caderno” de Descrição de Cargos;
  • Elaboração / revisão da estrutura organizacional da empresa (clique aqui, para ter acesso um artigo que publicamos sobre este assunto), e;
  • Definição / revisão da Filosofia Empresarial, ou seja, a sua Missão, Visão, Valores e Princípios (clique aqui, para ter acesso um artigo que publicamos sobre este assunto).

Com estas etapas concluídas, ou seja, com estes dados “em mãos”, poderemos iniciar a montagem dos instrumentos de avaliações, assim como o mapeamento dos indicadores das competências.

Caso a sua organização encontre muita dificuldade de fazer ou estruturar essas ferramentas, o interessante é que se contrate uma empresa terceirizada para fazer o serviço e nós da Simples Soluções® oferecemos esse tipo de serviço.

Fico à disposição de vocês!

Gislaine Argelim Barbosa

Email: gislaine@simplessolucoes.com.br

Controle dos Serviços de Execução (Por: Cláudia Cruz)

Continuando o assunto abordado no artigo anterior (clique aqui) sobre o acompanhamento da produção e qualidade, devemos documentar o método de operação coerente com a cumplicidade da tarefa e a qualificação do pessoal que executa tais atividades. Para isto, então que existe o PQO- Plano de Qualidade da Obra: relatamos nossos serviços críticos e forma de controle, evitando assim na obra, patologias futuras.

Nas obras civis, devemos focar as condições de inicio para as atividades (ex: liberar um serviço após a aprovação da etapa anterior), os materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a realização das tarefas de forma planejada (ex: grua, andaimes, etc.), cuidados em relação à segurança do trabalho, e orientação para o monitoramento dos processos, a maneira de verificar conformidades e os cuidados para preservação do serviço concluído. Não esquecendo que toda documentação deve estar concluída e disponível para os envolvidos.

O que não deve ocorrer no controle dos serviços:

  • Falhas no processo de manutenção de equipamentos, não assegurando a capacidade do processo;
  • Falta de adequação nas condições adequadas para se trabalhar;
  • Descrever processos de execução de serviços ideal e não atual;
  • Não abranger todos os equipamentos de medição e monitoramento, e até não calibração;
  • Prever documentos de referencias e não considerá-los plenamente na execução dos processos;
  • Prever verificações no inicio, durante e esquecer o final (testes detalhados de funcionamento e desempenho), e;
  • Não dominar realmente os parâmetros de controle para cada serviço.

Eis algumas regras primordiais para o bom andamento das atividades a fim de garantir a qualidade do produto final, satisfazendo assim nossos clientes.

Nos próximos artigos, iremos descrever de forma prática como estas atividades são realizadas, assim como as suas dificuldades e formas de superá-las!

Fico à disposição de vocês!

Cláudia Cruz

Email: claudia@lpriori.com.br

Skype: claudia.cruz1

Compromisso com o clima. (Por Tatiana W. Ypsilanti)

CapturarNo dia 31 de janeiro de 2010, dia em que finalizou o prazo para os países colocarem no Acordo de Copenhague as metas e detalhes de seus programas de redução de emissões, foi a oportunidade para que as nações que pressionam por um acordo do clima demonstrem que estão falando realmente sério sobre essa questão. Isso significa que o prazo acabou para os países declararem por escrito o que eles irão fazer para manter o mundo fora do nível de perigo (dois graus centígrados). Para grande parte dos países isso significa aumentar enormemente os compromissos assumidos até o dia de hoje.

Os países emergentes – Grupo BASIC, composto pelo Brasil, África do Sul, Índia e China  se encontraram em Nova Delhi no final de janeiro para fazerem programas de mitigação voluntária no âmbito do Acordo.

Parece que até ontem (08/02/10), 92 países já aderiram ao Acordo de Copenhague. Juntos, eles respondem por 80,6% das emissões globais. Isso quer dizer que, se todos cumprirem as metas apresentadas, conseguiremos reverter a atual tendência de aquecimento do planeta?

Para Gaines Campbell, especialista em clima do Vitae Civilis que acompanhou a COP15 durante todo tempo, as metas não são ousadas o suficiente e apontam para um aumento médio da temperatura do planeta em torno de 4 graus centígrados. Mas para o Trevor Houser, do Peterson Institute for International Economics, as metas apresentadas podem, sim, ficar dentro do limite de 2 graus estabelecidos pelo Acordo como teto para o aumento da temperatura do planeta.

Creio que ainda surgirão muitas negociações, pontos de vista e ideias sobre o clima, mas se ninguém quiser realmente assumir compromisso, nunca chegaremos a meta almejada e nem mesmo próximos dela. Se todos cumprirem suas promessas, o clima e o planeta inteiro agradecerão.

Fico à disposição de vocês!

Tatiana W. Ypsilanti

Email: tatiana@essencialambiental.com.br

Consultora Ambiental – www.essencialambiental.com.br

Capital Tributário – Parte 5 – “Obrigações Acessórias” (Por Ivo Ricardo Lozekam)

Dando continuidade ao post anterior, segue o nosso posicionamento diante das chamadas “obrigações acessórias”.

O Sistema Público de Escrituração DigitalSPED trata-se de uma obrigação que está sendo gradativamente estendida a todas as empresas, e destina-se, oficialmente a integrar ações do fisco federal, estadual e municipal e aprimorar o relacionamento entre fisco e contribuintes.

Mais do que “aprimorar o relacionamento entre fisco e contribuintes” o SPED, nada mais é do que a entrega ao fisco, por meio eletrônico de arquivo contendo todas as operações e lançamentos individualizados constantes na escrita contábil e fiscal das empresas.  

Para empresas que em 2009, optaram pelo Lucro Real, a entrega destes arquivos, deverá acontecer por ocasião da entrega da DIPJ, prevista para 30/06/2010, do contrário fica sujeita a multa de R$ 5.000,00 por mês de atraso.

Queremos ressaltar o fato de que até então as informações contábeis entregues pelas empresas ao fisco federal, limitavam-se a informar apenas o saldo final das contas de seus demonstrativos de resultados e balanços.

Agora estamos falando da entrega de toda a sua contabilidade, lançamento por lançamento, operação por operação. 

Acabou-se o sigilo empresarial e a privacidade das operações. Qual a garantia que é dada as empresas de que as informações serão sigilosas?  Nenhuma. Apenas impõe-se multa pela não entrega. E se algum segredo industrial cair nas mãos indevidas de um funcionário público que possa revelá-lo a concorrência? Tem multa prevista? Não.

Parte-se do principio que toda empresa é sonegadora. Temos a impressão as vezes que somos tratados como infratores a lei em potencial, ou até mesmo criminosos. 

Acontece que se hoje, nosso governo tem dinheiro para gerir e propiciar financiamentos subsidiados de residências populares e alguns bens de capital, isto se deve ao fato de que existe uma arrecadação tributária, gerada por empresas, que vem sendo cada vez mais perseguidas na ânsia de arrecadar mais e mais. 

As empresas precisam ser tratadas de forma mais respeitosa e digna, ao invés de simplesmente criar mais obrigações e impor multas.  Hoje cada vez mais as empresas tem que estar assessoradas interna e externamente por profissionais da área tributária, para cumprir estas obrigações e evitar a imposição de multas.

Como exemplo citamos a maratona enfrentada toda a vez que a empresa necessita de uma Certidão Negativa de Débito. Documento indispensável para participar de concorrências. Neste momento, fica evidente o desrespeito ao qual somos submetidos. 

As confusões criadas pelo próprio fisco, na criação de códigos de guias e gias informativas, muitas vezes induz a empresa a erros simples de codificação, o que não significa que não houve pagamento de tributo, apenas erro de código.

Até adotar os procedimentos para emissão de nova CND, muitas vezes aí a empresa é que perde o prazo para habilitar-se a participar da concorrência.  Prejudicando seu faturamento e consequentemente prejudicando também a geração de mais tributos.

Eis a questão. Ao invés de facilitar a vida das empresas, o fisco faz o contrário, que é dificultar.  Além do SPED, podemos citar:

  • DCTF, outrora semestral e a partir de 2010, mensal
  • DIMOB
  • DIRF
  • SINTEGRA
  • GIAO ICMS
  • DACON

Entre outros.

Talvez com o SPED, que se trata de passar os arquivos digitais toda a contabilidade e seus lançamentos ao fisco, se possa com o tempo abolir algumas das obrigações acima, finalmente racionalizando-se os procedimentos na área fiscal e contábil das empresas.

Porém sabemos que isto irá passar pela integração entre os fiscos federal, estadual e municipal, o que certamente irá demandar alguns anos.

O que devemos atentar como empresas diante do surgimento destas novas obrigações?   

Diríamos que o primeiro passo é organizar-se, ou reorganizar-se.  Adequar seus processos internos e integração de sistemas, para que as informações a serem geradas e fornecidas ao fisco possam ser consistentes, e adequadas ao modelo tributário por ela adotado. Pois do contrário, se irá ter, mais burocracia, custos e multas que possam ser geradas por informações inadequadas fornecidas através do SPED.

Além de simplesmente adequar-se, está mais do que na hora de fazer valer a sua voz. Vemos movimentos sociais diversos atuando em nosso país, e nos parece que o movimento empresarial está com sua voz sufocada. 

Devemos fazer valer nossos direitos constitucionais no que concerne a privacidade, para que nossa contabilidade ao ser entregue ao fisco, não corra o risco de cair em mãos indevidas de pessoas desprovidas do senso de responsabilidade e ética.

Excelente Semana a Todos!

Ivo Ricardo Lozekam

Email e MSN: ivoricardo@terra.com.br

Consultor de Empresas na Área Tributária

Membro do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário

A Nova Legislação Contábil (Por Ivo Ricardo Lozekam)

figura_servicosA Lei 11.638/2007 alterou os dispositivos e acrescentou outros da conhecida Lei 6.404/76, com o objetivo de harmonizar a contabilidade brasileira aos padrões internacionais, para assim facilitar o investimento estrangeiro. Além do que obriga as grandes empresas de capital fechado a divulgarem seus balanços.
Uma das novidades é criação da Demonstração do Fluxo de CaixaDFC. Esta demonstração indicará as alterações ocorridas durante o exercício no saldo de caixa e equivalentes, segregando estas alterações em três fluxos:

  • Fluxos das Operações.
  • Fluxos dos Financiamentos.
  • Fluxos dos Investimentos.

Em outras palavras a DFC indicará o saldo ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações representando aumento ou redução do capital circulante líquido.

Será um elo de ligação entre o lucro líquido e o caixa/disponibilidades.

Outra novidade é a Demonstração do Valor AdicionadoDVA. Esta demonstração deve indicar o valor da riqueza gerado pela companhia, e a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como parcela da riqueza não distribuída.

Apesar destes demonstrativos serem aplicáveis em um primeiro momento ás Sociedades Anônimas, entendemos que todas as empresas que utilizem a contabilidade como instrumento gerencial, devam utilizá-los, pois estes dois demonstrativos auxiliam na melhor interpretação dos dados contábeis. Apenas para dar um exemplo. Se considerarmos, na forma em que são apresentadas atualmente as operações de Leasing nos balanços, veremos apenas a despesa operacional, em função da natureza jurídica da operação de Leasing.

Com as novas ferramentas e classificações contábeis criadas será possível vislumbrar, no exemplo do Leasing, o valor das imobilizações, bem como o valor das obrigações decorrentes dos contratos firmados, propiciando assim uma avaliação mais precisa do patrimônio da empresa.

É uma excelente oportunidade para a reciclagem e surgimento de contadores voltados para a gestão empresarial, afinal o verdadeiro objeto da contabilidade é o estudo do patrimônio.

Excelente Semana a Todos!

Ivo Ricardo Lozekam

Email e MSN: ivoricardo@terra.com.br

Consultor de Empresas na Área Tributária

Membro do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário

Retornando à Cuiabá / MT!

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Em setembro de 2008, tive a oportunidade de conhecer a cidade de Cuiabá / MT, no qual realizei treinamentos em empresas filiadas ao Quali Mato Grosso, através do SENAI-MT, vide post anterior, clicando aqui.

Hoje, 31/01/10, estou retornando ao este estado promissor e maravilhoso, novamente através de um convite do SENAI-MT!

Irei realizar atividades de consultoria e treinamento, nestes próximos 5 dias, mais especificadamente vinculado ao Upgrade do atual Sistema de Gestão pela Qualidade do SENAI-MT para a versão 2008 da ISO 9001, serão orientações sobre como melhorar o atual sistema de gestão, assim como capacitar auditores internos, assim como formar novos auditores internos!

Oportunidade para rever os amigos que conhecemos em 2008, e com certeza trocar experiências com novas amizades que iremos criar, através destas atividades!

Sempre é bom voltar para Cuiabá!

Descrição de Cargos, uma ferramenta essencial para Gestão de Pessoas e o segundo passo para a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração.

faz_tudoQuando realizamos uma pesquisa, por exemplo, no Google sobre esse tema, é possível encontrar mais de mil informações sobre ele. Além de vários livros que descrevem o que é, e inclusive fornecendo informações de como implementar. Porém é de fundamental importância que o profissional da área de recursos humanos, gestão de pessoas ou mesmo da qualidade saiba utilizar essa importante ferramenta para agregar valor e gerar conhecimento para o desenvolvimento da empresa. O profissional da área que não dá a devida atenção a essa ferramenta, acabam cometendo erros e gerando insatisfações desnecessárias para a organização, pois o colaborador irá cobrar da empresa. O colaborador sabe o que deve fazer, às vezes de uma maneira geral, mas sabe! Principalmente, infelizmente, aquele colaborador que se intitula o “faz tudo”, no qual iremos explorar este assunto em outro artigo, na sequencia.

A maioria das empresas, principalmente as que possuem um sistema de gestão baseado nos requisitos ISO 9001 e / ou 14.001 ou de outros programas de QUALIDADE, possuem as descrições de cargos com o acréscimo das competências (clique aqui e leia um artigo recente que elaborei sobre este tema específico). Outras empresas que não agregaram ainda sistemas de gestão pela qualidade acabam seguindo as descrições de cargos segundo CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), clique aqui e visite o website sobre este tema, em resumos todas as empresas têm, mas muitos não sabem que a descrições de cargos é outro passo para a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (clique aqui e veja os outros passos em um recente artigo que elaborei), pois é através das descrições de cargos que se tem a especificação do agregado de tarefas atribuídas para cada colaborador.

Segundo Idalberto Chiavenato, em um dos seus livros sobre recursos humanos descreve que: “A descrição de cargo é um processo que consiste em enumerar as tarefas ou atribuições que compõe um cargo e que o tornam distinto de todos os outros cargos existentes na organização. Ela é o detalhamento das atribuições ou tarefas do cargo.”

Com esse breve resumo podemos perceber a importância da descrição de cargo. É através dela que temos o “alicerce” para definir as competências, responsabilidades, obrigações e tarefas dos colaboradores dentro da organização. Refere-se aos requisitos mínimos que o colaborador deve exercer para o bom desempenho de suas funções, para o alcance dos objetivos e metas da empresa.

As descrições de cargos é a base para definirmos e estabelecermos a estrutura salarial, as políticas de recrutamento e seleção, transferência de colaborador e até mesmo as promoções de cargos e a construção da carreira. Ela ajuda a facilitar a administração do trabalho, possibilitando um bom gerenciamento das atribuições e tarefas geradas pelo ramo de atividade da empresa.

É de fundamental importância que a empresa que esteja interessada em revisar suas políticas de Recursos Humanos, reveja também as descrições de cargos, pois, com as mudanças das rotinas de trabalhos ocorridas pela transformação do mercado de trabalho e até mesmo pela praticidade da tecnologia, muitos cargos deixaram de existir e outros cargos acabaram agregando mais tarefas. E para isso a Simples Soluções®, possui uma equipe especializada que ajudará vocês a implementar as Políticas de Recursos Humanos em suas organizações.

Fico à disposição de vocês!

Gislaine Argelim Barbosa

Email: gislaine@simplessolucoes.com.br

Acompanhamento da Produção e Qualidade nas obras (Por: Cláudia Cruz)

A partir desta semana, teremos a oportunidade de ler os artigos da Cláudia Cruz, profissional com vasta experiência no segmento de Construção Civil, atualmente exercendo a função de Analista da Qualidade e Representante da Direção das empresas do Grupo L.PRIORI.

O primeiro artigo descreve de forma clara e prática, como são realizados os acompanhamentos da produção e qualidade nas obras:

Controle da Produção

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O controle da produção nas obras consiste em monitorar o andamento das obras com base nos serviços executados pela construtora e seus fornecedores.

Em primeiro lugar, é preciso garantir o cumprimento do planejamento físico da obra, através das seguintes atividades:

  • Por meio do monitoramento dos prazos estabelecidos;
  • Do andamento / acompanhamento das várias etapas de execução de obras, e;
  • Tomada de ações corretivas com o objetivo de corrigir desvios que porventura ocorrer.

Para realizar o controle da produção é necessário:

  • Estabelecer metas de produção para o mês seguinte, baseadas no planejamento físico, e os fornecedores de serviço. Isso pode ser feito usando-se planilhas ou quadros espalhados em pontos estratégicos do canteiro que consideram a produção diária ou semanal;
  • Avaliar o andamento dos serviços nas reuniões com a construtora e seus fornecedores. As reuniões ocorrem com periodicidade semanal, quinzenal ou mensal, dependendo da velocidade de execução da obra. Nessas reuniões também se verifica a existência de interferências entre os serviços que estão sendo executados pelos diversos fornecedores;
  • Verificar a existência de tendências de atraso por meio da análise da velocidade de execução dos serviços, e estabelecer novas metas para recuperação do tempo perdido, verificando se o fornecedor tem disponibilidade de recursos para a execução dos serviços programados.
  • Realizar a medição dos serviços concluídos para pagamento dos fornecedores, conforme a sistemática de medição dos serviços estabelecida no PQO – Plano da Qualidade da obra.

Controle da Qualidade

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O controle da qualidade da obra é realizado tendo-se como referencia o PQO – Plano da Qualidade, que foi estabelecido ainda na etapa de planejamento. Em uma das suas ações, o PQO prevê o controle de materiais, equipamentos, mão de obra, serviços e a organização do canteiro de obra.

A seguir apresentamos alguns controles de qualidade que a construtora deve exercer durante a execução da obra:

  • Materiais e equipamentos:
    • Acompanhar o processo de aquisição de materiais: escolha do fornecedor, cotação, compra e prazo para entrega;
    • Acompanhar o processo de aluguel de equipamentos, previstos no planejamento físico, que são usados para execução do transporte vertical e horizontal da obra, analisando a capacidade da empresa fornecedora em assumir responsabilidade técnica relacionada à operação e à manutenção do equipamento.
    • Monitorar o recebimento dos materiais, manuseio e armazenamento.
    • Monitorar o consumo de materiais e comparar com os quantitativos e os custos estabelecidos no orçamento.
  • Serviços:
    • Monitorar o processo de aquisição de serviços: seleção do fornecedor com base na sua capacitação, cotação e contratação.
    • Avaliar a desempenho dos fornecedores, baseando-se no cumprimento do planejamento físico e no controle da qualidade.
    • Supervisionar e controlar a utilização dos EPI´s e dispositivos de segurança do trabalho pelos funcionários.
  • Canteiro de obra:
    • Acompanhar a evolução da organização do canteiro da obra de acordo com o andamento da obra, observando: as áreas destinadas às pessoas, à estocagem de materiais e às centrais de produção.

O controle da qualidade é feito por meio de:

  • Inspeções periódicas e por amostragem de serviços e materiais, conforme os critérios de inspeção e de aceitação estabelecidos nos Procedimentos de Execução de Serviços (PES) e Procedimentos de Controle de Materiais (PCM). Essas inspeções são registradas em formulários específicos, sendo possível a utilização dos controles da própria construtora, caso ela possua um sistema de gestão da qualidade.
  • Ações corretivas necessárias em caso de identificação de falhas e não conformidades.

É importante ressaltar que um serviço só poderá ser considerado concluído e ser pago após sua liberação pelo controle da qualidade.

Nos próximos artigos (clique aqui), iremos descrever de forma prática como estas atividades são realizadas, assim como as suas dificuldades e formas de superá-las!

Fico à disposição de vocês!

Cláudia Cruz

Email: claudia@lpriori.com.br

Skype: claudia.cruz1