O pecado da primeira geração (Fonte: www.amanha.com.br)

parceiros1Recebi, através de um newsletter da Revista Amanha, um convite de leitura de um artigo que discorre sobre as dificuldades da maioria das empresas brasileiras, ou seja, 90% das empresas! Estamos falando das empresas familiares. No artigo a consultora de empresas familiares, Sra. Cláudia Tondo alerta que estas empresas “empurram com a barriga” os processos de sucessão e, por isto, em apenas um de cada três caso a mudança é feita com sucesso.

Acesse neste link, o artigo!

E sua empresa faz parte dos 90%? Caso positivo, como esta o processo de sucessão familiar?

Aguardaremos os seus comentários!

Dica de Filme – O Poderoso Chefão – Parte II

Poderoso chefão II

Na tentativa de realizar um trabalho tão competente e não menos impecável, Francis Ford Coppola entregou uma obra muito mais complexa, mas não abriu mão do escopo tenso e vigoroso de cenários e personagens que conquistou o mundo pela excelência apresentada na primeira parte da trilogia. A rigor, Coppola seguiu a mesma cartilha, mas inseriu fatos históricos reais e falou ainda mais sobre o amor pela família. No entanto, na arriscada opção de carregar duas histórias paralelas, apesar de acertar na montagem, Coppola deixou-as sem isometria alguma, deixando claro que teve problemas sérios com a montagem paralela.

Ademais, Coppola e companhia preparam inúmeras inovações para esta continuação do original. O diretor, por exemplo, investiu numa teia com maior número de personagens importantes, apostou novamente nas longas tomadas e ampliou o espaço de improviso do elenco. O roteiro, desta vez, tem mais o carimbo do autor do livro, Mario Puzo, do que o do próprio diretor, mas mantém a construção dramática com perfeição, arriscando-se um pouco mais ao apresentar novos personagens. O Poderoso Chefão – Parte II possui, dentre seus maiores méritos, a ousada e belíssima fotografia de Gordon Willis, novamente procurando por novas e inovadoras alternativas, criando uma atmosfera ainda mais obscura e utilizando abundantemente tomadas em contraluz.

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Tudo é claramente construído com o intuito de agravar e acentuar a trajetória icônica de Michael Corleone, um verdadeiro líder de grupo, que toma conta de tudo com voz e autoridade, ganhando respeito e confiança de todos. Obviamente falamos aqui de um homem que agia fora da lei, mas que evidentemente trabalhava seguindo rigorosos códigos éticos para o bem de sua família. Fazendo uma analogia, podemos mudar a família Corleone por uma organização. Michael é o centro de tudo, o superior que dita às coordenadas do grupo. Em meio a percalços, naturais a todo tipo de trabalho coletivo, o famíia Corleone vai evoluindo em sua “missão”, munida de muita organização e empenho – claro, com medidas explicitamente incorretas.

Como todo bom líder, Michael ensina, motiva, acompanha, sugere, inspira. O líder é o parâmetro de trabalho que os elementos da equipe buscam se espelhar, e Michael Corleone desempenha uma importante função neste sentido – novamente frisando, através de métodos política e eticamente incorretos. Líder não é quem manda, é quem auxilia quem ensina sua forma de trabalho, sua visão, para que, assim, o grupo consiga se adequar.

A autodisciplina é fundamental! (Parte 2)

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Dando continuidade ao post anterior, gostaríamos de apresentar algumas orientações com a finalidade de desenvolver a Autodisciplina:

  • Primeiro, pense: você reserva quanto tempo para exercícios regulares ou disciplinados? Você tem feito atividades físicas freqüentemente? Nos últimos dias, realizou alguma coisa que visasse sua melhoria profissional? Deixou guardado um pouco de seu rendimento para a poupança? Se você esta esquecendo de realizar isso, não se importando ou somente falando a si próprio que fará tudo isso mais adiante, a autodisciplina está necessitando ser desenvolvida.
  • Entenda como dar valor e organizar seu tempo. Isto é essencial para os indivíduos auto disciplinados. Passamos nossa vida em função do tempo, logo, faça com que ele esteja do seu lado. Isso somente ocorre quando tem o controle de seus horários. Desta forma, não estará subordinado ao tempo, pelo contrário.
  • Controle sua contas. Se você esta endividado sempre, algo não está certo … E para acabar de vez com isso somente tendo autodisciplina. Ter organização nas finanças, saber cauteloso nas compras, criar e anotar em planilhas de custos e gerenciamento o orçamento é fundamental para o perfeito entendimento com o dinheiro.
  • Estipule prioridades. Mesmo que necessite realizar muitas coisas ao mesmo tempo, coloque em ordem para não ficar perdido. Centralize o serviço no que é de maior importância. Pense em torno de três áreas que ache importante. Defina a disciplina que precisa desenvolver para seguir melhorando em cada segmento e crie um plano para que essas atitudes sejam constantes.
  • Pare de dar “desculpas” para os seus erros. Se você sempre tem uma explicação para a falta de disciplina, é por que elas são apenas meras desculpas. Para progredir, você necessita encará-las, corrigir os erros. Anote as razões pelas quais não foi capaz de realizar o que queria.
  • Seja disciplinado, mas seja flexível. Não fique preso às agendas e às obrigações que deixaram de valorizar a sua vida.

Inovar para se manter no mercado!

culture-of-innovation1A maioria da empresas no qual presto serviços de consultoria são familiares de pequeno e médio porte, e quase em todas, o maior problema não é meramente qualidade ou gestão pela qualidade. O que presencio sempre é o desafio de INOVAR, sendo que para esta “ação” não necessariamente necessitamos de “dinheiro no caixa”, mas sim … se desprender da “zona de conforto” e criar uma cultura de inovação!

As empresas de grande porte, às vezes na sua essência familiares, mas já buscando a profissionalização da sua gestão, tudo é mais fácil, por exemplo: qualificar colaboradores, obter novas tecnologias, ampliar as áreas de produção, etc. … etc. … e etcetera!

Mas vamos retornar para o “universo” das empresas familiares de pequeno e médio porte, aquelas que necessitam de tudo isso que mencionamos no parágrafo anterior e principalmente garantir que os colaboradores irão ficar por muito tempo trabalhando em suas organizações, ou seja, “reter os talentos”!

Mas a “chave”, para estas empresas é sem dúvida INOVAR … para que não sejam sucumbidas pelos concorrentes e simplesmente MORRAM!

Mas, em alguns casos o “maior concorrente” é a própria empresa, através do medo dos seus “donos” de tomar atitudes, que necessariamente não iriam necessitar de altos volumes de recursos financeiros!

Mas vamos estudar os paradigmas destas empresas essencialmente familiares, por exemplo, muitos casos não existe a delegação aos seus subordinados e não trabalham com responsabilidades.

Grande parte de empresas familiares, o dono quer ver tudo, assinar tudo, contratar, demitir, sem ele a empresa fecha. Mas a agilidade e inovação nesses casos ficam extremamente comprometidas, já que tudo depende de uma única pessoa, sem ele nada anda, os profissionais não podem opinar e nem melhorar a forma de trabalho ou os processos que são arcaicos e do tempo em que não existia computador, quem dirá internet!

Os termos INOVAR e MELHORIA CONTÍNUA para estas empresas são considerados como obstáculos, verdadeiras barreiras e não como uma poderosa “ferramenta” para a gestão estratégica da organização!

É claro que todo dono de empresa que começou seu negócio pequeno e conseguiu se estabilizar ou crescer com os processos e métodos antigos, acabam não vislumbrando novos cenários e que profissionalizando as relações da empresa, poderá obter mais sucesso e dedicar seus esforços naquilo que ele realmente é bom, que é empreender.

É como um pai que vê os filhos crescerem e no momento que precisa solta-los para o mundo (fazer viagens, sair com os amigos para as festas, etc.), acaba não tendo coragem ou habilidade para liberá-los, mas nós que somos pais de duas meninas que daqui a pouco irão para a “aborrecência”, digo, não adianta segura-los, o melhor a fazer é orientá-los, passar os seus valores e premissas, solta-los aos poucos para que possa ir se familiarizando com as novas responsabilidades e com o novo mundo, acompanhá-los de perto para verificar se as decisões estão sendo tomadas de acordo com o que foi planejado, dialogar para corrigir erros e elogiar os acertos.
Assim poderemos agir com assertividade tanto no exemplo acima quanto nas empresas familiares, que em sua grande maioria são pequenas.

É importante ressaltar que as pequenas empresas necessitam de profissionais pró-ativos e com visão generalista, que entendam do negócio, mas também de pessoas, que conheçam os clientes e os fornecedores da organização.

Em minha experiência de 14 anos de consultorias, tive a oportunidade de acompanhar o crescimento de várias empresas e posso afirmar com certeza, que o que faz a diferença para as pequenas, é a pró-atividade de seus colaboradores, alinhado ao espírito de equipe com o empreendedorismo dos sócios.

Costumo resumir que o que as pequenas empresas mais precisam para se manter no mercado é: “Profissionais com Mente Inovadora + Força Criadora = SUCESSO”, elas necessitam ter em seu quadro de colaboradores, profissionais com esse espírito aguerrido que arregaçam as mangas e buscam alternativas baratas para que a empresa seja cada vez mais competitiva no mercado.

Como conseguir manter colaboradores comprometidos e “amando” o local onde trabalham, se existem outras empresas que possuem em suas cestas de benefícios, por exemplo: convênio médico, odontológico, seguro de vida, PLR, programas de treinamentos e bolsas em faculdades, colégios, etc.?

A resposta é simples, INOVAÇÃO, a todo o momento a empresa tem que estar inovando e procurando fechar parcerias com organizações que forneçam descontos ou outros atrativos para os colaboradores, exemplo disso são convênios com farmácias, supermercados, etc., a empresa não paga nada, apenas repassa o valor descontado do colaborador e o parceiro fornece desconto e prazo para pagamento ao colaborador.

Outra parceria que pode ser firmada é com faculdades, geralmente os cursos de graduação exigem estágios que podem ser cumpridos nas empresas, como por exemplo, estudantes de fisioterapia que podem uma vez por semana aplicar na empresa palestras de terapias ocupacionais como correção postural, etc.

São alternativas que as empresas precisam buscar para agregar valor ao ser humano e sem custo.

Outro ponto importante é a LIDERANÇA, em grande parte das pequenas empresas, o líder é aquele profissional que era muito bom tecnicamente ou é o mais velho de casa, mas será que ele está preparado para assumir uma equipe, assumir as responsabilidades e buscar resultados, com e através das pessoas? Podemos afirmar que raramente ele está preparado.

O líder moderno, seja ele um profissional que atua nas grandes ou pequenas empresas, tem que ser técnico e conhecer muito bem o trabalho operacional do seu setor, mas, além disso, tem que saber gerir pessoas, motivá-las, orientá-las, influenciá-las e proporcionar um ambiente agradável para aumentar cada vez mais os resultados.

Para as pequenas empresas os caminhos para a Inovação, são mais tortuosos, porem se a organização conseguir reunir um grupo de colaboradores comprometidos, uma liderança altamente eficaz em extrair resultados da equipe e os objetivos estiver claro para todos, as inovações surgem e afloram naturalmente, já que o organograma e as burocracias são bem menores nessas organizações.

Basta a formação de um time focado em ganhar, para que os resultados sejam os melhores a cada dia!

Para as pequenas empresas, inovar é uma questão de se manter no mercado cada vez mais predatório e que muda a cada minuto, não basta ser bom naquilo que a empresa faz hoje, é preciso pensar em se sustentar ao longo dos anos, buscar a melhoria contínua e essencialmente, estar antenado as mudanças que acontecem. Para isso, contar com seus colaboradores fará a diferença na hora da competição pelo cliente.

Recentemente, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter em um evento sobre empreendedorismo, realizado em Porto Alegre/RS, foi entrevistado por renomados executivos / empreendedores, e um deles lhe perguntou: “Qual o maior patrimônio de um empreendimento?” O Sr. Gerdau não hesitou em respondê-lo: “Há 20 ou 30 anos eu dizia, podem levar todos os meus ativos, mas não levem a minha equipe. Com eles posso fazer tudo melhor de novo. Com dinheiro, você compra todo o conhecimento. Menos as pessoas. Tenho paranóia nesse sentido. “Quando se investe em pessoas, não existe limite para os resultados.

Lembrem-se os colaboradores são os maiores ativos que a empresa tem!

Conquistar a Geração Y é um desafio para as empresas

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Dando continuidade ao post anterior (“Mistura” ou “Conflito” de Gerações nas organizações, qual é o seu caso?), nesta sexta-feira (14/08/2009) li no jornal Zero Hora, uma “continuidade” deste artigo.

O conteúdo deste artigo é um “manual” para que as empresas possam usufruir destes profissionais, também existe uma entrevista com a Eline Kullock, pesquisadora da Gerência Brasil da consultoria Stanton Chase International e presidente do Grupo Foco (consultoria de recursos humanos).

Segue o link deste artigo:

E a sua empresa esta preparada para conquistar a Geração Y?

“Mistura” ou “Conflito” de Gerações nas organizações, qual é o seu caso?

geraçãoLi no jornal Zero Hora, no caderno de Empregos e Oportunidade, neste domingo passado (09/08/2009), um artigo muito interessante, que descreve os desafios das organizações em ter em seu quadro de colaboradores, profissionais de várias gerações. Para algumas organizações que não estão preparadas para esta realidade, ocorre inevitavelmente o “conflito”, mas aquelas que sabem aproveitar em benefício do bem comum, ocorre a “mistura de gerações”!

Leia o artigo, clicando neste link, e avalie qual é o ambiente da organização no qual atualmente esta inserida, e principalmente em qual geração você se enquadra!

Você é da Geração X, Y ou …?

Trabalho + Prazer = sucesso da empresa (Por Sérgio Marques)

Sabe aquele antigo jargão: “Quando você gosta do que faz, não precisa trabalhar”? Pois é, em algumas ocasiões, os maiores clichês são a mais pura verdade.

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Mas da intenção à realidade há uma longa distância, e o grande desafio dos empresários neste século, quando tudo parece acontecer de forma cada vez mais competitiva e acelerada, é fazer com que seus colaboradores realmente sintam-se em casa no ambiente de trabalho, sintam prazer em estar ali.

Como atingir tal situação? Estamos cansados de escutar dicas de especialistas que aconselham às pessoas desenvolverem hábitos saudáveis no cotidiano doméstico, para contrabalançar o estresse do cotidiano profissional, em busca de uma melhor qualidade de vida, visando a evitar problemas de saúde causados pelas pressões sofridas no trabalho. Só que nem sempre a prática de esportes, a alimentação correta e outras atitudes positivas, realizadas fora da empresa, são suficientes para neutralizar as conseqüências do desgaste passado dentro de uma corporação.

Claro que levar uma vida pessoal regrada é sempre benéfico, mas é preciso que essa vida saudável aconteça também durante o exercício profissional. Não se trata de um bicho de sete cabeças. A solução pode ser mais simples do que aparenta. Há várias formas de levar colaboradores a realmente sentirem prazer em suas atividades.

A empresa pode investir em benefícios, incentivos, prêmios, cursos e tantas outras iniciativas que despertem o bem-estar do profissional. Mas tudo isto pode ser ainda insuficiente para fazer com que o ele se “apaixone” pelo seu trabalho. Temos de considerar que um trabalhador apaixonado pelo que faz busca superar qualquer barreira que possa aparecer pela frente. É como uma relação amorosa. Quando existe amor, deseja-se o melhor à pessoa amada. Ao contrário, uma relação desgastada leva as pessoas ao comodismo, tudo parece soar chato, cansativo, difícil.

Há outros recursos que podem ser considerados para criar o clima ideal. A criação de ambientes culturais dentro da empresa, como biblioteca, videoteca, estúdio musical onde os funcionários possam tocar instrumentos e cantar, palco para ensaios de artes cênicas, pode trazer bons resultados. Outras possibilidades são os cursos de idiomas gratuitos; atividades esportivas durante ou após o expediente; uma interrupção rápida das atividades para fazer uma massagem com um especialista. Tudo isso funciona como benefícios diferenciados, complementos aos benefícios “comuns” como vale-refeição, assistência médica etc.

O mais importante é fazer com que o profissional sinta-se à vontade. Isso não quer dizer que ele poderá esquecer seus objetivos e obrigações. Existem as metas, a cobrança, mas estas são mais bem assimiladas quando há uma boa relação entre organização e colaborador. Se esse bom relacionamento estende-se a todo corpo de trabalhadores, não há como dar errado: todos vestem a camisa da empresa, sentem-se parte dela e buscam o seu melhor desempenho.

A dica para o empresário que quer um ambiente de trabalho harmônico é: invista no prazer. Trabalho não significa exercício militar. É preciso cativar, chamar o colaborador para o seu lado. Um ambiente “pesado”, nervoso, pode se tornar o calcanhar de Aquiles quando concorrências se acirram e crises surgem. Será nesses momentos que haverá necessidade de entrega, daquele “algo mais” por parte do trabalhador. E aquele que sentir prazer em trabalhar, será aquele que se doará de forma intensa no momento necessário.

Só para ilustrar, lembremos do Google, onde funcionários não precisam usar terno e gravata, encontram um escritório “descolado” e várias opções de lazer dentro da empresa. Eles fazem da marca a maior do segmento em que atua…

Dica de Filme – Um Domingo Qualquer

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Durante toda sua extensa e vitoriosa carreira, Al Pacino construiu uma persona cinematográfica de respeito, dentro e fora de Hollywood, e foi em Perfume de Mulher que o ator atingiu seu ápice. Dennis Quaid é um tipo experiente que já fez um ótimo trabalho em Longe do Paraíso, e vêm amadurecendo com o tempo. Jamie Foxx é um ator carismático e que já conquistou seu espaço, não só pelo excelente desempenho em Ray. Cameron Diaz nunca fez nada que justifique seu status pop, sendo Coisas Que Você Pode Dizer só de Olhar Pra Ela a única exceção. Aaron Eckhart e Matthew Modine não são mais do que razoáveis. James Woods e Charlton Heston dispensam comentários, o segundo já é lenda.

É apoiado neste elenco estrelar que o diretor e roteirista Oliver Stone (que ainda massageia o ego com pequeno personagem que não influencia em nada na trama) pretende contar a sua versão sobre os bastidores do milionário mundo do futebol americano. A câmera de Stone assume ângulos épicos e capta muito bem o universo do american football, filmando um verdadeiro espetáculo do esporte. O diretor de Nixon, porém, erra em alguns pontos cruciais, e acaba afastando o espectador antes do final da metragem. Os problemas mais recorrentes da carreira do diretor estão aqui: a firula com a câmera, todo aquele malabarismo com efeito especial e personagens sem profundidade, com sentimentos baratos, gratuitos, superficiais.

O roteiro de John Logan e do próprio Stone peca na construção dos personagens. Ou melhor, o texto nem se preocupa com isso. A trama básica envolve um treinador (Pacino) que perde seu capitão e melhor jogador (Quaid) em meio a jogos importantes. Forçado a colocar um substituto, o treinador escolhe o novato William Beaman (Foxx), que rapidamente assume o status pop e vira o grande astro do time. Quando o capitão recupera-se e se coloca a disposição para voltar a jogar, o treinador não pensa duas vezes antes de colocá-lo em campo, só que recebe ordens superiores da autoritária (e “dona” do time) Christina Pagniacci (Diaz) para manter o jovem talento no time.

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Apesar dos deslizes, podem ser retiradas várias lições de Um Domingo Qualquer. O filme pincela uma trajetória interessante sobre a liderança, a criatividade e o trabalho em equipe. Uma delas diz que um bom profissional pode buscar propor novas idéias, não temer os debates, mostrar empenho e competência ao propor estas idéias, saber impor seus argumentos de forma a contribuir para o melhor andamento do ambiente de trabalho. Um bom profissional também deve saber que, se um elemento do grupo erra, todos erram. O mesmo vale para o sucesso. E assim caminha a humanidade.

A presença de um líder pode auxiliar ainda mais no desenvolvimento do trabalho, dando segurança e garantindo a manutenção do mesmo. Não obstante, torna-se essencial o esforço individual para que o grupo caminhe em sincronia rumo ao sucesso. Ademais, sabemos que é papel do líder entender e contribuir para que seus comandados possam alcançar realização e satisfação pessoal. Por outro lado, o líder precisa trabalhar em prol do grupo, buscando aumentar o sentimento de lealdade, comprometimento e confiança entre todos. Para o trabalho equipe funcionar na prática, o líder precisa estar atento e o grupo, consciente de suas obrigações. Depois disso, a criatividade surgirá ao natural, pois um grupo determinado e bem focado dificilmente deixará de alcançar seus objetivos.

Dica de Filme – Combatendo a Falta de Iniciativa

Hoje recebi um e-mail no qual achei muito interessante, comentando sobre como combater a falta de iniciativa!

Segue a abaixo o seu conteúdo na íntegra:

Há 25 anos atrás, quando saí de Brasília e fui fazer Universidade no Rio de Janeiro, meu pai me enviava pelo correio, periodicamente, um artigo chamado “Uma Mensagem a Garcia” – clique neste link”. A essência desse texto é “pegar uma missão e resolver, voltando somente quando ela estiver cumprida”. Numa época que não existia internet, esse texto vendeu milhões de cópias impressas e rodou o mundo inteiro. Pegamos esse mesmo artigo, adaptamos às situações empresariais e gravamos o vídeo “Combatendo a Falta de Iniciativa”. Em pouco tempo ele se tornou o vídeo mais vendido da Link Quality com milhares de cópias vendidas.

Hoje, toda vez que passo uma tarefa para alguém fazer e vejo que ela está desistindo frente aos primeiros obstáculos, levanto da minha mesa, vou na prateleira de filmes, pego o vídeo “Combatendo a Falta de Iniciativa” e peço para ela assistir. Alguns, como já são reincidentes, apenas riem porque já conhecem o conteúdo e falam “deixa comigo”, já entendi e vou resolver.

Seguindo essa linha de trabalhar a atitude dos colaboradores, gravamos também o vídeoComo ser útil para a empresa fazendo mais do que o feijão com arroz, mostrando que, além das qualidades técnicas, as pessoas devem se diferenciar pelas suas qualidades humanas. O outro vídeo, “Grupo dos 5% – fazendo a diferença”, mostra que, se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo da melhor maneira possível, seguramente SOBRAREMOS NA TURMA DO RESTO.

É de gente com Atitude que precisamos nas nossas empresas. Se você não tem, eduque-os, assim como meu pai fez comigo e eu faço com as pessoas que me cercam.

Para assistir os trailers desses vídeos e fazer a sua compra clique neste link.

Capturar

Obrigado e sucesso

Paulo Sauerbronn

Sócio-Diretor da Link Quality Vídeos de Treinamento

www.linkquality.com.br

Dica de Filme – Menina de Ouro

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Poucos cineastas do cinema contemporâneo têm um currículo tão regular como Clint Eastwood. O velhote, apesar de seus 78 anos, ainda anda fazendo coisa boa. O cineasta revelado por Sergio Leone conseguiu dirigir obras-primas durante sua carreira e, mais importante que isso, obras que acabaram servindo de inspiração e exemplo para jovens diretores, como é o caso do clássico western “Os Imperdoáveis” e do romanticamente dramático “As Pontes de Madison“, por exemplo. Essa estabilidade é acentuada ainda mais com obras mais recentes como “Sobre Meninos e Lobos” e os irmãos-gêmeos “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima“. Arriscando se queimar, Clint resolveu filmar um filme sobre boxe. Mas, aí que entra um pequeno erro de conceito. “Menina de Ouro” não é um mero filme sobre o esporte. Eastwood usa toda sua experiência para montar um cenário perfeito e discutir amor, amizade e confiança. E faz isso com autoridade.

Dizer que o legado do “Touro Indomável” de Scorsese poderia trazer problemas para o longa, seria algo natural, visto que o trabalho de Scorsese criou sobre os próximos filmes do gênero, uma espécie de paradigma. Não obstante, Clint foge completamente do estigma proposto por Scorsese, apelando para um tema universal e, inevitavelmente, político. Tudo bem, Clint Eastwood nunca foi um cineasta original e não foi com “Menina de Ouro” que ele se tornou um. Por outro lado, Clint pode contar um Paul Haggis inspirado, que escreveu um roteiro praticamente impecável. Haggis preferiu não esmiuçar todos os ensinamentos que o filme transmite (e eles são muitos), deixando essa parte para o espectador. Paul conseguiu fazer o público pensar, e isso foi fundamental para que o produto final do longa pudesse obter uma lição de moral silenciosa, mas que está lá.

O filme traz a cabo a estória do treinador de boxe Frankie Dunn (Clint Eastwood). Dunn está distante da filha há muito tempo porque ele mesmo é extremamente fechado em seus relacionamentos. Enquanto luta para mudar isso, chega em sua academia a jovem Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), que está determinada a ser treinada a ponto de se tornar uma boxeadora profissional. Mas, antes disso, ela precisa encontrar alguém que realmente acredite em seu potencial e é em Frank que ela vê essa pessoa.

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Apesar de não demonstrar, a estrutura básica do roteiro também fala sobre a importância da autoconfiança, do trabalho em equipe, da perseverança, e, claro, um pouco sobre criatividade. Quando Maggie conhece o professor Dunn, por exemplo, inicia ali um vínculo de amizade muito forte, terno. Isso tudo acaba ocasionando em outros fatores essenciais para o sucesso, como o trabalho em conjunto, algo que os dois parecem determinados a partilhar para alcançarem seus objetivos. Determinados, os dois deixam-se levar pela imaginação, traçando objetivos e metas a serem batidas. A partir daí, nota-se que as coisas começam a melhorar e então já está consolidado um trabalho bem executado.

Apesar do esforço despendido, a recompensa de saber que todo o esforço não foi em vão e que valeu ser persistente supera qualquer dificuldade. É uma sensação a que todos têm direito de experimentar, e é só querer e trabalhar para tanto.