O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense tem seu Sistema de Gestão pela Qualidade recomendado conforme os requisitos da ISO 9001:2008!

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Continuando, a nossa “veia futebolística” com qualidade, ontem, dia 20/05/2010, recebemos uma notícia extraordinária, ou seja: o Sistema de Gestão pela Qualidade do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense foi recomendado conforme os requisitos da ISO 9001:2008!

Agora, no Brasil, possuímos somente três clubes de futebol com este nível de excelência (em ordem alfabética):

Clique neste link e acesse a notícia da recomendação do Sistema Gestão pela Qualidade do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Também aproveitamos, para relembrar das outras notícias que havíamos publicados em nosso WeBlog sobre a preocupação destes clubes de futebol na busca da melhoria contínua dos seus processos junto aos seus associados:

Instituições de ensino no Brasil … com sistemas de gestão certificados pela ISO 9001

Dando continuidade ao artigo / post anterior (clique aqui), no qual apresentamos a NBR 15419:2006 como base para melhorar os sistemas de gestão de instituições de ensino certificadas pela ISO 9001.

Neste post iremos apresentar um levantamento das organizações que estariam aptas a utilizar as orientações contidas nesta norma, ou seja, a NBR 15419:2006.

A partir das informações disponibilizadas pelo website do CB-25, realizamos um levantamento / análise das instituições de ensino com sistemas de gestão certificados pela ISO 9001, considerando:

  • Por UF (Unidades da Federação), e;
  • Por Organismos Certificadores.

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Existem, somente, 66 instituições de ensino no Brasil com sistema de gestão certificado pela ISO 9001!

Segue abaixo os gráficos, assim como estamos disponibilizando a base de dados, ou seja, a relação destas instituições de ensino (clique aqui).

Sua organização faz parte deste grupo?

Se positivo, já estão fazendo uso das orientações contidas na NBR 15419:2006? Quais foram os ganhos / resultados?

Deixe aqui os seus comentários / depoimentos!

Vocês conhecem a ABNT NBR 15419:2006 – Diretrizes para aplicação da ISO 9001:2000 nas organizações educacionais?

Recentemente, quando estive realizando serviços de consultoria / aprendizado no SESI-MT e SENAI-MT, tomei conhecimento de uma norma brasileira de caráter orientativa elaborada no Comitê Brasileiro da Qualidade (ABNT/CB-25):

  • ABNT NBR 15419:2006 – Sistemas de gestão da qualidade – Diretrizes para a aplicação da ABNT NBR ISO 9001:2000 nas organizações educacionais

Apesar desta norma ter vinculo a versão desatualizada da ISO 9001, ou seja, a versão 2000, no seu conteúdo facilita o entendimento e interpretação dos seus requisitos sob o entendimento das organizações envolvidas como setor educacional, utilizando inclusive as terminologias específicas deste setor.

Diversas entidades / organizações que mantém projetos educacionais, entre eles o SENAI e SESI, assim como o Ministério da Ciência e Tecnologia auxiliaram na elaboração desta norma orientativa.

Além do Brasil, também o México, Argentina, Austrália e Espanha já contam com normas voltadas à gestão da qualidade das instituições educacionais. Uma das preocupações do grupo que desenvolveu a ABNT NBR 15419 foi não infringir os princípios estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

A norma mantém o conteúdo da ISO 9001, mas contempla o cotidiano da educação, ou seja, não altera o documento original, apenas acrescenta como as organizações podem aplicar a Gestão da Qualidade nas instituições educacionais, desde universidades e cursos de pós-graduação a escolas de educação infantil e cursos livres.

nbr 15419As organizações de ensino, de acordo com a norma, devem levar em conta os requisitos dos clientes, que expressam suas necessidades ou expectativas em relação ao serviço educacional. Por exemplo, desenvolvimento intelectual, a qualificação profissional, o desenvolvimento de competências e da cidadania, entre outros.

Os registros que devem ser mantidos para provar evidências da conformidade com requisitos e da operação eficaz do Sistema de Gestão da Qualidade envolvem especificidades como matrícula, lista de presença, diário de classe e histórico escolar (para comprovar desempenho e freqüência do aluno) e ainda controle da emissão de certificados e diplomas, entre outros. Exige o comprometimento da Alta Direção em manter uma política da qualidade com foco no cliente.

Independente do atual estágio que as organizações vinculadas ao segmento da educação estejam na busca da melhoria contínua, baseado nos requisitos da ISO 9001, a NBR 15419:2006 serve de base para a busca da efetividade dos seus processos.

No próximo artigo / post (clique aqui) , estaremos publicando as organizações no Brasil que estão aptas a utilizar as orientações contidas nesta norma, ou seja, instituições de ensino já certificadas pela ISO 9001.

E a sua organização está pronta? Deixe aqui os seus comentários.

O papel do empresário na ISO 9001 (Por Ronaldo Costa Rodrigues)

Li um artigo muito bem elaborado, pelo Ronaldo Costa Rodrigues, sobre o verdadeiro papel / função do dono da organização, no que se refere a implementação e principalmente manutenção de um Sistema de Gestão pela Qualidade baseado na ISO 9001.

Neste artigo, Ronaldo desenvolve com a sua habitual mestria uma reflexão inicial, explorando / questionando se a principal função no processo de implementação / manutenção seria realmente o Representante da Direção ou o próprio Diretor.

Infelizmente, presencio “às vezes” em minhas atividades de consultoria que o Dono da empresa se posiciona como na caricatura abaixo, diante das melhorias que são necessárias para atender as necessidades das partes interessadas no sucesso do seu negócio!

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Acesse através deste link o conteúdo na íntegra deste artigo desenvolvido pelo Ronaldo Costa Rodrigues.

E na sua organização, como esta a relação entre o Dono da empresa / organização e o Representante da Direção? Deixe aqui a sua opinião!

Participando da elaboração da norma ISO 9004 em português!

ISO-9001-auditingEsta semana recebi do meu colega / amigo Ronaldo Costa Rodrigues, gestor do Qualiblog, a informação de que a versão 2009 da ISO 9004 (clique aqui para ler uma noticia já publicada em nosso WeBlog, sobre este assunto) esta em Consulta Nacional no site da ABNT!

Acesse, clicando aqui, o post publicado sobre este assunto pelo Ronaldo em seu site, o Qualiblog.

O que precisamos: Gestores da Qualidade ou Gestores de Documentos (Por Luiz Carlos Sá)

Para iniciar este assunto polêmico, gostaria de apresentar uma charge para refletirmos (clique na imagem para ampliar):

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Dando continuidade aos posts anteriores, ou seja:

  • Como preparar um Gestor da Qualidade” (clique aqui para ler novamente este artigo) no qual o Ronaldo Costa Rodrigues apresentava a “receita” de como preparar um verdadeiro Gestor da Qualidade;
  • Muito PIC para implementar um Sistema de Gestão pela Qualidade” (clique aqui para ler novamente este artigo), no qual apresentei uma outra “receita” de como colocar um tempero “apimentado” nos Sistemas de Gestão pela Qualidade, e;
  • RD – Representante da Direção, afinal quais são as atribuições deste profissional?” (clique aqui para ler novamente este artigo), no qual apresentei as verdadeiras atribuições de um RD.

Hoje, tenho a grata satisfação de apresentar um texto sensacional, elaborado pele Luiz Carlos Sá, onde com maestria, discorre sobre um tema extremamente polêmico e contraditório, ou seja, o Gestor da Qualidade ou RD em alguns casos é um:

  • BURRO”GRATA … um gerador de evidências / registros no qual aumenta a sua preocupação em “agradar” os auditores externos nas vésperas de uma auditoria de certificação e / ou de manutenção … ou;
  • Desempenha um papel extremamente importante de “INCENTIVADOR” da Melhoria Contínua (clique aqui para ler novamente este artigo) junto aos colaboradores / funcionários da organização?

Convido-os a analisar este artigo, que segue abaixo, do Luiz Carlos Sá, e tirarem as suas conclusões, principalmente na atual realidade que vocês convivem em suas organizações certificadas.

Boa leitura à todos!

O que precisamos: Gestores da Qualidade ou Gestores de Documentos

Tem sido enorme a contribuição da implantação de sistemas de gestão da qualidade conforme a norma NBR ISO 9001 para a evolução da qualidade dos produtos e serviços. Isto é inegável. Mas um desvio tem se verificado na implantação destes sistemas ou do conceito que as empresas têm quanto ao que é importante quanto ao foco do sistema de gestão da qualidade em si.

Verifica-se que em muitas empresas o foco é dado prioritariamente à manutenção dos documentos do sistema (manuais, procedimentos, instruções e registros) com o objetivo fim de manter a certificação. Quando este deveria ser conseqüência das atividades realizadas pela área ou pessoa responsável pelo SGQ (denominado na maioria das vezes de RD – Representante da Direção). O objetivo principal da área, equipe ou pessoa responsável pela Gestão da Qualidade deve ser o de monitorar o desempenho da empresa e seus processos quanto a qualidade daquilo que fazem ou que produzem. Qualidade aqui no seu sentido mais amplo que é, medir e/ou analisar os resultados contra as especificações e perguntar:

1 – Como podemos fazer melhor? (como eliminar ou reduzir os problemas, como posso tornar o resultado melhor do que já é)

2 – Como podemos fazer mais rápido? (que atividades podem ser otimizadas, reduzidas ou eliminadas, como posso facilitar a execução, reduzir as esperas, os transportes e etc)

3 – Como podemos fazer utilizando menos recursos ou desperdiçando menos? (como posso eliminar as perdas, como posso fazer o mesmo com menos)

Em suma: Melhor, Mais rápido e Mais barato. Os três itens estão fortemente relacionados e não podemos melhorar um em detrimento dos demais.

Estes três questionamentos devem ser preocupação permanente da empresa como um todo é lógico, todos devem se preocupar com isto, mas é a função fundamental da área, equipe ou pessoa responsável pela Gestão da Qualidade conduzir a empresa e as pessoas para este processo, desde a coleta de dados, na proposição de problemas e soluções, na cobrança de ações ou no estímulo das equipes para a busca da melhoria do desempenho.

Mas, infelizmente, não é isso o que vemos. Temos hoje nas empresas profissionais “responsáveis pela qualidade” que se preocupam pura e simplesmente com a manutenção da documentação, execução de auditorias, emissão dos registros exigidos e pronto. São no final das contas burocratas, que entendem muito bem dos documentos, mas não entendem de qualidade, de suas técnicas, suas ferramentas e seus impactos. Isto ocorre não por culpa destes profissionais, pois não foram treinados para isto e não lhes foi dada esta incumbência e muito menos o tempo e equipe para tanto.

Credito a culpa ao entendimento que as pessoas, e aí entra a Direção e gestores da empresa, tem do que é a implantação de um sistema de gestão da qualidade, que normalmente é vendida para as empresas como única e simplesmente a geração de documentos para atendimento dos requisitos da norma e questionamentos dos auditores. E aí, o que importa é gerenciar e cobrar o seguimento destes documentos. Colocamos então um “RD” que fica manipulando e cobrando a emissão de papéis, planilhas e demais formalidades e detalhes, enquanto os processos cospem problemas, multiplica-se em desperdícios e apresentam produtividade insignificante (produtividade esta muita das vezes engessada pela própria burocracia do sistema de gestão implementado).

Não, o que precisamos é de gestores da qualidade e não de gestores de Sistemas de Gestão da Qualidade, os famigerados “RDs”. Para tanto precisamos mudar a cultura das empresas, a cultura dos profissionais de consultoria e a cultura vigente quanto ao formato adequado do sistema de gestão da qualidade, saindo de algumas ideias que nos acompanham desde os primórdios como boas práticas ou práticas “exigidas”, para um olhar novo sobre como implementar os requisitos da norma NBR ISO 9001, gerando os controles, dados e meios necessários para a melhoria contínua do desempenho da empresa.

Como poderia ser uma nova ISO 9001 (Fonte: Qualiblog – Ronaldo Costa Rodrigues)

CapturarVocês já conhecem o WeBlog chamado Qualiblog? Pois bem é o blog sobre Gestão da Qualidade e ISO 9001 mais lido do BRASIL!

Este WeBlog é “gerenciado” pelo meu amigo e colega Ronaldo Costa Rodrigues!

Aproveitando o artigo / post que publicamos sobre a nova versão da ISO 9004, a ISO 9004:2009 (clique neste link para acessar o seu conteúdo) … gostaria de convidá-los para lerem um artigo muito bem elaborado pelo americano David Hoyle que foi publicado neste WeBlog (clique neste link) que descreve uma “projeção”, ou seja, David Hoyle explica as mudanças que foram feitas na ISO 9004 e o que elas poderiam querer dizer para a ISO 9001 em sua próxima versão, ou seja, a ISO 9001:2014!

A tão aguardada versão 2009 da ISO 9004 foi publicada, sim a ISO 9004:2009!

Recebemos a partir do newsletter da ISO, ontem (10/11/2009) que versão 2009 da ISO 9004 foi publicada, sim agora a família de normas ISO 9000 estão todas nas versões mais atualizadas, ou seja:

  • ISO 9000:2005 – Sistema de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulários;
  • ISO 9001:2008 – Sistema de Gestão da Qualidade – Requisitos, e;
  • ISO 9004:2009 – “Managing for the sustained success of an organization – A quality management approach”

Faço questão de citar o seu título em inglês, pois a mesma ainda não foi oficialmente traduzida para o português!

Mas podemos arriscar em uma tradução informal, concordam?

“Gerenciamento do sucesso sustentado de uma organização – Uma abordagem de gestão da qualidade” – esta é nossa tradução!

É esta nova versão, apesar de ser orientativa, ou seja, não é certificável … infelizmente … vai dar o que falar nestes próximos anos que se seguem, pois fazer com que uma organização obtenha sucesso sustentado é um grande desafio, pois a maioria dos empresários, pelo menos no Brasil, não possuem total conhecimento da abrangência do conceito de sustentabilidade, vide um artigo que publicamos sobre este assunto recentemente, clique neste link para acessar o seu conteúdo!

Localizei na rede um arquivo muito bem elaborado pelo consultor, Sr. Bob Alisic da consultoria ActinQ, esta apresentação foi realizada em maio de 2008, no INLAC – World Quality Forum. Sendo que por coincidência é o líder do grupo de trabalho responsável pela ISO 9004:2009 na ISO, conforme citado no newsletter da ISO, que foi enviado ontem (10/11/2009). Clique neste link e tenha acesso a este material, vale a pena!

Nestes dois links a seguir, vocês iram ter acesso ao newsletter da ISO, em inglês e com uma tradução “grosseira” do tradutor do Google:

Na seqüência estaremos publicando informações adicionais, por exemplo, quando esta versão, ou seja, a ISO 9004:2009 estará traduzida oficialmente para a língua portuguesa, tornando-se uma NBR ISO 9004:2009.