O que é a RDC 59/2000? (Fonte: www.so.com.br)

CapturarA RDC 59 de 27 de junho 2000 é um conjunto de requisitos exigidos pela ANVISA para que os fabricantes e distribuidores de produtos médicos e odontológicos adotem em suas empresas. Em outras palavras, é um Sistema de Gestão da Qualidade.

A RDC 59 da ANVISA foi publicada em três módulos:

– Introdução (abrangência e definições)

– Requisitos, que são as obrigações (exigências) que as empresas devem adotar.

– Lista de Perguntas (Check List) para ser utilizado pelos Inspetores da ANVISA e pelos auditores internos da empresa em suas auditorias e na Auto-Inspeção feita pela empresa.

O título original da RDC 59 da ANVISA é “Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos”, mas pela falta de uma resolução específica para distribuidores, a ANVISA emite certificados com o título de Boas Práticas de Distribuição de Produtos Médicos. Sendo assim, a RDC 59 da ANVISA é aplicada tanto nos Fabricantes quanto nos Distribuidores. Na prática, alguns requisitos não são exigidos para os Distribuidores.

Nota: na Lista de Perguntas (Check List) não existe um bloco de perguntas voltado para as Distribuidoras, existe somente para os Fabricantes e para Importadoras. No caso dos Distribuidores, fica a critério de cada inspetor decidir quais perguntas serão consideradas aplicadas.

A grande dificuldade de implantar a RDC 59 da ANVISA é a mesma dificuldade de implantar outros sistemas da qualidade, tal como a ISO 9001, ou seja, a dificuldade está na elaboração dos Procedimentos (muitas vezes chamados de POPs) e nos Registros (que são os formulários). A resolução RDC 59 da ANVISA, assim como todas as Normas de Sistemas da Qualidade diz apenas o que deve ser feito e não como fazer, e é exatamente “como fazer” que é um Procedimento.

A RDC 59 da ANVISA tem um agravante durante as inspeções da ANVISA, que é a falta de padronização dos inspetores. Digo inspetores porque eles mesmos assim o definem, uma vez que auditores (que seria o correto) exige certa “qualificação” conforme definido na norma Norma NBR ISO 19011 (Diretrizes para Auditorias de Sistema de Gestão da Qualidade e/ou Ambiental). Por melhor que esteja o Sistema da Qualidade implantado, ou seja, por melhor que estejam os procedimentos e registros, alguns inspetores vão fazer a velha pergunta utilizada no século passado pelos auditores: “Onde está escrito isto que você disse”, fazendo assim, uma volta ao passado na forma de elaborar procedimentos.

A RDC 59 da ANVISA requer ajuda na implantação por profissionais qualificados (consultores), ou seja, experientes e com habilidades para transmitir conhecimento. Nota: o fato de um consultor ter certificado uma ou duas empresas não quer dizer que ele vai certificar a sua, pois, muitas inspeções são realizadas sem grandes exigências em função do perfil do inspetor da ANVISA, e pode ser que na sua, você tenha o azar de ter um inspetor da ANVISA muito exigente.

Outro fator importante na implantação da RDC 59 da ANVISA, é a equipe de colaboradores da empresa que será responsável pela utilização e adequação dos Procedimentos e Registros. Se a equipe é formada por profissionais de baixa competência, o tempo de implementação será maior e o resultado na inspeção será pior, pois, muitas vezes os colaboradores não sabem dar uma resposta ao inspetor porque esqueceu em qual Procedimento está documentado o assunto relacionado com a pergunta e em outros casos, o colaborador acha que não está documentado, mas estava.

Dica de Vídeo – O Problema não é meu!

A partir deste “post”, estaremos apresentando “dicas” de vídeo, normalmente disponibilizadas através do You Tube.

Hoje, durante um treinamento que ministrei no SENAI-MT, um dos participantes, convidou-me a assistir um vídeo da SIAMAR. O título do vídeo é sugestivo: O problema não é meu!

Assisti ao referido vídeo, e percebi o quanto somos “complicados”, principalmente quando não queremos assumir responsabilidades, no qual teríamos obrigação de tê-las!

Convido à todos a refletir sobre o conteúdo deste vídeo … são somente 7 minutos de duração!

No mínimo, após assistir … teremos interesse em contratar o cachorro para ser colaborador da nossa empresa (rsrs)!

Organize-se e vença a batalha com os papéis!

muitopapelNão deixe que sua mesa se transforme numa “montanha” de papéis.

Com o avanço da tecnologia, imaginava-se uma redução na quantidade de papéis no ambiente das empresas. No entanto, não foi bem isto que aconteceu. A quantidade de informações, hoje, produz montanhas de papéis, quando não mencionamos a quantidade de informações eletrônica que armazenamos em nossos computadores, mas isto é assunto para outro “post”!

Todo dia lidamos com tarefas que se desdobram e materializam registros em papel. Parte de nosso precioso tempo é gasto em tarefas deste tipo: gerando, analisando ou encaminhando.

Na atual dinâmica que marca a velocidade das informações geradas e recebidas, um dia que você fique sem trabalhar com as informações recebidas, por exemplo, pode ser capaz de provocar um acúmulo grande na papelada.

Especialistas em administração do tempo esclarecem que se você estiver gastando mais que 30% de seu tempo diário com atividades desse tipo, sua situação é crítica e requer uma atitude imediata.

Para vencer esta batalha, primeiro você precisa saber quanto tempo gasta com esta atividade, para depois definir uma metodologia para lidar com o problema.

É preciso reconhecer que nem todo documento pode ser jogado; muito pelo contrário, deve ser guardado, de forma organizada, por conta das obrigações legais.

Por outro lado, não há como deixar de apontar que uma grande quantidade de papel, sem relevância, é armazenada por conta do receio de se desfazer de informações que poderão (veja bem: poderão!) ser úteis no futuro.

É preciso disciplina no dia-a-dia para não deixar que a mesa se transforme numa “montanha de papéis”. Deve-se deixar nela apenas o essencial.

Mas o que é essencial? A resposta é particular de cada pessoa. Considere todas as tarefas e qual tipo de informação você precisa ter para fazer seu trabalho. Sua resposta condiz com a realidade?

Muitas vezes, você recebe cópia de documentos sem utilidade. Talvez isto aconteça por formalidade burocrática.

Assim, ao receber algum documento que não tenha relação com seu trabalho, não guarde cópia dele, fale com seu destinatário e questione tal procedimento.

Caso não faça isto, continuará recebendo informação sem solicitar e o simples fato de reservar um tempo para analisá-la, por menor que seja, resultará em tempo desperdiçado.

Comece também a classificar os documentos como “importante”, “urgente”, “normal”, “simples informação”, “arquivo”; crie classificações adequadas a seu estilo de trabalho. Ainda sobre estilo, é importante que as pessoas que participam de sua equipe conheçam seu estilo para se adequarem a ele.

Evite ficar retomando o mesmo assunto. Quando pegar algo para fazer, trabalhe até resolvê-lo por definitivo. Gastar um pouco de seu tempo hoje, mais um pouco amanhã e assim por diante é sinal que você está enrolando a si mesmo. Diga não ao adiamento!

Outra dica é destinar uma parte de seu tempo para atividades desse tipo. Organize-se e defina um espaço em sua agenda especialmente para isto.

Veja também que nem tudo é preciso ser colocado no papel, criando documentos. Muita coisa pode ser resolvida com uma simples ligação telefônica ou conversa pessoal.

Quando receber um documento que necessite de um despacho seu, ao invés de criar um novo para oferecer a resposta, use o mesmo: encontre um espaço vago nele ou use o verso. Desta forma, você economiza tempo, trata do assunto no mesmo documento e evita um amontoado de papéis.

Estas foram apenas algumas dicas para tornar seu dia-a-dia mais organizado e produtivo. Além delas, existem muitas outras. A adoção é simples e não requer investimento financeiro, basta, apenas, mudança de comportamento, algo que depende exclusivamente de você.