Promessas “vazias” para serem cumpridas em 2010!

QUINO o mesmo barcoRecentemente li um artigo do Sebastião de Almeida Júnior, publicado no website www.administradores.com.br, dedicado a quem trabalha para que o próximo ano, 2010, seja melhor do que o atual!

No artigo ele cita os riscos de promessas “vazias” na apresentação das estratégias para um novo ciclo de planejamento estratégico, com muita emoção e sem consistência, gerando descrédito junto aos colaboradores.

Em uma determinada sequencia de parágrafos, ele aborda com maestria que não podemos colocar a nossa empresa / planejamento estratégico por “água abaixo” em função de “ventos considerados favoráveis ou não”, ou seja, novas ameaças / oportunidades não identificadas na fase de SWOT.

Abaixo segue o link do artigo.

E você, o que acha destas considerações / alertas / recomendações do Sebastião de Almeida Júnior?

Aguardamos os comentários de vocês!

Eu gosto é do espelho! Transtorno da Personalidade Narcisista (Por Patrícia Prigol)

narcisoSegundo o psicanalista David E. Zimerman, no livro Psicanálise em Perguntas e Respostas, Verdades, Mitos e Tabus, certo narcisismo faz parte da etapa evolutiva de todo ser humano podendo se prolongar ao longo de toda vida com características absolutamente normais e sadias, porquanto estão representando um bom nível de autoestima, uma expressão de a pessoa gostar de si mesma uma vaidade e um orgulho próprio pelo reconhecimento de seus valores e progressos reais. Em contrapartida, existe uma alta probabilidade de que as manifestações narcisistas fiquem tão exacerbadas que adquiram uma característica patológica, com transtornos no pensamento e na conduta, como retratam os seguintes aspectos:

Acentuado egocentrismo do sujeito: tudo e todos devem girar em torno do “seu umbigo”.

Dificuldades em ter consideração e amor pelas outras pessoas: o narcisista somente ama a quem o ama de forma incondicional.

O orgulho normal se transforma em arrogância e prepotência.

A tolerância à frustração é baixíssima.

No entanto, os transtornos narcisistas podem se manifestar por outra faceta: a de uma fragilidade tal que qualquer frustração deixa o sujeito aniquilado; a autoestima dele é altamente instável, de modo que oscila rapidamente de um polo para outro (sou o melhor ou sou o pior; sou o mais bonito ou sou o mais feio, etc.).

Em relação ao tratamento psicanalítico, com alguns pacientes, a análise fracassa porque o narcisismo exagerado os leva a provar que nem a análise e muito menos o analista conseguem algo com ele (na base do “comigo ninguém pode”). Entretanto, outros pacientes com transtorno narcisista de personalidade que têm uma parte de seu psiquismo disposta a fazer mudanças, às vezes, conseguem resultados analíticos altamente gratificantes.

A caracterização da personalidade narcisista, apresentada por David E. Zimerman nos auxilia a compreender melhor o perfil psicológico dessas pessoas e sua dinâmica de funcionamento, tanto para identificação de um possível quadro patológico quanto para o manejo com esses indivíduos que, muitas vezes, fazem parte do nosso convívio, seja no âmbito do trabalho, na família e/ou nas relações sociais.

Geralmente identificamos um narcisista quando este não aceita ser contrariado, demonstrando expressiva dificuldade para lidar com a diversidade de opiniões e com as diferentes escolhas que as pessoas podem fazer. Mostram-se muito aborrecidos quando um pensamento ou atitude contrária à deles se faz presente. Eles tentam mascarar sua dificuldade através de uma crença mística ou religião. Assim, os narcisistas encontram uma justificativa para o seu insucesso nas relações, normalmente projetando ou transferindo sua incapacidade para os outros. O exemplo: as outras pessoas é que fracassam em atender às suas expectativas. São, para o narcisista, de pouca inteligência ou de pouca confiabilidade.

O ponto fraco do narcisista é, portanto, a dificuldade em estabelecer vínculos reais, baseados numa relação que denominamos de mão dupla, onde a empatia se mostra presente numa postura de respeito e consideração ao outro. Assim, as relações para o narcisista normalmente se mostram superficiais, baseadas numa avenida de mão única, onde as principais manobras acontecem por meio do poder de manipulação e persuasão, ou pelo poder de coerção e intimidação. Se você pensar e agir diferentemente da vontade de um narcisista, prepare-se: será imediatamente descartado!

Para aqueles que convivem com pessoas narcisistas, a dificuldade está em preservar sua individualidade, seus interesses e motivações. Todo narcisista se mostra invasivo e dominador. E normalmente se relaciona com pessoas que possuem baixa autoestima (ou o contrário, dependendo da sua dinâmica psicológica) para poder exercer fascínio e domínio sobre elas. Muitos narcisistas apresentam uma atuação perversa na medida em que não pensam duas vezes se suas manobras poderão ferir ou magoar a pessoa “amada”.  Existe um único grande amor para o narcisista: o seu próprio espelho. E todo espelho que refletir outra imagem, que não a dele, será substituído com frieza e falta de pudor. Colocar-se no lugar do outro? Para o narcisista é algo que não condiz com a sua capacidade. Por isso muitos não se tratam, porque não se veem com nenhuma limitação e não percebem que essa autoestima exacerbada pode lhes trazer sério prejuízo. O que ocorre frequentemente é o fato daqueles que convivem com esta personalidade precisarem de ajuda psicológica para aprender a se preservar e a preservar o seu espaço, sem se deixar afetar negativamente por este funcionamento.

Gestão do Conhecimento (Por Maria de Lurdes Fontana)

31_7d8a2102a_km-imageA Gestão do Conhecimento é um sistema que cria rotinas para que o conhecimento seja compartilhado entre as pessoas em diferentes níveis e ambientes. É um processo que necessita ser explorado, explicado, registrado e disseminado de maneira que as pessoas possam aprender “fazendo”.

Existe o conhecimento próprio das pessoas que aprendem com outras pessoas sem ter necessidade de frequentar bancos escolares. A ignorância não está correlacionada com o fato do individuo não ter estudado, mas é quando o individuo não conhece ou não tem acesso a determinado assunto.

Sabemos que há pessoas que possuem conhecimento acumulado que é adquirido através das gerações. O exemplo disso são nossos avós que pouco estudaram e detém uma sabedoria quanto ao modo de viver, aos fatores relacionados ao tempo e ao clima. Sabem quando chove apenas observando os animais ou a natureza. Por outro lado, vemos muitos jovens que abandonam os estudos para dar prioridade ao trabalho.

É claro que as necessidades de gerar recurso financeiro vêm antes do fato de fazer investimentos em educação. Porém, quanto mais conhecimento mais acessibilidade aos recursos e vantagens de aprender fazendo. É um circulo virtuoso. Aprimora-se, aplica-se e aprende-se. Quando mais aplicável é o conhecimento mais segurança. Os indivíduos seguros são menos propensos a fracassos, tendem a arriscar mais, são mais criativos, proativos e resolutivos. Obtém vantagens e visão de longo prazo.

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

Credit Suisse projeta cenário positivo para a economia brasileira nos próximos anos!

Recebemos do nosso cliente, a Sitmed Equipamentos Hospitalares Ltda., através do seu Diretor, o Sr. Miguel Mazzocco, um arquivo / relatório publicado pelo Credit Suisse, projetando um cenário para a economia brasileira para os próximos anos!

Este documento foi publicado em dezembro de 2008, mas podemos até comparar / confirmar com a atual realidade, ou seja, o que já se tornou realidade neste final de ano em função do que foi projetado!

Segue o link deste relatório.

Também, segue um link de uma notícia recente deste assunto, no website da InfoMoney, ou seja, o novo relatório desta instituição financeira:

http://web.infomoney.com.br/templates/news/view_rss.asp?codigo=1732697&path=/investimentos/

Auto-estima influencia a qualidade de vida (Por Por Patrícia Prigol)

auto-ajuda-aprenda-ter-poder-decisao-460x345-brA auto-estima de uma pessoa inclui a avaliação subjetiva que ela faz de si mesma como sendo essencialmente positiva ou negativa, em algum grau e baseada nas suas vivências (as experiências que trouxeram um significado importante na formação de sua auto-imagem), além do reconhecimento das suas capacidades e limitações.

Uma boa auto-estima faz com que a pessoa esteja conectada com a realidade e assim possa identificar as possibilidades e oportunidades que levarão ao alcance de seus objetivos. As pessoas que possuem uma boa auto-estima estão, normalmente, muito mais focadas em seus objetivos e em resultados do que em situações ou fatos.

Sabe-se, contudo, que esse sentimento é construído a partir das experiências que se tem no decorrer do desenvolvimento da pessoa. E os acontecimentos que podem aparecer durante esse processo são, também, determinantes para que a pessoa tenha ou não uma boa auto-estima. Sendo assim, a auto-estima pode ser constituída como uma característica permanente da personalidade ou como uma condição psicológica temporária, ligada aos acontecimentos que surgem na vida e que podem lhe afetar de maneira positiva ou negativa.

A pessoa pode também “perder” temporariamente sua boa auto-estima quando influenciada por situações que a afetaram negativamente. Pessoas com baixa auto-estima apresentam, em sua fala, um discurso carregado de negativismo, acompanhado de uma desqualificação de seu potencial e capacidades. Geralmente enxergam mais os impedimentos do que as oportunidades apresentadas pela vida. Decorrentes a essas características estão muitos problemas emocionais que limitam a vida das pessoas. Os vínculos podem se mostrar empobrecidos na medida em que ela se sente incapaz de estabelecer relações saudáveis e produtivas. Suas escolhas são afetadas, tendo, na maioria das vezes, dificuldade de relacionamento com seu parceiro. Problemas com a auto-estima também provocam conflitos entre cônjuges repletos de ciúmes, disputas de poder, competição e rivalidade. Também são comuns disfunções sexuais e transtornos alimentares relacionados ao caso.

O tratamento mais indicado para esses casos é a psicoterapia. Existem técnicas diferentes, entretanto, cabe a cada pessoa informar-se a respeito para poder encontrar o tratamento apropriado às suas necessidades. Os casos de quem tem procurado a ajuda de profissionais para tratamentos e o perfil dessas pessoas é bem variado. Homens e mulheres possuem problemas relacionados ao amor próprio.

Manter-se atento aos próprios pensamentos e ações tomados diariamente, pode ser um excelente caminho para que a pessoa identifique quando apresentar dificuldades ao lidar com sua rotina e suas adversidades. Quando a tolerância à frustração diminui, significa que é o momento para procurar ajuda e resgatar o equilíbrio perdido. Monitorar pensamentos, estados de humor e atitudes tomadas é um caminho seguro e eficiente no combate tanto do estresse, quanto da baixa auto-estima.

No ambiente profissional, quem possui boa auto-estima tende a ser mais seguro e adaptativo ao ambiente. São pessoas mais flexíveis diante de conflitos de ordem interpessoal que necessitam de resoluções baseadas em habilidades pessoais. Assim, possuem mais chances de serem promovidas pelo desenvolvimento de suas competências ou de tolerar frustrações neste processo. Uma pessoa que se valoriza, além de render mais no trabalho, não perde o foco em seu projeto de vida. Por isso tem mais probabilidade de sucesso. 

Alguns casos de baixa auto-estima ocorrem por pressão demais ou desvalorização no emprego. Um exemplo é o assédio moral, que afeta fortemente os indivíduos. Os danos causados levam muitas pessoas a quadros de depressão, tendo de recorrer a ajuda médica e psicológica a até intervenções hospitalares.

Rivalidade (Por Maria de Lurdes Fontana)

normal-5-2008-03-22-11-46-26Rivalidade é uma ação entre rivais. Os rivais geralmente são opositores que defendem os atos e princípios motivados por preferências pessoais nas esferas da razão pela emoção.

A rivalidade esta presente nas famílias, na sociedade e nas empresas. O sentimento de “pertença” por determinada posição hierárquica ou por preferências de time ou grupo, trazem sérias desavenças embasadas pelo ódio entre pessoas, sem distinção de idade, sexo e posição social.

A rivalidade existe desde o início da humanidade, nas lutas de poder, raciais e religiosas, onde um “deveria” excluir o outro, e como mérito, entregava o derrotado como um troféu.

Na situação atual não é muito diferente. A rivalidade faz vítimas no trânsito, quando há rachas no intuito de “mostrar” o braço e a potência do carro. Quando há grupos radicais que defendem suas teses sobre religião, raça e sexo. A rivalidade entre o Ser e o Poder. O subjugo da força de alguém em prol de ganhos financeiros na venda de drogas, demonstra o poder de ter mais rivalidade.

Nestes últimos dias, tenho me debruçado a entender a rivalidade gaúcha entre colorados e gremistas. São torcidas fortes de cores fortes. Mas, é estranho aceitar perder para o outro não ganhar. Principalmente porque em se tratando de jogo o básico é vencer, sempre. É no mínimo um fenômeno que incomoda os céticos do futebol e o que dirá os adeptos à ética. Tem regras no futebol, que fogem das regras habituais do cotidiano. É o mesmo que perder o emprego para ver o rival desempregado. Isso não funciona, mas acontece!

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

O que precisamos: Gestores da Qualidade ou Gestores de Documentos (Por Luiz Carlos Sá)

Para iniciar este assunto polêmico, gostaria de apresentar uma charge para refletirmos (clique na imagem para ampliar):

burocracia

Dando continuidade aos posts anteriores, ou seja:

  • Como preparar um Gestor da Qualidade” (clique aqui para ler novamente este artigo) no qual o Ronaldo Costa Rodrigues apresentava a “receita” de como preparar um verdadeiro Gestor da Qualidade;
  • Muito PIC para implementar um Sistema de Gestão pela Qualidade” (clique aqui para ler novamente este artigo), no qual apresentei uma outra “receita” de como colocar um tempero “apimentado” nos Sistemas de Gestão pela Qualidade, e;
  • RD – Representante da Direção, afinal quais são as atribuições deste profissional?” (clique aqui para ler novamente este artigo), no qual apresentei as verdadeiras atribuições de um RD.

Hoje, tenho a grata satisfação de apresentar um texto sensacional, elaborado pele Luiz Carlos Sá, onde com maestria, discorre sobre um tema extremamente polêmico e contraditório, ou seja, o Gestor da Qualidade ou RD em alguns casos é um:

  • BURRO”GRATA … um gerador de evidências / registros no qual aumenta a sua preocupação em “agradar” os auditores externos nas vésperas de uma auditoria de certificação e / ou de manutenção … ou;
  • Desempenha um papel extremamente importante de “INCENTIVADOR” da Melhoria Contínua (clique aqui para ler novamente este artigo) junto aos colaboradores / funcionários da organização?

Convido-os a analisar este artigo, que segue abaixo, do Luiz Carlos Sá, e tirarem as suas conclusões, principalmente na atual realidade que vocês convivem em suas organizações certificadas.

Boa leitura à todos!

O que precisamos: Gestores da Qualidade ou Gestores de Documentos

Tem sido enorme a contribuição da implantação de sistemas de gestão da qualidade conforme a norma NBR ISO 9001 para a evolução da qualidade dos produtos e serviços. Isto é inegável. Mas um desvio tem se verificado na implantação destes sistemas ou do conceito que as empresas têm quanto ao que é importante quanto ao foco do sistema de gestão da qualidade em si.

Verifica-se que em muitas empresas o foco é dado prioritariamente à manutenção dos documentos do sistema (manuais, procedimentos, instruções e registros) com o objetivo fim de manter a certificação. Quando este deveria ser conseqüência das atividades realizadas pela área ou pessoa responsável pelo SGQ (denominado na maioria das vezes de RD – Representante da Direção). O objetivo principal da área, equipe ou pessoa responsável pela Gestão da Qualidade deve ser o de monitorar o desempenho da empresa e seus processos quanto a qualidade daquilo que fazem ou que produzem. Qualidade aqui no seu sentido mais amplo que é, medir e/ou analisar os resultados contra as especificações e perguntar:

1 – Como podemos fazer melhor? (como eliminar ou reduzir os problemas, como posso tornar o resultado melhor do que já é)

2 – Como podemos fazer mais rápido? (que atividades podem ser otimizadas, reduzidas ou eliminadas, como posso facilitar a execução, reduzir as esperas, os transportes e etc)

3 – Como podemos fazer utilizando menos recursos ou desperdiçando menos? (como posso eliminar as perdas, como posso fazer o mesmo com menos)

Em suma: Melhor, Mais rápido e Mais barato. Os três itens estão fortemente relacionados e não podemos melhorar um em detrimento dos demais.

Estes três questionamentos devem ser preocupação permanente da empresa como um todo é lógico, todos devem se preocupar com isto, mas é a função fundamental da área, equipe ou pessoa responsável pela Gestão da Qualidade conduzir a empresa e as pessoas para este processo, desde a coleta de dados, na proposição de problemas e soluções, na cobrança de ações ou no estímulo das equipes para a busca da melhoria do desempenho.

Mas, infelizmente, não é isso o que vemos. Temos hoje nas empresas profissionais “responsáveis pela qualidade” que se preocupam pura e simplesmente com a manutenção da documentação, execução de auditorias, emissão dos registros exigidos e pronto. São no final das contas burocratas, que entendem muito bem dos documentos, mas não entendem de qualidade, de suas técnicas, suas ferramentas e seus impactos. Isto ocorre não por culpa destes profissionais, pois não foram treinados para isto e não lhes foi dada esta incumbência e muito menos o tempo e equipe para tanto.

Credito a culpa ao entendimento que as pessoas, e aí entra a Direção e gestores da empresa, tem do que é a implantação de um sistema de gestão da qualidade, que normalmente é vendida para as empresas como única e simplesmente a geração de documentos para atendimento dos requisitos da norma e questionamentos dos auditores. E aí, o que importa é gerenciar e cobrar o seguimento destes documentos. Colocamos então um “RD” que fica manipulando e cobrando a emissão de papéis, planilhas e demais formalidades e detalhes, enquanto os processos cospem problemas, multiplica-se em desperdícios e apresentam produtividade insignificante (produtividade esta muita das vezes engessada pela própria burocracia do sistema de gestão implementado).

Não, o que precisamos é de gestores da qualidade e não de gestores de Sistemas de Gestão da Qualidade, os famigerados “RDs”. Para tanto precisamos mudar a cultura das empresas, a cultura dos profissionais de consultoria e a cultura vigente quanto ao formato adequado do sistema de gestão da qualidade, saindo de algumas ideias que nos acompanham desde os primórdios como boas práticas ou práticas “exigidas”, para um olhar novo sobre como implementar os requisitos da norma NBR ISO 9001, gerando os controles, dados e meios necessários para a melhoria contínua do desempenho da empresa.

Vida sustentável, pensando no futuro, refletir….

Hoje, terça-feira recebi através de um e-mail do nosso amigo Fernando Amaral Torres, uma reflexão sobre que tipo de “herança” vamos deixar para o planeta.

Abaixo, segue na íntegra o texto:

Para quem tem filhos ou pretende ter…

A charge logo a baixo traduz bem uma distorção que atualmente existe em nossa sociedade. (Clique na figura, para ampliar)

19692009

A seguir apresentamos uma “pergunta” que foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável: (Clique na figura, para ampliar)

sobre filhos


Casos de professores agredidos verbalmente e até fisicamente por alunos só não estão mais presentes na mídia porque, de tão freqüentes, nem se registram mais Boletins de Ocorrência e, além disso, os repórteres teriam de ficar de plantão só nas escolas.

A educação dos filhos saiu da pauta dos pais há um bom tempo. Hoje, a TV, o vídeo-game, a rua, os “coleguinhas” assumiram esse papel. A falta de tempo pra ficar com os filhos é rapidamente preenchida pela quantidade de presentes e pelo preço destes também!

Cuidar do planeta nem precisa dizer que é obrigação de cada um! E cuidar dos filhos?!

Ele chama a atenção para uma das questões mais urgentes na nossa sociedade: formação, valores. Não adianta delegar essas funções à escola, ao professor. Essa é missão fundamental da FAMÍLIA.

Os professores podem e devem fazer o mesmo, mas pelas SUAS FAMÍLIAS. Escola é lugar de desenvolver habilidades, adquirir conhecimento, formar profissionais.

Lavagem verde (Por Tatiana Wegner Ypsilanti)

greenwashedLi um artigo na Revista Seleções do mês de novembro de 2009 (página 33), que fala sobre a “Lavagem verde”, a autora, Mariusa Colombo, que é bióloga e professora da Unisinos (RS), comenta o engano que os selos colocados nas embalagens dos produtos podem ocasionar para o consumidor, a lavagem é como se o “produto tomasse um banho verde”.

Geralmente esses selos fazem com que o consumidor pense e até creia que está fazendo sua parte com o meio ambiente, já que estas figuras passam uma imagem assim, sem que isso seja real!

É como se o produto fosse empacotado em uma embalagem de presente “orgânica”, limpando a consciência da gente…

Existe um website que fala mais a respeito dos sete pecados da lavagem verde (http://sinsofgreenwashing.org/findings/greenwashing-report-2009/).

Além disso, existem definições, como exemplo típico a palavra biodegradável, que no dia-a-dia as pessoas mal percebem que não entendem o significado verdadeiro desta palavra e o que isso significa para o meio ambiente.

As pessoas acreditam que o produto biodegradável pode ser descartado em qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer quantidade e sem o mínimo de cuidados. Mas não é bem assim, como a definição1 mesmo diz o material biodegradável pode ser decomposto, isso não significa que sempre será, pois existe uma série de fatores que contribuem para uma degradação ótima, como por exemplo, concentração, temperatura, pH, umidade etc.

1Biodegradável é todo material que após o seu uso pode ser decomposto pelos microorganismos usuais no meio ambiente. Desta forma o material quando se decompõe, perde as suas propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente. É uma qualidade que a sociedade atual exige de determinados produtos como, por exemplo, de detergentes, de sacos de papel, de embalagens diversas, etc. Assim diminui-se o impacto das manufaturas do homem sobre o meio ambiente.

Caído na calçada (Por David Coimbra)

Na sexta-feira passada recebi através de um e-mail da nossa amiga Emilene Brum Garske, um texto muito lindo, escrito pelo jornalista, comentarista e escritor David Coimbra. O texto conta uma história verdadeira que aconteceu no ano passado, no mês de setembro de 2008. Um verdadeiro exemplo de que o principal valor que podemos deixar para os nossos filhos é a ética em nossas atitudes, ou seja, o exemplo das nossas atitudes. O que adianta sermos ricos materialmente, se não deixarmos uma herança de valores para os nossos filhos.

Abaixo, segue na íntegra o texto:

Ontem saí de casa mais cedo do que o normal e a temperatura era amena de primavera e o dia estava amarelo e azul e do som do meu carro se evolava o rock suave da Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.

Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói. Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.

Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.

O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.

Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.

A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.

A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.

Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.

* Texto publicado no dia 26/09/2008 na página 3 de Zero Hora