Rivalidade (Por Maria de Lurdes Fontana)

normal-5-2008-03-22-11-46-26Rivalidade é uma ação entre rivais. Os rivais geralmente são opositores que defendem os atos e princípios motivados por preferências pessoais nas esferas da razão pela emoção.

A rivalidade esta presente nas famílias, na sociedade e nas empresas. O sentimento de “pertença” por determinada posição hierárquica ou por preferências de time ou grupo, trazem sérias desavenças embasadas pelo ódio entre pessoas, sem distinção de idade, sexo e posição social.

A rivalidade existe desde o início da humanidade, nas lutas de poder, raciais e religiosas, onde um “deveria” excluir o outro, e como mérito, entregava o derrotado como um troféu.

Na situação atual não é muito diferente. A rivalidade faz vítimas no trânsito, quando há rachas no intuito de “mostrar” o braço e a potência do carro. Quando há grupos radicais que defendem suas teses sobre religião, raça e sexo. A rivalidade entre o Ser e o Poder. O subjugo da força de alguém em prol de ganhos financeiros na venda de drogas, demonstra o poder de ter mais rivalidade.

Nestes últimos dias, tenho me debruçado a entender a rivalidade gaúcha entre colorados e gremistas. São torcidas fortes de cores fortes. Mas, é estranho aceitar perder para o outro não ganhar. Principalmente porque em se tratando de jogo o básico é vencer, sempre. É no mínimo um fenômeno que incomoda os céticos do futebol e o que dirá os adeptos à ética. Tem regras no futebol, que fogem das regras habituais do cotidiano. É o mesmo que perder o emprego para ver o rival desempregado. Isso não funciona, mas acontece!

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

O que precisamos: Gestores da Qualidade ou Gestores de Documentos (Por Luiz Carlos Sá)

Para iniciar este assunto polêmico, gostaria de apresentar uma charge para refletirmos (clique na imagem para ampliar):

burocracia

Dando continuidade aos posts anteriores, ou seja:

  • Como preparar um Gestor da Qualidade” (clique aqui para ler novamente este artigo) no qual o Ronaldo Costa Rodrigues apresentava a “receita” de como preparar um verdadeiro Gestor da Qualidade;
  • Muito PIC para implementar um Sistema de Gestão pela Qualidade” (clique aqui para ler novamente este artigo), no qual apresentei uma outra “receita” de como colocar um tempero “apimentado” nos Sistemas de Gestão pela Qualidade, e;
  • RD – Representante da Direção, afinal quais são as atribuições deste profissional?” (clique aqui para ler novamente este artigo), no qual apresentei as verdadeiras atribuições de um RD.

Hoje, tenho a grata satisfação de apresentar um texto sensacional, elaborado pele Luiz Carlos Sá, onde com maestria, discorre sobre um tema extremamente polêmico e contraditório, ou seja, o Gestor da Qualidade ou RD em alguns casos é um:

  • BURRO”GRATA … um gerador de evidências / registros no qual aumenta a sua preocupação em “agradar” os auditores externos nas vésperas de uma auditoria de certificação e / ou de manutenção … ou;
  • Desempenha um papel extremamente importante de “INCENTIVADOR” da Melhoria Contínua (clique aqui para ler novamente este artigo) junto aos colaboradores / funcionários da organização?

Convido-os a analisar este artigo, que segue abaixo, do Luiz Carlos Sá, e tirarem as suas conclusões, principalmente na atual realidade que vocês convivem em suas organizações certificadas.

Boa leitura à todos!

O que precisamos: Gestores da Qualidade ou Gestores de Documentos

Tem sido enorme a contribuição da implantação de sistemas de gestão da qualidade conforme a norma NBR ISO 9001 para a evolução da qualidade dos produtos e serviços. Isto é inegável. Mas um desvio tem se verificado na implantação destes sistemas ou do conceito que as empresas têm quanto ao que é importante quanto ao foco do sistema de gestão da qualidade em si.

Verifica-se que em muitas empresas o foco é dado prioritariamente à manutenção dos documentos do sistema (manuais, procedimentos, instruções e registros) com o objetivo fim de manter a certificação. Quando este deveria ser conseqüência das atividades realizadas pela área ou pessoa responsável pelo SGQ (denominado na maioria das vezes de RD – Representante da Direção). O objetivo principal da área, equipe ou pessoa responsável pela Gestão da Qualidade deve ser o de monitorar o desempenho da empresa e seus processos quanto a qualidade daquilo que fazem ou que produzem. Qualidade aqui no seu sentido mais amplo que é, medir e/ou analisar os resultados contra as especificações e perguntar:

1 – Como podemos fazer melhor? (como eliminar ou reduzir os problemas, como posso tornar o resultado melhor do que já é)

2 – Como podemos fazer mais rápido? (que atividades podem ser otimizadas, reduzidas ou eliminadas, como posso facilitar a execução, reduzir as esperas, os transportes e etc)

3 – Como podemos fazer utilizando menos recursos ou desperdiçando menos? (como posso eliminar as perdas, como posso fazer o mesmo com menos)

Em suma: Melhor, Mais rápido e Mais barato. Os três itens estão fortemente relacionados e não podemos melhorar um em detrimento dos demais.

Estes três questionamentos devem ser preocupação permanente da empresa como um todo é lógico, todos devem se preocupar com isto, mas é a função fundamental da área, equipe ou pessoa responsável pela Gestão da Qualidade conduzir a empresa e as pessoas para este processo, desde a coleta de dados, na proposição de problemas e soluções, na cobrança de ações ou no estímulo das equipes para a busca da melhoria do desempenho.

Mas, infelizmente, não é isso o que vemos. Temos hoje nas empresas profissionais “responsáveis pela qualidade” que se preocupam pura e simplesmente com a manutenção da documentação, execução de auditorias, emissão dos registros exigidos e pronto. São no final das contas burocratas, que entendem muito bem dos documentos, mas não entendem de qualidade, de suas técnicas, suas ferramentas e seus impactos. Isto ocorre não por culpa destes profissionais, pois não foram treinados para isto e não lhes foi dada esta incumbência e muito menos o tempo e equipe para tanto.

Credito a culpa ao entendimento que as pessoas, e aí entra a Direção e gestores da empresa, tem do que é a implantação de um sistema de gestão da qualidade, que normalmente é vendida para as empresas como única e simplesmente a geração de documentos para atendimento dos requisitos da norma e questionamentos dos auditores. E aí, o que importa é gerenciar e cobrar o seguimento destes documentos. Colocamos então um “RD” que fica manipulando e cobrando a emissão de papéis, planilhas e demais formalidades e detalhes, enquanto os processos cospem problemas, multiplica-se em desperdícios e apresentam produtividade insignificante (produtividade esta muita das vezes engessada pela própria burocracia do sistema de gestão implementado).

Não, o que precisamos é de gestores da qualidade e não de gestores de Sistemas de Gestão da Qualidade, os famigerados “RDs”. Para tanto precisamos mudar a cultura das empresas, a cultura dos profissionais de consultoria e a cultura vigente quanto ao formato adequado do sistema de gestão da qualidade, saindo de algumas ideias que nos acompanham desde os primórdios como boas práticas ou práticas “exigidas”, para um olhar novo sobre como implementar os requisitos da norma NBR ISO 9001, gerando os controles, dados e meios necessários para a melhoria contínua do desempenho da empresa.

Programa de Idéias Criativas (PIC) na Sildre Plásticos e Matrizes Ltda.

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Na semana passada, concluímos em um dos nossos clientes, a Sildre Plásticos e Matrizes Ltda, a proposta de um programa de idéias!

Vocês sabem qual o objetivo de um programa de idéias? Basicamente é um dos diversos programas participativos que propiciam e incentivam a participação dos colaboradores nas decisões da empresa e a conseqüente capacitação profissional por meio do desenvolvimento de trabalhos individuais ou em equipe, sugestões de melhorias e indicação de novos negócios. Cada programa tem as suas diretrizes próprias, alinhadas com a Filosofia Empresarial da empresa, ou seja, Negócio, Visão, Missão, Valores e Princípios.

Nesta empresa, a Sildre apresentamos, inicialmente, uma proposta de participação individual, ou seja, cada colaborador apresenta uma idéia, desenvolve e implementa sem o envolvimento de outras pessoas. Esse é considerado o primeiro estágio para trabalhos em equipe, por exemplo, Círculos da Qualidade e / ou Grupos de Melhorias. O processo tem que ser gradativo, principalmente em organizações no qual ainda não existe cultura de incentivo a idéias.

Sempre é bom e “estratégico” criar um “nome fantasia” para estes programas, de tal forma que provoque a participação, no caso deste nosso cliente o nome será “Programa de Idéias Criativas” com a sigla PIC! Já presenciei outros nomes fantasias, por exemplo, “Você Resolve” do Grupo Delga, clique aqui e leia um dos informativos relatando os resultados deste programa.

A proposta do Programa de Idéias Criativas, o PIC é de incentivar os colaboradores da Sildre a apresentar idéias de melhorias de serviços, processos ou local de trabalho, premiando aqueles que contribuam, para reforçar a capacidade competitiva da Sildre e principalmente promovendo o desenvolvimento profissional da força de trabalho da organização.

O prêmio às idéias mais criativas aprovadas será pago em dinheiro.

Segue a seguir os principais documentos que elaboramos para que a Sildre obtenha sucesso com o PIC:

  • Regulamento do Programa de Idéias Criativas (clique aqui);
  • Cartaz do Programa de Idéias Criativas (clique aqui), e;
  • Formulário Minha Idéia Criativa (clique aqui).

Veja a seguir, os principais benefícios para a organização e para os funcionários em implementar este tipo de programa participativo:

Organização

Funcionários

  • Promove a redução de custos;
  • Aumenta a motivação ao desenvolvimento de novos processos, produtos e serviços;
  • Possibilita identificar os talentos da organização;
    Propicia a melhoria da produtividade e qualidade;
  • Melhora o clima organizacional;
  • Soluciona os problemas;
  • Melhora e agiliza os processos internos;
  • Cria um ambiente e uma cultura propícios à criatividade, e;
  • Aumenta a participação e o comprometimento dos colaboradores na solução de problemas.
  • Aumenta a motivação;
  • Amplia o espírito de equipe e o relacionamento entre os colaboradores;
  • Possibilita o reconhecimento do potencial dos colaboradores;
  • Propicia ganhos financeiros através de prêmios;
  • Possibilita pensar e não apenas fazer;
  • Aumenta a percepção;
  • Promove o auto-desenvolvimento e criatividade, e;
  • Melhora as condições de trabalho por meio da otimização dos processos.

Estaremos em outros posts, apresentando maiores detalhes sobre estes programas participativos!

Vida sustentável, pensando no futuro, refletir….

Hoje, terça-feira recebi através de um e-mail do nosso amigo Fernando Amaral Torres, uma reflexão sobre que tipo de “herança” vamos deixar para o planeta.

Abaixo, segue na íntegra o texto:

Para quem tem filhos ou pretende ter…

A charge logo a baixo traduz bem uma distorção que atualmente existe em nossa sociedade. (Clique na figura, para ampliar)

19692009

A seguir apresentamos uma “pergunta” que foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável: (Clique na figura, para ampliar)

sobre filhos


Casos de professores agredidos verbalmente e até fisicamente por alunos só não estão mais presentes na mídia porque, de tão freqüentes, nem se registram mais Boletins de Ocorrência e, além disso, os repórteres teriam de ficar de plantão só nas escolas.

A educação dos filhos saiu da pauta dos pais há um bom tempo. Hoje, a TV, o vídeo-game, a rua, os “coleguinhas” assumiram esse papel. A falta de tempo pra ficar com os filhos é rapidamente preenchida pela quantidade de presentes e pelo preço destes também!

Cuidar do planeta nem precisa dizer que é obrigação de cada um! E cuidar dos filhos?!

Ele chama a atenção para uma das questões mais urgentes na nossa sociedade: formação, valores. Não adianta delegar essas funções à escola, ao professor. Essa é missão fundamental da FAMÍLIA.

Os professores podem e devem fazer o mesmo, mas pelas SUAS FAMÍLIAS. Escola é lugar de desenvolver habilidades, adquirir conhecimento, formar profissionais.

Lavagem verde (Por Tatiana Wegner Ypsilanti)

greenwashedLi um artigo na Revista Seleções do mês de novembro de 2009 (página 33), que fala sobre a “Lavagem verde”, a autora, Mariusa Colombo, que é bióloga e professora da Unisinos (RS), comenta o engano que os selos colocados nas embalagens dos produtos podem ocasionar para o consumidor, a lavagem é como se o “produto tomasse um banho verde”.

Geralmente esses selos fazem com que o consumidor pense e até creia que está fazendo sua parte com o meio ambiente, já que estas figuras passam uma imagem assim, sem que isso seja real!

É como se o produto fosse empacotado em uma embalagem de presente “orgânica”, limpando a consciência da gente…

Existe um website que fala mais a respeito dos sete pecados da lavagem verde (http://sinsofgreenwashing.org/findings/greenwashing-report-2009/).

Além disso, existem definições, como exemplo típico a palavra biodegradável, que no dia-a-dia as pessoas mal percebem que não entendem o significado verdadeiro desta palavra e o que isso significa para o meio ambiente.

As pessoas acreditam que o produto biodegradável pode ser descartado em qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer quantidade e sem o mínimo de cuidados. Mas não é bem assim, como a definição1 mesmo diz o material biodegradável pode ser decomposto, isso não significa que sempre será, pois existe uma série de fatores que contribuem para uma degradação ótima, como por exemplo, concentração, temperatura, pH, umidade etc.

1Biodegradável é todo material que após o seu uso pode ser decomposto pelos microorganismos usuais no meio ambiente. Desta forma o material quando se decompõe, perde as suas propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente. É uma qualidade que a sociedade atual exige de determinados produtos como, por exemplo, de detergentes, de sacos de papel, de embalagens diversas, etc. Assim diminui-se o impacto das manufaturas do homem sobre o meio ambiente.

Caído na calçada (Por David Coimbra)

Na sexta-feira passada recebi através de um e-mail da nossa amiga Emilene Brum Garske, um texto muito lindo, escrito pelo jornalista, comentarista e escritor David Coimbra. O texto conta uma história verdadeira que aconteceu no ano passado, no mês de setembro de 2008. Um verdadeiro exemplo de que o principal valor que podemos deixar para os nossos filhos é a ética em nossas atitudes, ou seja, o exemplo das nossas atitudes. O que adianta sermos ricos materialmente, se não deixarmos uma herança de valores para os nossos filhos.

Abaixo, segue na íntegra o texto:

Ontem saí de casa mais cedo do que o normal e a temperatura era amena de primavera e o dia estava amarelo e azul e do som do meu carro se evolava o rock suave da Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.

Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói. Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.

Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.

O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.

Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.

A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.

A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.

Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.

* Texto publicado no dia 26/09/2008 na página 3 de Zero Hora

O certificado CE do CardioMax Bifásico da Instramed chegou!

Na semana passada, nosso cliente Instramed Indústria Médico-hospitalar Ltda. recebeu pela UL  do Brasil Certificações, o certificado CE do CardioMax Bifásico !

Certificado CE-Cardiomax-Instramed

Com este certificado “em mãos”, a Instramed poderá comercializar este produto nos continentes europeu e asiático!

Clique neste link e conheça as características funcionais deste produto!

Desejamos sucesso à todos os profissionais que fazem parte desta organização!

Como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos (Por Patrícia Prigol)

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Muitas teorias advogam a favor do processo de estruturação da psiqué e da personalidade do homem a partir da educação e das vivências através dos vínculos parentais. Outras sugerem que o ser humano, ao nascer, já é dotado de um quantum de energia em seu psiquismo rudimentar que poderíamos dizer que parte de seu “eu” já está nele contido. E que, com o passar do tempo, este ego rudimentar, ao ser desenvolvido, construiria uma identidade única, capaz de dar (ou não) conta de suas próprias necessidades emocionais.

No livro “O Drama da Criança Bem Dotada”, a autora Alice Miller descreve situações que remontam a história de muitos personagens (não fictícios) que sofreram as conseqüências de uma educação narcisista na medida em que os pais deixaram de reconhecer a criança em sua essência, substituindo-a por suas próprias necessidades (expectativas, interesses e motivações inconscientes). No livro que inclui em sua introdução uma chamada contundente: “como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos”, podemos perceber as intenções da autora que retrata, com fundamento e experiência, as agruras de uma vida emocional limitada por padrões pré-estabelecidos que reprimem o que há de mais puro na essência do ser humano: toda sua capacidade vital (sua pulsão de vida) que o faz criar, construir, inovar e vencer os desafios que se apresentam a cada momento.

Quantas pessoas procuram auxílio em psicoterapia para poder “se encontrar” e ouvir a sua própria voz interior, porque “deixaram de existir” há muito tempo. Anestesiados e quase falidos em si mesmos produzem sintomas de uma pessoa que está desfalecendo, morrendo aos poucos. Muitas vezes são jovens que já não sentem mais prazer em viver e que descrevem uma apatia e um cansaço que nem mesmo na velhice poderíamos encontrar.

A depressão é um dos transtornos mais freqüentes nos consultórios de Psicologia e de Psiquiatria que exemplifica perfeitamente a situação que apresentamos. Uma pessoa que deixou de viver – e o “deixar de viver” aqui é o mesmo que “deixar de sentir” – carrega um corpo físico e um corpo egóico construído com base nas necessidades do “outro” (um “falso self”), seguindo padrões que nem sempre desejou para si. Submissos a essa voz de comando interno (pois na fase adulta são os pais internalizados que podem ainda falar mais alto) acabam por se dividir entre os seus desejos e a necessidade de corresponder às expectativas alheias para sentirem-se amados e “protegidos emocionalmente” de seus próprios traumas, de suas “faltas”. Assim, podem permanecer neste estágio de subserviência e de controle para evitar o contato com a realidade. A realidade de quem, provavelmente, não se sentiu amado e respeitado em sua individualidade. A realidade que revela a ausência de pais que pudessem ter amado seu filho com base nas suas diferenças, na sua individualidade, ao invés de sobrepor a essa função suas próprias vontades e desejos narcisistas, de adultos que, na maioria das vezes, foram também castrados em seus desejos, depositando em seus filhos a expectativa de reparação de um passado sombrio e recheado de insatisfações e amarguras.

Solução para este conflito, nesta ambivalência entre o “eu” e o “tu”? Psicoterapia associada a uma dose cavalar de boa auto-estima a ponto de olhar para sua realidade e poder, assim, fazer a sua escolha, livre de pré-conceitos e de padrões que servem apenas para controlar e aprisionar as pessoas dentro de uma rede de manipulações e dominações perversas que não podem admitir a felicidade e a superação através do rompimento de mandatos e legados transgeracionais.

Do contrário, uma sociedade perversa como a nossa agradecerá, e muito, o trabalho das famílias que mantém seus filhos à mercê de um outro tipo de domínio e manipulação. Assim, muitos governantes são eleitos e desta forma sofremos os infortúnios causados pela nossa responsabilidade (ou irresponsabilidade?). É de se pensar…

Tensões cotidianas (Por Maria de Lurdes Fontana)

YOGA-PARA-CASAISQuem não se deparou com dias agitados e com tantas coisas a fazer…? O ambiente fica pesado, as tarefas ficam difíceis de “desenrolar”, o estresse aflora dando a impressão que falta tempo para organizar tudo. A síndrome do “não ter tempo” ou de querer fazer tudo ao mesmo tempo.

Parar, olhar, analisar e focar assuntos relevantes, é um grande começo para perceber que em muitas circunstâncias não vale a pena todo o desgaste físico e mental. Organizar-se é um ponto importante para saber separar o que é necessário fazer.

Muitas coisas não precisam ser resolvidas no mesmo dia. Relacionar assuntos e separar em ordem de prioridade, tornar mais leve e agradável o dia. É preciso um começo no firme propósito de dar-se conta que há uma solução naquilo que nos incomoda e atrapalha.

Em dias de forte pressão não é fácil organizar-se. O ser humano sob pressão reage de maneira diferente, dependendo da situação que se encontra.

Lições aprendidas e trocas de experiências com colegas e amigos, ajudam a acalentar a sensação de não ter feito nada, e dá a notória satisfação de que há mais pessoas passando pelas mesmas situações. Aliás, vivemos num mundo que não é permitido ter ociosidade. Somos encurralados por tantas ofertas disso e daquilo, e que em sua grande maioria, são desnecessárias. Há muito lixo virtual, com apelos de toda a sorte, tirando a livre iniciativa de escolha. E quando não se tem a possibilidade de escolha, termina o dia com a nítida impressão de não ter feito nada. Faz sentido dar sentido ao que fazemos.

Até o próximo sábado!

Maria de Lurdes Fontanadudyfonttana@brturbo.com.br

Seja um Papai Noel neste ano!

Natal_CorreiosVocê já ouviu falar no Projeto “Papai Noel dos Correios”? Todo ano os Correios desenvolvem uma ação junto a 28 diretorias regionais (em todo Brasil) que visa a “adoção” de cartas de crianças carentes que escrevem para o Papai Noel pedindo presentes.

Qualquer pessoa comum pode ir até os locais em sua cidade onde as cartinhas estão, adotando uma carta, comprando o presentinho… Depois é só levar aos Correios e ele entrega gratuitamente. Essa não é a única forma de colaborar! Os Correios também aceitam ajuda na triagem das cartas.

No ano passado eu vi pedidos curiosos (para não dizer singelos / humildes), como lençóis, material escolar, pedido de emprego para o pai, arroz, comida, cesta básica, um bolo de aniversário!

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Essa situação, me fez lembrar uma atitude que meus pais faziam quando eu ainda nem existia, os meus pais iam a um orfanato e convidavam uma criança para passar o Natal na casa deles! Pequenos gestos … que ficam gravados para sempre na memória de uma criança e fazem com que o significado do Natal seja o verdadeiro … dar um “presente especial” para o verdadeiro aniversariante … o Menino Jesus!

Você vai se perguntar, mas só no Natal? Ou vai dizer: ajuda é só no Natal? É muito fácil uma pessoa que não tem nenhum tipo de privação fazer esse tipo de questionamento. Imagine não ter nada nem no Natal? Muitos canais de “ajuda” ocorrem nessa época do ano mesmo e essas pessoas precisam recorrer a esses e criar oportunidades, ainda que seja assistencialista. Aliás, antes de questionar algum projeto, pergunte-se o que você tem feito pelo mundo? Por outras pessoas? Cada pessoa pode procurar vários canais que realizam trabalhos sociais durante todo o ano com vários tipos de pessoa, não só no Natal. Então, antes de alguém encher o saco, trabalhe em algo social ativamente ao invés de ficar sentado, questionando e esperando que as coisas aconteçam! Atitude! A responsabilidade é de todos! O projeto mesmo sendo pontual é muito bacana!

Maiores informações acessem o link do projeto, clique aqui!

No Rio Grande do Sul, podemos buscar maiores informações através dos seguinte telefones: (51) 3220-8461 / 3220-8798 / 3221-7272 /9282-3200. Em outros estados da federação, clique neste link.