Dando continuidade ao post anterior, segue o nosso posicionamento diante das chamadas “obrigações acessórias”.

O Sistema Público de Escrituração DigitalSPED trata-se de uma obrigação que está sendo gradativamente estendida a todas as empresas, e destina-se, oficialmente a integrar ações do fisco federal, estadual e municipal e aprimorar o relacionamento entre fisco e contribuintes.

Mais do que “aprimorar o relacionamento entre fisco e contribuintes” o SPED, nada mais é do que a entrega ao fisco, por meio eletrônico de arquivo contendo todas as operações e lançamentos individualizados constantes na escrita contábil e fiscal das empresas.  

Para empresas que em 2009, optaram pelo Lucro Real, a entrega destes arquivos, deverá acontecer por ocasião da entrega da DIPJ, prevista para 30/06/2010, do contrário fica sujeita a multa de R$ 5.000,00 por mês de atraso.

Queremos ressaltar o fato de que até então as informações contábeis entregues pelas empresas ao fisco federal, limitavam-se a informar apenas o saldo final das contas de seus demonstrativos de resultados e balanços.

Agora estamos falando da entrega de toda a sua contabilidade, lançamento por lançamento, operação por operação. 

Acabou-se o sigilo empresarial e a privacidade das operações. Qual a garantia que é dada as empresas de que as informações serão sigilosas?  Nenhuma. Apenas impõe-se multa pela não entrega. E se algum segredo industrial cair nas mãos indevidas de um funcionário público que possa revelá-lo a concorrência? Tem multa prevista? Não.

Parte-se do principio que toda empresa é sonegadora. Temos a impressão as vezes que somos tratados como infratores a lei em potencial, ou até mesmo criminosos. 

Acontece que se hoje, nosso governo tem dinheiro para gerir e propiciar financiamentos subsidiados de residências populares e alguns bens de capital, isto se deve ao fato de que existe uma arrecadação tributária, gerada por empresas, que vem sendo cada vez mais perseguidas na ânsia de arrecadar mais e mais. 

As empresas precisam ser tratadas de forma mais respeitosa e digna, ao invés de simplesmente criar mais obrigações e impor multas.  Hoje cada vez mais as empresas tem que estar assessoradas interna e externamente por profissionais da área tributária, para cumprir estas obrigações e evitar a imposição de multas.

Como exemplo citamos a maratona enfrentada toda a vez que a empresa necessita de uma Certidão Negativa de Débito. Documento indispensável para participar de concorrências. Neste momento, fica evidente o desrespeito ao qual somos submetidos. 

As confusões criadas pelo próprio fisco, na criação de códigos de guias e gias informativas, muitas vezes induz a empresa a erros simples de codificação, o que não significa que não houve pagamento de tributo, apenas erro de código.

Até adotar os procedimentos para emissão de nova CND, muitas vezes aí a empresa é que perde o prazo para habilitar-se a participar da concorrência.  Prejudicando seu faturamento e consequentemente prejudicando também a geração de mais tributos.

Eis a questão. Ao invés de facilitar a vida das empresas, o fisco faz o contrário, que é dificultar.  Além do SPED, podemos citar:

  • DCTF, outrora semestral e a partir de 2010, mensal
  • DIMOB
  • DIRF
  • SINTEGRA
  • GIAO ICMS
  • DACON

Entre outros.

Talvez com o SPED, que se trata de passar os arquivos digitais toda a contabilidade e seus lançamentos ao fisco, se possa com o tempo abolir algumas das obrigações acima, finalmente racionalizando-se os procedimentos na área fiscal e contábil das empresas.

Porém sabemos que isto irá passar pela integração entre os fiscos federal, estadual e municipal, o que certamente irá demandar alguns anos.

O que devemos atentar como empresas diante do surgimento destas novas obrigações?   

Diríamos que o primeiro passo é organizar-se, ou reorganizar-se.  Adequar seus processos internos e integração de sistemas, para que as informações a serem geradas e fornecidas ao fisco possam ser consistentes, e adequadas ao modelo tributário por ela adotado. Pois do contrário, se irá ter, mais burocracia, custos e multas que possam ser geradas por informações inadequadas fornecidas através do SPED.

Além de simplesmente adequar-se, está mais do que na hora de fazer valer a sua voz. Vemos movimentos sociais diversos atuando em nosso país, e nos parece que o movimento empresarial está com sua voz sufocada. 

Devemos fazer valer nossos direitos constitucionais no que concerne a privacidade, para que nossa contabilidade ao ser entregue ao fisco, não corra o risco de cair em mãos indevidas de pessoas desprovidas do senso de responsabilidade e ética.

Excelente Semana a Todos!

Ivo Ricardo Lozekam

Email e MSN: ivoricardo@terra.com.br

Consultor de Empresas na Área Tributária

Membro do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário

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Dando continuidade ao post anterior, ontem (05/02/10) finalizamos o treinamento Formação de Auditores Internos pela ISO 9001:2008 no SENAI-MT, sendo que a carga horária foi de 24 horas, ou seja, três dias!

Tivemos a participação de 28 colaboradores de diversas unidades deste SENAI!

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Desejamos sucesso para esta equipe de auditores internos!

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4/02/2010 | Por: Hélio Rocha
O que falam de sua empresa (Fonte: Exame PME)

Com tantos blogs e redes sociais por ai, não é tão fácil saber onde e quando alguém falou mal de um produto ou serviço – ainda mais se for de uma pequena ou média empresa pouco conhecida. A boa notícia é que existem diversos mecanismos gratuitos que ajudam no monitoramento. Eis alguns dos mais usados (clique nos hiperlinks).

  1. Google Alerts: rastreia, com base em alguns tópicos predefinidos, os grupos de discussão do Google. Possui versão em português e avisa os resultados por e-mail.
  2. Icerocket: busca menções em blogs, notícias, imagens. MySpace e Twitter. As respostas são organizadas em ordem cronológica, como o horário e a data dos posts.
  3. Social Mention: encontra um determinado termo em redes sociais. Fornece estatística como quantidade de citações e autores que publicaram um termo com mais frequência.
  4. BlogBlogs: vasculha mais de 200 000 títulos de blogs nacionais cadastrados no site e mantem um ranking dos blogs que recebem mais visitas e comentários dos internautas.
  5. Google Blogs Search: Seus resultados abrangem somente blogs – nacionais e estrangeiros. A pesquisa funciona de maneira idêntica ao Google tradicional – o que torna a ferramenta bastante fácil de usar.
  6. TweetBeep: Monitora o Twitter e envia alertas. Pode-se definir uma palavra-chave, escolher a periodicidade para receber os avisos e ainda ignorar tweets que contenham um termo específico.
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Dando continuidade ao post anterior, ontem (02/02/10) realizamos o treinamento Upgrade da ISO 9001 para a versão 2008 para uma equipe de auditores internos do SENAI-MT. Forma 21 pessoas que participaram deste treinamento!

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Sendo que na segunda-feira (01/02/10), em conjunto com a equipe gestora auxiliamos na adequação para principais mudanças da versão 2008, mas principalmente na busca da efetividade do atual Sistema de Gestão pela Qualidade.

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Desejamos sucesso para esta equipe de auditores internos!

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3/02/2010 | Por: Ivo Ricardo Lozekam
A Nova Legislação Contábil (Por Ivo Ricardo Lozekam)

figura_servicosA Lei 11.638/2007 alterou os dispositivos e acrescentou outros da conhecida Lei 6.404/76, com o objetivo de harmonizar a contabilidade brasileira aos padrões internacionais, para assim facilitar o investimento estrangeiro. Além do que obriga as grandes empresas de capital fechado a divulgarem seus balanços.
Uma das novidades é criação da Demonstração do Fluxo de CaixaDFC. Esta demonstração indicará as alterações ocorridas durante o exercício no saldo de caixa e equivalentes, segregando estas alterações em três fluxos:

  • Fluxos das Operações.
  • Fluxos dos Financiamentos.
  • Fluxos dos Investimentos.

Em outras palavras a DFC indicará o saldo ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações representando aumento ou redução do capital circulante líquido.

Será um elo de ligação entre o lucro líquido e o caixa/disponibilidades.

Outra novidade é a Demonstração do Valor AdicionadoDVA. Esta demonstração deve indicar o valor da riqueza gerado pela companhia, e a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como parcela da riqueza não distribuída.

Apesar destes demonstrativos serem aplicáveis em um primeiro momento ás Sociedades Anônimas, entendemos que todas as empresas que utilizem a contabilidade como instrumento gerencial, devam utilizá-los, pois estes dois demonstrativos auxiliam na melhor interpretação dos dados contábeis. Apenas para dar um exemplo. Se considerarmos, na forma em que são apresentadas atualmente as operações de Leasing nos balanços, veremos apenas a despesa operacional, em função da natureza jurídica da operação de Leasing.

Com as novas ferramentas e classificações contábeis criadas será possível vislumbrar, no exemplo do Leasing, o valor das imobilizações, bem como o valor das obrigações decorrentes dos contratos firmados, propiciando assim uma avaliação mais precisa do patrimônio da empresa.

É uma excelente oportunidade para a reciclagem e surgimento de contadores voltados para a gestão empresarial, afinal o verdadeiro objeto da contabilidade é o estudo do patrimônio.

Excelente Semana a Todos!

Ivo Ricardo Lozekam

Email e MSN: ivoricardo@terra.com.br

Consultor de Empresas na Área Tributária

Membro do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário

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